O Globo

Manchete: Moro propõe ‘Lava-Jato’ contra o crime organizado
Futuro ministro da Justiça diz que divergências com o presidente eleito serão resolvidas com ambos cedendo posições ou com a palavra final de Bolsonaro
Em entrevista coletiva que durou quase duas horas, cinco dias após ser escolhido ministro da Justiça e Segurança Pública por Jair Bolsonaro, o juiz Sergio Moro afirmou que pretende replicar o modelo de forças-tarefas, usado contra a corrupção na Operação Lava-Jato, para combater o crime organizado. Moro listou medidas executivas que pretende implementar e outras que vai enviar ao Legislativo no primeiro ano de governo. Ele agradeceu à imprensa pelo trabalho durante a Lava-Jato e respondeu a todos os questionamentos. Sobre eventuais divergências com o presidente eleito, disse que cada um pode “ceder posições ou ele dar a palavra final”. Moro reafirmou que sua participação no governo não significa entrar na política e rebateu acusações do PT de que teria agido politicamente no processo contra o ex-presidente Lula. Disse que o petista está preso porque cometeu crime. “Não posso pautar minha vida por um álibi falso de perseguição política”, afirmou. (PÁGINAS 4 e 6)

Bolsonaro: Constituição será um ‘norte’
Em solenidade no Congresso Nacional que celebrou os 30 anos da Constituição, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, destacou em discurso que o cumprimento da Carta Magna será um “norte” a ser seguido em seu governo. Presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Dias Toffoli, sentado ao lado de Bolsonaro na sessão, conclamou a sociedade, as instituições e os Poderes da República a se unirem. Presente à cerimônia, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também saudou a homenageada do dia, enfatizando o papel do texto no reconhecimento da pluralidade “de crença e de opinião” e no “respeito às minorias”. (PÁGINA 8)

Guedes defende ‘prensa’ para aprovar reforma
O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu “prensa no Congresso’’ para aprovar a reforma da Previdência. (PÁGINA 21)

‘Com toda a certeza, vai ter alguma mulher’
Bolsonaro disse que haverá alguma mulher no Ministério e nomeou a coronel dos Bombeiros Márcia Cunha para a transição. (PÁGINA 10)

Marqueteiro digital diz que será conselheiro informal
Nomeado para a transição, o marqueteiro digital Marcos Aurélio Carvalho quer ser conselheiro informal do presidente eleito. (PÁGINA 12)

Pontes quer mais dinheiro privado nas universidades
Futuro ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes disse que vai incentivar parcerias entre empresas e universidades públicas. (PÁGINA 28)

Colunistas
ELIO GASPARI
Retórica de Bolsonaro se volta contra ele (PÁGINA 3)

MÍRIAM LEITÃO
Constituição vive seu maior teste em 30 anos (PÁGINA 22)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Moro quer uma Lava Jato no combate ao crime organizado
Futuro ministro da Justiça disse que vai ‘avançar na pauta do enfrentamento’ e replicar uso de força-tarefa
Futuro ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de Jair Bolsonaro, o juiz Sérgio Moro disse ontem que pretende criar forças-tarefa ao estilo da Operação Lava Jato para combater o crime organizado no País e que vai “avançar na pauta do enfrentamento”. Para integrar sua equipe na pasta, chamada de superministério por retomar o comando da Polícia Federal e de outros órgãos de controle, Moro confirmou que vai convidar “nomes da Lava Jato”, conforme antecipou o Estado. Ele lembrou que “Nova York, na década de 1980, combateu cinco famílias poderosas por meio da criação de forças-tarefa”. A Lava Jato, deflagrada em março de 2014, atacou um esquema de corrupção e cartel instalado na Petrobrás. A operação reuniu PF, Procuradoria da República e Receita Federal, em entrosamento com a Justiça. A maior força-tarefa já montada no País compreendeu, até hoje, 53 fases. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Guedes pressiona Congresso por Previdência
O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu uma “prensa” no Congresso para que os parlamentares votem ainda este ano a proposta de Michel Temer para a reforma da Previdência. A declaração causou mal-estar e congressistas recomendaram “cuidado com as palavras”. (ECONOMIA / PÁG. B1)

Governos em transição
Dodge e Toffoli cobram respeito à Constituição (POLÍTICA / PÁG. A6)

Itamaraty ficará com diplomata de carreira (POLÍTICA / PÁG. A8)

Guedes diz que não vai renegociar dívida interna ( ECONOMIA / PÁG. B3)

Equipe de Doria já tem três ministros de Temer (POLÍTICA / PÁG. A10)

Tesouro diz que 16 Estados correm risco de insolvência
Relatório do Tesouro Nacional aponta que 16 Estados e o Distrito Federal descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal em 2017 ao destinar mais de 60% da receita corrente líquida à folha de pessoal. O documento alerta para o risco de insolvência. Em cinco Estados, o comprometimento com gastos de pessoal ultrapassa os 75% da receita, incluindo o Rio. (ECONOMIA / PÁG. B6)

Petrobrás registra lucro de R$ 6,6 bi no terceiro trimestre
A Petrobrás teve lucro de R$ 6,64 bilhões no terceiro trimestre, já descontados R$ 3,5 bilhões pagos nos EUA por decisão judicial. O resultado é 25 vezes maior do que o do mesmo período de 2017, mas ficou aquém do projetado pelo mercado. Por causa disso, as ações da companhia caíram cerca de 3% ontem. (ECONOMIA / PÁG. B10)

Conselho quer até 20% do ensino médio a distância
O Conselho Nacional de Educação quer aprovar nesta semana proposta que permite que até 20% da carga horária do ensino médio diurno seja feita a distância – e de 30% para o noturno. Segundo conselheiros, há consenso para a aprovação. O texto prevê que atividades online só ocorram com a presença de professor. (METRÓPOLE / PÁG. A16)

Colunistas
Vera Magalhães
Sérgio Moro demonstra que vai se esforçar para manter acesa sua própria mitologia, que corre em paralelo à do futuro chefe. (POLÍTICA / PÁG. A6)

João Domingos
A aprovação, neste ano, da reforma da Previdência seria o maior presente para Bolsonaro depois dos 57.797.847 votos. (ECONOMIA / PÁG. B3)

Notas & Informações
Hesitação perigosa Afala de Bolsonaro em relação à Previdência revela hesitação própria de quem não sabe bem o que pretende fazer – em se tratando dessa reforma, é preocupante. (PÁG. A3)

Para crescer com segurança
Um Brasil mais eficiente será um país com preços mais estáveis e juros mais próximos dos padrões internacionais. (PÁG. A3)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Bolsonaro é sensato e moderado, afirma Moro como ministro
Em longa entrevista, juiz que chefiará a Justiça citou mais convergências do que discordâncias com o presidente eleito. Em sua primeira entrevista desde que aceitou o convite para ser ministro da Justiça, o juiz federal Sergio Moro caracterizou o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), como uma figura moderada, ponderada e sensata, que não ameaça o Estado de Direito nem as minorias. Moro mencionou como discordância a Bolsonaro a qualificação de organizações sociais como grupos terroristas. Foram mais numerosas, no entanto, as convergências, mesmo que com ressalvas, como a revisão da maioridade penal e a flexibilização da posse de armas. Ao longo de quase duas horas de entrevista, voltou a defender uma agenda anticorrupção e anticrime organizado. Sobre ter aceitado o cargo, disse não ter “nada a ver com o processo do [ex-presidente] Lula”. “Não posso pautar minha vida com base numa fantasia.” (Poder A6)

Ministério do Trabalho pode ser extinto no novo governo
A equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro, estuda extinguir o Ministério do Trabalho e já traça planos para condução mais eficaz de temas ligados às áreas de emprego e renda. A ideia causa relutância na pasta, que destacou sua importância na busca do “pleno emprego” e da “melhoria da qualidade de vida dos brasileiros”. (Mercado A20)

Marcelo Coelho
É bom se preparar para a liberação do porte de armas
Acompanhando a ordem dos tempos, procurei me informar sobre alternativas hoje oferecidas aos homens de bem para a sua defesa. A obtenção de armas de fogo não é tão difícil como parece. (Ilustrada C6)

Governo Bolsonaro
Mônica Bergamo
Com receio de Bolsonaro, Congresso muda o nome de intérprete de hino (C2)

IBGE rebate presidente eleito após crítica sobre pesquisa de emprego (A20)

Em vinheta, SBT ressuscita e mata o ‘Brasil, ame-o ou deixo-o’, da ditadura (C4)

Legalidade sobre ‘abate’ a distância no Rio não é clara
Conduta defendida pelo governador eleito do RJ, Wilson Witzel (PSC), para ampliar a segurança, segundo a qual o policial pode atirar a distância, para matar, em criminoso armado com fuzil não tem legalidade clara, afirmam especialistas, (Cotidiano B1)

Editoriais
Embaixada polêmica
Sobre repercussão do aceno de Bolsonaro a Israel.

Prova de fogo
Acerca de insegurança em prédios públicos paulistas. (Opinião A2)
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