O Globo

Manchete: Palocci assina acordo de delação premiada com PF
Ex-ministro já teria concluído depoimentos aos investigadores
Preso desde setembro de 2016 e condenado a 12 anos, ele pode dar novo impulso à apuração do esquema de corrupção

JAILTON DE CARVALHO
O ex-ministro Antonio Palocci firmou acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Preso desde setembro de 2016, Palocci, ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil, já teria encerrado os depoimentos aos investigadores, segundo confirmaram ao GLOBO fontes vinculadas ao caso. Condenado a 12 anos por corrupção e lavagem de dinheiro, ele deve dar novo impulso à Operação Lava-Jato, apresentando provas que sustentem as acusações contidas na delação, que ainda deverá ser homologada pela Justiça. Em depoimento anterior, ele afirmou que o ex-presidente Lula e Emílio Odebrecht haviam firmado um “pacto de sangue”. (PÁGINA 3)

MERVAL PEREIRA
País discute se é necessária uma contrapartida para corrupção. (PÁGINA 4)

MÍRIAM LEITÃO
Decisão da 2ª turma ignora engenharia financeira da corrupção. (PÁGINA 20)

Força-tarefa reage à decisão do STF
Os procuradores da força-tarefa da Lava- Jato classificaram de “lamentável tumulto processual” a decisão da Segunda Turma do STF de tirar do juiz Sergio Moro, e enviar à Justiça de São Paulo, trechos da delação de executivos da Odebrecht relacionados ao sítio de Atibaia e ao Instituto Lula. Para eles, não há influência sobre a competência de Moro para julgar essas ações. (PÁGINA 3)

EDITORIAL
‘Em nome da segurança jurídica’ (PÁGINA 16)

Polícia mira bens e homens da milícia
Operação recolhe suspeitos e vans
Uma operação da Polícia Civil resultou na prisão de 18 suspeitos de pertencer à maior milícia da Zona Oeste e na apreensão de 33 vans que eram exploradas pelo bando. Com um dos detidos foram encontrados 5 quilos de cocaína e crack, o que, segundo investigadores, reforça a suspeita de que milicianos se uniram a traficantes. (PÁGINA 8)

Justiça solta 137 suspeitos de sítio
Foi revogada a prisão de 137 pessoas detidas numa festa da milícia em sítio. Seguem presos 21 suspeitos. (PÁGINA 10)

Loures diz não saber de dinheiro na mala
Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor do presidente Michel Temer preso após ter sido filmado com mala contendo R$ 500 mil em São Paulo, disse à Justiça que a recebeu do delator Ricardo Saud, ex-executivo da J&F, “sem saber qual era seu conteúdo”. Joesley Batista, dono da J&F, afirmou à Polícia Federal que Saud também entregou R$ 500 mil ao presidente do PP. (PÁGINA 7)

BERNARDO MELLO FRANCO
Os 12 réus do elefante branco de Brasília. (PÁGINA 2)

Dólar tem quinta alta consecutiva
A tendência global de valorização da moeda americana, por causa da expectativa de elevação mais rápida dos juros nos EUA, levou o dólar comercial à quinta alta consecutiva, fechando a R$ 3,486, maior cotação desde 16 de junho de 2016. (PÁGINA 19)

Contas públicas: rombo de R$ 25 bi
As contas do Tesouro, do Banco Central e da Previdência Social tiveram o pior resultado para março em 22 anos. O rombo de R$ 24,8 bilhões é mais que o dobro do déficit registrado no mesmo mês do ano passado, de R$ 11,2 bilhões. (PÁGINA 21)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Temer e Alckmin negociam aliança para unificar centro
Chapa presidencial pode ter Meirelles (MDB) como vice do candidato tucano
Michel Temer e o ex-governador Geraldo Alckmin, pré-candidato ao Planalto pelo PSDB, reabriram as negociações para montar uma chapa eleitoral que reunifique o centro político brasileiro, atualmente fragmentado em várias pré-candidaturas, todas até agora sem grande força nas pesquisas. Uma das alternativas à mesa passa pela desistência de Temer em concorrer à reeleição, o que abriria espaço para o ex-ministro Henrique Meirelles, recém-filiado ao MDB de Temer, ser o vice de Alckmin. A proposta foi apresentada ao tucano por um interlocutor do presidente. Alckmin ainda analisa a ideia. A aliança ampliaria consideravelmente o tempo de Alckmin no horário eleitoral de rádio e TV e seus palanques regionais. Em contrapartida, o tucano incorporaria à sua campanha a defesa da atual política econômica e das reformas propostas por Temer. Os entraves, porém, são muitos e passam pelas candidaturas de João Doria (PSDB) e Paulo Skaf (MDB) ao governo de São Paulo. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Em busca de um consenso
Henrique Meirelles afirmou ontem que o processo eleitoral deve levar à consolidação das candidaturas de centro. “O eleitor não espera candidato com declaração bombástica”, disse. (PÁG. A4)

‘Não sou a favor de posições ultraliberais’, diz Barbosa
Antes mesmo de anunciar se entrará na disputa ao Planalto, o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa indicou que pretende conciliar a bandeira ética com a social em uma eventual candidatura. Ex-relator do mensalão, ele deve reforçar a imagem de juiz implacável com a corrupção e, na economia, se apresentará como um social-democrata. “Não sou favorável a posições ultraliberais num país social e estruturalmente tão frágil como o Brasil”, disse a Eduardo Kattah. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Hypera avalia fazer acordo de leniência e trocar diretores
Fonte ligada a João Alves Queiroz Filho, controlador da Hypera (ex- Hypermarcas), afirmou que o empresário, conhecido como Júnior, está consultando advogados para uma possível negociação de acordo de leniência, informam Mônica Scaramuzzo e Fabio Serapião. A empresa teve seu nome envolvido na Operação Lava Jato em 2015. Os acionistas da Hypera vão se reunir hoje para discutir possível mudança dos principais executivos da companhia. (ECONOMIA / PÁG. B1)

TCU retém bens de empresa
Tribunal decidiu bloquear até R$ 508,3 milhões em bens da Andrade Gutierrez por suposto superfaturamento na usina nuclear de Angra 3. (PÁG. B3)

Por uma nova estratégia diplomática
Para os participantes do terceiro Fórum Estadão – A Reconstrução do Brasil, realizado ontem, é preciso que uma nova estratégia diplomática, que dê maior protagonismo ao Brasil, seja incluída no debate eleitoral. (POLÍTICA / PÁGS. A10 e A11)

Joesley cita R$ 500 mil para Ciro Nogueira (POLÍTICA / PÁG. A8)

Colunistas
William Waack
Acreditamos que o tempo trabalha a nosso favor e optamos por ignorar evidências. A principal chama-se janela demográfica. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Celso Ming
O mercado financeiro, que sempre tem explicações para fatos já ocorridos, desta vez patina na disparada do dólar. (ECONOMIA / PÁG. B2)

Notas & Informações
Rota do desperdício
Pagar ao setor automobilístico para tornar-se mais competitivo, por meio do programa Rota 2030, pode ser um erro enorme e custoso, como foi o fracassado programa Inovar Auto. (PÁG. A3)

No balaio da insegurança
A 2.ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) não parece especialmente preocupada com segurança jurídica. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Lava Jato critica STF, e Lula exige o envio de ações a São Paulo
Procuradores afirmam que a decisão de tirar da alçada de Sergio Moro trechos de delação da Odebrecht é ininteligível
A força-tarefa da Lava Jato criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal que retirou do juiz Sergio Moro trechos da delação da Odebrecht ligados a Lula que tratam sobre o sítio de Atibaia (SP) e o instituto do ex-presidente. Os procuradores chamaram a medida do STF de superficial e ininteligível. Pela decisão da Segunda Turma da corte, essas partes da delação da empresa não falam da Petrobras, foco da Lava Jato no Paraná, e devem ser encaminhadas a São Paulo. A equipe de Curitiba sustenta que o caso tem ligação coma estatal, reforçada por depoimentos e conexões com outras ações. A defesa de Lula argumenta que a decisão tem efeito imediato e protocolou petições pedindo o envio integral para SP dos processos que envolvem os temas. Se isso ocorrer, a tramitação pode voltar ao início. “É possível que o caso seja anulado”, diz o advogado criminalista Conrado Gontijo. (Poder A4)

Central de dados expõe criança que foi violentada
Criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Banco Nacional de Mandados de Prisão expõe para consulta pública dados de processos que correm em segredo de Justiça. Há casos em que são revelados identidade e detalhes do abuso sexual de crianças. O CNJ diz que a responsabilidade pelo conteúdo é dos tribunais, (Cotidiano B1)

Justiça do RJ solta 137 dos 159 presos em festa de milícia
A Justiça do Rio de Janeiro mandou soltar 137 dos 159 presos em festa supostamente organizada por milicianos no início do mês. Segundo a Promotoria, não há, até o momento, provas que permitam o oferecimento de denúncia. A Polícia Civil diz que houve flagrante. (Cotidiano B2)

Cartórios fazem campanha contra o cadastro positivo (Mercado A20)

Mônica Bergamo
Tribunal permite a troca de nome após exposição indevida O Tribunal de Justiça de São Paulo autorizou um cidadão a mudar de nome depois que ele se viu envolvido indevidamente em escândalo na internet. A solicitação surpreendeu pelo ineditismo. Até então, os pedidos eram para apagar reportagens. (Ilustrada C2)

SUS, 30 anos
Médico visita paciente em comunidade de Florianópolis; subfinanciamento limita expansão do maior sistema público de saúde do mundo (CADERNO ESPECIAL)

Editoriais
Ainda que tarde
Sobre processo contra o tucano Eduardo Azeredo.

Sangria no caixa
A respeito de resultado das contas do Tesouro. (Opinião A2)

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