O Globo

Manchete: Lula indica Haddad, e Bolsonaro vai com general Mourão
Executiva Nacional do PT recebe carta com instrução do ex-presidente; Ciro opta pela ruralista Kátia Abreu
O ex-presidente Lula indicou o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad para compor sua chapa como candidato a vice, por meio de carta lida em reunião da Executiva Nacional do PT . O partido, no entanto, continua negociando com o PCdoB a possibilidade de ter Manuela D’Ávila como vice. Outros dois candidatos também definiram suas escolhas ontem. Com a opção pelo general da reserva Hamilton Mourão (PRTB), defensor da ditadura e de intervenções militares, Jair Bolsonaro (PSL) dobrou a aposta na linha dura. O candidato do PDT, Ciro Gomes, que cortejava a candidata do PCdoB, acabou convidando a senadora Kátia Abreu, líder dos ruralistas. (PÁGINAS 4, 7 e 8)

‘Tirei o Brasil da maior recessão da História’
Candidato do MDB, o ex-ministro Henrique Meirelles defende sua biografia e nega ter compromisso com grupo de Temer. (PÁGINA 6)

Eleições aumentam busca por aplicação de baixo risco
Títulos bancários, como CDBs, LCIs e LCAs, são opções. Instituições menores oferecem rendimento de até 14% ao ano. (PÁGINA 20)

Suposto ataque a Maduro gera temor de repressão
O confuso episódio em que, segundo o governo venezuelano, o presidente Nicolás Maduro foi alvo de um atentado com drones gerou o temor de que o caso seja usado para aumentar a repressão, principalmente contra dissidentes no chavismo e nas Forças Armadas. Grupo desconhecido assumiu o ataque. (PÁGINA 23)

Colunistas
FERNANDO GABEIRA
Novos tempos, velhas fórmulas (PÁGINA 2)

ANA MARIA MACHADO
Incrédulos, vemos coisas incríveis (PÁGINA 3)

EDUARDO OINEGUE
PIB do MDB sobe com o candidato (PÁGINA 9)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: PT define Haddad como vice de Lula e fecha com PCdoB
Com o ex-presidente potencialmente inelegível, partido põe em prática ‘plano B’ e Manuela D’Ávila sai da disputa
Um dia após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Lava Jato, ser oficializado candidato à Presidência, a Executiva Nacional do PT aprovou ontem o nome do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad como vice na chapa e fechou uma aliança com o PCdoB, que passa a integrar a coligação formada também por PROS e PCO. Pelo acordo anunciado já na madrugada de hoje, Manuela D’Ávila deixa de ser candidata ao Palácio do Planalto pelo PCdoB, que assumiria a vaga de vice caso a Justiça confirme a inelegibilidade de Lula. O petista foi condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro e cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão. Na condição de candidato a vice, Haddad, que também é o coordenador do programa de governo do PT, passa a ser o principal porta-voz de Lula e representante da candidatura petista em debates e sabatinas. (POLÍTICA / PÁGS. A4, A6, A8 e A9)

Eleição tem 13 candidatos
Com o fim das convenções e o acordo do PT com o PCdoB, 13 nomes estão oficialmente na disputa à Presidência. Esta poderá ser a eleição com mais presidenciáveis desde 1989, quando houve 22 candidatos. (PÁG. A9)

Bolsonaro terá vice militar; Ciro escolhe ruralista
O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, escolheu o general da reserva e presidente do Clube Militar, Hamilton Mourão (PRTB), para vice. Conhecido por declarações polêmicas, Mourão disse ontem não ter sido “feliz” ao falar de intervenção militar. O presidenciável do PDT, Ciro Gomes, anunciou uma vice do seu partido: a senadora Kátia Abreu (TO), ligada ao agronegócio. (POLÍTICA / PÁGS. A6 e A8)

A plateia de um ato político
Uma convenção partidária reúne não só político, assessor, aspirante a político, militante. Há também a ‘claque’, o parente do político, os figurantes, os eleitores. Nos últimos dias, o Estado acompanhou os eventos de PDT, PSDB e PT em São Paulo. O olhar voltado para a plateia – e não para o palanque – revela personagens singulares. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Ataques a bancos deixam cidades sem dinheiro
Roubos a bancos e caixas eletrônicos têm levado instituições financeiras a operar sem dinheiro em espécie no interior do País. Para receber o benefício, aposentados viajam ou pagam boletos em troca de cédulas, relata Fernando Nakagawa. (ECONOMIA / PÁGS. B1 e B4)

Três em cada dez são analfabetos funcionais no País
Três em cada dez brasileiros de 15 a 64 anos são considerados analfabetos funcionais, diz estudo. Eles têm muita dificuldade de entender e se expressar por meio de letras e números em situações cotidianas, como fazer contas de uma pequena compra. (METRÓPOLE / PÁG. A 14)

Seis são presos por ‘atentado’ a Maduro (INTERNACIONAL / PÁG. A10)

Colunistas
Cida Damasco
O desafio do próximo presidente é conciliar o “ajuste social” com o rombo fiscal. (ECONOMIA / PÁG. B4)

Lúcia Guimarães
Houve alguma eleição recente no Brasil tão voltada para o passado? (CADERNO2 / PÁG. C8)

Notas & Informações
Partidos que são feudos
Não basta que a militância seja participativa para que os partidos sejam, de fato, entidades representativas de seus filiados e não meras siglas. (PÁG. A3)

Farra nas estatais
Boa parte do funcionalismo público vive num mundo à parte. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Bolsonaro anuncia Mourão, general da reserva, como vice
Ciro Gomes, do PDT, escolhe a senadora correligionária Kátia Abreu para a chapa que disputará a Presidência
O general da reserva Antonio Hamilton Mourão s e rá o vice n a chapa do capitão reformado Jair Bolsonaro, que disputa a Presidência da República pelo PSL. O anúncio foi feito em São Paulo, na convenção do PRTB, partido de Mourão. No horário eleitoral, as duas siglas têm 8 segundos em cada bloco de 12 minutos e 30 segundos, além de uma inserção a cada três dias. “Agora, eu e ele estamos tentando pelo voto chegar ao poder”, disse Bolsonaro. O nome do militar aposentado encerra a sua busca de parceria, que envolveu outro general (Augusto Heleno) , um pastor (o senador Magno Malta) e um descendente da família real (Luiz Philippe de Orleans e Bragança) , além de Janaina Paschoal, coautora do pedido de impeachment de Dilma. O candidato do PDT ao Planalto, Ciro Gomes, escolheu a senadora Kátia Abreu, do Tocantins, como vice. A oficialização está marcada para esta segunda (6) em Brasília. Ciro só tem apoio do nanico Avante, daí a solução caseira — a senadora trocou o MDB pelo PDT em abril. Ela abrirá mão de disputar o governo de seu estado para compor a chapa. (Poder A4 e A6)

MDB, PP e PTB são os partidos mais governistas
Análise feita por pesquisadores da Universidade de Brasília mostra MDB, PP e PTB como os partidos mais governistas das últimas três décadas. Em anos recentes, o formato dos governos tem sido definido já nas negociações eleitorais. (Poder A10)

Venezuela prende 6 por suposto ataque ao ditador Maduro
A Venezuela anunciou ter detido seis pessoas pelo suposto atentado de sábado contra o ditador Nicolás Maduro, em Caracas. Um grupo autointitulado Movimento Nacional dos Soldados com Camisetas assumiu responsabilidade pelo ataque. (Mundo A14)

Celso Rocha de Barros
Estratégia do PT é mais racional do que parece
Ao insistir com Lula, o PT promete ao eleitor a prosperidade dos anos lulistas, comparada à desolação dos últimos. “Lula” virou a ideia de pobres com mais dinheiro. E o que propõe para atingir isso? (Poder A12)

44% dos órgãos federais pagam salários a mais, diz auditoria
O TCU (Tribunal de Contas da União) identificou pagamentos irregulares a 12.658 servidores federais dos três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). O problema atinge 44% dos órgãos federais. Há outros 4.380 casos suspeitos. O gasto indevido é de R$ 730,6 milhões por ano. Gestores dos órgãos são acionados pelos fiscais e devem prestar esclarecimentos. (Mercado A24)

Estado deve pedir perdão e punir quem matou Vlado
ENTREVISTA DA 2ª – Clarice Herzog
A viúva do jornalista Vladimir Herzog, o Vlado, luta há décadas para elucidar a morte dele, ocorrida em 1975 em órgão da repressão da ditadura militar. O Ministério Público Federal reabrirá o caso. “Esperamos que finalmente possamos saber o que ocorreu e quais são os responsáveis”. (A18)

Notas & Informações
Saída pela direita
Acerca de alianças e estratégia eleitoral de Alckmin.

Bloco de papel
Sobre decadência da Unasul, de origem chavista. (Opinião A2)

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