O Globo

Manchete: Bolsonaro e Haddad prometem respeitar a Constituição de 1988
Candidato do PSL desautoriza Mourão; petista desiste de Constituinte e rechaça José Dirceu
Em entrevistas ao “Jornal Nacional”, os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) se comprometeram a respeitar a Constituição de 1988 e a propor emendas para reformá-la. Haddad disse que “revisou posicionamento” e renunciou à convocação de Constituinte. Ele rechaçou fala de José Dirceu sobre “tomada de poder”. Bolsonaro desautorizou seu vice, o general Mourão, que havia proposto uma Constituinte de notáveis e falado em “autogolpe”. Para ele, faltou tato ao general. Bolsonaro disse que, se eleito, governará “com autoridade e sem autoritarismo”. “Se estamos disputando a eleição é porque acreditamos no voto popular e seremos escravos da Constituição”, disse. (PÁGINA 4)

Câmara tem a maior renovação em 20 anos
Cláusula de barreira ameaça 14 dos 35 partidos
A eleição renovou 243 das 513 cadeiras da Câmara, a maior proporção em 20 anos. A bancada feminina passou de 51 para 77. No Senado, 46 das 54 cadeiras em disputa ganharam novos donos. Projeções indicam que 14 dos 35 partidos não cumprirão a cláusula de barreira e perderão acesso ao fundo partidário e à propaganda na TV em 2019. (PÁGINAS 8 e 9)

Voto ‘Bolsowitzel’ tem maioria em dez municípios
Voto casado em Wilson Witzel (PSC) e Bolsonaro obteve maioria em dez cidades. Paes teve menos votos que para prefeito em 2012. (PÁGINA 11)

Castigados
Diversos políticos investigados pela Lava-Jato não se elegeram, como Lindbergh,Jucá e Beto Richa. (PÁGINA 9)

Vitoriosos
Já candidatos identificados com a operação de combate à corrupção, casos de Kim Kataguiri e Janaína Paschoal,venceram nas urnas. (PÁGINA 9)

Para Boris Fausto, conservadorismo virulento aflorou
O historiador Boris Fausto aponta o forte sentimento antipetista, aliado a uma reação contra a revolução de costumes, à insatisfação com a política, à corrupção e à crise econômica como os motivos que explicam a vitória de Jair Bolsonaro no primeiro turno e a onda de conservadorismo “virulento” que varre o país. (PÁGINA 10)

Colunistas
MERVAL PEREIRA
Voto desmonta partidos tradicionais (PÁGINA 2)

PEDRO DORIA
Os eleitores votaram num pacote de ideias (PÁGINA 10)

BERNARDO MELLO FRANCO
O eleitor apressou a morte do doente (PÁGINA 5)

MÍRIAM LEITÃO
A democracia no centro do segundo turno (PÁGINA 20)

Ações de estatais disparam em dia de movimento recorde na Bolsa
No primeiro dia de pregão após o primeiro turno, a Bolsa bateu recorde de movimentação, comum total de R$ 29 bilhões em negócios. Ações de estatais dispararam. (PÁGINA 19)

Vereador da oposição tem morte suspeita na Venezuela
Oposição acusa governo pela morte de vereador investigado por ligação com o atentado a Maduro. Na versão oficial, ele se atirou do prédio onde era interrogado. (PÁGINA 24)

No Peru, eleitor pune partidos acusados de corrupção
Partidos tradicionais que têm políticos investigados pela “Lava-Jato” peruana foram os grandes perdedores nas eleições regionais no país. (PÁGINA 23)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Bolsa dispara com onda conservadora na Câmara
Novo Congresso e Jair Bolsonaro no segundo turno levam investidores a apostar em reformas econômicas
Em um cenário de fragmentação recorde – 30 legendas elegeram deputados –, partidos mais ligados ao ideário conservador, como PRB, DEM e, principalmente, o PSL, de Jair Bolsonaro, ampliaram a representação na Câmara na próxima legislatura. MDB e PSDB, siglas que antes estavam entre as maiores da Casa, encolheram, respectivamente, 48% e 46%, na comparação com 2014. A taxa de renovação foi de 52%, a maior dos últimos 20 anos. A vantagem que Bolsonaro obteve sobre Fernando Haddad (PT) e a composição mais conservadora do Congresso levaram o Ibovespa a movimentar R$ 28,9 bilhões ontem, o maior volume nominal da história. Para investidores, o novo perfil do Congresso poderá permitir a Bolsonaro encaminhar reformas econômicas, caso seja eleito. A Bolsa fechou em alta de 4,57%, aos 86.083 pontos, nível mais elevado em quase cinco meses. O dólar fechou em baixa de 2,40%, aos R$ 3,76, menor cotação em dois meses. (POLÍTICA / PÁG. A4 e ECONOMIA / PÁG. B1)

Bancadas ganham força
As três principais bancadas da Câmara que defendem temas específicos – da bala, evangélicos e do agronegócio – tendem a se fortalecer, mesmo com o alto índice de renovação. (PÁG. A6)

‘Nova’ Previdência tem resistências
Se quiserem fazer reforma da Previdência, Bolsonaro e Haddad terão de convencer o núcleo político das campanhas. O atual Congresso também não demonstra vontade de abordar o tema. (PÁG. B3)

Bolsonaro e Haddad dizem que não pensam em Constituinte
Jair Bolsonaro e Fernando Haddad descartaram, em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, a possibilidade de, se eleitos, convocar Constituinte. “Vamos ser escravos de nossa Constituição”, disse Bolsonaro. Haddad também foi enfático: “Nós revimos nosso posicionamento. Vamos fazer as reformas por emenda constitucional”. (POLÍTICA / PÁG. A10)

‘Eleitor quer governo à direita’
Maior doador individual da campanha, Rubens Ometto, dono do grupo Cosan, declarou voto em Bolsonaro. (PÁG. B5)

Entrevistas
João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) iniciam campanha do 2º turno pelo governo de São Paulo. (PÁG. A13)

PSDB paulistano expulsa Saulo e Goldman
Em meio à crise interna, o diretório municipal do PSDB em SP decidiu expulsar do partido o ex-governador Alberto Goldman, o secretário estadual de Governo, Saulo de Castro, e outros 15 filiados por “infidelidade partidária”. A notícia foi antecipada pela Coluna do Estadão. (PÁG. A13)

Ministros do STF pedem pacto de governabilidade (PÁG. A9)

Colunistas
Eliane Cantanhêde
Num segundo turno totalmente atípico, haverá menos festa e mais irritação, menos apoio e mais crítica do que jamais se viu. (POLÍTICA / PÁG. A)

Ana Carla Abrão
O Brasil gritou que não quer um sistema político para se perpetuar e que não se reconhece nos que aí estão. (ECONOMIA / PÁG. B6)

Notas & Informações
A vitória do cansaço
Se há hoje um partido com ampla penetração nacional é o partido da revolta contra a desfaçatez dos que há tempos se assenhorearam do Estado. (PÁG. A3)

Não faltam bons projetos
Há boas soluções disponíveis para os problemas do País – é só não deixar a ignorância e a altivez imperarem sobre a razão. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete : Bolsonaro e Guedes recrutam executivos para a sua equipe
Nomes da iniciativa privada seriam opção para eventual governo na falta de quadros técnicos do PSL
A equipe de Jair Bolsonaro (PSL) está reunindo apoio do setor privado para levar executivos ao governo, caso vença o segundo turno das eleições no dia 28. São pessoas que já aconselham o economista Paulo Guedes e equipes do presidenciável.
Fazem parte da lista Alexandre Bettamio, CEO para a América Latina do Bank of America, João Cox, presidente do conselho de administração da TIM, e Sérgio Eraldo de Salles Pinto, da Bozano Investimentos (presidida por Guedes).
Para integrantes da campanha, Bettamio poderia assumir a presidência do Banco do Brasil, dada sua experiência. Os demais poderiam ocupar postos-chave — convites só devem ocorrer após a eleição definida.
Do setor financeiro, há outros “paraquedistas” — como estão sendo chamados os executivos nos bastidores. Eles teriam como missão trazer experiência do setor privado, uma vez que o PSL não tem quadros técnicos para ocupar as vagas na Esplanada dos Ministérios, estatais e autarquias. Um dos argumentos para atraí-los é poder trabalhar sem interferência política.
São aguardados Maria Silvia Bastos Marques, CEO da Goldman Sachs no país e ex-presidente do BNDES, e Roberto Campos Neto, diretor do Santander e neto do renomado economista liberal. Ele eventualmente assumiria o Banco Central caso a primeira opção, Ilan Goldfajn, não queira permanecer no Cargo. (Mercado A21)

Rede, PC do B e 12 partidos não passam na cláusula de barreira
A apuração de votos para a Câmara dos Deputados mostra que 14 dos 35 partidos do país não atingiram desempenho mínimo exigido na cláusula de barreira e, com isso, vão perder tempo de TV e fundo partidário, essenciais à sua existência. O mecanismo tenta reduzir pulverização partidária.
Embora haja possibilidade de mudança, já que candidaturas com questionamento judicial não tiveram votos computados ainda, a Rede, de Marina Silva, o PC do B, vice na chapa petista, e o PRTB, aliado a Jair Bolsonaro (PSL), estão entre as siglas. Os eleitos podem trocar de partido. (Eleições 2018 / Pág. A11)

Haddad vai ajustar estratégia, e Bolsonaro, reforçar antipetismo
Para o segundo turno da campanha, Jair Bolsonaro (PSL) pretende fortalecer o discurso antipetista e retomar participação em debates. Ele já passou a usar a seu favor o discurso da governabilidade. A falta de apoio do Congresso deixa de ser questão com o resultado do pleito no Congresso.
Já Fernando Haddad (PT) deve recalibrar estratégia e fazer concessões ao centro. O senador eleito pela Bahia, Jaques Wagner (PT), passa a comandar articulações políticas da campanha. Haddad foi liberado pelo partido para deixar de fazer visitas semanais a Lula, preso em Curitiba. (Eleições 2018 / Pág. A4)

Joel P. da Fonseca
O eleitor sem voto é quem vai decidir esta eleição (Pág. A6)

Bruno Boghossian
Pleito fará Congresso sentir abalos secundários (Pág. A2)

Guru econômico de Jair Bolsonaro teve mudança radical em Chicago ( Pág. A26)

Surpresa em MG, Zema surfa na onda criada por capitão reformado (Pág. A17)

Nos estados, Bolsonaro já conta com o palanque de 12 candidatos (Pág. A15)

Ex-juiz chega ao 28 turno no Rio após gastar metade de seu patrimônio (Pág. A17)

PSDB de São Paulo alega infidelidade e expulsa ex-governador Goldman (Pág. A15)

Presidenciáveis descartam nova constituinte
Os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) durante entrevista ao Jornal Nacional em que os dois amenizaram tom e abriram mão de nova constituinte (Eleições 2018 / Pág. A4)

Após eleição, Bolsa registra recorde nas negociações
Sob influência do desempenho de Jair Bolsonaro (PSL) no primeiro turno da eleição presidencial e dos resultados expressivos de apoiadores do deputado no Congresso, a Bolsa brasileira subiu ontem mais de 4% e atingiu volume recorde de negociação: R$ 28,9 bilhões. O dólar desvalorizou mais de 2% e fechou cotado a R$ 3 ,767. (Mercado A23)

Nobel de Economia vai para pesquisas de sustentabilidade
Os americanos William Nordhaus, da Universidade Yale, e Paul Romer, ex-economista-chefe do Banco Mundial, ganharam o Nobel de Economia. Suas pesquisas contribuíram para a compreensão de fatores que asseguram o crescimento sustentável alongo prazo. (Mercado Pág. A30)

Editorial
Haverá oposição
Sobre a nova composição da Câmara e do Senado.

O ralo do ensino médio
Acerca de reforma dessa etapa da educação básica. (Opinião A2)

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