“O que pode derrubar a Dilma é a economia” – Crítico ferrenho do PT, o cientista político Paulo Kramer diz que a presidenta Dilma Rousseff corre o risco de perder votos quando o fraco desempenho econômico bater no bolso de seus eleitores. Mas reconhece que ela continua como favorita: “Se você encontra um empresário e pergunta em quem vai votar, ele vai dizer que vai votar no Aécio. Se você pergunta quem vai ganhar, ele vai citar a Dilma. Ela ainda é a candidata mais competitiva, porque é governo”…

Economistas defendem desonerações amplas – Corte de impostos que beneficie toda a economia é defendido por especialistas. Eles citam como exemplos a desoneração da folha de pagamento – que atingiu 56 setores e se tornou permanente – e a de investimentos, importações e impostos para micro e pequenas empresas. Alertam, no entanto, que é necessário reduzir gastos públicos para fazer frente à menor arrecadação…

 Legislativo – Campanha, sim. Trabalho, talvez – O Congresso e a Câmara do DF retomam as atividades com promessa de esforço concentrado e votações. Mas a busca por votos nas eleições de 5 de outubro deve esvaziar e emperrar a discussão dos temas mais importantes…

Lei sobre registro de domésticas entra em vigor com falhas – A lei que prevê multa em dobro para quem não registrar empregados domésticos entra em vigor na sexta com brechas que devem dificultar a fiscalização. A checagem nas residências, por exemplo, só ocorrerá após denúncia ao Ministério do Trabalho. Outra lacuna é a falta de pessoal para avaliar essas queixas…

O Globo

Manchete : Hidrelétricas terão gasto extra de R$ 15,8 bi

Crise nas usinas – Geradoras vão ao mercado comprar energia mais cara

Forte seca este ano levou à redução do nível dos reservatórios, compromete expansão do setor e pode afetar a atividade industrial

Com contratos a cumprir e reservatórios drasticamente afetados pela falta de chuvas, as geradoras de energia hidrelétrica têm recorrido ao mercado livre, onde o custo do MGW/h chega esta semana a R$ 817,53, para cumprir seus compromissos. Um gasto extra que deve fechar este ano em R$ 15,83 bilhões e já faz as empresas do setor pensarem em recorrer ao governo federal para pedir socorro financeiro, a exemplo do que foi feito com as distribuidoras de energia. A diferença é que, no contrato das geradoras, o risco está embutido e não há previsão de ajuda governamental. A situação atual inibe investimentos, e, segundo um especialista, a curto prazo, a solução é “rezar para chover”. (Pág. 17)

Economistas defendem desonerações amplas

Corte de impostos que beneficie toda a economia é defendido por especialistas. Eles citam como exemplos a desoneração da folha de pagamento – que atingiu 56 setores e se tornou permanente – e a de investimentos, importações e impostos para micro e pequenas empresas. Alertam, no entanto, que é necessário reduzir gastos públicos para fazer frente à menor arrecadação. (Pág. 18)

Denúncia de fraude na CPI da Petrobras será apurada

O presidente da CPI da Petrobras, senador Vital do Rêgo, abrirá um procedimento para apurar a denúncia da revista “Veja” de que a presidente da estatal, Graça Foster, e ex-dirigentes tiveram acesso prévio às perguntas que seriam feitas por parlamentares governistas. A oposição quer levar o caso aos conselhos de Ética da Presidência e do Senado. (Pág. 4)

Fumo : produtores acumulam dívidas (Pág. 21)

Dilma protege pouco a Amazônia (Pág. 3)

Foto-legenda : Lixo no mar das Olimpíadas

Iatistas da classe RSX disputam uma das regatas no primeiro dia do evento-teste para as Olimpíadas de 2016, na Baía de Guanabara. Atletas reclamaram do acúmulo de lixo na água. (Esportes)

Novo ataque a escola da ONU isola Israel

Dez pessoas morreram ontem em um bombardeio israelense contra uma terceira escola das Nações Unidas, que abrigava 3.000 civis palestinos. (Págs. 23 e 24)

Ricardo Noblat – Retratos do autoritarismo

O que tem a ver o caso da analista do banco Santander demitida na semana passada por exercer direito o seu ofício com o caso do correspondente do “The New York Times” ameaçado de expulsão do Brasil em maio de 2004? Os dois aconteceram no começo e no que poderá ser o fim do período de 12 anos de governos do PT . Foram protagonizados por Lula. E são casos exemplares da prepotência dele e de sua turma. (Pág. 2)

George Vidor – Não dá para crescer

É estranho, mas um pouco da queda na produção industrial se deve à decisão tomada por algumas empresas de parar suas máquinas para não consumir energia. Como têm contratos de médio e longo prazos a preços bem razoáveis, preferem revender essa energia no mercado de curto prazo por três a quatro vezes mais ao que pagam a seus fornecedores. É um caso clássico na literatura econômica.

Dilma não criou nenhuma nova unidade de conservação na Amazônia

Desde a ditadura militar, esta será a primeira vez que um presidente da República encerrará um mandato sem ter criado uma única unidade de Conservação na Amazônia. Além de não terem sido criadas novas áreas protegidas na região, o governo de Dilma Rousseff reduziu o território de unidades existentes para acomodar projetos de hidrelétricas, deixando cinco delas, na região do Rio Tapajós (PA), com menos áreas do que tinham antes. Para piorar, a petista tem baixo desempenho na consolidação das UCs já criadas. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi o que mais criou UCs desde o regime militar. No primeiro mandato, ele fez 21 novas UCs, e no segundo criou outras 60, somando 81 novas áreas protegidas.

Depois dele, o ex-presidente Lula também teve alto índice de criação de áreas de preservação na região amazônica: 77 em seus dois mandatos, sendo 54 no primeiro e 23 no segundo. Na época de FH, iniciou-se um intenso processo de expansão de áreas protegidas para evitar a investida de grileiros sobre a floresta e frear o desmatamento. Desde então, as áreas de preservação fazem parte da política governamental de combate ao desmatamento e redução das emissões de gases estufa, principal causador de mudanças climáticas.

Aécio diz que governo petista fracassou na condução da economia

Com a alta cúpula do PSDB paulista, incluindo o candidato ao Senado José Serra, o candidato tucano à Presidência, Aécio Neves, se encontrou neste domingo com dirigentes do partido no Vale do Paraíba, região tecnológica do estado e prometeu investimentos em inovação, caso seja eleito.

Em discurso, Aécio disse que o governo petista “fracassou na condução da economia” e legou ao país “um clima de insegurança e desânimo”. O tucano tem usado a palavra “desânimo” para se contrapor às declarações da presidente Dilma Rousseff de que a oposição tem criado um clima de “pessimismo” em relação à economia.

Carreata de Campos em PE tem apoio e desrespeito ao trânsito

O candidato do PSB à sucessão presidencial, Eduardo Campos, comandou neste domingo a maior carreata da atual campanha eleitoral no estado. Foi no município de Caruaru, a 130 Km da capital. Com bandeiras, cartazes e muito apitaço, milhares de pessoas foram às ruas para recepcionar o presidenciável e o seu candidato à sucessão estadual, Paulo Câmara.

Ambos estão patinando nas pesquisas eleitorais, e aproveitaram o evento para dar um sinal de força: foram duas horas e meia de manifestação, 16 bairros e 19 km percorridos.

O Estado de S. Paulo

Planalto tenta afastar Dilma de crise em CPI e oposição mira relator do PT

Para PSDB, presidente “é responsável moral’ no episódio

Por segundo turno, oposição ataca na segurança

Suplicy quer que PT discuta pena a menores

Eleitor espera governo que uma crescimento a inclusão, diz professor

Juízes punidos custam R$ 45 mi em seis anos

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Correio Braziliense

Manchete : Estagnação da economia afeta até os concurseiros

Na terra dos servidores públicos, se havia um mercado aparentemente imune a crises era a dos cursinhos, que movimenta até R$ 40 bilhões anuais. Isso é passado. Nos últimos meses, a procura arrefeceu. Os donos de escolas ensaiam algumas explicações para o fenômeno, que vão das contingências típicas do ano eleitoral à desmobilização causada pela Copa do Mundo. (Pág. 8)

Legislativo – Campanha, sim. Trabalho, talvez

O Congresso e a Câmara do DF retomam as atividades com promessa de esforço concentrado e votações. Mas a busca por votos nas eleições de 5 de outubro deve esvaziar e emperrar a discussão dos temas mais importantes. ((Págs. 3 e 15)

Avião cai em casa do Maranhão

O monomotor transportava uma paciente para Teresina (PI) no momento da queda. Os moradores conseguiram escapar, mas os cinco tripulantes morreram. (Pág. 5)

Nixon : 40 anos de um escândalo

A renúncia do presidente deixou marcas profundas na política e nas relações exteriores dos EUA. (Pág. 10)

Israel destrói outra escola

O local servia de abrigo para 3 mil pessoas, mas ainda assim, não foi poupado. Dez morreram. (Pág. 11)

Congressistas concentram trabalho de agosto em apenas dois dias

Após longa jornada longe das atividades do Congresso devido aos feriados, à Copa do Mundo e ao recesso branco, deputados encaram, nos próximos dois dias, um esforço concentrado de trabalho para limpar a pauta de votações. Os principais itens pendentes são a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que deveria ter sido aprovada até o mês passado, e o controverso decreto presidencial que trata dos conselhos populares. Em defesa do ato presidencial, o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, participa de uma audiência pública na quarta-feira, na Câmara dos Deputados.

Carvalho quer impedir que os deputados derrubem o Decreto nº 8.243/14, que criou a Política Nacional de Participação Social (PNPS). Desde maio, o decreto tem suscitado debates no Congresso. Parlamentares contrários acusam-no de ser uma ferramenta para influenciar políticas governamentais, com integrantes indicados pelo próprio Palácio do Planalto. Os deputados alegam que os conselhos se sobrepõem ao trabalho do Legislativo, a quem cabe constitucionalmente fiscalizar e controlar as políticas públicas. Por outro lado, os parlamentares favoráveis ao modelo criado pelo governo Dilma Rousseff afirmam que os conselhos reforçam o papel da sociedade civil na gestão das políticas públicas, uma das reivindicações das manifestações de junho de 2013.

Na última sessão deliberativa antes do recesso, em 15 de julho, parlamentares conseguiram aprovar a urgência do decreto legislativo que susta os efeitos da medida presidencial. Em caráter de urgência, a proposta assinada pelo líder DEM, Mendonça Filho (PE), pode ser votada nesta semana. A definição ainda precisa ser costurada na reunião de líderes marcada para terça-feira. É possível que haja um acordo para analisar o decreto só após a audiência com o ministro e representantes do setor.

Candidatos à presidência apostam nos grandes centros para atingir eleitores

Depois de um mês de campanha exclusivamente pé no chão, os candidatos ao Palácio do Planalto inauguram neste mês de agosto uma nova etapa da corrida eleitoral: a disputa televisiva. Além da apresentação das propostas nos principais telejornais, eles se preparam para os programas eleitorais que irão ao ar a partir de 19 de agosto. Dilma Rousseff (PT), Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB) terão de encaixar nas agendas horários para as gravações em estúdio. E cada um deles montou sua estratégia nesta fase inicial de tevê, aliada às viagens escolhidas a dedo para agregar valor ao discurso de campanha.

Segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, oscilando na casa dos 20% das preferências, o tucano Aécio Neves vai se dedicar à apresentação ao eleitorado. Segundo apurou o Correio, a estratégia dos marqueteiros do PSDB, neste primeiro momento, será contar a história do candidato, sua origem em uma família de tradição política, o parentesco com Tancredo Neves (eleito presidente de forma indireta após o fim da ditadura militar) e a trajetória como deputado federal, presidente da Câmara dos Deputados, governador por dois mandatos e senador da República.

De acordo com aliados, mesmo tendo uma pauta clara de propostas a serem apresentadas para convencer o eleitorado a aderir à sua candidatura, Aécio ainda precisa tornar-se conhecido nacionalmente — ele tem o nome muito associado ao Sudeste. Há um ano, quando lutou para assumir a presidência do PSDB, Aécio tinha em mente esta necessidade: ao optar por liderar os correligionários, ele também fazia uma opção pragmática por criar uma linha de diálogo própria com um exército de peessedebistas que multiplicaria sua imagem pelo Brasil.

O roteiro de viagens também é diversificado. Neste fim de semana, o tucano voou de Paraná e Rio Grande do Sul, para atrelar sua imagem à de dois líderes nas pesquisas para governador: Beto Richa (PSDB-PR) e Ana Amélia (PP-RS). No próximo fim de semana, a intenção é voar para o Acre, estado comandado há muito tempo pelo PT, e para Manaus, governado pelo correligionário Arthur Virgílio. Na semana seguinte, o Nordeste terá atenção total. A intenção é visitar todos os estados da região nos dias 12,13 e 14. “O Nordeste merecerá uma atenção toda especial, não na campanha, mas no governo. Levaremos o exemplo do que fizemos em Minas Gerais, onde, no fim do nosso mandato, tínhamos gasto três vezes mais per capita na região mais pobre de Minas do que nas regiões mais ricas”, anunciou ele, após evento de campanha em Minas Gerais.

A presidente Dilma Rousseff deve equilibrar mais, neste mês agosto, a agenda de campanha e a oficial, como presidente. Em julho ela foi, dos três principais candidatos, a que menos viajou. Mas, agora, o comando de campanha avisou que ela mudará a estratégia. “Pretendemos centralizar as viagens neste momento nos quatro principais colégios eleitorais brasileiros: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia”, disse o presidente nacional do PT, Rui Falcão.

“É preciso refinar os critérios de controle”, defende novo ministro do TCU

O novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, disse ontem que os órgãos de controle no Brasil vivem um momento positivo de consolidação constitucional a partir da formação de uma verdadeira rede que envolve ainda o Ministério Público (MP), a Controladoria-Geral da União (CGU), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) em defesa dos recursos públicos. Ele ressalta que o TCU tem um quadro de pessoal qualificado e bem remunerado. Do outro lado, há prefeituras sem profissionalização de sua administração. “Os órgãos de controle no país é que estão induzindo à organização”, afirma.

Advogado com mestrado e doutorado em direito pela Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP), Dantas é funcionário público concursado há 16 anos, tendo iniciado carreira no Tribunal de Justiça Federal (TJDF), onde atuou por cinco anos. Depois, por 11 anos, trabalhou como consultor legislativo do Senado. Entre 2009 e 2011, ainda integrou o CNMP e, em seguida, entre 2011 e 2013, fez parte também do CNJ. É essa experiência adquirida em órgãos de controle que Bruno Dantas pretende levar para seu trabalho, agora no TCU. Ele disputou a vaga do ministro Valmir Campello com outros dois candidatos, o consultor legislativo Fernando Moutinho e o auditor do TCU Sérgio Mendes.

CB — Como o senhor observa a atuação do TCU no Brasil?

Dantas — O TCU, de um modo geral, vive, ao lado de outros órgãos de controle, um momento especial de consolidação constitucional. Ao lado do Ministério Público, o TCU é o mais importante dos órgãos de controle. A partir da Constituição de 1988, as atribuições dessas instituições foram ampliadas e há uma resposta positiva. Vejo o Brasil vivendo um momento especial. Mas, por outro lado, podemos notar também uma certa assimetria entre os órgãos de controle e as administrações. O TCU tem quadros bem remunerados, bem qualificados, submetidos a concurso duríssimo. E esse quadro técnico invejável é usado para fiscalizar uma prefeitura sem qualquer estrutura organizacional para desempenhar seu papel. Ou seja os órgãos de controle se organizaram antes das administrações. Dessa forma, os gestores são obrigados a se adaptar às regras de gestão pública e de transparência.

CB — A atual estrutura do TCU é suficiente para fiscalizar mais de 5 mil municípios no país?

Dantas — Os órgãos de controle por definição sempre terão quadros insuficientes. É preciso acertar a mão e atuar a partir do critério de materialidade e relevância, ou seja, priorizar os casos que envolvem valores significativos e causam um grande impacto para a sociedade. Nunca os órgãos de controle terão condições de fiscalizar 100% e isso também não significa que se deve resignar e apurar apenas 5%. O que precisamos, num primeiro momento para sermos ainda mais eficazes, é refinar os critérios de controle. Quando atuei no CNJ, ele não tinha condição de fiscalizar 18 mil juízes, então passamos a contar com a fiscalização da sociedade, o que possibilitou uma intervenção mais pontual e mais cirúrgica. Imagine que o TCU se transformaria em um gigante para um controle mais satisfatório com cerca de 50 mil servidores para fiscalizar os mais de 5 mil municípios.

Drible na Lei de Licitações na pauta do Senado Federal

Com a retomada de votações no Senado Federal esta semana, entra na pauta um projeto de lei polêmico: o PLS 559. A proposta tem o objetivo de revisar a lei das licitações vigente desde 1993 e extingue o Regime Diferenciado de Contratação (RDC), criado para dar agilidade a obras da Copa do Mundo e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A controvérsia recai, entretanto, na questão de o PL manter a possibilidade de se fazer a contratação integrada, uma das bases do RDC, que tira a obrigatoriedade de apresentação de um projeto mais detalhado para a execução das obras. Para entidades de arquitetura e urbanismo, preservar esse modelo pode ser um risco à qualidade das edificações públicas.

Hoje, uma licitação de obra pública só é possível com a apresentação de um projeto básico ou executivo — à exceção do RDC. O projeto executivo deve trazer a proposta arquitetônica, a especificação de materiais a serem usados, cronograma de execução, orçamento e detalhes da estrutura, entre outros aspectos. Já na contratação integrada, a licitação é feita com a apresentação pelo governo de até um anteprojeto, esboço menos detalhado que os outros e passa para o executor da obra a tarefa de elaborar o completo. As entidades contrárias ao modelo argumentam que, com isso, as empreiteiras podem adotar materiais de menor qualidade devido ao custo — o que aumentaria os problemas encontrados ao longo da obra.

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Zero Hora

Manchete : Nova regra protege aluno indisciplinado

Polêmica na sala de aula

Conselho Estadual de Educação quer proibir escolas de suspender, expulsar ou afastar os estudantes. (Sua Vida | 30)

Crack é mais forte do que a internação

86% dos tratados na rede pública voltam ao vício. (Sua Vida | 28 e 29)

Capital externo triplica na bolsa

Entre as causas, bons negócios e especulação. (Notícias | 6 e 7)

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Brasil Econômico

Manchete : “O que pode derrubar a Dilma é a economia”

Crítico ferrenho do PT, o cientista político Paulo Kramer diz que a presidenta Dilma Rousseff corre o risco de perder votos quando o fraco desempenho econômico bater no bolso de seus eleitores. Mas reconhece que ela continua como favorita: “Se você encontra um empresário e pergunta em quem vai votar, ele vai dizer que vai votar no Aécio. Se você pergunta quem vai ganhar, ele vai citar a Dilma. Ela ainda é a candidata mais competitiva, porque é governo”. (Págs. 4 a 7)

Estrangeiro mais presente na Bovespa

A participação de investidores de outros países na Bolsa brasileira chegou a 49,7% até o mês de julho. O movimento é justificado pela queda do preço das ações no Brasil. Para analistas, a maior parte não é especulativa. (Págs. 20 e 21)

Queima de gás natural alarma EUA

O crescimento do desperdício do combustível em poços produtores leva autoridades americanas a buscar medidas para reprimir a prática, que gera poluição, transtornos para a população e prejuízos aos cofres públicos. (Págs. 24 e 25)

PSB de PE aposta em Campos para reverter eleição estadual 

Com apenas 11% das intenções de voto para governador do estado, o socialista Paulo Câmara terá o dobro de tempo de TV de Armando Monteiro (PTB), que tem 43% na pesquisa Ibope e os apoios de Lula e Dilma. (Pág. 3)

Indústria no limite da queda 

Para economistas, a perda de 2,6% no ritmo de produção no ano é o pico de um ciclo de retração iniciado em outubro. Leve fôlego é esperado nos próximos meses, mas a tendência é que o setor feche o ano no vermelho. (Pág. 8)

Mosaico Político

Leonardo Fuhrmann – PADILHA: REFERÊNCIAS DE FORA

Candidato do PT ao governo paulista, o ex-ministro Alexandre Padilha tem usado experiências que conheceu nos Estados Unidos para embasar o programa de governo para o Estado. Em abril, ele passou cerca de dez dias naquele país e aproveitou para conhecer iniciativas em regiões como Chicago e Nova York. (Pág. 2)

Olhar do Planalto

Sonia Filgueiras – QUASE FRÁGIL

Há um forte motivo para desejar que os mercados reajam de forma serena quando os juros dos títulos americanos começarem finalmente a subir — algo esperado para o próximo ano. “O ajuste pelo lado das contas externas é muito doloroso”, aponta a professora Margarida Gutierrez, do Coppead (Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro). (Pág. 9)

O mercado como ele é…

Luiz Sérgio Guimarães – OS TEMORES DO BANCO CENTRAL

Esta primeira semana de agosto está esvaziada de eventos americanos relevantes. Saem apenas dados de serviços e comércio exterior incapazes de agitar o mercado de “treasuries” e, por extensão, o de câmbio. Tudo o que tinha de mais importante para ser divulgado já saiu na semana passada. (Pág. 22)

Informe New York

Heloisa Villela – ARGENTINA EM DUAS VERSÕES

A briga entre a Argentina e os fundos abutre não se limita aos tribunais. A disputa pela versão dos fatos é visível na imprensa mundial. Existem os veículos que afirmam, categoricamente,que a Argentina deu um novo calote nos credores, 13 anos depois do maior calote soberano da história. (Pág. 27)

Ponto Final

Octávio Costa – QUAL SERÁ A VERDADE?

Na avaliação dos responsáveis pela campanha da reeleição da presidente Dilma Rousseff, o clima de pessimismo que está envolvendo a economia brasileira não se justifica, é artificial. Seria resultado de desinformação alimentada pelos partidos da oposição e também por empresários que não são e nunca foram simpáticos ao governo. (Pág. 32)

Valor Econômico

Presidente da CPI da Petrobras diz que investigará a própria comissão

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), afirmou ontem que abrirá uma investigação para apurar a própria comissão, na tentativa de identificar os responsáveis pelo adiantamento de perguntas feitas por parlamentares governistas à presidente da estatal, Graça Foster, ao ex-presidente Sérgio Gabrielli e a ex-dirigentes da empresa.

Custo político limitará mudanças econômicas em 2015

Um conjunto de fatores políticos restringem as decisões econômicas do próximo presidente, independentemente de quem seja o vencedor da corrida presidencial. A despeito do acirramento da disputa e do embate mais forte em torno do baixo crescimento econômico ou da inflação acima do centro da meta, ainda não está claro se a agenda econômica é realmente o principal ponto a ser tratado pela próxima administração, indica relatório da Tendências Consultoria, assinado por Juan Jensen e Rafael Cortez e obtido com exclusividade pelo Valor.

Campos vincula-se à imagem de Lula em PE

O candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, fez ontem sua quarta visita à Pernambuco, Estado que comandou por sete anos, e tentou vincular-se à imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao divulgar sua candidatura e a de seu aliado na disputa estadual, Paulo Câmara (PSB), Campos disse ter feito muitas parcerias com Lula quando era governador e afirmou que o ex-presidente o ajudou a mudar a economia pernambucana.

Em PE, líder evita confronto com Campos

O senador licenciado Armando Monteiro (PTB), candidato ao governo de Pernambuco, adotou postura de não enfrentar a popularidade do ex-governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB), que apoia o seu principal adversário na disputa estadual, Paulo Câmara (PSB). Monteiro, cuja campanha é apoiada pela presidente Dilma Rousseff e pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem se apresentado a empresários como a melhor alternativa para dar continuidade ao “bem-sucedido” governo de Campos.

Líder para o Senado, Romário tem mandato desconhecido pelo eleitor

Em campanha desde o dia 5, o ex-jogador e deputado Federal Romário Faria percorreu, na semana passada, 18 municípios do interior do Estado do Rio em uma maratona que começava às 8h30 e só terminava às 22h. Ele é o líder nas pesquisas de intenção de votos, com 24% da preferência dos eleitores e foi recebido como um pop star. Os eleitores, porém, conhecem pouco o trabalho que desenvolve. “Voto no Romário porque não conheço, porque em quem a gente conhece não vota mais. Não sei nada que ele fez”, disse o lavrador Maurício Barreto Gomes, que estava no posto médico de Conceição de Macabu.

 

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Folha de S. Paulo

Manchete : Israel ataca outra escola, e ONU vê ‘ato criminoso’

Bombardeio mata dez; Ban Ki-moon diz que conflito em Gaza é ‘loucura’

Um novo ataque de Israel contra uma escola da ONU em Gaza matou ao menos dez civis palestinos, entre eles crianças. O local abrigava cerca de 3.000 pessoas. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, classificou o bombardeio de “um ultraje moral e um ato criminoso”, que viola lei humanitária internacional. Sobre o conflito entre israelenses e o Hamas, Ban disse que essa “loucura deve parar”. Os EUA chamaram o ato, o terceiro contra uma escola da ONU em 11 dias, de “vergonhoso”. Já Israel informou que tinha como alvo membros da Jihad Islâmica. (Mundo A10)

Maior UPP do Rio tem a volta do tráfico e dos tiroteios

O complexo de favelas do Alemão, onde o governo do Rio instalou quatro UPPs (Unidade de Polícia pacificadora), vive de novo rotina de violência. No mês passado, houve ao menos um tiroteio por dia na comunidade. Neste ano, sete moradores e dois policiais morreram em trocas de tiros, ante nenhuma vítima em 2013. O coordenador das UPPs fala em “tragédia social”. (Cotidiano C1)

Lei sobre registro de domésticas entra em vigor com falhas

A lei que prevê multa em dobro para quem não registrar empregados domésticos entra em vigor na sexta com brechas que devem dificultar a fiscalização. A checagem nas residências, por exemplo, só ocorrerá após denúncia ao Ministério do Trabalho. Outra lacuna é a falta de pessoal para avaliar essas queixas. (Folhainvest B1)

Menção a nomes de candidatos à Presidência cresce nas redes sociais (Poder A4)

Leão Serva

Haddad não fará a inspeção veicular em sua gestão

A novela na Justiça sobre a inspeção veicular ambiental em São Paulo ainda terá vários capítulos. Todos eles, no entanto, apontam para um epílogo: Fernando Haddad não fará a inspeção em sua gestão, apesar de ter dito que a melhoraria. (Cotidiano C2)

Entrevista da 2a. – Etgar Keret

Não sei como seria uma guerra ‘melhor’ em Gaza

Para o escritor israelense Etgar Keret, o mundo não sabe o que pensar sobre o conflito em Gaza, “ainda mais com a desproporcionalidade” de vítimas. “Quando vejo crianças mortas, sei que é errado. Mas não sei como seria possível lutar uma guerra ‘melhor’ ” , disse Keret, que esteve na Flip. (Pág. A14)

Editoriais

Leia “De joelhos”, a respeito de relação entre políticos e líderes religiosos, e “Lixão sem fim”, sobre prazos da Política Nacional de Resíduos Sólidos. (Opinião A2)

Empresários vão reduzir doações a parlamentares

Em reuniões recentes de análise do cenário eleitoral, empresários de setores vitais da economia definiram a estratégia geral para doações de campanha em 2014. Segundo suas palavras, serão mais restritivos e seletivos, cortando o valor das contribuições para candidatos ao Congresso e mantendo o que é destinado a presidenciáveis no mesmo patamar do pleito de 2010.

A Folha conversou, nas duas últimas semanas, sobre doações de campanha com pelo menos dez empresários de grande e médio portes de bancos, empreiteiras, mineradoras, construção civil e indústria de transformação.

Reservadamente, todos repetem a intenção de reduzir não só o valor, mas também o número de pretendentes a deputados federais e senadores financiados. No caso dos principais presidenciáveis, dizem que haverá dinheiro, mas não na proporção que os candidatos desejam.

Pelo menos três empresários revelaram ter participado de reuniões conjuntas para discutir o tema, nas quais foram listados os motivos para reduzir o valor das doações:

1) O caixa das empresas está baixo por causa do ritmo fraco da economia; 2) A ordem é cortar das listas os chamados “traidores”, que são financiados, mas depois não votam com o setor privado nos principais temas; 3) A crescente “criminalização”, como chamam, de contribuições legais.

Dilma tem mais que o dobro de menções de rivais na web

As menções em redes sociais aos três principais candidatos ao Planalto vêm aumentando desde o início do ano, mas a presidente Dilma Rousseff (PT) ainda lidera o ranking com folga –ela possui mais que o dobro da soma de seus concorrentes.

Em julho, Dilma foi mencionada 1,19 milhão de vezes no Facebook, no Twitter e no Instagram –aumento de 13% em comparação a junho.

O senador e candidato Aécio Neves (PSDB) registrou 360 mil referências nos mesmos sites, 88% a mais que no mês anterior. Já o candidato do PSB, Eduardo Campos, teve o nome citado 130 mil vezes, 165% a mais que em junho. Os números estão em relatório feito pela empresa de monitoramento de redes sociais R18 a pedido da Folha.

Porém tanto os números brutos como as porcentagens de aumento não significam, necessariamente, que o apoio aos candidatos tenha crescido na mesma proporção. Isso porque boa parte das menções possui viés negativo. O principal motivo de Dilma ter seu nome citado mais que seus adversários é pelo fato de ocupar a Presidência.

Morre Marcus Figueiredo, especialista em eleições

Morreu no Rio, na noite do último sábado (2), o cientista político Marcus Figueiredo, 72, um dos mais renomados especialistas em análise de pesquisa eleitoral do país.

Ele estava internado no Hospital Samaritano, na zona sul, onde se recuperava de cirurgia para correção de aneurisma abdominal, realizada na quinta-feira (31). No pós-operatório, teve três paradas cardíacas e não resistiu.

Seu corpo foi cremado no Memorial do Carmo, na zona norte, na manhã deste domingo (3), em cerimônia reservada a parentes e amigos.

PSDB leva acusação de fraude em CPI a comissões de ética

O candidato a vice-presidente e líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes (SP), disse que o partido entrará com representações contra a presidente Dilma Rousseff (PT), parlamentares, funcionários da Petrobras, do Senado e da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência por suposta fraude na CPI da Casa que investiga a estatal.

As representações devem ser apresentadas nesta segunda (4) às comissões de Ética do Senado e da Presidência.

Segundo a revista “Veja” desta semana, representantes da Petrobras receberam com antecedência perguntas e respostas de questões que lhes seriam feitas na CPI.

Dilma larga com problemas onde há mais eleitores

Na eleição presidencial deste ano, Dilma Rousseff (PT) terá dificuldades maiores do que em 2010 em regiões que agregam mais da metade do eleitorado.

A presidente também enfrenta cenário adverso na economia. Em 2010, o Brasil cresceu 7,5%. Em 2014, a previsão é de 1%, ou menos.

Há quatro anos, Dilma venceu José Serra (PSDB) no segundo turno com vantagem de 11 milhões de votos –sendo 10,7 milhões no Nordeste.

Bahia e Pernambuco, maiores colégios eleitorais da região, deram mais de 70% de votos à petista, embalados por candidaturas fortes que apoiavam Dilma.

Campos defende mudanças no modelo de consumo de energia

O candidato do PSB ao Planalto, Eduardo Campos, vai propor uma reforma do modelo brasileiro de produção e distribuição de energia. O projeto inclui medidas que estimulam o uso de fontes renováveis –na primeira deferência concreta da candidatura Campos à questão ambiental, defendida por Marina Silva, sua vice na chapa.

Detalhada na nova versão do programa de governo do PSB, que será entregue na próxima semana ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a proposta prevê a extensão do chamado “mercado livre” de energia a consumidores de pequeno e médio portes. Por esse sistema, cada vez mais usuários poderiam escolher o fornecedor e a fonte de energia elétrica –em modelo comparável ao da telefonia celular, por exemplo.

Um eventual governo presidencial de Campos privilegiaria leilões exclusivos para energia solar, na tentativa de baratear o custo de uma fonte limpa e, assim, estimular sua escolha pelo consumidor.

EBC – CONGRESSOEMFOCO

Edição: Equipe Fenatracoop

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