O Globo

Manchete: Moro: ‘Se houver irregularidade, eu saio. Mas não houve’
À CCJ do Senado, ministro diz que diálogos não mostram quebra de imparcialidade
Em depoimento à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o ministro Sergio Moro reiterou que não cometeu irregularidades nos diálogos atribuídos a ele e ao procurador Deltan Dallagnol pelo site Intercept Brasil e atacou a forma como eles foram obtidos. Moro afirmou que deixaria o cargo se ficasse comprovada alguma irregularidade em sua conduta como juiz, mas completou: “Não houve’’. Em um trecho incisivo, ao responder ao senador Fabiano Contarato (Rede-ES), Moro perguntou se o parlamentar queria que todas as sentenças da Lava-Jato fossem anuladas, e o dinheiro, devolvido aos réus condenados por corrupção. (Página 4)

Anac deve retirar autorizações de voo da Avianca
A Anac deve retomar da Avianca Brasil suas autorizações para pousos e decolagens, os slots, porque acompanhia não operou boa parte dos voos previstos. A medida põe em xeque o leilão da empresa, marcado para 10 de julho, pois os slots são os principais ativos da companhia aérea. Com a crise da Avianca, o preço médio das passagens subiu 30,9% em abril. Na ponte aérea Rio-SP, a alta foi de 72%. (Página 15)

Novo recorde do Ibovespa: 100.303 pontos (Página 16)

Adultos sem o fundamental completo são 40% (Página 21)

Emílio e Marcelo Odebrecht têm R$ 1 bi bloqueado (Página 17)

Merval Pereira
Moro consegue esvaziar o escândalo (Página 2)

Ascânio Seleme
Ministro sai de audiência praticamente ileso (Página 3)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Moro diz que deixa cargo se acharem alguma ilegalidade
Ministro fala durante 8 horas e meia a senadores sobre supostas mensagens trocadas com procuradores
O ministro da Justiça, Sérgio Moro, disse ontem que não tem “nenhum apego ao cargo” e admitiu, pela primeira vez, a possibilidade de deixar o governo caso sejam constatadas ilegalidades nas supostas mensagens trocadas entre ele e procuradores da Lava Jato. Durante oito horas e meia, o ex-juiz respondeu a perguntas de senadores na Comissão de Constituição e Justiça, onde esteve espontaneamente após o vazamento das conversas. Ele voltou a afirmar que agiu de acordo com a lei e disse que há sensacionalismo no caso. Moro disse ainda acreditar que o objetivo dos vazamentos é invalidar condenações e atacar as instituições. Mais uma vez, cobrou a divulgação das supostas mensagens na íntegra. “Aí a sociedade vai poder ver se houve alguma incorreção da minha parte. Se houve, eu saio, mas não houve.” Também ontem, Bolsonaro defendeu a permanência do ministro no cargo. (Política / pág. A4)

Hacker finge ser ministro
A PF diz ter provas de que um hacker tentou se passar por Moro em conversa via aplicativo de mensagem com um funcionário do Ministério da Justiça no dia 4 – mesmo dia em que o ministro afirma que teve o celular invadido. (Pág. A5)

BC mantém juros e vincula corte à reforma da Previdência
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a Selic (a taxa básica de juros da economia) em 6,5% ao ano, pela décima vez consecutiva, apesar da fraca atividade econômica. A instituição indicou que o andamento da reforma da Previdência no Congresso será fundamental para suas próximas decisões. Para economistas do mercado financeiro, o recado é de que somente com a reforma haverá espaço para o corte dos juros. (Economia / págs. B1 e B4)

Recorde histórico na Bolsa
Pela primeira vez, o Ibovespa fechou ontem acima dos 100 mil pontos (100,3 mil). O desempenho foi puxado pela sinalização de que os EUA devem cortar juros em breve. (Pág. B4)

Bolsonaro tira articulação política de Onyx e dá PPI
Após sucessivas derrotas no Congresso, Bolsonaro tirou ontem a articulação política das mãos de Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e passou para o general Luiz Eduardo Ramos, que chega para a Secretaria de Governo, no lugar do general Santos Cruz. Onyx, por outro lado, ficará com a coordenação do Plano de Parceria de Investimentos (PPI), responsável por tocar privatizações e alvo de cobiça do Ministério da Economia. (Política / pág. A6)

Demarcação de terra indígena vai para Agricultura
MP do governo voltou a tirar a demarcação de terras indígenas da Funai e a transferiu para a Agricultura. Medida do início da gestão Bolsonaro, que havia transferido a Funai para pasta da Mulher, foi rejeitada pelo Congresso. Oposição vê afronta. (Política / pág. A6)

TCU bloqueia R$ 1,1 bi da família Odebrecht (Economia / pág. B8)

William Waack
Maia e Alcolumbre querem dizer que Executivo e Legislativo devem governar juntos. Não combinaram isso com Bolsonaro. (Política / pág. A5)

Celso Ming
A libra, moeda global criada pelo Facebook, parece ter condições de revolucionar os sistemas monetário e de pagamentos. (Economia / pág. B2)

Notas & Informações
Economia sem qualidade
Têm-se observado, em muitas economias do mundo, ganhos de produtividade em períodos de crise. Também nesse ponto o Brasil tem destoado. (Pág. A3)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Moro minimiza crise e admite sair em caso de irregularidade
Ministro depõe por 9 horas no Senado e declara que, como juiz, agiu sempre ‘com base na lei e de maneira imparcial’
Em depoimento de quase nove horas no Senado para explicar a troca de mensagens vazadas com o procurador Deltan Dallagnol, da Lava Jato, Sergio Moro (Justiça) admitiu a possibilidade de deixar o posto no governo Jair Bolsonaro (PSL) caso sejam apontadas irregularidades em sua conduta.

“Eu não tenho nenhum apego ao cargo em si”, disse.
“Se houver irregularidade da minha parte, eu saio. Mas não houve. Por quê? Porque eu sempre agi com base na lei e de maneira imparcial.” O ministro falou ã Comissão de Constituição e Justiça e se colocou como alvo de hackers e de divulgação sensacionalista. Disse ainda não ter como garantir a veracidade das mensagens, apesar de não negá-las.
Travou embates com senadores petistas e afirmou que os ataques que vem sofrendo miram as instituições e têm como objetivo anular condenações por corrupção.

“Sergio Moro é um patrimônio nacional”, disse Bolsonaro em viagem. (Poder A4)

Deputados fazem pressão por alívio na aposentadoria
Bancadas de diferentes posições políticas pressionam o relator da reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP), a alterar as novas regras para quem ocupa cargos eletivos, como o fim da aposentadoria especial para mandatos futuros. (Mercado A11)

Bolsonaro devolve demarcação para a Agricultura
O presidente editou nova medida provisória que reverte a decisão do Congresso de transferir a demarcação indígena à pasta da Justiça. Deputados da oposição pediram ao presidente do Senado, chefe do Legislativo, que devolva o texto ao governo. (Poder A6)

Previdência deve ser votada até julho após acordo (Poder A4)

Bolsa fecha acima de 100 mil pontos pela primeira vez (Mercado A10)

Em 2018, taxa de alfabetização não bate meta de 2015
O Plano Nacional de Educação estabelecia 6,5% de brasileiros incapazes de ler ou escrever um simples bilhete em 2015. No ano passado, segundo o IBGE, eles eram 6,8% (11 milhões). A erradicação do problema é prevista no mesmo plano para 2024. (Cotidiano A17)

57% dos hospitais que governo indica negam aborto legal
De 176 instituições listadas no Ministério da Saúde como locais que fazem aborto nos casos previstos em lei, apenas 76 de fato realizam o procedimento . Segundo a ONG Artigo 19, responsável pela pesquisa, a falta de informação é barreira. (Cotidiano A20)

Onyx Lorenzoni perde articulação para general
Criticada pelo Congresso, articulação política sai da Casa Civil e vai para a Secretaria de Governo, que será assumida pelo general Luiz Eduardo Ramos. (Pág. A6)

Editoriais A2
Veto acertado
Sobre cobrança por bagagem em voos domésticos.

Menos 300 milhões
A respeito de projeções para a população mundial.
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