O Globo

Manchete : Governo monta estratégia para votar Previdência
No segundo turno, principal objetivo é manter no texto corte da pensão por morte para 60% do valor
Ao traçar sua estratégia para garantir a aprovação da reforma da Previdência em segundo turno na Câmara, o governo vai investir em uma de suas principais preocupações: os gastos com pensão por morte. Para as discussões no plenário, será levado estudo da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), segundo o qual as despesas com esse benefício no Brasil representam 2,8% do PIB. Esse índice supera o registrado por países com população idosa, como Grécia e Itália, com 2,6%. O objetivo do governo é manter a concessão do benefício a viúvos em 60%, mais 10% por dependente. A regra atual prevê 100% do valor. A oposição quer evitar que a pensão fique abaixo de um salário mínimo, o que poderá ocorrer com a mudança na regra. Mas técnicos alertam que, mesmo que a pensão seja reduzida a 60%, os gastos continuarão a crescer. A projeção é de aumento real de R$ 113,1 bilhões em dez anos. (PÁGINA 15)

Um mar de esgoto na paisagem da Baía de Guanabara
O Rio caiu do 39° para o 51° lugar no ranking de saneamento básico do Instituto TrataBrasil, que avaliou as cem maiores cidades brasileiras. A queda é resultado do avanço da favelização na cidade, da falta de investimentos em obras e da precária fiscalização de redes clandestinas de água e esgoto, como as que jorram dejetos em pontos diferentes da Baía de Guanabara. A Cedae, que no ano passado previa investir R$ 559,7 milhões no município, só destinou R$ 38,2 milhões. (Página 9)

Milícias já se expandem por 12 estados
Grupos milicianos estão sendo combatidos em pelo menos 12 estados, como Piauí e Amazonas. O modo de agir é semelhante ao estabelecido no Rio: empresários financiam negócios irregulares, em especial a grilagem de terra, e se aliam a policiais, responsáveis por ameaças, extorsões e até homicídios. (Página 4)

‘Botei parentes no passado, sim’, diz Bolsonaro
Ao comentar reportagem do GLOBO, presidente diz que nunca infringiu regra do STF sobre nepotismo e critica imprensa. Dentre os 286 assessores nomeados nos gabinetes dele ou dos filhos desde 1991, ao menos 37 são casos em que há indícios de o funcionário não trabalhar efetivamente. (Página 5)

País desconhece potencial de minério da Amazônia
Exploração ilegal preocupa especialistas, que pedem investimento em tecnologia e traçam mapa da riqueza do solo. (Página 8)

Oposição culpa Trump por ataques a tiros
Em 13 horas, os americanos viram dois ataques a tiros causarem 29 mortes em dois estados. Num deles, o atirador do Texas deixou um manifesto contra “a invasão hispânica”, o que levou vários pré-candidatos democratas a responsabilizarem o discurso anti-imigração de Donald Trump pelo atentado. (Página 19)

Ancelmo Gois
Gás da Bolívia terá redução no preço de 40% (Página 10)

Joaquim Ferreira dos Santos
Saiam de suas tocas! (Segundo Caderno)
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O Estado de S. Paulo

Manchete : Governo quer R$ 6,5 bilhões de fundos regionais na educação
Ministério da Economia pretende descentralizar recursos a Estados para fortalecer ensino básico. O Ministério da Economia vai propor o aumento de 50% dos recursos para o Fundeb, o fundo que atende a educação básica no País. Em entrevista ao Estado, o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues Junior, disse que a ideia é saltar de R$ 13 bilhões para R$ 19,5 bilhões. Para conseguir o valor adicional, o plano é desidratar os fundos constitucionais regionais abastecidos com recursos públicos e que financiam pequenas empresas, produtores rurais e programas para reduzir a desigualdade e gerar emprego. Para a equipe econômica, o dinheiro que vai para esses fundos deve ser transferido aos governadores para aplicação na educação básica, segundo a orientação do presidente Jair Bolsonaro. (ECONOMIA / PÁGS. B1 e B4)

Bolsonaro se diz ‘chateado’ com ministro do STF
Jair Bolsonaro está “chateado” com as críticas do ministro Celso de Mello, do STF. Para o decano, o presidente “minimiza perigosamente a importância da Constituição”. “Foi pessoal”, diz Bolsonaro. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Mineração pode atingir 1/3 das áreas indígenas
A determinação do governo de permitir a mineração em terras indígenas pode afetar quase um terço das reservas no País. Pela lei, esses territórios são da União e se destinam à posse permanente dos índios que as ocupam. Mas a atividade em territórios demarcados nunca foi regulamentada e é alvo de discussão no Congresso há décadas. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Projeto dá a CPI poder para firmar delações (POLÍTICA / PÁG. A8)

Cida Damasco
Um crescimento sustentado e não aos soluços, como tem ocorrido no Brasil, depende da retomada dos investimentos. (ECONOMIA / PÁG. B4)
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Folha de S. Paulo

Manchete : Acordos com empresas são contestados por promotores e estado
Colaborações, que citam políticos e aliados do governador, poderiam compensar cofres paulistas em R$ 103 milhões. Tentativas de promotores de devolver ao estado de São Paulo valores que empreiteiras repassaram a políticos esbarram na resistência de outros membros do Ministério Público e até da gestão João Doria (PSDB). Os acertos, com CCR e Odebrecht, foram homologados por juízes estaduais e chegam a R$ 103 milhões. Ocorre que os acordos poderiam também interromper ações de improbidade administrativa em curso contra políticos citados pelas empresas. Por essa razão, acabaram questionados na Justiça por outros promotores e pela Procuradoria do Estado. Entre os citados encontram-se alguns aliados do governador. Os ex-governadores José Serra e Geraldo Alckmin, do PSDB, e o ex-prefeito Gilberto Kassab, do PSD, entre outros, aparecem nas delações. Os promotores que firmaram as colaborações disseram considerar “irreversível a possibilidade de acordo em casos de improbidade”. A defesa do estado não se manifestou. (Poder A4)

Capitalização de Previdência fracassa em 12 estados do país
Ao menos 12 estados que adotaram sistema de capitalização da Previdência para parte dos seus servidores o extinguiram ou sacaram recursos para pagar benefícios. O desvio é superior a R$ 7 bilhões. A gestão Bolsonaro pretendia criar sistema de capitalização com contas individuais para trabalhadores, proposta rejeitada pelo Congresso. (Folhainvest A17)

Participação de pessoa física já representa 20% na Bolsa (Folhainvest A18)

Caixa detalha regras e datas para saques de PIS e FGTS (Folhainvest A19)

O cinema não é um partido e deve dialogar com Bolsonaro
Entrevista da 2a : Rodrigo Teixeira
É preciso dialogar com o governo e mostrar que cinema gera emprego, paga imposto e não pode acabar, diz Rodrigo Teixeira, produtor de filmes nacionais aclamados neste ano.
Sobre a tensão causada pela ameaça do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de extinguir a Ancine, cortar verbas e “filtrar” temas, Teixeira diz que é necessário conversar sem radicalizar.
“Não somos partido. Temos que debater como empresários, explicar a importância do incentivo”, (Página A16)

Presidente diz que Guedes pode trocar o comando do Coaf
Jair Bolsonaro afirmou ontem que o ministro da Economia tem “ carta branca” sobre o órgão. Paulo Guedes é pressionado pelo Planalto a demitir Roberto Leonel, aliado de Sergio Moro (Justiça). O presidente do Coaf fez críticas a decisão de Dias Toffoli. (Poder A8)

ICMBio transfere oceanógrafo de Noronha para O Sertão (Ambiente B4)

Mathias Alencastro
Corte de cabelo deixa Brasil pronto para o brexit (Mundo A14)

Empresária ligada ao mensalão ganha ação de até R$ 1,5 bi
Kátia Rabello, que controlava o Banco Rural e foi condenada no mensalão, ganhou ação contra escritório de advocacia das Ilhas Cayman. Os advogados revelaram que ela era beneficiária final de empresa offshore. (Poder A10)

Editorial
Inpe na encruzilhada
Sobre a demissão conturbada do diretor do órgão.

Progresso africano
Acerca de avanços e reformas no continente. (Opinião A2)
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