O Globo

Manchete: Governo dá a estados 6 meses para mudar aposentadoria
Deputados do centrão não querem arcar sozinhos com ônus de alterar regime de servidores. Na TV, Bolsonaro agradeceu à CCJ e a Rodrigo Maia. Preocupados com a repercussão em suas bases das mudanças na aposentadoria de servidores de estados e municípios, os deputados do centrão pressionaram para que essas medidas sejam retiradas da proposta de reforma da Previdência que vai a para comissão especial da Câmara. Como alternativa, o governo deve resgatar formulação da PEC do ex-presidente Temer, que dava prazo de seis meses após a promulgação da reforma para assembleias e câmaras de vereadores fazerem ajustes. Se nada for feito, valem as regras da União. Na TV, o presidente Bolsonaro agradeceu à CCJ e a Rodrigo Maia, presidente da Câmara, o avanço da proposta. (Páginas 19 e 20)

Salles nomeia PMs para cúpula do ICMBio
Três diretores do ICMBio que pediram exoneração e um quarto que foi demitido serão substituídos nos cargos por policiais militares de São Paulo. A decisão foi do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que já havia escolhido outro PM para a presidência do instituto que cuida das áreas de conservação. (Página 26)

Exército prende oficial por desvio de armas
Mais importante autoridade no controle de armas que circulam no Rio e no Espírito Santo, o tenente-coronel Alexandre de Almeida foi preso na terça-feira pelo Exército, acusado de montar esquema de desvio de armamento dentro do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados da 1ª Região Militar, que ele chefiava. O inquérito policial-militar investiga também se o oficial teria fornecido armas a milícias. Ele agia em conluio com o irmão, Rafael Felipe de Almeida, e com o Guerreiros Escola de Tiro e Comércio de Armas, de Serra (ES). (Página 10)

Petrobras agora quer termelétrica no Comperj
A estatal, que vinha negociando parceria com a chinesa CNPC para construir refinaria no Comperj, em Itaboraí, desistiu do empreendimento e agora quer no local uma termelétrica que utilizaria gás natural do pré-sal. Símbolo da corrupção na empresa, o projeto do complexo petroquímico já custou US$ 14 bilhões. (Página 22)

Sorriso para a câmera, ataque na rede
Contrariado com o presidente Bolsonaro, que mandou tirar de seu canal vídeo com críticas a militares, Carlos Bolsonaro refugiou-se no feriado num clube de tiro, de onde continuou a disparar contra o vice, sem atender ligações do pai. Ele reapareceu ontem no Rio. (Página 6)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Licença ambiental mais flexível ganha urgência na Câmara
Projeto que prevê fim da exigência de diversas licenças tem apoio de ministérios
Com apoio dos Ministérios do Meio Ambiente, da Agricultura e da Infraestrutura, o projeto da Lei Geral do Licenciamento Ambiental prevê o fim da necessidade de licenças para boa parte das atividades agropecuárias e empreendimentos de infraestrutura no País. O texto, elaborado pela Frente Parlamentar Agropecuária e setores da indústria, deve ser votado em regime de urgência pelo Congresso. O projeto isenta os produtores rurais da necessidade de pedir licenciamento ambiental para o cultivo agrícola ou criação de gado em suas propriedades. A silvicultura também fica liberada dessas autorizações. Na área de infraestrutura, fica extinta a necessidade de licenciar obras como a dragagem em portos e ampliação de rodovias e ferrovias. Relator do projeto, o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) disse que objetivo é “o equilíbrio entre o setor produtivo e os ambientalistas, para que o licenciamento ambiental deixe de ser uma mera burocracia para ser parte do planejamento do empreendimento”. (Política / Pág. A4)

Intrigas no ar
Em conversa com senadores e um deputado em viagem de Brasília para o Rio, há duas semanas, o presidente Jair Bolsonaro relatou problemas que vinha tendo com o vice, Hamilton Mourão. A impressão de passageiros daquela viagem, apelidada de “voo da queimação”, foi a de que Bolsonaro acha que Mourão se movimenta como uma espécie de presidente paralelo, interessado em holofotes. (Política / Pág. A6)

Dólar beira R$ 4, apesar de avanço da reforma
Mesmo após a aprovação da reforma da Previdência pela CCJ da Câmara, motivo de pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro na TV, o dólar fechou em R$ 3,99, a maior cotação desde 1.º de outubro. O movimento se deve a receio de desidratação da reforma e a incertezas no cenário externo. (Economia / Pág. B1)

Políticos peruanos agora temem OAS
Empreiteira brasileira vai fornecer informações sobre irregularidades em obras no país, informa o enviado Luiz Raatz. OAS reconheceu ter pago propinas. (Internacional / Pág. A12)

País perde 43,2 mil empregos
Resultado de março surpreendeu negativamente. Somente o comércio varejista registrou o fechamento de 28,8 mil postos formais de trabalho. (Pág. B6)

William Waack
Intrigas palacianas são tão velhas quanto palácios. Ataques contra Hamilton Mourão são, em última análise, luta pelo poder. (Política / Pág. A6)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Recuperação da renda per capita é a pior da história
Padrão de vida do brasileiro não se altera desde o fim da última recessão, em 2016; quadro pode se prolongar.
A recuperação da renda brasileira por habitante vive seu pior momento da história, e o processo ainda corre o risco de se prolongar. O padrão de vida medido pela renda per capita, que divide o PIB (Produto Interno Bruto) pelo número de habitantes, estagnou ao redor de R$ 32 mil por ano. O valor está 9% mais baixo quando comparado como pico anterior, alcançado no primeiro trimestre de 2014 —há 19 trimestres. O quadro mais negativo havia sido registrado na recessão de 1989, segundo estudo realizado pela consultoria AC Pastore, do ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore. À época, a renda por habitante se situava 6,5% abaixo do teto prévio após um período de 19 trimestres. Se o crescimento em 2019 confirmar a expectativa de um número cada vez maior de analistas e ficar próximo de 1%, é provável que o PIB per capita encerre mais um período sem reação, já que a população também cresce em torno de 1%. Em dia de pessimismo com a economia brasileira, o dólar fechou cotado a R$ 3,99, maior valor desde 1º de outubro de 2018. A Bolsa caiu. (Mercado A15 e A16)

Delator cita R$ 24 mi a Paulo Preto em propina da marginal
Um ex-gerente da empreiteira Delta disse à Justiça ter pago cerca de R$ 24 milhões em propina ao ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, por obras de ampliação da marginal Tietê, em SP, na gestão José Serra (PSDB). A defesa de Paulo Preto não quis comentar. (Poder A4)

Centrão terá maior peso em comissão da Previdência
Grupo responsável pela próxima fase da tramitação do projeto terá ao menos 21 deputados, de total de 49, do centrão. Ontem, Jair Bolsonaro agradeceu, em cadeia de rádio e TV, a Rodrigo Maia, presidente da Câmara, pela aprovação do texto em comissão. (Mercado A24)

Turco naturalizado brasileiro é preso a pedido de Erdogan
Ali Sipahi está preso desde o dia 6, e o STF analisa o processo de extradição. A Turquia o acusa de integrar o Hizmet, organização considerada terrorista pelo presidente Erdogan. Para integrantes da comunidade turca, trata-se de perseguição. (Mundo A12)

Turco naturalizado brasileiro é preso a pedido de Erdogan
Ali Sipahi está preso desde o dia 6, e o STF analisa o processo de extradição. A Turquia o acusa de integrar o Hizmet, organização considerada terrorista pelo presidente Erdogan. Para integrantes da comunidade turca, trata-se de perseguição. (Mundo A12)

Nova Rouanet deve encarecer projetos culturais
Novas regras da lei de incentivo foram formalizadas ontem. Apesar de setor esperar redução no número de projetos, exceções a museus e mostras farão com que as mudanças tenham menos impacto do que se pensava. (Ilustrada C4)

Cármen Lúcia suspende decisão que abria brecha para ‘cura gay’ (Pág. B2)

Índios viram acionistas de ferrovia para denunciar empresa (Pág. A31)
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