O Globo

Manchete: STF resiste a propostas de Bolsonaro sobre prisões
Supremo já barrou fim da progressão de penas e da audiência de custódia
O discurso de campanha do presidente eleito, Jair Bolsonaro, sobre prisões sugere mudanças que não têm respaldo em decisões já tomadas pelo STF. Ele disse que não há problema de vaga em presídios, basta colocar “um em cima do outro”. A Corte, no entanto, decidiu que presos em cadeias superlotadas merecem indenização. O fim da progressão de penas é outra proposta que tem resistência do tribunal. Bolsonaro quer ainda acabar com a audiência de custódia, realizada até 24 horas após a prisão. Ministros do STF ouvidos pelo GLOBO dizem não estar dispostos a mudar essas jurisprudências. (PÁGINA 4)

Grupo aconselha nomeação rápida para o Itamaraty
Um grupo de conselheiros de Bolsonaro está trabalhando para agilizar a indicação para ministro das Relações Exteriores. Entre os cotados estão o embaixador em Washington, Sergio Amaral, e os ex-embaixadores Rubens Barbosa e Roberto Abdenur. (PÁGINA 20)

Presidente diz querer ser um ‘pacificador’
Jair Bolsonaro saiu de casa e foi a uma igreja evangélica no Recreio. Ele disse que Deus decidiu sua vitória. (PÁGINA 5)

Colunistas
FERNANDO GABEIRA
Nova dimensão da ética diz respeito às futuras gerações (PÁGINA 20)

DEMÉTRIO MAGNOLI
O mapa eleitoral de 2018 é um farol virado para trás (PÁGINA 3)

Setor de petróleo deve abrir 116 mil vagas
Com o preço do barril acima dos US$ 70 e a presença de companhias estrangeiras, as empresas do setor de petróleo voltaram a contratar. As prestadoras de serviço preveem que os empregos passem de 399 mil este ano para 515 mil em 2019. O movimento é puxado por empresas que venceram os últimos leilões de petróleo e precisam ampliar operações, o que gera postos de trabalho ao longo de toda a cadeia do setor. Algumas companhias já ampliam benefícios para reter funcionários. Segundo especialistas, com a retomada de projetos como o do Comperj, o Rio será destaque. (PÁGINA 15)

Primeiro dia do Enem debate controle de dados
Prova, feita ontem por mais de 4 milhões de estudantes em todo o país, teve “manipulação do comportamento do usuário” da internet como tema da redação. Ditadura militar, racismo e questões de gênero estiveram entre os assuntos do exame, que registrou a menor abstenção desde 2009. (PÁGINA 17 E ANTÔNIO GOIS)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: 1/3 do Congresso eleito responde a processos na Justiça
No total, 160 deputados e 38 senadores são alvo de 540 acusações de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, improbidade administrativa e assédio sexual
Levantamento feito pelo Estado mostra que um terço do Congresso eleito é acusado de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, assédio sexual e estelionato ou é réu em ações por improbidade administrativa com dano ao erário ou enriquecimento ilícito. No total, são 160 deputados e 38 senadores. Os casos tramitam nos Tribunais de Justiça dos Estados, na Justiça Federal, no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal. Entre os alvos estão nomes como os atuais senadores e deputados eleitos Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Aécio Neves (PSDBMG). Além de petistas e tucanos, há ainda integrantes do PSL, o partido de Jair Bolsonaro, e de outras 21 legendas – apenas seis partidos não elegeram pessoas investigadas ou acusadas na Justiça. Ao todo, os parlamentares respondem a 540 acusações. As mais comuns são lavagem de dinheiro, corrupção e crime eleitoral. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Deputados devem R$ 158,4 mi à União
Levantamento feito na Procuradoria- Geral da Fazenda mostra que dos 513 deputados eleitos para a próxima legislatura, 96 deles – ou suas empresas – devem juntos pelo menos R$ 158,4 milhões em tributos à União. (PÁG. A6)

Estados em crise podem deixar 1,5 milhão de servidores sem o 13º
Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte ainda não têm verba em caixa para pagar o 13.º salário do funcionalismo. Assim, pelo terceiro ano consecutivo, ao menos 1,5 milhão de servidores podem ficar sem receber a remuneração. A situação mais grave é a do Rio Grande do Norte, que ainda não pagou o 13.º de 2017 para quem ganha acima de R$ 5 mil. Os demais servidores receberam em parcelas. Os outros três Estados também fizeram algum tipo de parcelamento para pagar esse salário. Segundo o economista Raul Velloso, os governadores que não pagarem o 13.º neste ano e não deixarem dinheiro em caixa para quitar o compromisso poderão ser enquadrados na Lei de Responsabilidade Fiscal. (ECONOMIA/PÁGS. B1, B3 e B4)

Bolsonaro terá esquema inédito de segurança
O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), e sua família devem ter um esquema de segurança reforçado e mais severo do que qualquer outro ocupante do Palácio do Planalto já teve, segundo o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen. Além do atentado sofrido durante a campanha, a inteligência do governo tem identificado frequentes ameaças a Bolsonaro, disse Etchegoyen. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Manipulação na web é tema da Redação do Enem
Horas antes do início do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o governo foi às redes sociais desmentir notícia falsa sobre o cancelamento do exame, que havia se espalhado rapidamente na web. A questão é tão séria que o tema da Redação deste ano foi “a manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”. As provas de Linguagens e Ciências Humanas mantiveram o foco em direitos humanos. (METRÓPOLE / PÁG. A13)

Doria herda obras sob investigação em SP (POLÍTICA / PÁG. A8)

Cida Damasco
Não convém transmitir mensagens contraditórias. O quadro econômico está à vista de todos, exigindo soluções certeiras. (ECONOMIA / PÁG. B6)

Notas & Informações
Cada vez mais urgente
A falta de uma linha de crédito especial para pagamento de precatórios agrava a crise financeira dos Estados. (PÁG. A3)

As dez medidas
O Congresso não deve ter receio de fazer mudanças para aprimorar os projetos anticorrupção, tolhendo os abusos. (PÁG. A3)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Banqueiros pedem união para que país possa ‘virar a página’
Para sócios do Itaú Unibanco, polarização afeta crescimento e deve ser combatida por novo governo
Os presidentes do conselho de administração do Itaú Unibanco, Roberto Setúbal e Pedro Moreira Salles, afirmam que será difícil o país crescer sem pacificação. Mas avaliam que o cenário fica “mais claro” após a eleição. “O Brasil só dará certo se virar essa página. Se ficar dividido, vai ser muito difícil. Compete a quem está assumindo saber dar esse passo”, diz Moreira Salles. “Precisamos de um país que ande para a frente”, diz Setúbal. “O brasileiro não tem noção de como o país perdeu competitividade no mundo, como está perdendo importância econômica”, afirma Setúbal, em referência à crise. “Empresas grandes ainda estão em dificuldades.” Para ambos, a incerteza pré-eleitoral está superada, mas é preciso conhecer direito o programa do governo eleito —resumido na campanha a “inferências”, na visão de Moreira Salles, e “especulações”, para Setúbal. Dez anos após a união entre Itaú e Unibanco, a ideia dos executivos é retomar a internacionalização, interrompida, segundo eles, por questões tributárias e “total desincentivo para expansão no exterior”. (Entrevista da 2ª A20)

Câmara terá mais militares e líderes religiosos
Com alto índice de renovação política nas eleições, a próxima Câmara dos Deputados terá aumento da representação de militares e líderes evangélicos, enquanto professores e médicos terão participação menor. A guinada conservadora também vai reforçar a atuação das bancadas temáticas conhecidas como “boi, bala e Bíblia” (pautadas por interesses do agronegócio, da segurança pública e de denominações cristãs). Dos 513 parlamentares que assumem o cargo em fevereiro, os maiores contingentes são de empresários e administradores de empresas (135) e advogados (102), perfil semelhante ao registrado no atual mandato. Professores, hoje a terceira maior bancada da Casa, com 75 membros, serão 47. Médicos vão de 44 para 36. Já líderes evangélicos saltam de 11 para 19, e a b ancada de militares, policiais e delegados passa de 19 para 28. (Poder A4)

Expectativa positiva leva empresas a lançar ações
Diante da valorização da Bolsa e da expectativa de mais crescimento e reformas em 2019 com o governo Jair Bolsonaro (PSL), ao menos 30 empresas planejam lançar ações no mercado pela primeira vez. Outras avaliarão o apetite de investidores para fazer o mesmo. Na quinta (i°), o Ibovespa bateu recorde histórico. (Folhainvest A13)

É melhor já ir casando
Casais gays fazem corrida a cartórios para antecipar casamento antes da posse de Bolsonaro (Cotidiano B1)

Uso de dados na internet vira tema de redação no Enem
Com foco em humanas, a primeira etapa do Enem pediu redação sobre o uso de dados de usuários na internet. Candidatos chegaram com até três horas de antecedência. (Cotidiano B4)

Presidente eleito faz oração em igreja evangélica no Rio
No púlpito da Igreja Batista Atitude, na zona oeste do Rio, Jair Bolsonaro orou e atribuiu a vitória a Deus. Liderada por Josué Valandro Jr., a igreja é frequentada desde 2017 pela mulher de Bolsonaro, Michelle, que antes ia a cultos de Silas Malafaia. A troca se deu após o pastor ser indiciado pela PF. (Poder A8)

Celso Rocha de Barros
Se silenciar sobre repressão, Moro trairá a imprensa
Sergio Moro sabe como as denúncias da mídia foram fundamentais para a Operação Mãos Limpas. Se silenciar sobre a onda repressiva bolsonarista, vai trair a imprensa livre. (A8)

Editoriais
Vaivém ambiental
Acerca de fusão de pastas estudada por Bolsonaro.

Empregos por lei
Sobre vagas de empacotadores em supermercados. (Opinião A2)
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