O Globo

Manchete: Após críticas, Bolsonaro faz aceno ao Congresso
Presidente diz que políticos são ‘o grande problema’ e, mais tarde, que ‘valorizamos, sim, o Parlamento’. Com problemas na articulação política que atrapalham a tramitação das reformas e a aprovação de medidas provisórias no Congresso, o presidente Bolsonaro deu sinais contraditórios de seu relacionamento com os parlamentares. Pela manhã, no Rio, afirmou que “o grande problema” do Brasil “é a nossa classe política”. À tarde, em Brasília, disse que “valorizamos, sim, o Parlamento” O aceno ao Congresso foi feito no lançamento da segunda fase da campanha publicitária sobre a reforma da Previdência. O governo corre o risco de ver caducar a medida provisória 870, que reduziu o número de ministérios e precisa ser votada até 3 de junho. (Página 4)

Brigas internas causam escalada de tensão no PSL
Após as deputadas Joice Hasselmann, líder do governo no Congresso, e Carla Zambelli trocarem ataques no fim de semana, ontem foi a deputada estadual Janaina Paschoal, de São Paulo, que esquentou o clima no PSL, partido de Bolsonaro. Ela discordou dos atos de rua convocados por aliados e ameaçou deixar a sigla. (Página 6)

Maior a multa ambiental, menor o pagamento
Apenas 0,54% do valor das multas ambientas acima de R$ 1 milhão aplicadas pelo Ibama é pago pelos infratores, aponta levantamento dos últimos dez anos. Na Câmara, grupo de parlamentares vai acionar o Ministério Público Federal para que investigue se há negligência administrativa. (Página 8)

Saída da Avianca vai piorar a vida dos viajantes
Caso a Avianca, em crise, pare de operar, viajantes passarão a contar com apenas uma opção de voo direto em ao menos 18 das principais rotas feitas pela companhia aérea, sendo os trechos mais afetados os que partem de Galeão e Guarulhos, avalia a Anac. A previsão é que haja aumento no preço das passagens. (Página 17)

Alvo de guerra comercial, Huawei preocupa varejo
A Huawei, que voltou a operar no Brasil, preocupa o varejo por estar no centro de retaliação comercial imposta pelos EUA à China. (Página 20)

Nova reitora: Denise Pires de Carvalho Jr será nomeada para a UFRJ (Página 23)

Fies: Só 39% das vagas foram preenchidas, a pior taxa desde 2016 (Página 23)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Aliados de Bolsonaro buscam adesão a atos de rua no domingo
Presidente criticou classe política; depois, mudou tom e disse que valoriza Congresso
Enquanto aliados de Jair Bolsonaro buscavam apoio para os atos pró-governo, no domingo, o presidente voltou ontem a culpar parlamentares e “grupos corporativistas” pelos problemas de sua administração. “(O Brasil) E um país maravilhoso, que tem tudo para dar certo, mas o problema é a nossa classe política”, afirmou, se incluindo nela. Depois, mudou o tom e disse que os parlamentares estão empenhados em aprovar a reforma da Previdência. Pelo menos 60 cidades têm manifestações programadas. A pauta de reivindicações, no entanto, provoca divergências. Enquanto o objetivo dos atos é a defesa das reformas da Previdência e administrativa e do pacote anticrime, diferentes grupos pedem uma CPI contra o Judiciário e o enfrentamento do Centrão, entre outros pontos. O Clube Militar, lideranças evangélicas e dos caminhoneiros endossaram as manifestações e pelo menos 19 dos 54 deputados federais do PSL convocaram apoiadores. Em São Paulo, Janaina Paschoal (PSL) criticou os atos e ameaça deixar o partido. (Política/ Págs. A4 e A8)

Mudanças na reforma a partir de projeto do governo
Modificações na reforma da Previdência serão feitas com base na proposta do governo, disse ontem o relator do projeto, Samuel Moreira (PSDB-SP). 0 deputado, que tem discutido o tema com a equipe econômica, descartou a apresentação de projeto alternativo, como sugerido pelo presidente da comissão especial, Marcelo Ramos (PR-AM). Mas admitiu que os parlamentares querem fazer alterações em pontos da proposta, (Economia / Págs. B1 e B3)

Depois de ‘empoderar’, WhatsApp divide caminhoneiros
Motor da paralisação dos caminhoneiros, há um ano, os grupos de WhatsApp também ajudaram a criar desavenças entre eles. Ao mesmo tempo que entenderam o poder que têm sobre a economia, os motoristas não chegam a um acordo sobre novas greves nem se sentem representados pelos que vão a Brasília discutir a situação da categoria. Doze meses depois, não surgiu um líder que consiga unir os caminhoneiros, relata Renée Pereira, que acompanha, desde o ano passado, as discussões em grupos no aplicativo, (Economia/Pág. B6)

Para categoria, situação piorou
Um ano depois, a tabela do frete, principal conquista dos caminhoneiros, não funciona adequadamente e o diesel voltou a subir. Estudo mostra que o rendimento dos donos de caminhão subiu 28%, enquanto o dos autônomos caiu 20%. (Pág. B6)

Covas vai pagar bolsa-trabalho na Cracolândia
O prefeito Bruno Covas (SP) vai retomar o pagamento de uma bolsa-trabalho a dependentes químicos na região da Cracolândia. Na contramão do Planalto e do governador João Doria, o projeto municipal foca na redução de danos, (Metrópole / Pág. A18)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Bolsonaro crítica políticos e depois acena ao Congresso
Após dizer que classe política é maior problema do país, presidente muda o tom
Com dificuldades para articular a aprovação de projetos prioritários do governo, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse que “o grande problema do Brasil é a classe política”. Apesar de ter se incluído na declaração, foi orientado a baixar o tom e fez, no mesmo dia, um aceno para valorizar o Congresso. Em discurso na Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), o presidente repetiu conceitos da mensagem que compartilhou na última sexta (17), segundo a qual o país “é ingovernável sem conchavos” que ele se recusa a fazer. O texto também acusava corporações de boicotar sua gestão. No fim da tarde de ontem, Bolsonaro recebeu um diagnóstico do núcleo moderado do Palácio do Planalto de que suas declarações elevaram a tensão e colocaram em risco pautas governistas. Em seguida, em evento de lançamento da campanha da Previdência, ele indicou a guinada de discurso. “Nós valorizamos, sim, o Parlamento brasileiro, que vai dar palavra final na questão da Previdência”, disse. O governo precisa de votos no Congresso para aprovar nesta semana 11 medidas provisórias prestes a expirar, o que provocaria impacto econômico e em sua estrutura administrativa. (Poder A4)

Governo dá sinais divergentes sobre futuro da reforma
Após Jair Bolsonaro afirmar desejar uma Previdência aprovada com mínimo de alterações, seu porta-voz e o relator do projeto, Samuel Moreira (PSDB-SP), mostraram disposição em negociar. “O governo está aberto a mudanças. Isso é importante”, disse O deputado. (Mercado A16)

Janaina diz que colegas estão cegos e sinaliza saída do PSL
A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL) afirmou que os colegas de partido “estão cegos” e que quer deixar a bancada da legenda na Assembleia Legislativa de São Paulo. Eleita com mais de 1 milhões de votos, a advogada fez críticas nos últimos dias à articulação de uma manifestação convocada para domingo (26) em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). (Poder A12)
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