O Globo

Manchete: Equipe de transição tem sete militares, seis economistas e nem uma mulher
Gabinete, que vai trabalhar dividido em dez grupos temáticos, reuniu-se em Brasília
Com a nomeação de 27 indicados, o gabinete de transição fez ontem a primeira reunião no CCBB de Brasília, sob a coordenação do ministro extraordinário Onyx Lorenzoni. Os futuros ministros Augusto Heleno (Defesa), Paulo Guedes (Economia) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) estão na equipe, que tem sete militares, pelo menos seis economistas e nem uma mulher. Marcos Aurélio Carvalho, um dos donos da agência AM4, que cuidou da comunicação digital da campanha do presidente eleito, Jair Bolsonaro, também foi nomeado. O gabinete trabalhará dividido em dez grupos temáticos. (PÁGINAS 4 e 5)

As opiniões do presidente eleito
DESEMPREGO
Forma de calcular taxa pode ser revista
O presidente eleito revelou, em entrevista à Band, que pretende rever a metodologia de cálculo da taxa de desemprego, chamando o índice de “uma farsa”. Ideia foi criticada por especialistas. O IBGE, que adota regras internacionais para determinar o número, não se manifestou. (PÁGINA 17)

LGBT
‘Enem tem que cobrar conhecimentos úteis’
Bolsonaro criticou o Enem, prometendo que em seu governo a prova terá temas de “interesse de todos” e “conhecimentos úteis”. Ele citou questão que abordava “linguagem secreta de travestis”. Para professores, exame trata de grande variedade de temas e autores. (PÁGINA 25)

MORO
Busca de ‘meio-termo’ nas divergências
Bolsonaro disse que deu carta branca ao futuro ministro Sergio Moro para tratar de corrupção e crime organizado, mas eles terão que se acertar naquilo em que são “antagônicos”. “Sou favorável à posse de arma; se a ideia dele for o contrário, tem que chegar a um meio-termo”, afirmou. (PÁGINA 6)

POLÍTICA EXTERNA
Egito faz represália a declaração sobre Israel
A ideia de Bolsonaro de mudar a embaixada do Brasil em Israel para Jerusalém levou o governo do Egito a cancelar a visita oficial do chanceler Aloysio Nunes. Ao menos 20 empresários brasileiros estão no país e deverão retornar. O Brasil já exportou este ano US$ 10 bilhões a países árabes. (PÁGINAS 18 e 24)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Bolsonaro indica núcleo duro e quer general no Planalto
Ideia é ter Augusto Heleno dentro do palácio; Guedes, Bebianno e Onyx também estão entre os conselheiros
O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), começou a montar a estrutura que o Palácio do Planalto terá a partir de janeiro. Esse núcleo, no qual vai se apoiar para tomar suas principais decisões, deve contar com o general reformado Augusto Heleno Ribeiro, um de seus principais conselheiros, o vice-presidente eleito, Hamilton Mourão, os futuros ministros Paulo Guedes (Economia) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e o advogado Gustavo Bebianno. Destes, apenas Mourão não está na equipe de transição anunciada ontem e que terá 27 integrantes. Bolsonaro quer Heleno no palácio. Para isso, o general poderá ocupar o comando do Gabinete da Segurança Institucional (GSI), que funciona no 4.º andar, um acima do gabinete presidencial. Essa possibilidade, ainda em discussão, alteraria indicações na nova Esplanada, pois Heleno foi anunciado como titular da Defesa. Ainda não foi definido se o futuro ministro Sérgio Moro (Justiça) integrará formalmente essa estrutura. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Moro sai de férias e se compara a juiz italiano
Em mensagem aos colegas juízes, o futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, afirmou que pretende seguir os passos do juiz italiano Giovanni Falcone, da Operação Mãos Limpas. Moro saiu de férias e vai pedir exoneração em janeiro. (PÁG. A8)

‘Nova Previdência’ não agrada presidente eleito
Jair Bolsonaro disse “não estar batido o martelo” com Paulo Guedes (Economia) sobre reforma da Previdência. O presidente eleito vê com “desconfiança” a ideia de substituir o atual modelo pelo de poupança individual do trabalhador. (PÁG. A6)

Egito reage a Bolsonaro e suspende visita de brasileiros
O governo do Egito suspendeu visita oficial que o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, faria ao país nesta semana a seu convite, informa Lu Aiko Otta, conforme antecipado no estadão.com.br. Foi a primeira reação do mundo árabe às declarações pró- Israel de Jair Bolsonaro. O Egito integra grupo de 21 países árabes que representa o quinto maior mercado para produtos brasileiros. (ECONOMIA / PÁGS. B1 e B3)

Eliane Cantanhêde
Bolsonaro brinca com fogo, mas quem está saindo chamuscado com suas propostas é o Brasil. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Bolsa perde estrangeiros, mas ganha investidor local
Incertezas sobre os rumos da economia do País em 2019 e o cenário externo fizeram investidores estrangeiros retirar R$ 6,2 bilhões da Bolsa brasileira em outubro. Aportes de brasileiros, no entanto, foram positivos em R$ 7 bilhões. Em um mês, o Ibovespa teve alta de 8,84%. (ECONOMIA / PÁG. B5)

Pacotes tributários em estudo
Bolsonaro avalia propostas de reforma tributária. Imposto sobre Valor Agregado e imposto sobre movimentação financeira estão entre as sugestões. (PÁG. B8)

PM usa metralhadoras contra fuga de Marcola
A PM enviou metralhadoras MAG, calibre 7,62 mm, para agentes que cobrem o perímetro da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau e negocia o empréstimo de metralhadoras calibre .50 do Exército para proteger o entorno da prisão onde está a cúpula do PCC. A inteligência da polícia detectou um plano de resgate de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, que prevê o uso de lança-foguetes, metralhadoras e aeronaves. (METRÓPOLE / PÁG. A14)

Reajuste de plano de saúde terá nova regra
A ANS estuda nova regra para o reajuste de planos de saúde. Segundo especialistas, ainda não é possível saber o efeito no valor da mensalidade. (METRÓPOLE / PÁG. A17)

Itália pede extradição de Battisti a Bolsonaro (POLÍTICA / PÁG. A6)

Notas & Informações
A Lava Jato e a política
Não se pode confundir a “agenda anticorrupção e anticrime”, prometida por Moro após ter aceitado o convite de Jair Bolsonaro, com uma próxima etapa da Lava Jato. (PÁG. A3)

Política externa e sensatez
Há razões para acreditar que as decisões nessa seara serão pautadas pelo voluntarismo. (PÁG. A3)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Bolsonaro defende algo da reforma da Previdência já
Presidente eleito diz que quer tentar votar idade mínima ainda nesta legislatura
O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), declarou que irá trabalhar para aprovar “alguma coisa” da reforma da Previdência ainda neste ano, apesar do “desânimo em Brasília” após as eleições. “Queremos dar um passo, por menor que seja, na reforma, que é necessária.” Bolsonaro citou idades mínimas para servidores diferentes das do projeto que tramita na Câmara. “Se for possível, passar para 61 anos no serviço público para homem e 56 para mulher e majorar também um ano nas demais carreiras”, disse em entrevista à TV Aparecida. O projeto do governo Temer prevê fixar e igualar a idade mínima para trabalhadores dos setores público e privado. A idade seria de 62 anos para mulheres e 65 para homens. O aumento da idade seria progressivo, sendo fixado em 2032 para todos os trabalhadores. Na semana passada, Paulo Guedes e Onyx Lorenzoni, assessores mais próximos de Bolsonaro, divergiram sobre tentar aprovar algo na atual legislatura. (Mercado A16)

Bolsa fecha mais uma vez em patamar recorde (A20)

Dodge pede urgência ao STF sobre extradição de Battisti
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, requereu “preferência no julgamento” do italiano Cesare Battisti no STF. Jair Bolsonaro, que fala em extraditá-lo, recebeu ontem o embaixador italiano Antonio Bernardini. (Poder A6)

Cármen Lúcia diz ver perigo em mudança conservadora do país
A ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia disse, em seminário, que o Brasil e o mundo passam por mudança perigosamente conservadora. Ela defendeu manutenção de direitos conquistados desde 1988. (Poder A6)

Fala de Bolsonaro faz Egito cancelar viagem de comitiva (Mundo A12)

Transição tem dez núcleos e sugere o novo ministério
O presidente Michel Temer nomeou ontem 28 indicados de Jair Bolsonaro à equipe de transição. Dez grupos de trabalho foram formados e sugerem o desenho do próximo ministério. Agricultura e Meio Ambiente formam um deles, junto com Produção Sustentável, mesmo após as críticas à fusão. (Poder A4)

Congresso terá veto inédito a jornalistas em ato com capitão (Poder A10)

Secretário em SP, Kassab terá foro só em novas ações
O governador eleito em São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou Gilberto Kassab (PSD) como futuro secretário da Casa Civil. Ministro de Michel Temer, ele é acusado de improbidade administrativa e não tem foro privilegiado. Se houver novos processos, terá a prerrogativa. (Cotidiano B4)

Alvaro Costa e Silva
Estamos perto de virar filme de ação Witzel garante: atiradores terão licença para matar bandidos no Rio. As ações serão filmadas. (Opinião A2)

Editoriais
Escola sem sentido
Sobre equívocos de projeto contra doutrinação.

Progresso, enfim
Acerca de melhora no ambiente de negócios do país. (Opinião A2)
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