O Globo

Manchete: Moro deve comandar ações contra violência e corrupção
Caso aceite convite para Ministério da Justiça e Segurança Pública, juiz da Lava-Jato estará à frente de órgãos de controle e transparência, além da PF
Após reunião prevista para hoje na casa do presidente eleito, Jair Bolsonaro, o juiz Sergio Moro deve aceitar o convite para assumir o Ministério da Justiça e da Segurança Pública. O foco será o combate à corrupção, ao crime organizado e à lavagem de dinheiro, especialidades do juiz da Lava-Jato. Se nomeado, Moro articulará o controle de fronteiras para inibir o tráfico de drogas e armas. A Polícia Federal, que conduziu as investigações anticorrupção com o Ministério Público Federal, voltará à estrutura da Justiça. O ministério abarcará órgãos de controle e transparência, como a Controladoria-Geral da União. (PÁGINA 4)

‘A gente fez um pacto: não vamos para a cadeia’
O deputado federal Eduardo Bolsonaro diz que governo de seu pai não irá ‘retroceder’ ao petrolão e ao mensalão
“Não vamos para a cadeia’’, afirma o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), descartando a troca de cargos por apoio no Congresso no governo de seu pai. “Não podemos retroceder ao sistema de antes, do mensalão, do petrolão, não tem como’’, disse, em entrevista a CATARINA ALENCASTRO e BRUNO GÓES. (PÁGINA 8)

Número de ministérios cairá de 29 para 15
Com a fusão de ministérios, o gabinete do futuro presidente, Jair Bolsonaro, deverá ter 15 pastas, a metade do número atual. Além dos superministérios da Economia e da Justiça, a ideia é criar o Ministério da Infraestrutura, reunindo Transportes, Portos e Aviação Civil, e o da Educação incorporar Cultura e Esporte. (PÁGINA 6)

Ministros do STF condenam ação policial em universidade
Corte manteve decisão provisória da ministra Cármen Lúcia, que assegura o direito à manifestação de ideias nas universidades. (PÁGINA 9)

Colunistas
MERVAL PEREIRA
PT não aprendeu com a derrota nas urnas (PÁGINA 2)

BERNARDO MELLO FRANCO
Marina alerta para retrocesso (PÁGINA 5)

ASCÂNIO SELEME
Melhor uma oposição dura que nenhuma (PÁGINA 3)

Nova versão do texto endurece Escola sem Partido (PÁGINA 27)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Governo prevê 15 pastas e superministério da Justiça
Com fusões, Esplanada ministerial sofrerá enxugamento e deverá ser a menor desde o governo Collor
O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), definiu o tamanho e o desenho administrativo do seu ministério, indicando as prioridades de seu governo. Além da superpasta da Economia, que será comandada por Paulo Guedes, a ideia é criar um superministério da Justiça, a ser entregue ao juiz Sérgio Moro. A gestão de Bolsonaro deverá ter 15 ministérios, o menor número desde o governo Collor (1990-1992), que mantinha 16 pastas. A redução da estrutura do primeiro escalão foi uma promessa de campanha do presidente eleito. Além das já anunciadas fusões entre Fazenda, Planejamento, Indústria e Comércio Exterior, e entre Agricultura e Meio Ambiente, a Secretaria de Governo também deve se juntar à Casa Civil. O Ministério da Justiça será fortalecido. Ele ficará com a Polícia Federal e terá a responsabilidade de cuidar da Segurança Pública. A pasta também deve incorporar a Transparência, Controladoria-Geral da União e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). (POLÍTICA / PÁG. A4)

l Um astronauta no governo
Filiado ao PSL, o tenente-coronel Marcos Pontes comandará o Ministério da Ciência e Tecnologia. A pasta deve ter nova formatação, com controle sobre o ensino superior, hoje sob tutela da Educação. (PÁG. A6)

China adverte Brasil a não seguir passos de Trump
Por meio do jornal estatal China Daily, o governo chinês fez um alerta a Jair Bolsonaro ao dizer que a economia brasileira sairá perdendo se o novo governo optar por seguir a linha de Donald Trump e romper acordos comerciais com Pequim. A China é o maior parceiro comercial do Brasil. Para o governo chinês, as exportações brasileiras “não apenas ajudaram a alimentar o rápido crescimento da China como apoiaram o forte crescimento do Brasil”. (ECONOMIA / PÁG. B1)

Possível fusão de pastas divide o agronegócio
Produtores de soja aprovaram a fusão dos Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, proposta pela equipe de Jair Bolsonaro. Lideranças da agroindústria criticaram a possibilidade. À noite, Onyx Lorenzoni disse que Bolsonaro “ainda não bateu o martelo”. (ECONOMIA / PÁG. B3)

Cid Gomes e Rede articulam oposição sem PT (PÁG. A10)

Votação do projeto Escola sem Partido é adiada (METRÓPOLE / PÁG. A18)

Colunistas
Coluna do Estadão
Antes que acabe
O Senado está aprovando a toque de caixa indicações para cargos públicos feitas pelo governo Michel Temer. “Não vamos deixar nada aberto. Vamos governar até o fim”, disse o ministro Carlos Marun. (PÁG. A4)

Direto da Fonte
Moro dirá sim ::
Sérgio Moro se reunirá hoje com o presidente eleito, Jair Bolsonaro, e com o vice, Hamilton Mourão. O juiz vai dizer que aceita o convite para o Ministério da Justiça. (CADERNO2 / PÁG. C2)

William Waack
Em relação a Obama, Trump prossegue a mesma política no tocante ao Brasil: relativamente bem pouco interesse. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Zeina Latif
A bronca é generalizada e vai além da crise econômica. Reclama-se da ação estatal e, sem crescimento, tudo fica mais difícil. (ECONOMIA / PÁG. B3)

Notas&Informações
Disposição bem-vinda
É reconfortante saber que o presidente eleito tem ciência de que, sem uma reforma da Previdência, seu governo corre o risco de ter “problemas” – um eufemismo singelo para o colapso das contas públicas. (PÁG. A3)

A agenda está no rating
Sem o conserto das finanças oficiais, será uma fantasia pensar em crescimento da produção e do emprego. (PÁG. A3)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Bolsonaro sinaliza redução dos ministérios pela metade
Presidente eleito, como dito em campanha, promove fusões de pastas, mas já recebe críticas de afetados
O desenho da Esplanada dos Ministérios do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), ganhou novos contornos ontem, indicando redução à metade das atuais 29 pastas. Para viabilizar o enxugamento da máquina, promessa de campanha, o capitão reformado optou por fusões. Além do superministério da Economia —que reunirá Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio, sob o comando do economista Paulo Guedes— haverá as superpastas da Justiça e da Integração Nacional. A área social também seria unificada em um ministério único. Esporte e Cultura devem migrar para a pasta de Educação, e o Ministério dos Transportes seria renomeado para Infraestrutura, podendo abrigar as Comunicações. Devido a resistências nos dois setores, a fusão de Agricultura com Meio Ambiente pode ser revisada. Também nesta quarta (31), o futuro ministro da Casa Civil, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), reuniu-se com o atual titular, Eliseu Padilha, para iniciar oficialmente o processo de transição. Ele entregou 22 nomes de assessores da equipe, que podem chegar a 50. (Poder A4)

Superpasta da Justiça vai ser oferecida hoje a Sergio Moro
Jair Bolsonaro (PSL) oferecerá hoje ao juiz Sergio Moro uma versão expandida do Ministério da Justiça. A pasta somará Justiça, Segurança Pública, Transparência e Controladoria-Geral da União, além do Conselho de Controle de Atividades Financeiras. Caso o convite seja aceito, outro juiz assumiria a Lava Jato e Moro teria que abandonar definitivamente a magistratura. (Poder A6)

Astronauta será ministro da Ciência do novo governo
Jair Bolsonaro anunciou, em rede social, o nome de Marcos Pontes. A pasta de Ciência e Tecnologia terá nova formatação: Comunicações deve se unir a Transportes e Infraestrutura. Já o ensino superior, parte do Ministério da Educação, ficaria sob cuidados do astronauta. (Cotidiano B1)

Salvador Nogueira
Marcos Pontes tem os pés no chão e o olhar no horizonte (B2)

Sistema de ensino teria quebra com mudança no MEC
A retirada do ensino superior do Ministério da Educação representaria quebra no sistema, podendo dificultar articulação com a educação básica e a formação de professores. Há indicação de que as pastas da Cultura e Esporte sigam para o MEC. (Cotidiano B2)

Bolsonaro declara mais R$ 535 mil de gasto com internet
O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), ao chegar à apresentação de acrobacia aérea, na Barra da Tijuca, no Rio; com a atualização na prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral, ontem, este passa a ser o maior gasto da campanha (Poder A6)

Proposta equipara previdências em 10 anos
Proposta capitaneada pelo economista Armínio Fraga, em estudo pela gestão Bolsonaro, equipara a Previdência pública e a privada em pouco mais de uma década. A ideia unifica o sistema atual (INSS, servidores,professores e rural) e estabelece idade mínima de 65 anos para aposentadoria, tanto dos homens como das mulheres. O texto também estipula uma renda mínima universal para o idoso, a instituição da Previdência para os militares e a criação de fundos de pensões estaduais. Se aprovada, a proposta economizaria R$1,3 trilhão em dez anos, quase o triplo do previsto na última versão de reforma apresentada pelo governo Temer. (Mercado A19)

Para o STF, ações em universidades feriram a liberdade
Por unanimidade, os ministros do Supremo Tribunal Federal referendaram liminar que suspendeu as decisões da Justiça Eleitoral que permitiram a entrada da PM em universidades para apreender materiais. (Cotidiano B3)

Mônica Bergamo
Supremo julgará no fim do mês propostas sobre o Escola Sem Partido (C2)
Editoriais
A guinada do juiz
A respeito de convite de Bolsonaro a Sergio Moro.
Mundo arriscado
Sobre cenário econômico global a partir de 2019. (Opinião A2)
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