O Globo

Manchete: Governo negocia mudanças no texto para aprovar reforma
Possíveis alterações incluem idade mínima de professores e regras para regime de capitalização
A equipe econômica negocia mudanças no relatório da reforma da Previdência, a fim de facilitar sua aprovação. Técnicos do governo se debruçaram sobre o texto ontem. As possíveis concessões incluem a flexibilização na idade mínima de aposentadoria para professores e trabalhadores rurais, que passaria dos 60 anos previstos no texto original para 58 anos (mulheres) e 61 anos (homens). Também poderia haver mudanças no acesso ao BPC, pago a idosos e deficientes de baixa renda, e na proposta de capitalização. Mas a equipe econômica quer manter a previsão de economia de R$ 1 trilhão em dez anos. (PÁGINA 21)

No Rio, juízes ‘sem rosto’ deverão atuar contra o crime
Projeto inédito do Tribunal de Justiça quer criar colegiados de juízes “sem rosto”, que não serão identificados durante o processo, para atuar contra tráfico e milícias. Inspirada na experiência da Itália contra a máfia, a medida será decidida até junho pelo Órgão Especial. Há 21 juízes ameaçados, revela Elenilce Bottari . (Página 8)

Bolsonaro oferece ‘atalho’ para projetos de deputados
O presidente Jair Bolsonaro tem oferecido a deputados a possibilidade de enviarem ao Executivo suas propostas para que entrem em vigor imediatamente na forma de decretos. Em cerimônia no Palácio do Planalto, destacou “a dificuldade de um parlamentar aprovar uma lei”. (Página 4)

Fernando Gabeira
Escrever um diário talvez ajude a atravessar esta fase sombria (Página 2)

Foto-legenda: Descaso com encostas
Operários trabalham no Túnel Acústico, cujo teto desabou após deslizamento de terra. A verba da prefeitura para encostas caiu 76,5% desde o ano passado, de R$ 304 milhões para R$ 71 milhões. (PÁGINA 10)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Com governo desarticulado, Centrão tenta impor agenda
Grupo de partidos desafia gestão Bolsonaro e se movimenta para ditar pauta de discussões do Congresso
Visto como fiador da estabilidade em qualquer gestão, da direita à esquerda, o grupo de partidos batizado de Centrão tem imposto derrotas em série ao governo de Jair Bolsonaro, que sofre com falhas na articulação política. A maioria do bloco – cujo núcleo duro é formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade e que reúne cerca de 230 dos 513 deputados – só concorda, por exemplo, em aprovar a medida provisória da reforma administrativa se o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ficar fora da alçada do ministro Sergio Moro. Em seu terceiro mandato como presidente da Câmara, Rodrigo Maia se tornou o principal articulador do Centrão. Na quinta-feira, em reunião na casa dele, deputados traçaram estratégias para “reformar a reforma” da Previdência. (POLÍTICA / PÁG. A4)
Jogada eleitoral
O vereador carioca Cesar Maia (DEM), ex-prefeito do Rio, diz ao ‘Estado’ que indicação do ministro Sergio Moro para o Supremo elimina o “principal” rival do presidente Jair Bolsonaro em 2022. (PÁG. A10)

Para Bolsonaro, não há ‘teoria da conspiração’
O presidente Jair Bolsonaro postou um vídeo no Facebook em que o pastor Steve Kunda, nascido no Congo e fundador de uma igreja evangélica na França, afirma que ele foi “escolhido por Deus” para comandar o Brasil. Ao compartilhá-lo, Bolsonaro escreveu que “não existe teoria da conspiração, existe uma mudança de paradigma na política” e que “quem deve ditar os rumos do país é o povo!”. (POLÍTICA / PÁG. A8)

Desemprego faz brasileiro se reinventar
Cinco anos após o início da deterioração econômica, que começou em 2014 e deixou 13 milhões de pessoas sem trabalho, nenhum setor produtivo voltou ao nível pré-crise. Ainda assim, há brasileiros que conseguiram contornar o desemprego. (ECONOMIA / PÁGS. B1, B4 e B6)

Equilíbrio eleitoral
Partidos políticos são entidades privadas e devem ser sustentados com recursos de filiados e simpatizantes. (PÁG. A3)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Em meio a crise, Bolsonaro testará força no Congresso
Presidente precisará impedir que 11 medidas provisórias percam a validade
Desgastado por derrotas no Congresso e protestos de rua, o governo Jair Bolsonaro (PSL) terá de buscar em menos de 15 dias a aprovação de 11 medidas provisórias que estão prestes a perder sua validade. Entre elas está a que reorganiza os ministérios. Insatisfeitos, integrantes de diversos partidos avaliam se vale a pena deixar as MPs caducarem como um recado ao Palácio do Planalto —ou se assim estarão reforçando o discurso vitimista do presidente. As relações com o Congresso ficaram mais tensas depois de o mandatário ter compartilhado texto que chama o Brasil de ingovernável na ausência de conchavos. O governo tenta trazer de volta à pauta a reforma da Previdência Social, ofuscada nos últimos dias pelos protestos contra cortes nas universidades federais e pelas investigações que atingem o senador Flávio Bolsonaro. Em outra frente, o presidente quer mostrar que mantém apoio popular, depois de ter sido eleito com quase 58 milhões de votos. Estão convocados para domingo atos em defesa do governo. (Poder A4)

Empresas deixam de lado piora do PIB em balanços
As empresas brasileiras com ações negociadas na Bolsa não citaram a piora de expectativas para o Produto Interno Bruto na divulgação de seus resultados no primeiro trimestre. Segundo levantamento feito pela Folha, 37 das 63 companhias não mencionaram problemas macroeconômicos. Só 18 manifestaram preocupação com o cenário. (Folhainvest A19)

Brasil não espera apoio para entrar em ‘clube de ricos’ (Mundo A15)
Venezuelanos vão a Roraima para abastecer carros (Mundo A14)

Alas governistas tentam moderar tom de atos de rua
Painel
Integrantes da ala técnica do governo e do grupo moderado do PSL tentam dar tom mais positivo às convocações para os atos do dia 26. Em sondagens, líderes políticos não detectaram risco de militares embarcarem em ação “não constitucional”. (A4)

Sem explicar, governo represa nomeação de reitores (Cotidiano B5)

Total de presos quadruplica em SP sob governos tucanos
O número de presos em São Paulo mais que quadruplicou nos últimos 25 anos. Neste mês, atingiu 235,8 mil pessoas, a maior população carcerária de sua história, segundo dados oficiais. Já a população total do estado teve crescimento de 33% no período, durante o qual o Palácio dos Bandeirantes praticam ente só abrigou o PSDB, partido do atual governador, João Doria. A marca é alcançada em meio ao processo de concessão à iniciativa privada da gestão compartilhada de quatro unidades prisionais no estado —o objetivo até 2020 é chegar a 20 presídios nessa situação. Para magistrados e promotores ouvidos pela Folha , não há uma explicação única e conhecida para o aumento no número de presos no período. (Cotidiano B1)
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