Ex-procurador atua em escritório que trabalha para J&F
O ex-procurador Marcelo Miller, braço- direito de Rodrigo Janot até março, passou a atuar no escritório que negocia com a Procuradoria-Geral da República a leniência do grupo J&F, informa Vera Magalhães. Segundo a PGR, ele não participou da negociação da delação de Joesley Batista…

Propinas da JBS somam R$ 1,4 bi, aponta delação
A JBS admite ter dado R$ 1,4 bilhão em propinas. É o que mostram os 42 anexos de seu acordo de delação premiada. Depoimentos e planilhas apontam 214 pagamentos, envolvem 28 partidos e fazem o grupo concorrer com a Odebrecht, cuja delação listou R$ 1,68 bilhão em repasses a 26 partidos…

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O Globo

Manchete : Temer muda estratégia, ataca dono da JBS e tenta parar inquérito
Presidente faz novo pronunciamento, mas não explica diálogo com Joesley Batista Para ganhar tempo e evitar debandada de aliados, peemedebista tenta desqualificar acusador, gravação e investigação. Fachin pedirá à Polícia Federal que faça perícia no áudio da conversa
Em seu segundo pronunciamento em três dias, o presidente Temer utilizou como defesa o ataque a Joesley Batista, dono da JBS, e tentou desqualificar a gravação da conversa entre os dois, mas não explicou e não negou o diálogo. A nova estratégia de Temer é pedir a suspensão do inquérito contra ele no STF, com o argumento de que as gravações foram adulteradas. Peritos divergem sobre suposta edição da fita, mas afirmam que no trecho mais polêmico, sobre anuência a pagamento de mesada ao ex-deputado Eduardo Cunha, não há adulteração.

“Essa gravação clandestina foi manipulada e adulterada com objetivos nitidamente subterrâneos”, disse Temer, que deixou vários pontos sem explicação no pronunciamento e reafirmou que não deixará o cargo. Para ele, Joesley praticou o “crime perfeito”: “não poi preso, não foi julgado, não foi punido, e pelo jeito não será”. Em nota, o dono da JBS negou manipulação ou edição da gravação. O ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no STF, deve pedir perícia na fita. (Págs. 3, 4, 5 e 6A)

Negociação entre R$ 11 bi e R$ 1 bi
O acordo de leniência com o grupo JBS não foi fechado. O MP cobra R$ 11 bilhões, mas a empresa quer pagar R$ 1 bilhão. (Pág. 10)

Delação vantajosa
Na comparação com as principais delações premiadas assinadas recentemente, a dos empresários Joesley e Wesley é a mais vantajosa para os delatores. Eles pagarão multa, mas ficarão soltos e sem usar tornozeleira eletrônica. (Pág. 6)

PSB deixa governo e pede renúncia
O PSB decidiu sair da base do governo e pediu a renúncia do presidente. PSDB e DEM ainda não tomaram decisão. (Pág. 6B)

Trump em clima de espionagem
Atrito de Donald Trump com agências de Inteligência criou um clima que estimula espionagens e vazamentos, além de minar a credibilidade de funcionários e paralisar o governo, indicam especialistas. (Pág. 42 e Adriana Carranca)

Foto-legenda : Legião ao relento
Moradores de rua dividem uma calçada no Centro. O desemprego aumentou a legião de sem-teto, e o Rio tem hoje cerca de 15 mil pessoas vivendo nas ruas, de acordo com a Secretaria municipal de Assistência Social. (Págs. 13 e 14)

Lauro Jardim
Janot acredita ter provas para denunciar Temer ao STF. (Pág. 2)

Merval Pereira
Temer ataca áudio porque não nega conversa. (Pág. 4)

Elio Gaspari
Para suceder a Temer, cinco nomes já estão na roda. (Pág. 7)

Miriam Leitão
Temer acerta os defeitos de Joesley, mas não se explica. (Pág. 36)

José Casado
Enredo se complica para Temer e seu algoz. (Pág. 6)

Ancelmo Gois
Irônico, historiador pede Obama no lugar de Temer. (Pág. 16)

Dorrit Harazim
“Não renunciarei” será desonra na História. (Pág. 20)

Veríssimo
Políticos vão dispensar salário e viver de propinas. (Pág. 21)

Cacá Diegues
Não temos onde depositar esperança. (Pág. 21)

Joaquim Falcão
Com vacância, escolha do presidente é do Congresso. (Pág. 8)

Fernando Gabeira
Foi um longo processo de degradação. (SEGUNDO CADERNO)

Artur Xexéo
O período de Michel Temer já passou. (SEGUNDO CADERNO)

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O Estado de S. Paulo

Manchete : Temer ataca delator e pede que STF suspenda inquérito
Presidente nega crimes e afirma que Joesley Batista prestou falso testemunho e especulou contra o real
No segundo pronunciamento em dois dias, o presidente Michel Temer disse ontem que pedirá ao Supremo Tribunal Federal (STF) suspensão do inquérito contra ele por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da Justiça. Temer reiterou que não renunciará e tentou desqualificar a delação de Joesley Batista, dono da JBS. O presidente disse que áudio de sua conversa com o empresário foi adulterado e a gravação é “fraudulenta”. “A divulgação dos áudios tenta macular a reputação moral do presidente da República e invalidar nosso País, mas digo com toda a certeza: o Brasil não sairá dos trilhos e eu continuarei à frente do governo.” Para Temer, o áudio foi montado para prejudicá-lo. “Essa gravação clandestina foi manipulada e adulterada com objetivos nitidamente subterrâneos”, disse. “Incluir (isso) no inquérito sem a devida e adequada averiguação levou pessoas ao engano induzido e trouxe grave crise ao Brasil.” O presidente disse que o empresário especulou contra a moeda nacional e criticou o fato de ele estar “livre e solto” passeando por Nova York. “O Brasil, que já tinha saído da mais grave crise econômica de sua história, vive agora dias de incerteza.” (Política A4)

Cunha nega ameaças
Pivô da conversa de Michel Temer e Joesley Batista, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha negou ter feito ameaças em troca de silêncio. “Não estou em silêncio e tampouco ficarei”, escreveu o deputado cassado. (A6)

Ex-procurador atua em escritório que trabalha para J&F
O ex-procurador Marcelo Miller, braço- direito de Rodrigo Janot até março, passou a atuar no escritório que negocia com a Procuradoria-Geral da República a leniência do grupo J&F, informa Vera Magalhães. Segundo a PGR, ele não participou da negociação da delação de Joesley Batista. (A5)

Propinas da JBS somam R$ 1,4 bi, aponta delação
A JBS admite ter dado R$ 1,4 bilhão em propinas. É o que mostram os 42 anexos de seu acordo de delação premiada. Depoimentos e planilhas apontam 214 pagamentos, envolvem 28 partidos e fazem o grupo concorrer com a Odebrecht, cuja delação listou R$ 1,68 bilhão em repasses a 26 partidos. (A4)

Entrevista – João Doria : ‘Crise não pode parar a economia’
O prefeito de São Paulo, João Doria, afirma que a crise política “não pode paralisar a economia nem as reformas” em curso, propostas pelo governo. Segundo ele, a gravação feita por Joesley Batista em um encontro com Michel Temer não é conclusiva, mas compromete o presidente pela circunstância e pelo tipo de diálogo. (Política A8)

Crise em debate
Para economistas, choque político compromete reformas
Avaliação é de que delação da JBS põe em xeque capacidade do presidente e de que incertezas favorecem recessão

Armando Castelar Pinheiro
‘Incerteza é maior e abala a confiança’

José Luis Oreiro
‘A economia em 2017 faleceu nessa semana’

Luiz Carlos Mendonça de Barros
‘Reforma trabalhista será teste do pudim’

Marcos Lisboa
‘É preciso ter clareza sobre o rumo a seguir o quanto antes’

Nelson Marconi
‘O cenário só melhora se mudar o governo’

Samuel Pessôa
‘Choque político piora a recuperação da economia’

Eduardo Giannetti
‘Temer não tem condição moral de seguir na Presidência’

Grupo contra vacina cresce e alarma governo
Movimentos contrários à vacinação dos filhos crescem e preocupam o Ministério da Saúde, que já registra queda na cobertura para alguns tipos de doença. Em 2016, a cobertura da segunda dose da tríplice viral chegou a apenas 77% do público- alvo. A decisão pode afetar a saúde pública. (Metrópole A14)

Saques e barricadas afetam Venezuela (Internacional A13)

Eliane Cantanhêde
Estouro da boiada
Colapso das lideranças dificulta saídas e facilita o “se não tem tu, vai tu mesmo”. (Política A8)

Vera Magalhães
Campeões da delação
Irmãos Batista dão banana ao País ao assistir dos EUA explosão da política brasileira. (Política A8)

Celso Ming
O que esperar da crise
Adiamento das reformas pode provocar incertezas sobre as contas públicas. (Economia B2)

Notas&Informações
A crise e as reformas – É ilusão pensar que a solução para a crise passa por deixar de lado a análise das reformas, substituídas pela discussão de alternativas institucionais pouco ortodoxas (A3)

A crise, as prioridades e o FMI – No Brasil, FMI defende reformas e ajuste de contas públicas (A3)

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