Temos políticos dignos de filmes B de gângsteres
Enquanto o país vê 3,6 milhões na direção da pobreza, o presidente gastava milhões em suborno para garantir sua sobrevida. Bem-vindo a uma cleptocia que não faz nem sequer questão de consenar as aparências,
Exército sai, voltam os tiroteios
Sem tropas do Exército nas ruas, os criminosos voltaram à toda: em 24 horas, o Rio registrou 19 tiroteios e 11 roubos de carga. Os militares chamaram de “entressafra” o momento atual e disseram que vão retomar operação…
Ex-governador de MT implica Blairo Maggi em delação
Em acordo de delação ainda não homologado pelo STF, o ex-governador de Mato Grosso Silvai Barbosa (PMDB) acusa o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), de integrar esquema quando governava o Estado para liberar precatórios em troca do apoio parlamentar. Ele nega ter usado “meios ilícitos”.
—————————————————————–

O Globo

Manchete: Governo tenta apressar reforma da Previdência
Após rejeição da denúncia, Temer mostra confiança na base
Meirelles diz que espera aprovar mudanças na aposentadoria em outubro; Rodrigo Maia faz apelo ao PSDB
A vitória do presidente Temer, que teve a denúncia de corrupção passiva contra ele rejeitada pela Câmara, deixou o governo mais confiante na aprovação da reforma da Previdência ainda este ano. Além dos 263 votos pela rejeição da denúncia, o Planalto conta como favoráveis os 19 deputados ausentes e os dois que se abstiveram. Somando esses 284 com os 106 deputados dos 11 partidos que têm ministros mas deram votos contra o presidente, o Planalto calcula que tem um universo de 390 deputados sobre os quais trabalhará em busca dos 308 votos necessários para a aprovação das mudanças nas regras previdenciárias. O presidente Temer mostrou confiança ontem: “Eu me sinto fortalecido para isso (aprovar a reforma da Previdência)”. Mas a tarefa do Planalto não será fácil. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), afirmou que a prioridade do Planalto deve ser a recomposição da base, especialmente com a ala dissidente do PSDB, que deu 21 votos contra Temer. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que espera a aprovação da reforma da Previdência até outubro, na Câmara e no Senado. (Págs. 3, 4 e 16 e editorial “O que resta a Temer fazer”)

Nó fiscal ameaça contas de 2018
Cumprir o teto de gastos e a meta fiscal de 2018 exigirá esforço extra do governo para cortar despesas e aprovar ajustes. Técnicos da equipe econômica estimam que só a Previdência deve consumir R$ 50 bilhões adicionais no ano que vem, exatamente a margem que o governo terá para ampliar suas despesas pela regra do teto de gastos, informam GERALDA DOCA e MARTHA BECK. (Pág. 15)

MÍRIAM LEITÃO
“Equipe econômica está sendo atropelada pela política”, diz Tasso Jereissati. (Pág. 16)

MERVAL PEREIRA
A falta de lógica nos números da votação da denúncia contra Temer. (Pág. 4)

NELSON MOTTA
Presidente é absolvido por excesso de emendas. (Pág. 13)

LYDIA MEDEIROS
O INSS fará projeto-piloto para reduzir burocracia. (Pág. 2)

JOSÉ PAULO KUPFER
O jogo continua complicado no Congresso. (Pág. 13)

FREI BETTO
Agora, o presidente come na mão dos deputados. (Pág. 5)

Barroso: ‘Operação abafa é visível’
Ministro do Supremo diz, após rejeição da denúncia contra Temer, que ações contra a punição de corrupção são ostensivas no país, mas mostra otimismo: ‘O Brasil já mudou e nada será como antes’ (Pág. 5)

Secretário de Obras de Paes é preso na Lava-Jato
Para procuradores, esquema de Cabral se repetia no município
A Lava-Jato chegou, pela primeira vez, à prefeitura do Rio. Alexandre Pinto, secretário de Obras na gestão do ex-prefeito Eduardo Paes, e outras nove pessoas foram presas. Segundo o Ministério Público, o esquema municipal de corrupção “repetia” o do governo Cabral. A Operação Rio, 40 Graus apurou que empreiteiras pagaram propinas de R$ 27 milhões pelas obras do BRT Transcarioca e R$ 9 milhões pela recuperação ambiental da Bacia de Jacarepaguá. Delatores disseram que Paes não participou do esquema. Em nota, o ex-prefeito afirmou que Alexandre era um técnico e que a notícia decepciona e envergonha. (Pág. 6)

Exército sai, voltam os tiroteios
Sem tropas do Exército nas ruas, os criminosos voltaram à toda: em 24 horas, o Rio registrou 19 tiroteios e 11 roubos de carga. Os militares chamaram de “entressafra” o momento atual e disseram que vão retomar operação. (Pág. 7)

Crise ameaça bolsistas do CNPq
A falta de verbas ameaça a manutenção de 100 mil bolsas de pesquisa financiadas pelo CNPq. O governo ainda tenta encontrar soluções. (Pág. 22)

MP pede anulação da Constituinte
O Ministério Público da Venezuela pediu à Justiça que seja anulada a instalação da Constituinte, prevista para hoje, diante da denúncia de que pelo menos um milhão de votos foram fraudados. (Pág. 21)

————————————————————————————

O Estado de S. Paulo

Manchete: Base de Temer no Congresso põe foco na reforma política
Prioridade é criar fundo com recursos públicos para financiar eleições; Meirelles quer reforma da Previdência
Após a Câmara rejeitar denúncia contra o presidente Michel Temer, parlamentares da base aliada querem aprovar a reforma política, que prevê mudanças no sistema político-eleitoral e estabelece um fundo de R$ 3,5 bilhões, com recursos públicos, para financiar eleições. Para que vigorem já no próximo ano, as medidas têm de ser aprovadas em 60 dias. Já o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) espera a aprovação da reforma da Previdência até o final de outubro, e a tributária, em novembro. Deputados do Centrão – do qual fazem parte PP, PSD, PR e PTB – ameaçam votar contra a reforma caso o governo não retalie os que votaram contra Temer. Os senadores Aécio Neves (MG) e Tasso Jereissati (CE) definiram que Tasso continua interinamente na presidência do PSDB, mas conduzirá eleições internas e a escolha do candidato à Presidência da República. (POLÍTICA / PÁGS. A4 a A6 e ECONOMIA / PÁG. B3)

Derrota dos outros
Michel Temer afirmou ontem que a vitória na Câmara deu início à derrota daqueles que querem afastá-lo, voltou a chamar a denúncia por corrupção de “inepta” e disse que as acusações são de “natureza política”. (PÁG. A5)

Ex-secretário de Obras do Rio é preso na Lava Jato
Alexandre Pinto, ex-secretário de Obras da gestão Eduardo Paes (PMDB) no Rio, foi preso ontem pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. Ele é acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo as investigações, foram desviados R$ 36 milhões das obras do BRT Transcarioca e da recuperação da Bacia de Jacarepaguá. Com a ação, a Lava Jato mira a prefeitura do Rio e amplia o foco das investigações da suposta quadrilha chefiada pelo ex-governador Sérgio Cabral. (POLÍTICA / PÁG. A8)

Um terço dos servidores pode se aposentar na próxima década
Quase 2 milhões de servidores, ou um terço do total de funcionários públicos do País, já completaram 50 anos e devem atingir a idade mínima necessária para se aposentar na próxima década. O contingente deve provocar enorme pressão sobre os gastos com a Previdência. A constatação é de nota técnica do Ipea. Os militares estão entre os casos mais preocupantes: mais de 40% têm entre 41 e 50 anos, e suas aposentadorias ocorrem cada vez mais cedo. A situação também tende a se agravar nos Estados. (ECONOMIA / PÁG. B1)

ANS quer fim de carência na troca de plano de saúde
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) colocou ontem em consulta pública o texto que altera a norma da portabilidade de convênios médicos. Uma das principais mudanças será a extinção do período de 120 dias, conhecido como “janela”, para a troca de plano. (METRÓPOLE / PÁG. A13)

MP da Venezuela ouve João Santana (Internacional / Pág. A10)

STF condena União a indenizar a Varig (Econonia / Pág. B10)

Eliane Cantanhêde
Temer deverá atravessar a pinguela. Questão é saber como fica, com quem e para quê. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Notas & Informações
Vitória da responsabilidade
A exigência de dois terços da Câmara para autorização de instauração de processo contra o presidente serviu para impedir que uma denúncia inepta agravasse a crise. (PÁG. A3)

O povo ficou em casa
Para ir às ruas é preciso motivação clara. Não se troca governo como se troca de camisa. (PÁG. A3)

————————————————————————————

Folha de S. Paulo

Manchete : Apoio de deputados a Temer encolhe 40% após delação da JBS
Parte da Câmara que defendeu investigação é pró-reformas, e vice-versa; Meirelles quer votar nova Previdência até outubro
A base de apoio do presidente Michel Temer (PMDB) na Câmara dos Deputados ê quase 40% menor hoje do que no início do ano, antes de virà tona a delação da JBS.
Atê o escândalo, o peemedebista contava com o suporte de 20 partidos que, juntos, têm 416 dos 513 deputados federais. Hoje, cerca de 260 apoiam o governo. Após a divulgação da conversa de Joesley Batista com Temer — uma das bases da denúncia por corrupção barrada na Câmara —, quatro partidos saíram do governo: PSB, Podemos, PPS e PHS.
A nova cifra deixa o Planalto longe dos 308 votos necessários para aprovação de emendas à Constituição, caso da reforma da Previdência. Há, porém, outras variáveis. Deputados do PSDB contrários a Temer na denúncia tendem a apoiar a proposta. Já membros de outras siglas que votaram a favor do presidente se posicionam contra as mudanças.
Ontem, o ministro Henrique Meirelles disse que a reforma pode ser aprovada atê outubro. (Poder A4 e Mercado A17)

Emendas antes de votação favorecem governo e oposição
Análise da Folha mostra que a liberação de verbas às vésperas da votação de denúncia na Câmara beneficiou governistas e oposicionistas. Em média, cada deputado que votou a favor de Temer havia recebido R$ 3,4 milhões em julho; os contrários, R$ 3,2 milhões. (Poder A7)

Temos políticos dignos de filmes B de gângsteres
Enquanto o país vê 3,6 milhões na direção da pobreza, o presidente gastava milhões em suborno para garantir sua sobrevida. Bem-vindo a uma cleptocia que não faz nem sequer questão de consenar as aparências, (Ilustrada C8)

Troca feita por parlamentares é legal e legítima
Não vejo mal nenhum em que o parlamentar, em períodos assim, busque destravar o “recurso X”, a que tem direito, dada a cota orçamentária para tanto. É claro que aumenta seu poder’ de pressão. E de troca. (Poder A10)

Ex-governador de MT implica Blairo Maggi em delação
Em acordo de delação ainda não homologado pelo STF, o ex-governador de Mato Grosso Silvai Barbosa (PMDB) acusa o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), de integrar esquema quando governava o Estado para liberar precatórios em troca do apoio parlamentar. Ele nega ter usado “meios ilícitos”. (Poder A8)

Lava Jato prende no Rio ex-secretário de Eduardo Paes
Alexandre Pinto, secretário municipal de Obras do Rio na gestão Eduardo Paes (PMDB), foi preso na Lava Jato. Investigações indicam que ele cobrou propina de 1% em obras apontadas como legado da Copa e da Olimpíada. Paes nega irregularidades. A defesa de Pinto não foi localizada. (Poder A8)

Doria prevê licitar estádio e parques em até quatro meses (Cotidiano B1)

Como está fica
Os senadores tucanos Aécio Neves (MG) e Tasso Jereissati(CE), atrás, em Brasília; ficou definido que Tasso continuará como presidente interino do PSDB (Poder A8)

Editoriais
“Alheamento”, sobre votação na Câmara que preservou mandato de Temer, e “Gastos opacos”, a respeito de subsídios em financiamentos oficiais. (Opinião A2)

————————————————————————————

Responda

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.