O Globo

Manchete: Guedes cobra do Congresso ação para tirar país ‘do fundo do poço’
Ministro defende aprovação da reforma da Previdência e vê Brasil ‘à beira do abismo fiscal’
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse ontem que está nas mãos do Congresso tirar o país “do fundo do poço’’, com medidas como a reforma da Previdência. Em audiência na Comissão Mista do Orçamento, Guedes citou a revisão para baixo da previsão de crescimento do PIB, agora em 1,5% este ano.“O que fizemos para a economia crescer? Não aprovamos nada. Só na base da saliva, do sonho?’’, disse. Para ele, o país, que precisa de crédito suplementar de R$ 248 bilhões, está “à beira do abismo fiscal’’. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse em Nova York que há risco de colapso social. (Página 21)

Câmara convoca Weintraub e impõe derrota ao governo
Numa articulação de partidos do centrão e da oposição, a Câmara dos Deputados convocou o ministro da Educação, Abraham Weintraub, para falar hoje no plenário sobre os cortes no setor. Em outro ato de hostilidade ao governo, líderes do PP e do DEM cancelaram encontro com o presidente Bolsonaro. (Páginas 8 e 27)

Caso Flávio: quebra de sigilo atinge 55 pessoas da Alerj
Entre os alvos da quebra de sigilo na investigação sobre suposto esquema de rachadinha do ex-deputado Flávio Bolsonaro, hoje senador, estão 55 funcionários ou ex-servidores da Alerj, entre eles um primo do filho do presidente. Em outra frente, o MP apura a origem do dinheiro em transações imobiliárias de Flávio. (Página 4)

STJ decide, por unanimidade, libertar Temer
A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por 4 votos a 0, conceder a liberdade ao ex-presidente Michel Temer e ao coronel Lima. Os dois devem deixar a prisão hoje, mas terão que cumprir medidas cautelares e entregar o passaporte. (Página 12)

Linha de crédito do BNDES pode chegar a R$ 1 bi (Página 22)

Ancelmo Gois
Seguro para desemprego é o que mais cresce (Página 16)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: ‘A realidade é que estamos no fundo do poço’, diz Guedes
Para o ministro, País está ‘à beira de um abismo fiscal’; com atividade econômica fraca, economistas veem espaço para corte de até 1 ponto porcentual na taxa Selic. Em audiência na Comissão Mista do Orçamento do Congresso, o ministro Paulo Guedes (Economia) disse que “o Brasil está prisioneiro da armadilha do baixo crescimento” e “à beira de um abismo fiscal”. “Não adianta achar que vamos crescer 3%, a realidade é que estamos no fundo do poço”, afirmou. O governo já trabalha com uma estimativa menor para o crescimento da economia neste ano, em torno de 1,5%. Com isso, o corte de despesas deve ser ampliado. Depois de um contingenciamento de R$ 30 bilhões anunciado em março, a projeção é de um corte adicional de cerca de R$ 5 bilhões. Os fracos resultados no comércio e na indústria, aliados à queda de 0,7% na atividade do setor de serviços em março, reforçaram a percepção de que a atividade econômica no 1.º trimestre foi mais baixa do que se esperava. Economistas ouvidos pelo Estado dizem que há espaço para que o Banco Central corte a taxa básica de juros (a Selic), hoje em 6,5%, em até um ponto. (Economia / Págs. B1, B3 e B4)

Universidades federais fazem atos hoje contra cortes de verba
Em resposta ao bloqueio de 30% dos orçamentos decidido pelo MEC, pelo menos 75 das 102 universidades e institutos federais do País convocaram protestos para hoje. Eles terão apoio de universidades públicas estaduais. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse que as universidades devem deixar de ser tratadas como “torres de marfim” e não descartou novos cortes. (Metrópole / Pág. A14)

Em novo revés do governo, Câmara convoca Weintraub
Deputados aprovaram ontem, por 307 votos a 82, a convocação do ministro Abraham Weintraub para explicar os cortes no MEC. A articulação para a convocação passou pelos líderes do Centrão, que se recusaram a participar de reunião com Jair Bolsonaro no Planalto. Os líderes do DEM, Elmar Nascimento, e do PP, Arthur Lira, alegaram “momento inoportuno” para o encontro. (Política / Pág. A4)

Particulares aderem à greve
Pelo menos 33 escolas da rede privada de SP aderiram à paralisação. Federação de escolas particulares recomenda corte de ponto de quem parar. (Pág. A15)

Ministérios podem voltar
A MP da reforma administrativa perde a validade em 3 de junho. Se não for aprovada até lá, o governo pode ter de recriar até dez ministérios. (Pág. A8)

Condomínio não pode vetar animais, decide STJ Metrópole / Pág. A16

SP confirma 1º caso de sarampo em 4 anos (Metrópole / Pág. A16)

Por unanimidade, STJ solta Temer e coronel Lima
Por 4 votos a 0, a 6.ª Turma do STJ mandou soltar Michel Temer e o coronel Lima, presos desde quinta. O presidente da Turma, ministro Nefi Cordeiro, enfatizou que não se pode prender apenas “como resposta a desejos sociais”. (Política / Pág. A10)

Notas & Informações
De novo à beira da recessão
Um grande fiasco pode marcar o primeiro ano do governo Bolsonaro: a recuperação econômica foi interrompida, a produção de bens e serviços pode ter encolhido no primeiro trimestre e o futuro continua ameaçado. (Pág. A3)

O desafio do presidente
Quando um presidente admite não saber como formar sua base é o caso de dar razão aos que estão pessimistas. (Pág. A3)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Governo quer mais FGTS no Minha Casa Minha Vida
Gestão Bolsonaro estuda uso de recursos do fundo para cobrir gastos com subsídios elevados do programa
Sem verba para manter o Minha Casa Minha Vida, o governo federal estuda reduzir de 10% para 3% sua participação no subsídio de faixas do programa. Recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) seriam usados para repor essa diferença.A diminuição da participação seria uma forma de destravar o programa e permitir novas contratações. No fim de abril, o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, anunciou que o governo teria recursos só até junho para manter seu funcionamento. A redução da participação se daria nas faixas 1,5 e 2 do programa habitacional.
Pelas regras em vigor, os subsídios vão até R$ 47,5 mil nos imóveis da faixa 1,5, voltado p ara famílias com renda até R$ 2.600, e até R$ 29 mil na faixa 2, para as que têm renda até R$ 4.000.Atualmente a maior parte dos incentivos já vem do orçamento do FGTS (90%). A fatia do Tesouro Nacional seria reduzida para 3%.
Com menos necessidade de aporte do governo, a expectativa é a de que mais famílias possam ser atendidas pelo programa. (Mercado A17)

Com críticas a abusos da Justiça, STJ solta Temer
Por unanimidade, a 6ª Turma do STJ determinou a soltura do ex-presidente Michel Temer (MDB), preso preventivamente em São Paulo desde quinta (9). João Baptista Lima Filho, amigo de Temer e acusado de operar propina, também foi liberado. Em tom crítico, ministros usaram expressões como “indevida antecipação de pena” e “caça às bruxas”. (Poder A4)

Após ser alvo de fake news, general pede investigação
O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz, disse à Folha ter sido alvo de montagem criminosa que tinha como objetivo “criar atrito, falar mal do presidente, um absurdo”. (Poder A8)

Feliciano ataca militares e diz não ser mais idiota (Pág. A8)

Protestos são convocados contra cortes de verba para educação
Manifestações previstas para hoje foram organizadas por sindicatos de professores e servidores de universidades. Devem ter a adesão de estudantes e trabalhadores da educação das redes pública e privada de ensino fundamental e médio. Dezenas de escolas particulares em São Paulo, no Rio e em outros estados planejam parar. O principal objetivo é mostrar à população a importância das universidades no ensino, na pesquisa e na prestação de serviços à sociedade. (Cotidiano B1)

Bloqueios podem asfixiar ciência do país, diz Paulo Hoff
O médico oncologista Paulo Hoff, 50, vê compre ocupação os cortes em educação e ciência realizados pelo atual governo. “Todos nós queremos o melhor uso do recurso público, mas isso dificilmente se resolve no facão”, (Saúde B7)

Gestão Doria dá inicio a mudança administrativa na TV Cultura (Pág. C1)

Hélio Schwartsman
O fato é que o dinheiro público acabou (Pág. A2)

Editorial (A2)
Tabela congelada
Sobre correção das faixas do IR das pessoas físicas.
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