O Globo

Manchete : Empresas querem ações para destravar economia
Pacote inclui processos mais simples de tributação, fiscalização e licenciamento
O setor produtivo concorda com a estratégia do governo Bolsonaro de centrar esforços no Congresso para a aprovação de reformas como a da Previdência. Mas quer que a equipe econômica monte um pacote de medidas para destravar a economia e elevar a competitividade, a maioria sem necessidade de aval do Legislativo.Entre as ações estão tributação simplificada para segmentos que empregam muitos trabalhadores, unificação de processos de exportação, fiscalização e licenciamento e menor presença da Petrobras na produção de gás. (PÁGINA 15)

Superlotação de presídios é desafio de R$ 95 bilhões
Estudo do Tribunal de Contas da União estima que o país precisa investir R$ 95 bilhões em 18 anos para acabar com a superlotação dos presídios. O cálculo desconsidera a promessa de Bolsonaro de apertar a progressão de pena e ampliar o encarceramento.Os estados criaram só 996 vagas em dois anos. (PÁGINA 4)

Witzel ordena 1ª operação em favelas, após morte de PM
Após o primeiro PM ser assassinado em serviço em 2019, o governador Wilson Witzel autorizou as polícias Militar e Civil a realizarem ontem megaoperação em seis favelas atrás dos culpados. “A morte do policial Mariotti e de qualquer cidadão de bem sempre vai resultar em ações”, afirmou Witzel no enterro do soldado.(PÁGINA 10)

Ex-aliado de Maduro abandona Corte Suprema e foge para os EUA (Página 17)

Estádios da Copa custaram aos estados R$ 400 milhões em 2018 (Página 22)
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O Estado de S. Paulo

Manchete : Governo quer pacto com Congresso para destravar negócios
Ideia é acelerar aprovação de projetos ligados principalmente à infraestrutura
O governo de Jair Bolsonaro quer criar um atalho no Congresso para acelerar a aprovação de projetos ligados principalmente à infraestrutura, numa tentativa de destravar investimentos e melhorar o ambiente de negócios no País, informa Lu Aiko Otta. A ideia é, em fevereiro, propor um pacto ao Legislativo para tentar facilitar a aprovação de medidas que já estão em tramitação. “Não é o Executivo construindo uma pauta para o Legislativo, nem poderia”, disse ao Estado o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.
Entre os projetos que entrariam no pacto, estão o que regula o licenciamento ambiental, as desapropriações, a nova lei para contratações públicas e a revisão da Lei de Falências. Freitas avalia que a prioridade imediata é a aprovação da reforma da Previdência, mas acredita que as agendas não competem. Para o ex-senador César Borges, é preciso, agora, “colocar as estruturas de partidos no segundo plano”. (Economia / Pág. B1)

CGU propõe exigências para cargos de confiança
O ministro da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, apresentou ao presidente Jair Bolsonaro proposta de exigências mínimas para ocupar cargos comissionados. Elas incluiriam experiência na área, atuação anterior no serviço público e títulos acadêmicos. Na semana passada, Onyx Lorenzoni (Casa Civil) exonerou 320 servidores em cargos de confiança. (Política / Pág. A8)

Modelo da Lava Jato se espalha por todo o Brasil
Modelo de combate a organizações criminosas defendido pelo atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, a Lava Jato se espalhou pelo Brasil. Dados da Polícia Federal mostram que as prisões em casos de crimes envolvendo delitos financeiros ou desvio de verbas públicas cresceram em 16 das 27 unidades da Federação. Em 2018, foram 410 detenções por mês no País ante 233 em 2014, quando a operação começou. (Política / Pág. A4)

Novas fases
Segundo o integrante da Lava Jato Roberson Pozzobon, a operação está em “franco desenvolvimento” e terá medidas até o carnaval. (Pág. A6)

Com crise, déficit de moradia bate recorde no País
A crise econômica fez o déficit habitacional subir em mais de 220 mil unidades entre 2015 e 2017 e bater recorde. Em dez anos (2007-2017), o déficit cresceu 7% e chegou a 7,78 milhões, aponta estudo da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias e da FGV. Para suprir a demanda por moradia na próxima década, seria necessário construir 1,2 milhão de imóveis por ano. (Economia / Pág. B4)

BNDES afirma que devolverá à União R$ 100 bi
O diretor financeiro do BNDES, Carlos Freitas, disse que o banco tem capacidade de devolver neste ano R$ 100 bilhões à União. O ministro da Economia, Paulo Guedes, espera a devolução para reduzir o estoque da dívida pública. (Economia / Pág. B3)

Ceará transfere presos
Mesmo com o reforço das Forças Armadas, o Ceará teve ontem mais episódios de violência. Dois suspeitos de tentar atear fogo num posto do Detran, em Fortaleza, foram mortos em troca de tiros com policiais. Em meio à crise na segurança pública, o governo estadual iniciou, à noite, a transferência de detentos para presídios federais. (Metrópole / Pág. A15)

Cida Damasco
Divergências na equipe sempre há. A novidade é o presidente ampliar a confusão. (Economia / Pág. B5)

Fuvest tem Marx, Chico e tira de Laerte
A segunda fase da Fuvest ontem teve questões de Português com textos de Karl Marx, Chico Buarque e tirinha de Laerte. Elas discutiam patriarcado, ditadura e racismo. A redação foi sobre o passado interferindo no presente. A prova foi elogiada por professores pelo caráter “contemporâneo”. (Metrópole / Pág. A16)

Procurador é punido em Lava Jato peruana (Internacional / Pág. A10)

Notas & Informações
Obscurantismo
Bem-aventurada será a Nação se o tresloucado discurso de posse do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, ceder à realidade – pois pareceu tratar de outra dimensão. (Pág. A3)

Entraves às exportações
Os exportadores se queixam das tarifas e do tempo excessivo para fiscalização e liberação. (Pág. A3)
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Folha de S. Paulo

Manchete : Estados aumentam ICMS para cobrir aposentadorias
Gasto com inativos cresceu 8% em 12 meses, ante 0,9% para servidores da ativa
Nos últimos dois anos, 20 estados e o Distrito Federal aumentaram impostos para compensar perdas de arrecadação decorrentes da crise. O dinheiro, contudo, não foi usado para realizar investimentos públicos ou cobrir despesas, mas sim para o pagamento de aposentadorias aos servidores inativos.
Nos últimos quatro anos, o déficit previdenciário dos estados quase dobrou e está próximo de R$ 100 bilhões. Servidores vêm deixando a ativa em escala inédita. De 2014 a 2017, o crescimento anual de inativos foi de quase 6%. Em dez anos, metade dos funcionários estaduais poderá se aposentar.
De setembro de 2017 a agosto de 2018, a elevação de despesas com os aposentados foi de 8%, enquanto o aumento com os servidores da ativa ficou em 0,9%. O ICMS, principal tributo estadual, arrecadou a mais quase 5% no ano passado, superando o crescimento estimado da economia (1,3%).
Estados aumentaram alíquotas do ICMS de diversos itens, como combustíveis e energia, mas a medida não conseguiu equacionar a alta das despesas com inativos.
Com isso, vários governadores já declararam apoio a uma reforma da Previdência a ser apresentada pelo governo federal. (Mercado A18)

Mudança no setor financeiro continua na gestão federal (Folhainvest A15)

Bolsonaro é retrocesso, e índio não trava o progresso
ENTREVISTA DA 2a Joenia Wapichana
Os povos indígenas não são empecilho ao desenvolvimento do Brasil, afirma a primeira mulher desse grupo social eleita deputada federal, Joenia Wapichana (Rede-RR).
Com base na terra Raposa Serra do Sol, já demarcada mas sob forte crítica de Jair Bolsonaro (PSL), ela vê retrocesso nas medidas iniciais do presidente, como a retirada da demarcação da alçada da Funai. (Pág. A14)

Luiz Felipe Pondé : Quem dá emprego no Brasil merece ser canonizado
Você já se perguntou por que razão nunca viu um americano — que não tem nenhuma “proteção trabalhista”— tentando entrar ilegalmente no Brasil?
Melhor ter um mercado cheio de emprego do que passivo trabalhista. Quem dá emprego merece entrar no processo canônico de Santidade. (Ilustrada C6)

Por Previdência, governo evita choque com N e NE
A equipe econômica evitou descontentar bancadas do Nordeste e do Norte, 42% dos deputados e 59% dos senadores, visando apoio à reforma da Previdência.O ministro da Economia, Paulo Guedes, desistiu de propor ao Planalto veto a incentivos para empresas na região. (Folhainvest A19)

‘Despetização’ da Casa Civil ajudou a provocar confusão
A decisão da Casa Civil de demitir 320 servidores num processo de “despetização” ajudou a gerar o caos na edição de medidas na sexta (4). Funcionários não participaram de decisões e também temeram se comprometer com pareceres. (Folhainvest A17)

Editorial
Conversa de botequim
Sobre declarações desencontradas de Bolsonaro.

As cores de Damares
A respeito de controvérsia da “ideologia de gênero”. (Opinião A4)
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