O Globo

Manchete: Bolsonaro indicará Moro para próxima vaga no STF
Após semana de derrotas para ministro da Justiça no Congresso, presidente diz ter compromisso de nomeá-lo
O presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem que vai indicar o ministro da Justiça, Sergio Moro, para a próxima vaga disponível no Supremo Tribunal Federal (STF). “Fiz um compromisso porque ele abriu mão de 22 anos de magistratura. Eu falei: a primeira vaga que tiver lá está à sua disposição. Acho que a nação toda do Brasil vai aplaudir um homem desse perfil no Supremo”, disse. O ministro Celso de Mello, decano do STF, vai se aposentar em novembro do ano que vem. O anúncio de Bolsonaro ocorre dias depois de Moro sofrer um revés no Congresso, que aprovou a transferência do Coaf para o Ministério da Economia. (PÁGINA 4)

Presidente diz que Imposto de Renda terá tabela corrigida
O presidente Bolsonaro disse que orientou o ministro da Economia, Paulo Guedes, a corrigir pela inflação a tabela do Imposto de Renda (IR) em 2020. Com isso, mais contribuintes ficariam isentos do IR, e os outros pagariam menos imposto. A declaração surpreendeu técnicos da equipe econômica, pois a medida levaria a uma queda na arrecadação num momento de dificuldades para as contas públicas. O governo já contingenciou R$ 29,8 bilhões do Orçamento deste ano, e a previsão é que o país tenha déficit fiscal até 2022. (PÁGINA 17)

Deputados do Rio apresentam um projeto por dia para a segurança
Desde fevereiro, 93 projetos para a área foram apresentados na Alerj. Apenas 9 propostas tratam de crise fiscal. (PÁGINA 10)

Militares começaram a atirar em carro a 250 metros de distância
Laudo aponta que o carro do músico Evaldo Rosa começou a ser alvejado por uma guarnição do Exército a 250 metros de distância. (PÁGINA 13)

Fernando Gabeira
No mundo real, há vários indícios de retrocesso (PÁGINA 2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Flávio Bolsonaro diz que MP o ataca para atingir governo
Senador afirma que o Ministério Público quer quebrar seu sigilo para dar ‘verniz de legalidade’ a investigação. O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) disse que o Ministério Público (MP) tenta obter autorização da Justiça para quebrar seu sigilo bancário com objetivo de dar “verniz de legalidade” à investigação que envolve o ex-assessor Fabrício Queiroz. “Para que o pedido se meu extrato já apareceu na televisão?”, perguntou, em entrevista a Renata Agostini. Flávio disse que “alguns integrantes do MP” têm objetivos políticos. “Minha chateação é com alguns integrantes do Ministério Público que estão tentando atacar minha imagem para atacar o governo Jair Bolsonaro. Infelizmente, tem militância política em tudo quanto é instituição”, afirmou. Segundo ele, o MP “está esculachando o Judiciário toda hora” em seu caso e “o Judiciário não faz nada”. Filho mais velho do presidente, Flávio passou a ser investigado após o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificar movimentação financeira atípica em sua conta corrente e na de Fabrício Queiroz. O caso foi revelado pelo Estado. Ele nega que tenha pedido a seus funcionários parte do salário e diz que Queiroz tem de se explicar: “Talvez tenha sido meu erro confiar demais nele”. Sobre as manifestações de Carlos Bolsonaro na internet, Flávio disse que a opinião do irmão “não pode ser interpretada como palavra do governo”. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Presidente diz que vai indicar Moro para vaga no Supremo
O presidente Jair Bolsonaro disse ontem que pretende indicar o atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, à primeira vaga que surgir no Supremo Tribunal Federal. “Se Deus quiser, cumpriremos esse compromisso. Uma pessoa da qualificação do Moro se realizaria dentro do STF”, afirmou ele em entrevista à Rádio Bandeirantes. De acordo com Bolsonaro, Moro seria um “grande aliado da sociedade brasileira dentro do STF”. O presidente disse ainda que espera que o pacote anticrime seja aprovado, mas ponderou que não é “dono da pauta” do Legislativo. (POLÍTICA / PÁG. A8)

Correção da tabela do IR
Jair Bolsonaro afirmou também que pediu ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que corrija a tabela do Imposto de Renda pela inflação. E que os trabalhos para uma reforma tributária sejam feitos “devagar”. (ECONOMIA / PÁG. B5)

Economistas preveem ano perdido
Economistas passaram a prever mais um ano de estagnação econômica para o País – o terceiro depois da recessão –, em que o PIB não deve crescer muito mais do que 1%. Entre as causas estão a crise na Argentina, o corte na produção industrial mineral decorrente da tragédia em Brumadinho e um governo com deficiências na coordenação política, o que reduz a confiança do empresariado e do consumidor. Já se fala em “cheiro de recessão”. “O momento é muito ruim. O desempenho, desanimador”, diz o ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore. (ECONOMIA / PÁG. B1)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Dinheiro teve peso menor na eleição para Câmara em 2018
Estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas aponta que o dinheiro foi menos decisivo para a eleição de deputados federais em 2018, quando, pela primeira vez, caiu a concentração de recursos por quem venceu. De 2002 a 2014, eleitos responderam por uma média de 62% de tudo o que foi gasto na campanha. Em 2018, foram 44%. A explicação central é a nova regra de financiamento, que vetou doação empresarial. (Poder A4)

Presidente pede a correção da tabela do IR pela inflação
Jair Bolsonaro declarou ter pedido ao ministro Paulo Guedes que a tabela do ano que vem seja corrigida pela inflação. Quer também limites maiores de dedução com gastos em educação e Saúde. (Folhainvest A15)

Reforma retira abono salarial em cinco estados
Deputados federais de SP, RJ, PR, SC e RS se mobilizam para apresentar emendas ao projeto de reforma da Previdência visando derrubar o fim do abono salarial em suas bases eleitorais. (Mercado A17)
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