Juros sobem para 11,25% no dia em que Fed elimina estímulos

Em reunião que terminou sem consenso, o Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu elevar a Selic em 0,25 ponto. Em nota, o BC atribui a decisão à intensificação dos ajustes de preços. Ontem, o banco central americano anunciou o fim do programa de incentivos monetários…

Multas rigorosas entram em vigor

Neste sábado, passa a valer a lei federal que aumenta em até dez vezes (para R$ 1.915,40) as multas por infrações no trânsito, como de ultrapassagens perigosas…

Aprovado alívio na folha de pagamentos

Medida provisória que torna permanente a desoneração para 59 setores vai agora à sanção da presidente…

O Globo

Manchete : Três dias após eleição, BC surpreende e sobe juros

Copom cita riscos para a inflação no ano que vem e em 2016

Selic era mantida em 11% desde maio e agora foi elevada para 11,25%. Com PIB fraco, especialistas previam aumento da taxa só em 2015. Diretoria vota dividida: três defenderam manutenção e cinco, a elevação

Na sua primeira reunião após a reeleição da presidente Dilma Rousseff, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu elevar a taxa básica de juros Selic para 11,25% ao ano, surpreendendo o mercado, que previa aumento só no ano que vem. Para analistas, mesmo com a economia ainda muito fraca, o governo quis dar um sinal ao mercado de que estará mais preocupado com o controle da inflação neste segundo mandato. (Pág. 25)

Senado ameaça também derrotar Dilma

Renan diz que criação de conselhos populares, rejeitada na Câmara, dificilmente passará na Casa

O governo federal deverá sofrer nova derrota no Congresso, caso insista em aprovar o decreto que cria conselhos populares. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse ontem que há muita resistência na Casa, onde a iniciativa do Planalto “dificilmente passará”. Na véspera, a Câmara dos Deputados já havia derrubado a proposta. Parlamentares da base e da oposição veem como tentativas de atropelar o Congresso não só a criação dos conselhos como a vontade da presidente Dilma de aprovar a reforma política por plebiscito. Eles prometem reagir e medir forças com o Executivo. (Pág. 6)

PMDB dá aval para Cunha tomar do PT a direção da Câmara

Deputado foi autorizado pelo partido a negociar a formação de um bloco que viabilize sua eleição à presidência da Câmara em 2015. Segundo Cunha, “não há ânimo” na bancada para rodízio com o PT no cargo. (Pág. 6)

Deputados da bancada ruralista convocam ministros

Os ministros Edison Lobão (Minas e Energia) e Neri Geller (Agricultura) foram convocados para dar explicações à Câmara. (Pág. 6)

Economia dos EUA está recuperada, diz Fed (Pág. 25)

Escândalos na Petrobras – Delatores devolverão R$ 175 milhões desviados

Delatores da corrupção na Petrobras se comprometeram a devolver R$ 175 milhões desviados. Só o doleiro Youssef e o ex-diretor Paulo Roberto Costa, juntos, deverão ressarcir os cofres públicos em R$ 125 milhões. (Pág. 3)

Até a mandioca foi superfaturada (Pág. 3)

Arrecadação fica abaixo do previsto

Mesmo com o Refis, a arrecadação de tributos federais somou R$ 90,72 bilhões em setembro, abaixo do previsto. O governo já estima que a receita com impostos crescerá menos de 1% este ano. (Pág. 27)

Aprovado alívio na folha de pagamentos

Medida provisória que torna permanente a desoneração para 59 setores vai agora à sanção da presidente. (Pág. 28)

Multas rigorosas entram em vigor

Neste sábado, passa a valer a lei federal que aumenta em até dez vezes (para R$ 1.915,40) as multas por infrações no trânsito, como de ultrapassagens perigosas. (Pág. 10)

No Senado – Avança lei sobre drogas

CCJ aprova definição mais flexível para usuário e também o uso medicinal da maconha. Texto ainda passará por comissões. (Pág. 32)

Ilimar Franco

O PT não vai apitar

A presidente Dilma vai enfrentar o apetite petista na formação do novo governo. Um de seus dirigentes diz que “ela vai fazer um governo de coalizão mesmo”. E os aliados tendem a ter mais peso para “garantir maioria sólida” no Congresso e “eliminar o chororô” eleitoral. Dilma está convencida de que precisa de um Ministério mais forte, cujos ministros tenham representatividade política ou reconhecimento na sociedade. (Pág. 2)

Merval Pereira

Conflito pós-eleitoral

O segundo mandato da presidente Dilma, conseguido aos trancos e barrancos, nem mesmo começou, e o PT já lança a candidatura de Lula para 2018. O PT, fragilizado pelas urnas, precisa sinalizar à militância que existe um Lula no fim do túnel, mesmo com a perspectiva de um governo fraco, que tende a se manter no mesmo rumo por que Dilma não mudará da noite para o dia sua maneira de ver o mundo. (Pág. 4)

Míriam Leitão

Elevação dos juros desmente marketing usado nas eleições. (Pág. 26)

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Zero Hora

Manchete : Juro sobe e dá o tom do segundo mandato

Alta para 11,25% pode simbolizar uma nova fase da política econômica do governo Dilma, que tenta recuperar a credibilidade e frear inflação. (Notícias |24)

“A elite não se conforme com a derrota”

Ex-marido e conselheiro da presidente reeleita, Carlos Araújo (PDT) critica quem promete reforçar oposição ao Planalto. (Notícias | 15)

Multas de trânsito até 900% mais caras

A partir de sábado, quatro infrações graves pesarão mais no bolso. (Sua Vida | 30)

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Valor

– CVM investiga suspeita de fraude em oferta da Oi

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) investiga se alguém dentro da Oi sabia sobre a aplicação de € 897 milhões, feita pela Portugal Telecom (PT), em ‘commercial papers’ da Rioforte, holding do Grupo Espírito Santo (GES). Mais do que saciar a gana dos investidores em ‘eleger’ culpados, a investigação pode levar ao primeiro processo de fraude em oferta pública de ações no Brasil – e numa transação bilionária.

– BC surpreende e aumenta a taxa de juros 

A surpreendente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de subir os juros para 11,25% ao ano tem objetivo, segundo o Valor apurou, de fazer a economia pagar um preço menor para combater as pressões inflacionárias causadas pela recente desvalorização cambial. A taxa básica é a maior desde outubro de 2011.

– Ajuste fiscal de 2015 será “violentíssimo”

A presidente Dilma Rousseff sabe que terá de fazer, em 2015, um ajuste fiscal “violentíssimo”, informou fonte qualificada do governo. Embora ainda não se conheça sua dimensão, terá de ser mais duro que o contingenciamento de R$ 50 bilhões feito em 2011, primeiro ano de seu mandato. Segundo esse interlocutor, a presidente tem consciência de que a situação da economia é muito mais difícil do que quando assumiu e que além de uma estagnação econômica enfrentará uma oposição mais forte no Congresso. Ao mesmo tempo, estarão em curso as investigações da Operação Lava-Jato.

– Sinuca de bico na recompra do Santander 

Exatos cinco anos depois de estrear na bolsa de valores brasileira, o Santander Brasil pode voltar integralmente hoje às mãos do controlador espanhol deixando para trás uma série de investidores e até funcionários descontentes.

– Dilma vai manter pelo menos doze ministros 

Em um desenho ainda preliminar da face do novo governo, pelo menos 12 ministros poderão permanecer no segundo mandato, mas não necessariamente nos mesmos cargos.

Brasil Econômico

manchete : Juros sobem para 11,25% no dia em que Fed elimina estímulos

Em reunião que terminou sem consenso, o Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu elevar a Selic em 0,25 ponto. Em nota, o BC atribui a decisão à intensificação dos ajustes de preços. Ontem, o banco central americano anunciou o fim do programa de incentivos monetários. (Págs. 20 a 22)

Arrecadação perde ritmo

Apesar de recorde para o mês, os R$ 90,7 bilhões arrecadados em setembro evidenciaram que, diante do ritmo fraco da economia, os contribuintes estão com mais dificuldades de pagar os impostos. (Pág. 5)

Usiminas : Preço do minério leva a prejuízo

A empresa registrou perdas de R$ 24 milhões no terceiro trimestre e prepara medidas para enfrentar o cenário de preços menores no exterior. As vendas de aço também tiveram retração. (Pág. 11)

A corrida pela Prefeitura do Rio em 2016

Romário (PSB) e Freixo (Psol) são os mais lembrados para o posto de alcaide da capital fluminense. Indecisos chegam a 31%. (Pág. 3)

Confiança da indústria sobe após nove quedas seguidas

Índice subiu 1,8% em outubro, para 82,6 pontos, mas ainda muito distante da média recente de 104,1 pontos. (Pág. 8)

Seca eleva os preços agrícolas

Estiagem que atinge Regiões Sudeste e Centro-Oeste atinge lavouras de soja, milho, cana-de-açúcar e atividade pecuária, mudando calendários de safras, elevando custos de produção e diminuindo a oferta de commodities. (Pág. 10)

Mosaico Político

Gilberto Nascimento

CUNHA: FORÇA DENTRO DO PMDB

Apesar da vitória nas urnas, com a reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT), o vice Michel Temer não terá vida fácil dentro do PMDB. O principal trunfo dele é o poder dentro do governo, que permite ao seu grupo articular nomeações para ministérios e estatais. O rival mais evidente, por enquanto, é o líder do PMDB na Câmara, o deputado reeleito Eduardo Cunha (RJ), que sonha em presidira Casa em 2015. (Pág. 2)

Ponto de Vista

Carlos Thadeu de Freitas

A SAÍDA DOS SWAPS CAMBIAIS

A economia mundial se distancia do cenário de crise e passa a apresentar perspectivas melhores de crescimento. Entretanto, com a queda dos preços das commodities, o fantasma da deflação volta a assombrar os países desenvolvidos,que ainda enfrentam os legados da crise econômica mundial e uma menor capacidade de crescimento econômico. (Pág. 6)

O mercado como ele é…

Luiz Sérgio Guimarães

JÁ É O COPOM DA “NOVA DILMA”?

Os Bancos Centrais do Brasil e dos EUA resolveram ontem surpreender os mercados financeiros. E ambos na mesma direção, de endurecimento da política monetária. O nosso BC foi direto: subiu a Selic de 11% para 11,25%, inesperadamente, sem antes ter preparado analistas e investidores. O Federal Reserve (Fed) foi mais sutil, mas com a mesma eficiência,ao alterar o seu discurso assumindo postura bem mais “hawkish”. (Pág. 22)

Ponto Final

Octávio Costa

É TEMPO DE WAGNER

A eleição acabou, o Brasil vai voltando ao normal e os jornais dirigem a atenção para outros temas. Uma das pautas do momento envolve a especulação sobre o próximo ministro da Fazenda. A cada dia, surgem novos nomes na lista. Eis o cardápio mais atualizado: Nelson Barbosa, ex-secretário executivo da Fazenda, Aloizio Mercadante, ministro-chefe da Casa Civil, Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central, Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco, Murilo Ferreira, presidente da Vale, Otaviano Canuto, conselheiro do Banco Mundial, e Jaques Wagner, governador da Bahia. (Pág. 32)

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O Estado de S.Paulo

– BC eleva juros para 11,25% ao ano, 3 dias após as eleições

– Petrobrás põe diretores da era Lula sob suspeita

– Executivo de empreiteira devolverá R$ 40 milhões

– Renan prevê que projeto de Dilma cairá no Senado

– Alckmin pede ajuda federal para enfrentar crise hídrica

Folha de S. Paulo

Manchete : BC sobe juros para 11,25 % na 1 ª reunião após a eleição

Banco Central cita alta do dólar e piora nas contas públicas para elevar Selic

Na primeira reunião após a reeleição da presidente Dilma (PT), o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central surpreendeu e aumentou nesta quarta (29) a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,25 ponto, para 11,25% ao ano. A taxa não ficava tão alta desde novembro de 2011. Durante a sua campanha, Dilma buscou associar seu adversário Aécio Neves (PSDB) a uma política econômica baseada em juros elevados para combater a inflação. Analistas esperavam manutenção da taxa no penúltimo encontro do ano. A alta do dólar e a piora nas contas públicas foram os motivos que levaram cinco dos oito diretores, incluindo o presidente Alexandre Tombini, a votarem pelo aumento da taxa. Em comunicado divulgado, o Copom informou que “a intensificação dos ajustes de preços relativos na economia tornou o balanço de riscos para a inflação menos favorável”. (Mercado b1)

Presidente do Senado promete impor nova derrota a Dilma

O presidente do Senado, Renan Calheiros, afirmou que a Casa derrotará o governo e ratificará a decisão da Câmara, que na terça (28) sustou os efeitos do decreto presidencial que cria diretrizes para a montagem dos conselhos populares. O PMDB, de Renan, é o principal aliado do governo. A declaração é nova mostra de que a presidente Dilma (PT) não conta com total amparo de sua base. (Poder a4)

Para procurador, caso Pizzolato abre precedente perigoso

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, admitiu que a decisão da Justiça italiana de negar a extradição do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato foi uma derrota para o Brasil. Para ele, o caso pode abrir um precedente perigoso de o país não conseguir mais extraditar ninguém. (Poder a16)

Com a economia fraca, arrecadação aumenta só 0,7%

A arrecadação de impostos e contribuições federais teve outro resultado fraco em setembro. No acumulado do ano, o crescimento é de somente 0, 7%. A previsão inicial do governo Dilma Rousseff era de 3, 5%. Os números comprometem o fechamento das contas neste ano e prenunciam dificuldades para 2015. (Mercado b4)

Foto-legenda : Uns sem nada…

Passat na represa Atibainha (SP); carcaças de carros surgem no sistema Cantareira, na Billings e na Guarapiranga devido ao baixo nível dos reservatórios (Cotidiano C3)

Doença similar à dengue tem mais de 800 casos em quase dois meses (Cotidiano C1)

País autoriza uso de celular e tablet em modo ‘ avião’ durante todo o voo (Cotidiano C4)

EUA aceitam se aproximar de Cuba para combater o ebola (Mundo A18)

Marcelo Miterhof

Alta de preços de serviços é uma inflação do bem

Um país mais equilibrado é melhor para todos, porém, para muitos, não é fácil abrir mão de seus interesses imediatos em nome de um menos palpável bem comum. A inflação dos serviços está acima do índice geral. É uma inflação do bem, um ajuste de preços fruto da distribuição de renda. (Mercado b7)

Editoriais

Leia “Promessas e juros”, sobre elevação da taxa Selic, e “Colônias da discórdia”, acerca de intenção de Israel de ampliar assentamentos. (Opinião A2)

EBC

Edição: Equipe Fenatracoop

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