O Globo

Manchete: Proposta do governo criará novo regime de aposentadoria
Texto a ser enviado ao Congresso em fevereiro deve prever capitalização
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse, após reunião com o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que a reforma da Previdência não será fatiada. O texto a ser encaminhado ao Congresso, em fevereiro, criará o regime de capitalização, que vai substituir gradualmente o atual, de repartição, no qual trabalhadores da ativa contribuem para quem está aposentado. A proposta, que deve combinar a reforma do sistema em vigor com a criação de um novo modelo, será apresentada ao presidente Bolsonaro na semana que vem. (PÁGINA 15)

MP já vê indícios para quebrar sigilo de Queiroz
Em nota, Ministério Público estadual diz que há elementos para pedir a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fabrício Queiroz. (PÁGINA 6)

Filho de Mourão recebe promoção no BB
Há 18 anos no Banco do Brasil, Antonio Mourão, filho do vice, foi promovido a assessor da presidência, ganhando R$ 36 mil. (PÁGINA 8)

Ministro quer ferrovias em unidades de conservação
À frente da pasta do Meio Ambiente, Ricardo Salles critica o Ibama e defende flexibilizar restrições em áreas de conservação. (PÁGINA 27)

Mais dois estados pedem ajuda a Moro na segurança
Pará e Espírito Santo recorrem a ministro da Justiça
Preocupado com o avanço da criminalidade no estado, o governador do Pará, Helder Barbalho, pediu ao Ministério da Justiça e Segurança Pública o envio da Força Nacional. Hoje, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, reúne- se com o ministro Sergio Moro para tratar de reforço na segurança. O Ceará, primeiro estado a receber ajuda, registra 161 ataques. (PÁGINA 4)

Após protestos, procurador-geral do Peru renuncia (PÁGINA 24)

Colunistas
MERVAL PEREIRA
Renan no Senado é ameaça à Previdência (PÁGINA 2)

ELIO GASPARI
Teatro de Bolsonaro chega ao limite (PÁGINA 3)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Guedes vai propor reforma mais dura para Previdência
Projeto a ser apresentado a Bolsonaro prevê mudanças ‘profundas’ e deve incluir regime de capitalização
Após desencontros no governo, os ministros Paulo Guedes (Economia) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil) se reuniram ontem e indicaram que a visão da equipe econômica de uma reforma da Previdência mais duradoura deve prevalecer na proposta que será apresentada ao presidente Jair Bolsonaro na próxima semana. “Nosso objetivo é que não seja necessário falar sobre reforma da Previdência pelos próximos 20 anos”, afirmou Onyx. “É uma reforma bem mais profunda, é essa que vai para frente”, disse Guedes. Segundo os ministros, a ideia é enviar ao Congresso em fevereiro proposta com alterações nas atuais regras de aposentadoria e com a criação de um regime de capitalização para os trabalhadores que ainda vão entrar no mercado de trabalho. A sinalização animou o mercado. O Ibovespa teve alta de 0,36% e o dólar fechou o dia em queda de 0,47%, a R$ 3,71. (ECONOMIA / PÁGS. B1 e B3)

Aposentadoria dos militares
O ministro-chefe da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, defendeu que os militares fiquem de fora da reforma da Previdência. Ele disse que a categoria tem “características especiais” que devem ser discutidas. (PÁG. B3)

Filho é promovido e Mourão tem de se explicar
Antonio Mourão, filho do vice-presidente Hamilton Mourão, foi promovido a assessor especial da presidência do Banco do Brasil e vai receber R$ 36 mil por mês, o triplo do salário atual. Segundo o vice-presidente, a promoção do filho foi por “mérito”. Após repercussão negativa, Mourão procurou Bolsonaro para dizer que não interferiu na promoção. Antonio é funcionário de carreira do banco. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Ataques no CE afetam serviços essenciais
Após sete dias de ataques, o Ceará registra falhas em serviços essenciais, como atendimentos em unidades de saúde, coleta de lixo e transportes. A Secretaria de Saúde ameaça cortar o ponto dos médicos que faltarem ao serviço. Boatos de toque de recolher amedrontam a população. (METRÓPOLE / PÁG. A15)

Número de nascimentos cresce no país
Dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos mostram que, passada a fase mais aguda da crise econômica e da epidemia de zika, o número de nascimentos no País cresceu 2,1% em 2017. Segundo especialistas em obstetrícia, grande quantidade de mulheres adiou gestação em 2015 e 2016. (METRÓPOLE / PÁG. A13)

Eduardo vira ‘o ativista’ pró-armamento
Terceiro filho de Jair Bolsonaro, Eduardo aumentou a frequência de publicações pró-armas nas redes sociais. Ele defende a eliminação de limites para a compra de munição e a liberação de armas de qualquer calibre. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Onyx justificou gastos com notas em série (POLÍTICA / PÁG. A8)

Brasil deixa acordo migratório da ONU (INTERNACIONAL / PÁG. A11)

Vera Magalhães
Ainda que general Heleno tente bancar o blasé, os militares estão de cabelo em pé com as maquinações de Bolsonaro. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Notas&Informações
O lugar dos juízes
Se magistrados da ativa passarem a exercer funções governamentais, será impossível reverter o problema da politização da Justiça, que põe em risco a segurança jurídica e corrói a democracia. (PÁG. A3)

Passos do Acordo de Paris
O Brasil não pode e não deve ficar fora do esforço mundial para a contenção do aquecimento global. (PÁG. A3)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Governo estuda novo modelo para a concessão de estradas
Ideia é cobrar outorga bilionária nos leilões em vez da exigência de pedágios mais baratos
O governo de Jair Bolsonaro (PSL) planeja mudar o modelo de concessão de rodovias. Em vez de exigir pedágios mais baratos, o Ministério de Infraestrutura avalia cobrar outorgas bilionárias nos leilões. Por essa proposta, o dinheiro arrecadado abastecerá um fundo rodoviário nacional com o objetivo de implementar melhorias e duplicações nas demais vias, para que elas também sejam concedidas. Estima-se que seja possível cobrar pelo menos R$ 1 bilhão na outorga de uma rodovia, como a Rio-Petrópolis, sem que esse valor pressione o preço do pedágio para o consumidor. A ideia da pasta é habilitar a concessão de 5.400 km de rodovias. (Mercado A13)

Guedes quer capitalização; compare propostas para Previdência (Mercado A4 e 15)

Promovido no BB, filho do vice de Bolsonaro ganhará o triplo
Antonio Hamilton Rossell Mourão, filho do general Hamilton Mourão, será assessor especial do presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes. Funcionário de carreira do BB, ele receberá R$ 36,3 mil por mês no cargo. (Poder A4)

Sequência de ataques põe turistas em alerta no Ceará
Visitantes saem sem celular e encontram praias e restaurantes vazios. Governador elogiou o ministro Sergio Moro pelo envio de 500 homens da Força Nacional e pelo oferecimento de vagas em presídios federais. (Cotidiano B2)

1 em cada 4 armas apreendidas em SP é de brinquedo
Estatuto do Desarmamento proíbe a fabricação e venda de armas de brinquedo, mas por taria do Exército permite a venda de armas “airsoft”, usadas na prática de esportes, que podem ser adquiridas com facilidade. (Cotidiano B1)

“Cortes no Sistema S impactarão a sobrevivência de pequenos negócios” Tirso Meirelles (A17)

Médicos registram dados paralelos na Venezuela
Boletins epidemiológicos oficiais deixaram de ser divulgados em 2007. Contabilidade é feita por médicos que trabalham em grandes hospitais e, sigilosamente, trocam informações entre si. (Mundo A10)

Procurador-geral do Peru renuncia após crise do caso Odebrecht (A11)

Familiares de Queiroz não comparecem a depoimento (Poder A8)

Onyx pede a ministros lista de leis para um ‘revogaço’ (Poder A4)

Clubes foram avisados de que patrocínio da Caixa acabaria (Esporte B6)

Editoriais
Agenda de conflitos
Sobre rejeição a teses bolsonaristas em pesquisa.

Sangria estadual
Acerca de alta do ICMS para pagar aposentadorias. (Opinião A2)
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