China faz alerta sobre ‘tempestade’
Preocupada com as trocas de ameaças entre EUA e Coreia do Norte sobre um possível teste nuclear por Pyongyang, a China advertiu para “ventos de tempestade” e pediu aos dois países que evitem agravar a situação. A Coreia do Norte, porém, ameaçou “devastar os EUA” se for alvo de medidas agressivas…

Ex-diretor relata repasse de R$ 50 mi a Aécio fora do País
Segundo delatores, o senador tucano Aécio Neves recebeu R$ 50 milhões de propina no exterior para defender os interesses da Odebrecht nas obras das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio. A maioria dos depósitos teria sido feita em uma conta em Cingapura.

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O Globo

Manchete : Planalto monta plano para apressar reformas
Para governo, inquéritos contra ministros só terão desfecho em 2018
Temer fará reunião amanhã, e estratégia é aprovar regime de urgência para votar mudanças na legislação trabalhista e no projeto de socorro a estados, além de acelerar a discussão sobre a Previdência
O presidente Temer decidiu apressar o andamento das reformas para reagir à crise das delações da Odebrecht. A estratégia é aprovar no Congresso, na terça-feira, regime de urgência para o projeto que altera as leis trabalhistas e para o de socorro aos estados em dificuldades financeiras. No mesmo dia, o relatório sobre a reforma da Previdência deve ser apresentado. Na avaliação do governo, os inquéritos contra ministros no STF não devem ter qualquer conclusão este ano. (Pág. 4)

Jucá: MP por R$ 150 mil, ‘nem na feira do Paraguai’ (Pág. 5)

Odebrecht: Dilma sabia de propinas na Petrobras
Marcelo Odebrecht, dono da empresa, disse que contou à então presidente Dilma que pagara propina a PMDB e PT por contrato na Petrobras. Dilma sempre negou que soubesse. (Pág. 6)

Crédito para obra em Cuba só saiu porque Lula pediu
Na delação, Emílio Odebrecht afirmou que a obra do Porto de Mariel, em Cuba, e seu financiamento pelo BNDES só ocorreram por interesse e pressão do ex-presidente Lula. (Pág. 8)

Semente contra a inflação
O recuo das cotações internacionais de produtos agrícolas, como soja, milho e açúcar, reforçou a expectativa de que a inflação cederá mais rapidamente este ano. Analistas já esperam que o IPCA caia abaixo de 4% em 2017. (Pág. 19)

BC quer multa de R$ 2 bi a bancos
Regulador do sistema financeiro nacional, o Banco Central deve elevar de R$ 250 mil para R$ 2 bilhões o valor máximo das multas aplicadas a bancos e outras instituições que descumprem leis e normas do setor. (Pág. 20)

Crivella faz culto como bispo
O prefeito Crivella foi atração ontem em culto da Universal num estádio lotado na África do Sul. Pelo alto-falante, locutora anunciou Crivella como bispo. Decreto da Câmara Municipal permite viagens do prefeito durante todo o ano. (Pág. 12)

China faz alerta sobre ‘tempestade’
Preocupada com as trocas de ameaças entre EUA e Coreia do Norte sobre um possível teste nuclear por Pyongyang, a China advertiu para “ventos de tempestade” e pediu aos dois países que evitem agravar a situação. A Coreia do Norte, porém, ameaçou “devastar os EUA” se for alvo de medidas agressivas. (Pág. 23)

Colunas
MERVAL PEREIRA
O país mudou, e pelo visto Emílio Odebrecht não mudou com ele (Pág. 4)

MÍRIAM LEITÃO
Desafio duplo: punir corruptos e renovar o sistema político (Pág. 20)

JORGE BASTOS MORENO
Palocci quer fazer delação, mas enfrenta resistências (Pág. 3)

RICARDO NOBLAT
Sai Lula. Entra Luiz Inácio Odebrecht da Silva (Pág. 9)

ZUENIR VENTURA
Neste Sábado de Aleluia, não faltam candidatos a Judas (Pág. 17)

ANA MARIA MACHADO
Nosso sistema político-eleitoral precisa ser regenerado (Pág. 16)

ARNALDO BLOCH
Foro privilegiado é aberração que torna os políticos intocáveis (Segundo Caderno)

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O Estado de S. Paulo

Manchete : Brasil poderá julgar crimes que Odebrecht praticou no exterior
Segundo delatores, operações da empresa em nove países da América e da África envolveram ações ilícitas
A parte sigilosa da lista do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), inclui nove determinações para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre a possibilidade de serem julgados no Brasil crimes cometidos pelo Grupo Odebrecht no exterior. Executivos e ex-executivos admitiram nas delações que operações da empreiteira em noves países (Argentina, Venezuela, Equador, México, El Salvador, Colômbia, Peru, República Dominicana e Angola) envolveram práticas ilícitas. Os valores descritos nas decisões de Fachin somam US$ 65,68 milhões – apenas uma fração do que o grupo admitiu ter pago de propinas. Boa parte se relaciona a obras na América Latina e doações a campanhas. Na África, só um ministro angolano teria recebido US$ 20 milhões para beneficiar a empresa. O que STF e Procuradoria precisam decidir é se esses crimes estão sujeitos à jurisdição brasileira. (Política A4)

Ex-diretor relata repasse de R$ 50 mi a Aécio fora do País
Segundo delatores, o senador tucano Aécio Neves recebeu R$ 50 milhões de propina no exterior para defender os interesses da Odebrecht nas obras das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio. A maioria dos depósitos teria sido feita em uma conta em Cingapura. (A6)

Lula atuou pelo grupo em Angola e Cuba, diz Emílio
Emílio Odebrecht disse que o ex-presidente Lula atuou para ampliar linha de crédito do BNDES em Angola. Segundo o delator, ele pediu “aumento de US$ 1,2 bilhão” e foi atendido em US$ 1 bilhão. Emílio ainda afirmou não ter “dúvida” de que Lula agiu para o BNDES financiar obra do Porto de Mariel, em Cuba. (A7)

1,2 mil mortos ‘recebiam’ benefício da Previdência
O governo detectou quase 1,2 mil falecidos como beneficiários da ajuda paga a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. Mais de 70 passaram a “receber” o Benefício de Prestação Continuada após a morte. “Isso aí já entra para a esfera policial, vamos estudar caso a caso”, disse Alberto Beltrame, do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário. (Economia B6)

Bebês com microcefalia não têm acesso a terapia
Dados do Ministério da Saúde mostram que um em cada três bebês com microcefalia não teve acesso às terapias de estimulação precoce. O objetivo inicial da pesquisa Estratégia de Ação Rápida era identificar casos suspeitos de microcefalia para oferecer atendimento. (Metrópole A12)

João Domingos
Marcelo Odebrecht poderia invocar o rei Luís XIV. Só que, em vez de dizer ‘o Estado sou eu’, seria melhor ‘o Estado fui eu’. (Política A6)

Sergio Augusto
Nada a ver com Lava Jato e nosso sistema político. A desconstrução em pauta é uma peça teatral que lamento não poder ver (Caderno 2)

Notas&Informações
Eles não se emendam – Os partidos estão se mobilizando para sensibilizar a Justiça a aceitar que usem dinheiro do Fundo Partidário para quitar as multas por mau uso desse mesmo fundo (A3)

A volta gradual ao consumo – O País necessitará tanto dos ajustes e reformas quanto dos investimentos em infraestrutura (A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete : Procuradoria pede dados de acesso a casa de Temer
Após delações, Polícia Federal busca comprovar pagamentos em espécie
Com sinal verde para investigar políticos, empresários e autoridades, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal já têm plano traçado para tentar comprovar os relatos de delatores da Odebrecht de que houve pagamentos de caixa dois e propina em dinheiro vivo aos acusados na Lava Jato. Os investigadores querem mapear onde, quando e como ocorreram as entregas de dinheiro em espécie. Para isso, solicitarão, por exemplo, o registro de controle de entrada no dia 28 de maio de 2014 no Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência, onde vive o presidente Michel Temer. O pedido faz parte de diligências autorizadas pelo Supremo na investigação sobre os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral). O inquérito menciona o jantar, ocorrido naquela data, em que Temer e Padilha teriam discutido com Marcelo Odebrecht doação ao PMDB. De acordo com a delação, o valor entregue teria sido de R$ 10 milhões, em espécie. Ao menos 166 citados nos depoimentos serão intimados a depor a partir da próxima semana. A polícia busca ainda informações sobre viagens e registros de entradas e saídas em órgãos públicos, como o Congresso. (Poder A4)

Odebrecht tabelava doações a políticos de acordo com cargo (Poder A5)

Delator afirma que presidente deu chancela a propina (Poder A9)

De baciada
Para evitar problemas em um contrato da área de saneamento, a Odebrecht Ambiental bancou de uma só vez 5 dos 11 vereadores de Uruguaiana, no interior do Rio Grande do Sul. A bancada da empresa só não era majoritária porque um sexto candidato não se elegeu. Os pagamentos, por meio de caixa dois, variaram de R$ 25 mil a R$ 30 mil, segundo delatores do grupo. Na planilha da empresa, os vereadores que receberam dinheiro foram identificados como “Bacia” e numerados de 1 a 6. À época, todos eram do PP e do PSDB. (Poder A8)

Disputa tributária supera trabalhista nas maiores firmas
As 30 maiores companhias de capital aberto do Brasil possuem disputas sobre taxas e impostos que ultrapassam R$ 280 bilhões, montante 6,2 vezes superior aos processos trabalhistas dessas empresas e 2,7 vezes maior que os cíveis. O quadro ê reflexo da alta complexidade do sistema tributário do país. (Mercado A17)

Desmatadores enterram árvores derrubadas para ocultar crime (B7)

Editoriais
Leia “Mortos e feridos”, acerca de impacto político da Lava Jato, e “Reviravoltas de Trump”, sobre mudanças na política ex-tema dos Estados Unidos. (Opinião A2)

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