Crise russa ampliará as exportações brasileiras – Retaliação de Putin às sanções de UE e EUA beneficiará a venda de carnes

Numa retaliação às sanções impostas à Rússia devido à crise na Ucrânia, o governo de Vladimir Putin anunciou embargos a importações de alimentos e matérias-primas dos EUA e de países da União Europeia. A medida vai favorecer as exportações brasileiras de carnes, principalmente a de frango. Se ocupar só o espaço dos EUA, o Brasil elevará as vendas anuais de aves das atuais 60 mil toneladas para 210 mil. (…) Há dois meses, em Paris, o governo russo havia sinalizado ao Brasil a necessidade de aumentar as compras de carnes brasileiras…

Senado contra consumidor – Em votação polêmica, foi aprovado ontem o projeto do senador Roberto Requião que susta efeito de resolução do Conselho Nacional de Defesa do Consumidor proibindo a cobrança de preços diferenciados, de acordo com a forma de pagamento. O projeto ainda vai para a Câmara…

Ameaça global?

OMS avalia alcance do vírus ebola…

O saldo da CNA – No público de agropecuaristas, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, foi aplaudido de pé, despontando como o grande desaguadouro dos votos do agronegócio. Mas o terceiro colocado nas pesquisas, Eduardo Campos, do PSB, não teve do que reclamar…

Se por exemplo chover – Se chover acima da média histórica na estação chuvosa, ainda assim haverá uma conta de energia amarga para se pagar nos próximos anos. O preço já foi determinado por decisões anteriores. No ano passado, o governo emprestou R$ 10 bilhões para as distribuidoras. Agora, são mais R$ 17,7 bilhões e sobre esses recaem juros bancários. Chova ou faça sol, será cobrado do consumidor…

Produção de carro cai 20,5% – O mês de julho deste ano registrou o pior resultado desde 2006, apesar de aumento de 17% em relação a maio. No ano, a queda acumulada é de 17,4%. O setor reduziu em 4,2% a mão de obra empregada…

O Globo

Manchete : Crise reduz em 20% produção de automóveis

SEM FÔLEGO PARA CRESCER

Apesar de incentivos do governo, setor teve o pior julho desde 2006

Vendas no mercado interno caem 13,9%, e exportações sofrem com problemas na Argentina

A indústria automobilística viu sua produção recuar 20,5% em julho , no pior resultado para o mês desde 2006. Apesar dos incentivos do governo , como a prorrogação do IPI reduzido , as vendas no país caíram 13,9%, e as exportações , 36,7%, afetadas pela crise argentina. A presidente Dilma Rousseff informou que o governo quer elevar para 27,5% o percentual de etanol na gasolina. Montadoras temem danos à frota mais antiga. (Págs. 23 e 24)

BNDES: eleição adia investimento

Segundo Luciano Coutinho, investimentos estão sendo adiados devido ao “período de incertezas” com as eleições. (Pág. 23)

Governo pressiona, e TCU adia bloqueio de bens de Graça Foster

Diante de pressão inédita do governo, que mandou ao plenário o advogado-geral da União , o Tribunal de Contas adiou decisão sobre o bloqueio dos bens da presidente da Petrobras, Graça Foster , por irregularidades na compra da Refinaria de Pasadena. O relator , ministro José Jorge, chegou a votar pelo bloqueio de bens, mas depois pediu vista do processo. Graça se antecipou e recorreu ao STF . A presidente Dilma disse que “é estarrecedor” achar que alguém de fora da Petrobras possa ter elaborado perguntas a diretores da estatal. (Págs. 9 e 10)

Padilha declara maior gasto

Com apenas 5% nas pesquisas de opinião e tendo arrecadado só R$ 188 mil, o candidato do PT ao governo de SP , Alexandre Padilha, declarou o maior gasto de campanha (R$ 33 milhões) no país até agora. JBS e Ambev foram as empresas que mais doaram aos presidenciáveis. (Pág. 6)

Rússia restringe compras dos EUA

O governo russo anunciou que suspenderá importação de alguns alimentos dos EUA e da Europa. Embaixador do Brasil foi chamado para discutir reposição de produtos. (Pág. 33)

Calote argentino prejudica Postalis

O fundo de pensão dos Correios teve perda de R$ 190 milhões e acusou o Bank of New York Mellon de aplicar em bônus argentinos à sua revelia. (Pág. 27)

Foto-legenda : A hidrovia sumiu

Na pior seca em 70 anos no interior paulista, a Hidrovia Tietê/Paraná deu lugar a um cenário desolador: rios viraram filetes de água, como em Bariri, e três mil pessoas já foram demitidas com a interrupção do tráfego fluvial. (Pág. 3)

Panorama Político

Ilimar Franco – No mundo do ceticismo

A oposição está apreensiva com a aparente indiferença dos eleitores na largada da campanha presidencial. Ela não vê na praça aquela rebeldia dos protestos de junho de 2013. “Há um contraste entre o ativismo digital e a indiferença da rua”, resumiu um tucano . O PSDB teme que esse desencanto corro a o sentimento de mudança re velado nas pesquisas . Por isso, Aécio Neves prega contra votos brancos e nulos . (pág. 2)

Merval Pereira

A máquina age

O que de mais grave está acontecendo nos últimos dias, especialmente no caso da Petrobras, é a banalização das ações intervencionistas do governo, como se transformar uma CPI em farsa ou pressionar um órgão fiscalizador como o TCU fossem tarefas de um governo democrático que tenha um mínimo de postura legalista. (Pág. 4)

Míriam Leitão

Se por exemplo chover

Se chover acima da média histórica na estação chuvosa, ainda assim haverá uma conta de energia amarga para se pagar nos próximos anos. O preço já foi determinado por decisões anteriores. No ano passado, o governo emprestou R$ 10 bilhões para as distribuidoras. Agora, são mais R$ 17,7 bilhões e sobre esses recaem juros bancários. Chova ou faça sol, será cobrado do consumidor. (Pág. 24)

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Correio Braziliense

Manchete : 16 mortes, 8 suspeitos e uma cidade revoltada

Enviado especial a Goiânia, o repórter João Valadares conta que a força-tarefa policial trabalha na linha de que 12 assassinatos cometidos nos últimos meses têm diversos autores. Há, pelo menos, oito suspeitos, três com mandados de prisão pedidos à Justiça. Mas ao menos três casos ainda podem levar à atuação de um serial killer. (…) Principais candidatos goianos atacam atual administração e defendem mais investimentos na segurança pública. (Págs. 6 e 7)

Goianas vão às ruas hoje contra feminicídio (Págs. 6 e 7)

Polícia alerta para onda de boatos na internet (Págs. 6 e 7)

Advogado pode atuar sem registro da OAB por três anos

Projeto aprovado em comissão da Câmara autoriza bacharéis a trabalharem sem terem sido aprovados no Exame da Ordem. Adversários da proposta, que ainda vai ao Senado, veem um desestímulo ao estudo do Direito. (Pág. 5)

À vista e no cartão : preço poderá ser diferenciado

Senado aprova mudanças no Código do Consumidor para permitir que comércio estabeleça diferenças de valores nas formas de pagamento. Quem comprar à vista poderá ganhar descontos. (Pág. 13)

Em oito anos, 75 mil queixas na Maria da Penha

Lei faz aniversário com vitórias na luta contra a violência doméstica. No primeiro semestre deste ano, quase 7 mil denúncias chegaram às delegacias do DF. (Pág. 20)

Planalto faz blindagem a Graça Foster

Governo pressiona o TCU e consegue adiar a votação do bloqueio dos bens da presidente da Petrobras, incluída na lista de responsáveis pela compra da refinaria de Pasadena. (Pág. 4)

Candidatos ao Buriti já têm R$ 2,2 milhões

Na primeira prestação de contas das eleições, Rollemberg (PSB) foi quem mais recebeu doações:R$ 1,1 milhão. Para o Senado, Reguffe (PDT) lidera com R$ 245 mil. Na disputa pelo Planalto, os recursos arrecadados chegam a r$ 22 milhões. (Págs. 2, 25 e 26)

A paz em ruínas

Após o cessar-fogo, palestinos voltam para o que sobrou das casas: reconstrução custará US$ 6 bilhões. (Pág. 16)

Brasília-DF

Denise Rothenburg – O saldo da CNA

No público de agropecuaristas, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, foi aplaudido de pé, despontando como o grande desaguadouro dos votos do agronegócio. Mas o terceiro colocado nas pesquisas, Eduardo Campos, do PSB, não teve do que reclamar. (Pág. 4)

Nas entrelinhas

Luiz Carlos Azedo

A tensão é grande por causa do bloqueio dos bens dos diretores da Petrobras, que ameaça atingir inclusive a presidente da empresa, Maria das Graças Foster. Por muito pouco, eles não ficaram indisponíveis ontem. (Pág. 5)

Correio Econômico

Vicente Nunes – Ainda na UTI

Em tempos de eleição, vale tudo. Inclusive comemorar a inflação acima do limite de tolerância fixado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O governo, como já expressou o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, está feliz da vida com os resultados mensais do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).(Pág. 10)

Visto, lido e ouvido

Ari Cunha – A farra das teles

Liminar expedida pela 21ª Vara Federal do DF liberando as empresas de telefonia móvel de cumprir as regras de atendimento acordadas no Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Telecomunicações Competitivas (Telcomp) põe a nu a briga de foice travada diariamente no setor.

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Zero Hora

Manchete : Produção de carros cai 20%

Influenciado pelo fraco mercado interno, por crédito escasso e queda nas exportações, este foi o pior julho desde 2006. Vendas de veículos novos recuaram 13,9%. (Notícias | 20)

Cofre eleitoral

De onde veio o dinheiro para a campanha eleitoral até agora. (Notícias | 6 e 7)

Ameaça global?

OMS avalia alcance do vírus ebola (Notícias | 16)

Ulbra investiga erro de alunos

Universidade reprovou dois estudantes de Odonto que usaram instrumentos não esterilizados (Notícias | 18)

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Brasil Econômico

Manchete : Petrobras quer passar dívida com Receita para fornecedor

A estatal já avisou a operadores de plataformas de petróleo que vai repassar a cobrança retroativa a 2009 de impostos sobre afretamento das embarcações, caso perca recurso na Justiça. A fatura de R$ 13,7 bilhões é resultado de uma mudança de interpretação do Fisco sobre a atividade e afeta todas as petroleiras com operações no Brasil, que ameaçam rever os contratos para absorver o aumento de custos. (Pág. 15)

Senado contra consumidor

Em votação polêmica, foi aprovado ontem o projeto do senador Roberto Requião que susta efeito de resolução do Conselho Nacional de Defesa do Consumidor proibindo a cobrança de preços diferenciados, de acordo com a forma de pagamento. O projeto ainda vai para a Câmara. (Pág. 11)

Produção de carro cai 20,5%

O mês de julho deste ano registrou o pior resultado desde 2006, apesar de aumento de 17% em relação a maio. No ano, a queda acumulada é de 17,4%. O setor reduziu em 4,2% a mão de obra empregada. (Pág. 6)

Prejuízo da Oi cresce com a PT

A operadora fechou o 2º trimestre com resultado negativo consolidado de R$ 221 milhões, contra prejuízo de R$ 124 milhões em igual período de 2013. Até junho, a dívida bruta somou R$ 52,2 bilhões. (Págs. 12 e 13)

‘Aécio só precisa ser mais conhecido pelo eleitor’

Uma das âncoras do candidato Aécio Neves no Nordeste, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) diz que o principal problema do presidenciável tucano na região é ser pouco conhecido — o mineiro ocupa um modesto terceiro lugar nas pesquisas.(Pág. 3)

Dilma fala em revisão das regras na demarcação de terra indígena

Dilma Rousseff admitiu ontem que a questão de demarcação de terras será um desafio para o próximo governo, juntamente com a questão do trabalho escravo. “A questão da demarcação de terras indígenas é um de nossos desafios”, disse a uma plateia composta por grandes empresários do agronegócio. (Pág. 5)

Mosaico Político

Gilberto Nascimento – À ESPERA DO CONGRESSO

Com o recesso do Congresso, um dos principais programas da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos – e que necessita de renovação desde 31 de julho do ano passado – está parado. A sede do problema, no entanto, não é Brasília, e sim Washington. (Pág. 2)

Ponto de Vista

Carlos Thadeu de Freitas – O PESO DO ENDIVIDAMENTO

Na semana passada tivemos uma prévia do que foi o crescimento da economia norte-americana no segundo trimestre deste ano. Após uma contração de 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB) no trimestre anterior, provocada principalmente pelos efeitos negativos do inverno rigoroso e intensificada por uma correção de estoques, a prévia para o PIB do segundo trimestre indicou um crescimento de 4%, acima das expectativas. (Pág. 9)

Cliente & Cia

Nadja Sampaio – FLECHADA DA JUSTIÇA

Ao saber da liminar concedida, na semana passada, pela 21ª. Vara Federal do Distrito Federal, às operadoras de TV paga,telefonia e internet, desobrigando-as de cumprir várias determinações da Resolução 632, de 8 de março de 2014, que instaurou o Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), senti como se levasse uma flechada nas costas, de dentro do forte. (Pág. 14)

O mercado como ele é…

Luiz Sérgio Guimarães – DÓLAR SEM BALA PARA TESTAR BC

O dólar tentou ontem prolongar a esticada da véspera mas logo desistiu. A intenção dos investidores era testar sem demora o preço de R$ 2,30 e aferir a reação do Banco Central. Conseguiram levar a moeda até R$ 2,2965, mas como o BC não apareceu a cotação foi caindo até fechar em baixa de 0,40%, a R$ 2,2736. (Pág. 22)

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Folha de S. Paulo

Manchete : Crise russa ampliará as exportações brasileiras

Retaliação de Putin às sanções de UE e EUA beneficiará a venda de carnes

Numa retaliação às sanções impostas à Rússia devido à crise na Ucrânia, o governo de Vladimir Putin anunciou embargos a importações de alimentos e matérias-primas dos EUA e de países da União Europeia. A medida vai favorecer as exportações brasileiras de carnes, principalmente a de frango. Se ocupar só o espaço dos EUA, o Brasil elevará as vendas anuais de aves das atuais 60 mil toneladas para 210 mil. (…) Há dois meses, em Paris, o governo russo havia sinalizado ao Brasil a necessidade de aumentar as compras de carnes brasileiras. (Mercado B1)

Banco Santander demitiu quatro por texto sobre Dilma

O informe enviado a clientes de alta renda, que descrevia a reeleição de Dilma como risco à economia, levou à demissão de quatro funcionários – e não de um, como se pensava. Vice-presidente do Santander disse que não houve “pressão externa”, mas sim dispensa por desrespeito a “código de conduta interno”. (Poder A7)

Agronegócio critica Dilma em sabatina

Em fala a empresários do agronegócio, a presidente Dilma Rousseff recebeu críticas por não fazer propostas concretas para o setor num eventual segundo mandato.

Aécio Neves (PSDB), que esteve mais confortável por falar a um público que, majoritariamente, o apoia, recebeu elogios dos produtores.

Já Eduardo Campos (PSB) foi cobrado pelas posições de sua vice, Marina Silva, historicamente adversária do setor. O discurso de Campos, porém, também foi bem avaliado, mesmo com queixas de seu estilo “cauteloso” ao tratar de temas ambientais.

Três empresas bancam 65% da arrecadação de presidenciáveis

Três empresas –JBS, a dona da marca Friboi, Ambev, a das bebidas, e OAS, a construtora– são responsáveis por 65% do financiamento das campanhas eleitorais pela Presidência da República até aqui.

O dado é da primeira rodada de prestações de contas das campanhas, conjunto de informações divulgado nesta quarta-feira (6) pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

No total, os 11 candidatos a presidente e seus comitês financeiros arrecadaram R$ 31,2 milhões. As empresas são responsáveis por 91% desse total. Outros 6% são de financiamento público, por meio dos Fundos Partidários. Pessoas físicas contribuíram com os demais 3%.

A JBS lidera o ranking de financiadores. Foi a empresa que mais doou para a presidente Dilma Rousseff (R$ 5 milhões), a que mais doou para o senador tucano Aécio Neves (também R$ 5 milhões) e ainda a segunda da lista do candidato do PSB, Eduardo Campos (R$ 1 milhão).

Os R$ 11 milhões investidos pela JBS representam 35% do total geral desta primeira rodada de contas eleitorais.

Por meio de sua assessoria, a empresa informou que “faz esse tipo de doação há bastante tempo” para “participar do processo político”.

“Nossas doações seguem as relações que mantemos com os partidos, tanto nacionalmente quanto nos Estados”, disse. “As doações ao PT e ao PSDB foram maiores por conta da maior presença e pulverização desses partidos no país”, disse a firma.

Despesa de Padilha informada ao TSE soma R$ 33 mi

A campanha de Alexandre Padilha (PT) ao governo paulista informou, em sua primeira prestação de contas à Justiça Eleitoral, despesa de R$ 33,1 milhões –o equivalente a quase 175 vezes o valor de R$ 188 mil registrada pelo petista na largada da disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.

Segundo a assessoria de Padilha, o montante é a previsão de gastos declarada a partir dos contratos que já foram firmados, mas não saiu efetivamente do caixa da campanha. A assessoria, porém, não informou o gasto real do candidato nem soube explicar por que foi adotado esse modelo.

Na prestação, o principal custo é com a produção da propaganda eleitoral na TV –R$ 25 milhões. A despesa com a equipe jurídica é de R$ 1,7 milhão, e com a de comunicação, R$ 1,6 milhão.

Garotinho diz que fará auditoria em contratos de Cabral

Um dos líderes na disputa pelo governo do Rio, o deputado Antony Garotinho (PR) disse em sabatina da Folha, do UOL e do SBT que, se eleito, fará auditoria nos contratos da gestão do rival Sérgio Cabral (PMDB). Garotinho prometeu cancelar a concessão do Maracanã e levar programas sociais a favelas com UPPs. (Poder A8)

Dilma se irrita e dá resposta confusa sobre articulação do governo em CPI

A presidente Dilma Rousseff mostrou irritação e deu uma resposta confusa ao falar sobre a interferência de assessores do Palácio do Planalto nos trabalhos da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) criada para examinar negócios da Petrobras.

A Folha mostrou na quarta-feira (6) que Luiz Azevedo, número 2 do ministro Ricardo Berzoini (Secretaria de Relações Institucionais), responsável pela articulação política do governo com o Congresso, ajudou a elaborar o plano de trabalho da CPI.

Paulo Argenta, outro assessor da SRI, também atuou para evitar que a comissão saísse do controle do governo.

Questionada sobre o tema após sabatina na CNA, Dilma disse que o Planalto não é “expert em petróleo e gás”.

Para ela, que foi presidente do Conselho de Administração da estatal, não faria sentido integrantes do Planalto terem atuado, porque somente pessoas do setor de petróleo ou da própria empresa teriam conhecimento técnico para elaborar perguntas sobre os temas da CPI.

Combinação em comissões sempre ocorre, diz ministro

O ministro Paulo Bernardo (Comunicações) disse que a combinação de depoimentos em CPIs “vem desde Pedro Álvares Cabral. Na primeira CPI, já deve ter acontecido isso”. Para ele, não há como negar tal realidade. “A não ser que queiramos fingir que somos todos inocentes, que somos muito hipócritas, e falar: Não, isso não acontece’”.

Em entrevista à Folha e ao UOL, Paulo Bernardo declarou que “deputado não é promotor” e que as CPIs são políticas. Para ele, a polêmica sobre combinação de perguntas com depoentes na investigação da Petrobras é “tempestade em copo d’água para ver se alavanca a oposição”.

Graça Foster recorre ao Supremo para não ter seus bens bloqueados

A presidente da Petrobras, Graça Foster, enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quarta-feira (6) um recurso pedindo para que seus bens não sejam indisponibilizados pelo TCU (Tribunal de Contas da União) num processo que trata da compra da refinaria de Pasadena (EUA).

Na prática, a defesa de Foster pede que ela seja incluída no mandado de segurança enviado ao STF na semana passada pelo ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli. No documento, os advogados tentam derrubar a decisão do TCU que decretou o bloqueio de bens de 11 executivos da estatal para garantir a devolução de valores estimados em US$ 792 milhões decorrentes de irregularidades na aquisição da refinaria.

Disputa por relatoria adia o início da CPI dos trens

Um impasse entre PT e PMDB inviabilizou, nesta quarta (6), o início dos trabalhos da CPI mista (Comissão Parlamentar de Inquérito formada por deputados e senadores) sobre o cartel dos trens em São Paulo. Os dois partidos –adversários na eleição do governo paulista– disputam a relatoria da comissão e, sem chegar a um consenso, impediram que a CPI iniciasse as investigações.

O PT articulava a indicação do deputado federal Renato Simões (PT-SP) como relator da CPI mista.

Ao mesmo tempo, o PMDB da Câmara quer o comando da relatoria para controlar o poder de fogo da comissão às vésperas das eleições.

Tio de Campos continua em diretoria de estatal federal

Tio do candidato de oposição à Presidência da República Eduardo Campos (PSB), Marcos Arraes de Alencar continua ocupando um cargo de direção na estatal federal Hemobrás (Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia), apesar de há seis meses o governo de Pernambuco, então comandado pelo sobrinho, ter informado que ele havia pedido demissão.

Alçado ao cargo em 2011 por indicação da gestão de Campos em Pernambuco –o governo estadual tem participação minoritária na estatal–, Marcos Arraes disse nesta quarta-feira (6) que nunca pediu para sair, embora tenha avaliado a hipótese.

Ele afirma que conversou com Campos sobre sua permanência. “Consultei [Campos], claro. (…) Ele me disse: Se você pedir demissão, vou ter que indicar outro, então dá no mesmo’”, afirmou o tio do presidenciável.

Requião usou a PM do Paraná para cuidar de seus cavalos

A estrutura do governo do Paraná foi utilizada para a manutenção de cavalos do senador Roberto Requião, candidato do PMDB ao governo estadual –indicam documentos de inquérito da Polícia Militar. O Ministério Público do Estado também investiga o caso.

O emprego da estrutura da PM para cuidados e transporte de 88 animais, de raças como mangalarga e quarto de milha e nomes como “Lambão”, “Boate” e “Monarca”, ocorreu na gestão de Requião no Paraná, de 2003 a 2010.

Considerando o custo mensal de manutenção de cada cavalo (R$ 1.000 a R$ 1.500), o gasto com os animais do senador pode ter superado o valor de R$ 8 milhões.

Procurado, Requião não comentou o caso. Ao jornal “Gazeta do Povo” a defesa de Requião negou irregularidades e disse que os animais eram usados em policiamento.

Segundo o inquérito, aberto em maio, o regimento da polícia era “responsável direto pelos cuidados, trato e manejo” dos cavalos.(Poder A11)

Empresa JBS Friboi é a maior doadora das campanhas de Dilma e Aécio

Líder mundial em processamento de carne, a JBS Friboi foi a maior doadora, no primeiro mês de campanha, dos dois candidatos mais bem posicionados nas pesquisas eleitorais: a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, e Aécio Neves (PSDB). A empresa contribuiu com R$ 5 milhões para cada um. O valor é praticamente a metade do total arrecadado pelas campanhas petista e tucana, R$ 10,1 milhões e R$ 11 milhões, respectivamente.

O segundo maior doador da campanha de Dilma é a CRBS, do grupo Ambev, fabricante de bebidas, com R$ 4 milhões. A empresa também contribuiu para a campanha do tucano, mas com uma quantia menor: R$ 1,2 milhão. No caso de Aécio, a segunda maior contribuição foi dada pela construtora OAS, com R$ 2 milhões.

Já o candidato do PSB à Presidência Eduardo Campos arrecadou R$ 8,2 milhões no primeiro mês de campanha. Os recursos foram depositados no Comitê Financeiro Nacional. O maior doador individual foi a Arosuco Aromas e Sucos, uma das empresas da Ambev. Ela doou R$ 1,5 milhão para o comitê. As construtoras, somadas, contribuíram com R$ 1,9 milhão, e o grupo Safra, com mais R$ 1 milhão. Duas empresas que atuam na área de energia — a Coopersucar S/A e a Cosan Lubrificantes — deram mais R$ 2 milhões.

Ministro da articulação e diretor petista da Petrobras debateram rumos da CPI
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, recebeu na segunda-feira, no final da tarde, em sua sala no Palácio do Planalto, o diretor corporativo da Petrobras, José Eduardo Dutra, para discutir os rumos da polêmica em torno das revelações de que a petroleira, senadores do PT e membros do governo discutiram e combinaram as perguntas que seriam feitas nos depoimentos de dirigentes da estatal na CPI no Senado. O encontro entre os dois não está registrado na agenda do ministro.

A assessoria de Berzoini confirmou a reunião, mas informou que não sabia o que foi discutido. Dutra, porém, admitiu que os dois falaram sobre a CPI.

Empresários rurais criticam falta de propostas de Dilma (Poder A4)

Padilha é o candidato que declarou maior gasto com campanha eleitoral

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, declarou o maior gasto com a campanha eleitoral no estado, superando as despesas apresentadas pelos presidenciáveis. Na primeira prestação de contas à Justiça Eleitoral, divulgada nesta quarta-feira pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o petista, que apareceu com 5% na última pesquisa Ibope, informou gasto de R$ 33,2 milhões, quase três vezes mais do que a soma dos valores registrados por Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PT). Juntos, os três fizeram despesas de R$ 12 milhões.

Candidato à reeleição, o governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), fez despesas de R$ 5,7 milhões e Paulo Skaf (PMDB), R$ 2,7 milhões.

O gasto declarado por Padilha não acompanha o ritmo das doações feitas a ele. Dos principais candidatos, ele foi o que teve o pior desempenho na arrecadação neste primeiro mês de campanha: R$ 188 mil, contra R$ 6 milhões de Alckmin e R$ 4,3 milhões de Skaf.

O Estado de S. Paulo

Aécio arrecada mais para campanha que Campos e Dilma

Governo pressiona e TCU adia decisão sobre bens de Graça

Justiça facilita registro de bebê de ‘barriga de aluguel’ no país

Decisões judiciais recentes autorizaram casais que buscaram o método conhecido como “barriga de aluguel” a registrar bebês com a certidão só no nome deles. (Cotidiano C1)

Análise – No Brasil, “alugar” barriga é vetado, mas anúncios pipocam em sites, escreve Cláudia Collucci. (C3)

Jogadores terão limite de partidas a partir de 2015

Os jogadores de futebol poderão atuar em até 65 partidas por ano a partir de 2015, informa Sérgio Rangel. O limite é uma resposta da CBF ao Bom Senso F.C., movimento de atletas que pede mudanças no esporte, e vale só para os torneios organizados no país. (Esporte D1)

Foto-legenda : Sobras de guerra

Crianças palestinas recolhem objetos em local destruído na faixa de Gaza, um dia antes de acabar o cessar-fogo na região; Israel se propôs a estender a trégua, mas o Hamas, grupo que controla a área, rejeitou a ideia. (Mundo A12)

Marcelo Miterhof

Moralismo move o juiz de NY do caso da Argentina

O juiz Thomas Griesa, que cuida do caso da Argentina, parece movido pelo moralismo, que põe no devedor a responsabilidade exclusiva por um “default” e vitimiza os credores. (Mercado B8)

Editoriais

Leia “O PIB mais maduro”, acerca de propostas ambientais de líderes empresariais, e “Justiça temporã”, sobre sequestro internacional de crianças. (Opinião A2)

EBC – CONGRESSOEMFOCO

Edição: Equipe Fenatracoop – 07/08/2014 – ás 07:02h – atualizado ás 12:06h

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