O Globo

Manchete: No Rio, só 3 de 13 mortes de políticos foram resolvidas
Falta de solução para assassinatos na Baixada na eleição de 2016 contribui para novos crimes, dizem especialistas
Dois anos depois de uma onda de assassinatos que vitimou 13 políticos em nove meses na Baixada Fluminense antes da eleição de 2016, apenas três desses crimes foram elucidados, e dez seguem sem solução. Ao todo, foram mortos três vereadores, nove pré-candidatos e um assessor. Para especialistas, a impunidade pode, de certa forma, contribuir para novos crimes contra políticos, como o assassinato da vereadora Marielle Franco, em março deste ano. De acordo com os investigadores, o medo de testemunhas é um dos principais obstáculos para resolver os casos. (PÁGINA 4)

Ao som de ‘Amigo’, a volta por baixo de Aécio
Numa fazenda em Minas, sem líderes nacionais, Aécio Neves lançou campanha a deputado após o estrago do grampo da JBS. (PÁGINA 6)

Colunistas
FERNANDO GABEIRA
Brasil ainda pode ser um país sério (PÁGINA 2)

DEMÉTRIO MAGNOLI
A base profunda de Bolsonaro (PÁGINA 3)

PT é acusado de compra ilegal de elogio nas redes
Uma série de comentários favoráveis ao governador do Piauí, Wellington Dias (PT), no Twitter revelou operação de compra de elogios de influenciadores digitais. A lei proíbe propaganda eleitoral paga nas redes sociais. Dias negou relação com a ação e afirmou que ela foi promovida pelo PT. A sigla nega. (PÁGINA 6)

Por ano, gastos de R$ 75 milhões com furto e depredação
Os gastos do Rio com furtos (são quase 4.000 tampas de bueiro subtraídas) e depredação do patrimônio público (5.000 lixeiras vandalizadas) somam R$ 75 milhões por ano. O dinheiro seria suficiente para custear o funcionamento de seis Unidades de Pronto Atendimento. (PÁGINA 9)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Bancos tomam 70 mil imóveis por falta de pagamento em 4 anos
Com aumento da crise, clientes das cinco maiores instituições financeiras perderam R$ 11,5 bilhões em casas e apartamentos; quase 70% são da Caixa
A alta inadimplência nos financiamentos imobiliários provocada pela crise fez disparar o número de imóveis tomados pelos bancos. Desde o início de 2014, as cinco maiores instituições financeiras retomaram por falta de pagamento cerca de 70 mil casas e apartamentos, que valem R$ 11,5 bilhões. Somado com os imóveis que estavam no estoque havia mais tempo, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Santander têm o volume recorde de R$ 13,7 bilhões em unidades à espera de um interessado, cifra que cresceu 745% em quatro anos e meio. Só no primeiro semestre, inadimplentes tiveram de devolver R$ 1,48 bilhão em casas e apartamentos. A Caixa responde por cerca de 70% dos imóveis retomados. Em junho, eram cerca de 47 mil, que, somados, valiam R$ 9,1 bilhões. Em 2016, o estoque era de menos da metade: 23 mil unidades. (ECONOMIA / PÁGS. B1, B3 e B4)

Eleitorado evangélico cresce; Marina perde apoio
A candidata da Rede tem apenas 12% das intenções de voto entre evangélicos, segundo pesquisa Ibope/ Estado/TV Globo. No cenário sem Lula, ela perde a preferência do grupo para Bolsonaro, que tem 26% das intenções. Na eleição de 2014, Marina Silva tinha 43% de apoio entre fiéis de sua religião. Naquela época, um em cada cinco eleitores era evangélico. Agora, a proporção é de um em cada quatro. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Ataque religioso
Para atrair evangélicos, Jair Bolsonaro mantém estratégia de atrelar Marina a uma agenda não-cristã. (PÁG. A4)

Partidos têm R$ 3,6 milhões em protestos por ‘calotes’
Sete dos 13 partidos que disputam a Presidência somam mais de R$ 3,6 milhões em “calotes” registrados em cartórios do País. O Estado teve acesso a 52 protestos ainda sem solução ou pagamento contra diretórios de PT, PSDB, PSOL, MDB, PSL, PPL e Rede. As cobranças vão de gastos com alimentação, transportes, serviços gráficos e produção de vídeos até contas de luz e multas eleitorais. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Cresce intervenção do TCM na cidade
O Tribunal de Contas do Município suspendeu 164 licitações da Prefeitura neste ano, 20% mais do que em 2017. Os contratos bloqueados somam R$ 1,2 bilhão. Segundo o professor de Direito Carlos Ari Sundfeld, há “um grau de politização alto” nas decisões. (METRÓPOLE / PÁG. A13)

Colunistas
Roberto Romano
Arbítrio e demagogia imperam em política, finanças públicas, polícia e tribunais. (ESPAÇO ABERTO / PÁG. A2)

Cida Damasco
Desafio é encontrar candidato fiel à sua agenda e com chance de chegar ao segundo turno. (ECONOMIA / PÁG. B11)

Notas & Informações
O eleitor como freguês
Eleitores hoje enamorados das promessas impossíveis de candidatos devem saber que, passada a eleição, serão chamados ao sacrifício. (PÁG. A3 )

Sem brechas para mais gastos
Combinação de fatores propiciou maior arrecadação. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Justiça Eleitoral reduz fiscalização e recebe críticas
TSE corta 13% das zonas por economia e racionalização, mas é acusado de sobrecarregar os juizes e promotores
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) cortou 395, ou 13% do total, das suas zonas de atuação. Cada uma delas tem um juiz e um promotor que atuariam na eleição de outubro. A medida visa economizar R$ 61,4 milhões e corrigir algumas distorções, e é criticada por juizes e pelo Ministério Público. Para a Associação Nacional dos Magistrados Estaduais, a redução vai sobrecarregar as zonas eleitorais e provocar queda na qualidade de fiscalização. Juizes e promotores que trabalham nas eleições recebem adicionais além de seu salário usual. Até 2017, havia 3.040 zonas eleitorais no Brasil. O Rio foi o estado mais atingido. Lá, foram extintas 88 das 253 unidades existentes. Segundo o TSE, isso corrigiu uma distorção. Só na capital, havia 97 zonas para 4,8 milhões de eleitores, enquanto h á 58 delas para 8,9 milhões de eleitores paulistanos. Em Goiás, onde foram eliminadas 38 zonas eleitorais, o juiz e o promotor de Catalão também cuidarão do pleito em outros sete municípios próximos. O TSE diz que, em 90% das denúncias apuradas, a solução é administrativa e pode ser tomada por servidores. (Eleições 2018 A8)

Agora é diferente, polarização vai exigir o voto útil
ENTREVISTADA 2ª – Gilberto Gil
Cantor e compositor pensa em repetir o voto em Marina Silva, mas vai esperar porque considera mais importante derrotar Jair Bolsonaro. Ex-ministro de Lula, quer o petista livre, “mas não necessariamente para votar nele”. (A17)

Apuração sobre corrupção na Argentina já lembra Lava Jato
Clóvis Rossi
Há fortes coincidências entre as Lava Jato do Brasil e da Argentina. Os cadernos da corrupção no governo de Cristina Kirchner são versão analógica de planilhas de propinas da Odebrecht. Pela primeira vez na história de cada um dos países, há empresários presos. São nove deles, na Argentina. (Mundo A16)

Editoriais
Vaivém de Bolsonaro
Sobre participação do presidenciável em debates.

Vacina sem revolta
Acerca de ações de imunização na capital paulista. (Opinião A2)
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