O Globo

Manchete: 100 dias para decolar
Previdência lidera lista dos primeiros desafios de Bolsonaro
Os 100 primeiros dias de governo de Jair Bolsonaro, que será empossado amanhã, serão intensos. O futuro presidente tem extensa lista de medidas para retomar a confiança na economia, entregar ações na segurança pública e debelar crises como a dos hospitais federais no Rio. A prioridade máxima será encaminhar a reforma da Previdência. Outra meta é reestruturar as equipes da Polícia Federal na Lava-Jato em São Paulo, Rio, Curitiba e Brasília. O primeiro desafio político será a eleição dos presidentes da Câmara e do Senado em fevereiro: os nomes são cruciais para a tramitação de projetos. Ontem, houve ensaio da posse na capital federal. (PÁGINA 4)

Temer desiste de indulto para presos
O presidente Michel Temer desistiu de editar o decreto de indulto de Natal a presos, medida inédita desde a redemocratização. Ele decidiu deixar a questão, que está sob a avaliação do STF, para o presidente eleito, Jair Bolsonaro, que assume amanhã e já afirmou ser contrário ao benefício. Para especialistas, a decisão reflete a politização do indulto, impedindo a adoção de uma política que permite anualmente a libertação de presos de baixa periculosidade que já cumpriram grande parte da pena e reduz a pressão nas superlotadas carceragens brasileiras. (PÁGINA 6)

General defende que posse de arma é como ter carro
Futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o general Augusto Heleno defendeu que a posse de uma arma é equivalente a ter um carro. “Se formos considerar número de vítimas, vamos proibir o pessoal de dirigir”, afirmou. O governo Bolsonaro editará decreto ampliando o direito de possuir arma. (PÁGINA 5)
BNDES quer ampliar financiamento a prefeituras e firmas médias (PÁGINA 17)

Netanyahu diz que mudança de embaixada do Brasil é certa (PÁGINA 19)

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O Estado de S. Paulo

Manchete : País terá o maior tributo sobre o lucro de empresas
Com alíquota de 34%, Brasil supera a França em 2019; expectativa é de que equipe de Bolsonaro reduza taxa
A alíquota de imposto sobre o lucro das empresas no Brasil será, em 2019, mais alta do que a dos países com economias mais desenvolvidas do mundo e que fazem parte da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A França, hoje no topo da lista, fará corte já anunciado pelo presidente Emmanuel Macron, dos atuais 34,4% para 25% até 2022. A alíquota no Brasil, cobrada pelo Imposto de Renda e pela Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, é de 34%. A expectativa é de que a equipe econômica de Jair Bolsonaro siga a política adotada por Donald Trump, que reduziu a alíquota ao mesmo tempo em que diminuiu o volume de deduções que as empresas podiam fazer, entre outros cortes de benefícios. Os Estados Unidos promoveram o corte mais drástico no imposto sobre o lucro das empresas, passando de uma alíquota de 35% para 21% em 2018.(ECONOMIA / PÁG. B1)

Fusão e extinção de ministérios deixam R$ 121 bi sem destino certo
Os programas de ministérios que passarão por fusão ou serão extintos no governo Jair Bolsonaro têm cerca de R$ 121 bilhões previstos no Orçamento de 2019. Mesmo sem considerar iniciativas que devem ser mantidas, como o Bolsa Família, há ao menos 25 programas com valores aprovados que mudarão de lugar na nova estrutura, e podem ser relegados. Estão na lista ações como a instalação de cisternas e obras de saneamento.(POLÍTICA / PÁG. A4)

Temer desiste de conceder o indulto natalino
O presidente Michel Temer desistiu de editar o decreto deste ano do indulto de Natal, medida que concede perdão a condenados por crimes não violentos. A decisão ocorre após o Supremo Tribunal Federal encerrar o ano sem julgar a validade do indulto de 2017. As regras do ano passado foram suspensas após Temer reduzir as restrições e incluir condenados por corrupção entre os beneficiados. POLÍTICA /(PÁG. A5)

Embaixada do Brasil vai mudar, diz Netanyahu
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou ontem no Rio que Jair Bolsonaro lhe garantiu na sexta-feira que a mudança da embaixada brasileira de Tel-Aviv para Jerusalém é questão de tempo. A troca foi promessa do então candidato ao Planalto e é polêmica. Países árabes, com os quais o Brasil teve superávit de US$ 6,2 bilhões em 2017, são contrários e já sinalizaram que poderão retaliar comercialmente.(POLÍTICA / PÁG. A5)

Mudança nos parques
Gruta do Janelão no Parque Nacional do Peruaçu (MG). A gestão é do Instituto Chico Mendes, apoiada por uma ONG. Governo Bolsonaro deve focar na regularização fundiária e no aprimoramento do uso dos parques.(METRÓPOLE / PÁG. A7)

Força e fé em Brasília
Em dia de ensaio para a cerimônia de posse do novo presidente, a capital teve ontem grande movimentação de agentes de segurança e um culto improvisado por evangélicos vestidos de verde e amarelo na frente da Granja do Torto.
(POLÍTICA / PÁG. A5)

Crise ameaça plano eleitoral de Macri (Internacional / Pág. A6)

Cida Damasco
Desregulamentar, desburocratizar e simplificar não significam “deixar rolar”.(ECONOMIA / PÁG. B3)

Notas & Informações
Burocracia maior e mais cara
O contribuinte gasta cada vez mais para manter uma máquina que não lhe devolve, na mesma proporção, o adicional que dele retira na forma de tributo.(PÁG. A3)

Mortalidade infantil em queda
Dos 645 municípios de São Paulo, 182 não registraram óbito infantil no ano passado.(PÁG. A3)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Maioria crescente é contra liberação de armas no país
Parcela que defende a proibição aumenta após a campanha eleitoral e chega a 61%
O número de brasileiros que se dizem contrários à liberação da posse de armas de fogo aumentou, mostra o Datafolha. Em dezembro, 61% declararam que aposse deve ser proibida “por representar ameaça ávida de outras pessoas”. Em outubro, 55% concordavam com a frase. No período, os que consideram a posse “um direito do cidadão para se defender” oscilou negativamente, de 41% para 37%, ou seja, no limite da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Outros 2% não souberam responder. O percentual de pessoas contrárias à posse de armas já foi de 68% em 2013, índice mais alto da série histórica. Entre eleitores de Jair Bolsonaro (PSL), 53% são pelo direito de poder manter arma em casa. No grupo que votou em Fernando Haddad (PT), 16% o defendem. Durante a campanha, Bolsonaro prometeu revogar o Estatuto do Desarmamento. No sábado (29), disse que poderá facilitar a posse de arma de fogo por decreto. Neste domingo (30), o general Heleno, futuro ministro, comparou aposse de armas à posse de carro. (Cotidiano A16)

Governo Bolsonaro
Onyx usou verba pública para bancar voos durante a campanha (A6)

Premiê israelense diz que embaixada em Jerusalém é certa (A9)

Leandro Colon
Ninguém governou sem apoio do Congresso, nem há como ser diferente (A2)

Bolsonaro foi genial ao antever anseio conservador
Entrevista da 2ª – Helio Beltrão
Ao perceber a revolta em relação ao PT e o desejo de retorno a valores conservadores, Bolsonaro “foi genial”, afirma o presidente do Instituto Mises Brasil. Próximo de nomes do grupo de Paulo Guedes e ultraliberal, Beltrão se diz otimista. “É a melhor equipe que o Brasil já teve.” (A8)

Prevenção da Aids não pode ofender família, diz ministro
Futuro ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta diz que o novo governo deve estimular políticas de prevenção de doenças como a Aids e que o Estado precisa fazê-lo com cuidado para não ofender as famílias. (Cotidiano A18)

Temer desiste de conceder indulto e recita um poema
Painel
Ao anunciar a auxiliares a decisão de não editar decreto de indulto natalino, Michel Temer (MDB) recitou um poema seu, no qual celebra o recuo. É o primeiro presidente desde a redemocratização a não conceder o benefício. (A4)

Indústria teme prejuízo com novo rótulo de alimento (Mercado A14)

Editoriais
A prova de Doria
Sobre perspectivas e desafios do governo paulista.

Não é só o Rio
Acerca de colapso orçamentário em Minas Gerais. (Opinião A2)
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