Partidos usam fundo para bancar de bebida a jatinhos
Verba pública de R$ 3,57 bi financia gastos obscuros de políticos questionados pela Justiça Eleitoral
Recursos públicos que os partidos receberam do Fundo Partidário pagam viagens de jatinho, bebida alcoólica, churrascos e até contas pessoais de dirigentes. Os gastos formam uma “caixa- preta” de R$ 3,57 bilhões. Questionadas pela Justiça Eleitoral, são prestações de contas de despesas de 2011 a 2016, ainda pendentes de julgamento no Tribunal Superior Eleitoral. A estimativa é de que esse passivo burocrático some 560 mil páginas, guardadas em centenas de pastas nos arquivos do tribunal. As legendas costumam apresentar notas fiscais sem mostrar como, quando, onde e para qual finalidade foi o gasto. No momento, os técnicos trabalham com despesas de 2011, entregues em 2012. O julgamento dessas contas, cujo prazo para eventuais punições expira em cinco anos, deve ocorrer em 28 de abril, dois dias antes da prescrição. Os partidos negam irregularidades…
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O Globo

Manchete : Ministros vão levar ao TSE debate sobre caixa 1 ilegal
Decisão do Supremo será analisada no julgamento da chapa Dilma-Temer
Tribunal Eleitoral já colheu 52 depoimentos no processo iniciado em dezembro de 2014

Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disseram ao GLOBO que, no julgamento da chapa Dilma-Temer, deverá ser levado em consideração o entendimento da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de que doação oficial de campanha não legaliza dinheiro de propina. Para esses ministros, ouvidos por CAROLINA BRÍGIDO, a chapa poderá ser cassada se for comprovado o recebimento pelo caixa 1, na eleição de 2014, de dinheiro do esquema de corrupção na Petrobras. (Pág. 3)

Delator cita Padilha
Ao TSE, o ex-executivo da Odebrecht José de Carvalho Filho disse que acertou entrega de R$ 4 milhões em espécie com o ministro Eliseu Padilha. (Pág. 6)

Rio libera 40 mil dosesda vacina
A Secretaria municipal de Saúde vai liberar aos postos amanhã 40 mil doses da vacina contra febre amarela, dez vezes mais do que o oferecido em fevereiro. Ontem, faltou vacina em postos da cidade, diante da procura maior após anúncio da campanha de imunização, que começa em 15 dias. (Pág. 12)

Malária também assusta
Moradores de cidades do Rio contraíram malária que só atingia primatas, transmitida por mosquitos. (Pág. 42)

Estados muito longe da meta
Rio, Minas Gerais e Rio Grande do Sul não cumpriram nem metade das seis principais exigências do acordo de ajuda da União. Integrantes da equipe econômica não aceitam mudar contrapartidas. (Pág. 33)

Imposto até sobre PGBL doado
Rio cobra imposto sobre plano de previdência herdado. Setor recorre à Justiça. (Pág. 34)

Colunistas
LAURO JARDIM
Abalada, Odebrecht procura sócio para a holding (Pág.2)

ANTONIO TABET
“Ministros do Supremo” tratam até da cor do brasileiro (Pág.4)

ELIO GASPARI
Governo tenta salvar planos de saúde quebrados (Pág.6)

JOSÉ PADILHA
O combate à corrupção não deve ter partido (Pág.7)

DORRIT HARAZIM
Trump e Temer têm em comum a exclusão da mulher (Pág.14)

VERISSIMO
Em breve, “JN” só terá defesa de acusados na Lava-Jato. (Pág. 15)

ANCELMO GOIS
Rio receberá verba bloqueada em contas de Cabral (Pág.30)

MÍRIAM LEITÃO
País pode ficar em negação ou encarar as reformas (Pág.34)

FERNANDO GABEIRA
Roubaram também a imagem do país no exterior (Segundo Caderno)

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O Estado de S. Paulo

Manchete : Partidos usam fundo para bancar de bebida a jatinhos
Verba pública de R$ 3,57 bi financia gastos obscuros de políticos questionados pela Justiça Eleitoral
Recursos públicos que os partidos receberam do Fundo Partidário pagam viagens de jatinho, bebida alcoólica, churrascos e até contas pessoais de dirigentes. Os gastos formam uma “caixa- preta” de R$ 3,57 bilhões. Questionadas pela Justiça Eleitoral, são prestações de contas de despesas de 2011 a 2016, ainda pendentes de julgamento no Tribunal Superior Eleitoral. A estimativa é de que esse passivo burocrático some 560 mil páginas, guardadas em centenas de pastas nos arquivos do tribunal. As legendas costumam apresentar notas fiscais sem mostrar como, quando, onde e para qual finalidade foi o gasto. No momento, os técnicos trabalham com despesas de 2011, entregues em 2012. O julgamento dessas contas, cujo prazo para eventuais punições expira em cinco anos, deve ocorrer em 28 de abril, dois dias antes da prescrição. Os partidos negam irregularidades. (Política A4)

‘Um grande faz de conta’
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, diz que a fiscalização dos gastos deveria ser responsabilidade dos próprios partidos. A prestação de contas, segundo Mendes, “era um grande faz de conta”. (Pág. A5)

86% das empresas estão em situação irregular
Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas mostra que 86% das empresas estão em situação irregular nas prefeituras ou no governo federal. Os problemas se devem ao caos burocrático dos órgãos públicos, que exigem uma enorme quantidade de documentos, e à inadimplência das companhias, agravada pela crise. Em condição irregular, as companhias enfrentam restrições para obter empréstimos e participar de licitações públicas. (Economia B1)

Pacientes processam SUS por canabidiol
Dois anos depois da liberação do canabidiol – composto à base de maconha para uso medicinal –, 2.232 brasileiros conseguiram a liberação para importar o produto. O número de pessoas que recorrem à Justiça para obrigar o SUS a bancar os altos custos da substância está crescendo. (Metrópole A16)

Transposição – O Velho Chico chegou
A água virou a grande atração numa área de seca de Pernambuco e Paraíba, informa Alexa Salomão. Famílias mergulham nas represas e sertanejos tiram selfies no Eixo Leste do canal do São Francisco, inaugurado anteontem. (Economia B4)

Roberto Rodrigues
O campo pode gerar muito mais riqueza e empregos, desde que se resolva a vergonha da logística e da infraestrutura. (Economia B6)

Eliane Cantanhêde
É inacreditável a capacidade da política de criar mitos, tudo potencializado pelas redes sociais. (Política A6)

Vera Magalhães
Popularidade é algo difícil para Temer alcançar por sua trajetória ou atributos pessoais (Política A8)

Celso Ming
O que deixar de ser feito agora na Previdência será dolorosamente cobrado no futuro (Economia B2)

Notas&Informações
O erro de antecipar o processo eleitoral – Movimentação tão antecipada tem um efeito certo: a desvalorização do exercício da Presidência da República até o final de 2018 (A3)

A luta pela sobrevivência – De forma cada vez menos dissimulada, parlamentares se articulam para salvar a própria pele (A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete : Andrade indica propina em Tribunal de Contas paulista
Pagamentos, segundo relatos, evitariam problemas em obras, sobretudo do Metrô
Um executivo e um ex-diretor da Andrade Gutierrez disseram, em negociação de delação com a Lava Jato, que a empreiteira pagava propina para que o Tribunal de Contas do Estado de SP não apontasse problemas em obras, sobretudo do Metrô. Conforme relato, a empresa repassava 1% do valor do contrato analisado pelo TCE a representantes de Eduardo Bittencourt Carvalho, então conselheiro do órgão. Ele chegou a ser afastado do tribunal em 2011, sob acusação de enriquecimento ilícito.Bittencourt dizia, segundo o executivo da Andrade candidato a delator, que o dinheiro seria dividido com os outros conselheiros, com uma exceção. O ex-diretor do grupo, no entanto, disse que os sete membros da cúpula do TCE receberam propina. O advogado de Bittencourt refutou as acusações e disse que as decisões do tribunal são colegiadas. Os demais citados negam ter recebido os recursos ilícitos. (Poder A4)

Ex-diretor da Odebrecht relatou doação por caixa 2 para o hoje ministro Aloysio Nunes; ele nega. (A6)

Vaidoso, relator do caso Temer no TSE mira vaga no Supremo (Poder A11)

Painel
Deputados levam a Maia aflição com custo de reforma
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), recebeu deputados preocupados em reduzir o custo político da reforma da Previdência. Querem que as Assembleias Legislativas definam as novas regi as para os servidores estaduais. (Poder A4)

Editoriais
Leia “No mesmo bolo”, acerca de lavagem de dinheiro por meio de doações legais, e “Doria e as empresas”, sobre doações para a prefeitura de SP. (opinião A2)

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