O Globo

Manchete: Jaques Wagner negocia frente com FH, Ciro e Marina
Ex-ministro costura apoios e afirma que candidato deve ser ‘mais Haddad’ e menos Lula

BERNARDO MELLO FRANCO
O ex-ministro e senador eleito pelo PT da Bahia Jaques Wagner desembarcou em São Paulo para ajudar a campanha de Fernando Haddad a costurar uma “frente democrática” contra Jair Bolsonaro (PSL). Quer unir Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, no palanque petista. Wagner elogiou FH, que ainda será procurado, e disse que “nunca é demais fazer autocrítica”. Ele considera que o candidato petista deve ser menos Lula e mais Haddad. (PÁGINA 6)

Bebianno: ‘Vamos triplicar a aposta no antipetismo’
Presidente do PSL, Gustavo Bebianno diz que Bolsonaro intensificará ataques ao PT e, se eleito, terá até cinco generais no Ministério. (PÁGINA 4)

Alckmin insinua traição de Doria em reunião do PSDB
Em reunião para decidir posição tucana no segundo turno, Alckmin insinuou traição de Doria, ao não apoiá-lo na disputa presidencial. (PÁGINA 9)

Witzel ameaça dar voz de prisão a Paes, que pede respeito
Candidato do PSC ao governo do Rio, o ex-juiz Wilson Witzel acusou Eduardo Paes (DEM) de divulgar fake news e o ameaçou com voz de prisão em debate. Paes pediu “respeito às leis, às regras, ao eleitor ”. Segundo especialistas, não cabe prisão em flagrante para crimes de baixo poder ofensivo. (PÁGINA 12)

Colunistas
EDITORIAL
O bem-vindo compromisso democrático (PÁGINA 2)

ELIO GASPARI
Frente elevaria o nível da campanha (PÁGINA 3)

MÍRIAM LEITÃO
A crise fiscal e os palanques ainda não conversam (PÁGINA 22)

MERVAL PEREIRA
Deixar projetos autoritários é boa notícia (PÁGINA 2)

Nova direção
Rio repassa gestão do Arco à União
Em meio à crise, o governo do Rio repassou a gestão do Arco Metropolitano à União. Aberta em 2014, rodovia é alvo de assaltos e invasões, além de ter radares, placas e postes danificados. (PÁGINA 14)

Dívida bruta do Brasil será a maior entre emergentes
Relatório do FMI divulgado ontem diz que, excluindo a Venezuela, em grave crise, o Brasil será o país emergente com a maior dívida bruta em relação ao PIB, 90,5%, em 2019. Hoje, essa posição é do Egito. Em 2013, o Brasil tinha só a nona maior dívida entre 40 emergentes. (PÁGINA 24)

Enade aponta inclusão no ensino superior
Dados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) mostra que um em cada três alunos que participaram da avaliação é o primeiro integrante da família a se formar no ensino superior. Segundo o MEC, 467 mil estudantes responderam ao questionário. (PÁGINA 28)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Generais ganham espaço e formulam planos de Bolsonaro
No subsolo de um hotel de Brasília, discussões envolvem áreas que vão de educação a gestão de tecnologia
Um grupo de fiéis aliados egressos das Forças Armadas, liderado por três generais do Exército, vem ampliando seu espaço de influência na campanha de Jair Bolsonaro (PSL). Ex-chefe da missão da ONU no Haiti, o general Augusto Heleno desfruta de grande proximidade com Bolsonaro, é conselheiro para assuntos de segurança e defesa e tem atuado também em temas de relações exteriores, informam os repórteres Renata Agostini e Leonencio Nossa. Oswaldo Ferreira e Aléssio Ribeiro Souto completam o grupo de generais que coordenam debates técnicos sobre diversas áreas do eventual futuro governo. Grupos temáticos, especialmente da área de infraestrutura, que estavam sob comando do economista Paulo Guedes, no Rio, estão sendo integrados aos debates conduzidos pelos generais numa sala alugada no subsolo de um hotel quatro-estrelas de Brasília. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Em busca de economistas
A equipe de Paulo Guedes, principal assessor de Bolsonaro na área econômica, quer atrair economistas de campanhas de rivais que saíram da disputa para reforçar o time. Leandro Piquet e Cláudio Frischtak foram sondados. (ECONOMIA / PÁG. B4)

Emissários de Haddad sondam chefes militares
Com a possibilidade de o PT voltar ao poder, o ex-presidente Lula instruiu emissários a procurar chefes militares das Forças Armadas, informa Tânia Monteiro. O objetivo foi medir a temperatura nos quartéis caso Fernando Haddad chegue ao Planalto depois das denúncias de corrupção na Lava Jato. Os interlocutores são três ex-ministros da Defesa: Nelson Jobim, Celso Amorim e José Viegas. (PÁG. A6)

Colunistas
Vera Magalhães
O PT mudou de roupa
O problema do PT é que a transmutação no segundo turno é tão repentina, ensaiada e interessada que é difícil de ser crível. (PÁG. A6)

Roberto DaMatta
O formidável ritual democrático
A eleição pode também servir como correção para governantes que traíram a confiança dos seus eleitores. (CADERNO2 / PÁG. C6)

‘Traidor eu não sou’, diz Alckmin
Geraldo Alckmin (ao centro, na foto) interrompeu fala do candidato do partido ao governo de SP, João Doria, em reunião da Executiva Nacional do PSDB, em Brasília. ‘Temerista’ e ‘traidor eu não sou’, disse Alckmin. Na campanha, Doria se distanciou do padrinho e se aproximou de Bolsonaro. O ex-prefeito afirmou não ter ‘ressentimentos’. PSDB ficará neutro no 2º turno. (PÁG. A8)

Eleições 2018
Centrão se divide entre Bolsonaro e Haddad (PÁG. A8)

Por alianças, PT fala em mudar plano de governo (PÁG. A9)

Indústria reclama de falta de diálogo com o PSL (PÁG. B1)

Bolsonaro quer a própria reforma da Previdência( PÁG. B5)

Para sobreviver, partidos ‘barrados’ estudam fusão (PÁG. A10)

Venezuela é pressionada a explicar morte de opositor
A ONU, a União Europeia, o Senado dos EUA e o governo brasileiro cobraram investigações independentes para determinar a causa da morte do vereador Fernando Albán, opositor do regime de Nicolás Maduro, na segunda-feira. Ele estava sob custódia do serviço de inteligência da Venezuela e teria se suicidado ao saltar do 10.º andar da sede da agência. Seu partido, o Primeiro Justiça, afirma que ele foi assassinado. O governo nega. (INTERNACIONAL / PÁG. A12)

Notas & Informações
Alerta do FMI aos candidatos
A reforma das aposentadorias é uma medida urgente para levar as contas do governo ao rumo certo, insistem analistas respeitados na academia e no mercado. (PÁG. A3)

Democracia valorizada nas urnas
A rejeição à política corrupta é componente da democracia que merece ser respeitado. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Alckmin insinua que Dona é traidor, e clima no PSDB piora
Derrotado na eleição presidencial se manifesta em reunião da direção do partido
Reunião da direção nacional do PSDB nesta terça (9), em Brasília, evidenciou a alta tensão interna no partido. Geraldo Alckmin, presidente da legenda e derrotado na disputa ao Planalto, atacou João Doria. Ele interrompeu o discurso do ex-prefeito de São Paulo e declarou: “Traidor eu não sou”. Candidato tucano ao governo paulista, Doria cobrava uma autoavaliação do PSDB depois de derrotas em diferentes frentes na eleição. Na saída do encontro, ele minimizou o ocorrido e disse que areação é normal para quem está abalado após perder uma eleição. “Não saio com nenhuma mágoa.” Doria está em ofensiva para tirar o padrinho político do comando do PSDB, e seu grupo se movimenta para enfraquecer rivais internos. O diretório municipal do partido expulsou Saulo de Castro, secretário estadual de Governo e aliado de Alckmin, porém a executiva nacional desautorizou o ato. Saulo contra-atacou. “Meu PSDB é o de Mario Covas e Alckmin, não o dos oportunistas, dos mentirosos, dos que não têm palavra”, disse. Na reunião, o PSDB deu autonomia a seus filiados p ara apoiar Jair Bolsonaro (PSL) ou Fernando Haddad (PT) no 2o turno do pleito presidencial. (Eleições 2018 A4)

Sudeste tem 17 milhões de votos a serem conquistados
Para ganhar a corrida ao Planalto, Fernando Haddad precisará avançar no Sudeste. Os estados dessa região possuem 47% dos votos que não foram para Jair Bolsonaro (PSL) nem para o petista no 1º turno. São 17 milhões de eleitores. Só São Paulo tem 9,7 milhões, majoritariamente apoiadores de Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB) e João Amôedo (Novo). (Eleições 2018 A8)

Paulo Guedes é investigado sob suspeita de fraude
O Ministério Público Federal em Brasília investiga Paulo Guedes, guru econômico de Jair Bolsonaro (PSL), sob suspeita de fraudes em fundos de pensão patrocinados por estatais e associado a executivos ligados a PT e o hoje MDB. Procurado, Guedes não se pronunciou. (Mercado A21)

PT resiste a citar nomes de possível equipe econômica
A cúpula da campanha do presidenciável Fernando Haddad resiste a anunciar nomes para uma possível equipe econômica. Dirigentes do PT argumentam que o mercado não votará no partido e que a prioridade é falar com o povo mais pobre. (Eleições 2018 A12)

Fragmentação de partidos, recorde, é aberração mundial
O Brasil jamais teve uma Câmara dos Deputados tão fragmentada quanto a eleita agora. São 30 partidos representados na Casa, e indicadores de concentração mostram que se tomou aberração mundial, menor só que a de Papua-Nova Guiné. (Eleições 2018 A11)

Eleições 2018
Fábio Zanini
Em 2002, Lula paz e amor conquistou o mercado (A 18)

Em meio a euforia de investidores, dez estatais ganham R$ 132 bi (A 24)

Bolsonaro já tem nove nomes para ministérios em eventual governo (A 10)

Candidato do PSL diz que fará sua própria reforma da Previdência (A 23)

Órgão público não poderá mais exigir firma reconhecida (Mercado A26)

Editoriais
Sem Constituinte
Sobre afirmações sensatas de Bolsonaro e Haddad.

O mercado e o voto
Acerca de entusiasmo com o presidenciável do PSL.(Opinião A2)
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