O Globo

Manchete: Paulo Guedes será superministro da área econômica
Pasta vai concentrar o caixa e a programação orçamentária da União, além de agregar o BNDES
Na primeira reunião como presidente eleito com sua equipe, Jair Bolsonaro decidiu criar o superministério da Economia, que abrigará as pastas da Fazenda, do Planejamento e da Indústria e Comércio Exterior. O futuro ministro, Paulo Guedes, havia ficado contrariado quando Bolsonaro, antes do segundo turno, ensaiou um recuo da fusão dos ministérios para dar mais autonomia à área de Indústria e Comércio. Guedes vai controlar o caixa da União e a programação orçamentária, além de agregar o BNDES. Após o presidente eleito ter admitido votar parte da reforma da Previdência de Temer neste ano, Guedes disse ontem que a tramitação da proposta dependerá das condições políticas. (PÁGINAS 4 e 22)

Moro diz estar honrado com convite de Bolsonaro
O juiz Sergio Moro se disse honrado com convite para a Justiça. Ele virá ao Rio amanhã para reunião com Bolsonaro. (PÁGINA 8 e ANCELMO GOIS)

CCJ discute ampliação da Lei Antiterrorismo
Comissão do Senado deve avaliar hoje projeto de ampliação da Lei Antiterrorismo, o que pode atingir ações de movimentos sociais. (PÁGINA 13)

Witzel quer atiradores para abater bandidos
Especialistas advertem para falta de base legal
Numa radicalização do discurso de campanha, o governador eleito do Rio, Wilson Witzel, disse que a polícia será orientada a abater bandidos armados com fuzil, estejam ou não em situação de confronto. Para isso, ele quer a utilização, inclusive, de atiradores de elite em helicópteros nas operações realizadas em favelas. Especialistas não veem base legal para a medida e advertem que os policiais que cumprirem a determinação poderão responder criminalmente pelo ato. (PÁGINA 15)

Editorial
Reforma da Previdência requer pressa (PÁGINA 2)
Colunistas
MÍRIAM LEITÃO
Em cada cabeça bolsonarista, uma reforma (PÁGINA 22)
ELIO GASPARI
Bolsonaro tem que pôr ordem na quitanda (PÁGINA 3)
MERVAL PEREIRA
Ministro Moro daria respaldo à Lava-Jato (PÁGINA 2)
Cientista explica a maior análise sobre a situação da ciência já feita no país (PÁGINA 29)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Moro admite que pode aceitar convite para integrar governo‘ Tudo dependerá se há convergências importantes’, diz juiz ao ‘Estado’ sobre possibilidade de ocupar Justiça
‘Tudo dependerá se há convergências importantes’, diz juiz ao ‘Estado’ sobre possibilidade de ocupar Justiça
Citado pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, como “grande símbolo” da luta contra a corrupção, o juiz Sérgio Moro admitiu que poderá aceitar convite para o Ministério da Justiça, caso seja feito. “Tudo depende de conversar para ver se há convergências importantes e divergências irrelevantes”, disse o titular da Operação Lava Jato ao Estado. O juiz também foi cotado pelo presidente eleito para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Durante o mandato de Bolsonaro serão abertas duas vagas na Corte, por aposentadoria compulsória: a do decano Celso de Mello, em novembro de 2020, e a de Marco Aurélio Mello, em julho de 2021. Em nota oficial divulgada ontem, Moro disse que ficou “honrado” com a lembrança de seu nome para os dois postos. “Caso efetivado oportunamente o convite, será objeto de ponderada discussão e reflexão”, afirmou. No governo de Michel Temer, o Ministério da Justiça perdeu o controle sobre a Polícia Federal para a pasta da Segurança Pública. No governo Bolsonaro, a previsão é de que os dois ministérios sejam fundidos. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Guedes anuncia superministério e quer acabar com ‘lobby da indústria’
Coordenador da área econômica do programa de governo e futuro ministro, Paulo Guedes disse que a incorporação da pasta da Indústria pela Fazenda desmontará o sistema de lobby e protecionismo que atrapalha o desenvolvimento da indústria. (ECONOMIA / PÁG. B1)

Novo desenho da Esplanada inclui apenas 16 ministérios
Jair Bolsonaro decidiu que seu governo terá no máximo 16 ministérios. Além da criação de uma superpasta da Economia, os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente serão fundidos. Apenas Paulo Guedes (Economia), o general Augusto Heleno (Defesa) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil) estão confirmados. (POLÍTICA / PÁG. A6)

PSL quer ser a maior bancada
O partido tem feito investidas sobre parlamentares de legendas que não atingiram a cláusula de barreira e, portanto, ficarão sem estrutura partidária. (PÁG. A8)

Emprego cresce, mas na informalidade
O mercado de trabalho mostrou melhora no terceiro trimestre, mas a geração de vagas permanece concentrada na informalidade, segundo o IBGE. A taxa de desemprego recuou de 12,4% no segundo trimestre para 11,9% no terceiro, graças à geração de 1,384 milhão de vagas, embora apenas 138 mil delas com carteira assinada no setor privado. O porcentual de trabalhadores que contribuem para a Previdência Social caiu. (ECONOMIA / PÁG. B6)

Vera Magalhães
Moro demonstra que pode esperar, no ministério, a aposentadoria de Celso de Mello. (POLÍTICA / PÁG. A6)
Notas & Informações
Oposição leal
Os mandatários que assumirão as rédeas do País precisam ter ciência de que não se faz uma democracia apenas com palavras de ordem. (PÁG. A3)

Mercado de capitais mais ativo
Há espaço para a expansão desse mercado, o que requer maior confiança dos investidores. (PÁG. A3)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Bolsonaro juntará 3 pastas e país terá superministério
Fazenda, Planejamento e Indústria estarão sob o comando de Paulo Guedes
O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), decidiu que o Brasil terá um superministério da Economia. Sob a chefia de Paulo Guedes, a nova pasta a será formada p e la junção de Fazenda, Planejamento e Indústria, Comércio Exterior e Serviços. A CNI (Confederação Nacional da Indústria) emitiu nota criticando a decisão. Segundo a entidade, o seto r p recisa de ministério próprio. Guedes discorda. Para o futuro ministro, a fusão de Fazenda e Indústria tem como meta reduzir a carga tributária, em sincronia com uma política de abertura comercial. O crescimento, diz, virá “com juros baixos, reformas fiscais e desburocratização”. A gestão Bolsonaro também vai unir as pastas da Agricultura e do Meio Ambiente, disse Onyx Lorenzoni, que chefiará a Casa Civil. A medida, que não é consenso entre representantes do agronegócio, preocupa ambientalistas, para quem a fusão deve causar aumento do desmatamento e da violência no campo. (Mercado A23)

Vinícius T. Freire
Ministro terá força e alcance inéditos
Paulo Guedes terá poderes que nenhum ministro da Economia teve, com a exceção talvez de Delfim Netto, na primeira metade dos anos 1970, no auge econômico e político da ditadura militar. (Mercado A27)

‘Nós fomos miseravelmente traídos por Lula e seus asseclas’
Terceiro colocado na eleição, Ciro Gomes afirmou que foi “miseravelmente traído” pelo ex-presidente Lula e seus “asseclas”. Em entrevista à Folha, nega ter lavado as mãos ao viajar para a Europa após o primeiro turno. “A gente trai quando dá a palavra e faz o oposto”, disse o pedetista, que criticou atuação do PT para impedir apoio à sua candidatura. (Poder A4)

Entidades relatam preocupação com fala sobre a Folha
Associações de jornalistas e organizações de defesa dos direitos humanos repudiaram as afirmações de Jair Bolsonaro contra a Folha no Jornal Nacional. Para Gustavo Bebianno, braço direito de Bolsonaro, “ele não fez ataques, ele fez críticas”. (Poder A10)

Só reformar a Previdência não basta, diz chefe do Itaú
A reforma da Previdência é a mais urgente a ser realizada pelo novo governo, diz o presidente do Itaú, Cândido Bracher, mas ela não basta para que o país tenha um desenvolvimento econômico maior. “Se ficarmos só nisso, o crescimento vai ser medíocre.” Ele defende reformas na educação, na política e na tributação. (Mercado A27)

Reforma previdenciária em 2018 esbarra em discordâncias
Em entrevista no Rio, Paulo Guedes, futuro chefe da economia no governo Bolsonaro, admitiu que haverá dificuldades políticas para aprovar parte da reforma da Previdência neste ano; líderes partidários não veem clima para a votação. (Mercado A26)

Ação espontânea nas redes estimula assinar o jornal (Poder A10)

Função da imprensa é a crítica que beira a irresponsabilidade (Opinião A3)

Editoriais
Acostume-se
A respeito das novas ameaças de Bolsonaro à Folha.

Limites ao arbítrio
Sobre ações da Justiça Eleitoral em universidades. (Opinião A2)
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