O Globo

Manchete: Governadores querem que relator mantenha estados na reforma da Previdência. Sem a medida, crise fiscal dos governos regionais se agravaria, e a União teria de socorrê-los, alertam.
Governadores de diversos partidos, do tucano João Doria (SP) ao petista Wellington Dias (PI), alertaram que a exclusão de estados e municípios da reforma da Previdência, como estuda o relator da proposta na Câmara, poderá ampliar a crise fiscal dos governos regionais. Isso criaria inclusive problemas para a União, que teria de socorrê-los. Eles defenderam que o assunto seja resolvido pelo Congresso e prometeram mobilizar as bancadas federais, que resistem a mexer na aposentadoria dos servidores de suas bases eleitorais. O presidente Bolsonaro se alinhou aos governadores, mas afirmou caber ao Parlamento a decisão. O relator Samuel Moreira (PSDB-SP) disse que levará o tema, “polêmico e grave”, aos líderes partidários antes de concluir seu texto. (PÁGINA 31)

Ex-assessores têm dificuldade de explicar trabalho para Flávio
JULIANA DALPIVA
Quatro ex-assessores do hoje senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), todos parentes de sua ex-madrasta Ana Cristina Siqueira Valle, têm dificuldades para comprovar que trabalharam para o então deputado estadual, às vezes por mais de uma década. Eles viviam em Resende, interior do Rio. Alguns nunca tiveram crachá funcional. Um cursou faculdade em tempo integral e morou em outro estado, mesmo lotado no gabinete. Flávio disse que eles eram “qualificados para as funções”, mas não esclareceu o que faziam. (PÁGiNAS 4 e 5)

Serviço público no Rio tem vagas que ninguém quer
Na cidade e no estado do Rio, há escolas, delegacias e postos de saúde com déficit de profissionais porque não há interessados nas vagas. Investigadores temem ser atacados em locais ermos, e professores desistem de pagar do bolso o transporte para chegar a escolas, por exemplo. (PÁGINA 18)

Reflexões em marcha
O que pensam os generais no governo
Marcados pelo fim da ditadura, por missões internacionais e interlocução com civis, os generais que atuam na gestão Bolsonaro temem que tropeços do governo arranhem a imagem que as Forças Armadas construíram desde a redemocratização. (PÁGINAS 12 e 13)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Desempregado sem formação não consegue nem trabalhos básicos
País tem 635 mil pessoas consideradas de difícil recolocação; número deve crescer. Dos 11,8 mil postos de trabalho oferecidos em mutirões de emprego nos últimos dois anos, 60% não foram preenchidos por falta de qualificação dos candidatos. Segundo empresas de recrutamento, a recolocação no mercado de trabalho é mais difícil para quem tem até o ensino fundamental, menos de 20 e mais de 45 anos e está há mais de um ano desempregado. Poucos anos de estudo, falta de conhecimentos básicos em informática e inglês e dificuldade de se expressar são outros obstáculos quando as exigências das empresas aumentam diante da grande oferta de mão de obra e da evolução tecnológica. Nas contas de economistas, 635 mil dos 13,4 milhões de desempregados do País são considerados de difícil recolocação, número que deve saltar para 1,4 milhão na próxima década. (ECONOMIA / PÁGS. B1 e B4)

Eleitor de 2º turno se afasta mais de Bolsonaro
Pesquisa do instituto Ideia Big Data mostra que Jair Bolsonaro vem perdendo mais apoio entre eleitores que votaram nele apenas no segundo turno. O desgaste é maior entre mulheres de 25 a 40 anos, das classes B e C. (POLÍTICA / PÁGS. A4 e A10)
Áudios apontam repasse de R$ 1,8 mi a Paulinho (POLÍTICA / PÁG. A14)
‘Articulação é desanimadora’
Entrevista – Affonso Celso Pastore
Economista diz que Bolsonaro tem a equipe econômica certa, mas falta articulação política. Para ele, além da Previdência, é preciso abrir a economia, reformar o sistema tributário e elevar a competitividade. (ECONOMIA / PÁG. B8)
Colunistas
O STF não pode criar leis
Não é papel do Supremo legislar e, menos ainda, legislar em matéria penal. (PÁG. A3)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Proposta quer limitar MPs editadas pelo presidente
Projeto de senadores reduz número de medidas provisórias a apenas 5 por ano. Antigo desejo de deputados e senadores, a restrição à quantidade de medidas provisórias editadas pelo presidente da República está no topo da lista de ações do parlamentarismo branco que o Congresso promove em meio à desarticulação política de Jair Bolsonaro (PSL). Criadas pela Constituição de 1988 em substituição aos decretos-lei da ditadura, as MPs são o principal instrumento do Executivo para legislar. Têm força de lei, mas precisam ser aprovadas em até 120 dias pelo Congresso para virarem, de fato, uma lei. Não há limite ao seu uso. Proposta de emenda à Constituição, de autoria dos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Antonio Anastasia (PSDB-MG), limitaria as MPs do presidente a cinco por ano e não permitiria que versassem sobre temas que estivessem em tramitação no Congresso. Só nos seus primeiros meses de mandato, Bolsonaro editou 14 medidas provisórias. O número é menor do que o de Michel Temer (MDB) em igual período de sua gestão (23), mas supera os de Dilma Rousseff (PT) no início de seus dois mandatos (13 e 9). (Poder A4)

Relator da reforma cogita tirar estados e municípios
Após reunião com a equipe econômica, Samuel Moreira (PSDB) cogita excluir da reforma aposentadorias de servidores estaduais e municipais, além de não fixar prazo para aprovação de leis ordinárias nos legislativos locais. (Mercado A27)

SP gastou R$ 1,4 bi em 106 obras que hoje estão paradas
A Prefeitura de São Paulo gastou R$ 1,4 bilhão em obras que, por conta da crise econômica, de denúncias de irregularidades ou por mudança de prioridades, acabaram paralisadas, constatou auditoria do Tribunal de Contas do Município. De acordo com o TCM, há 106 obras paradas na cidade. Incluem projetos de saneamento, vias urbanas, escolas, unidades de saúde e parques, entre outros. Em média, os projetos estão sem andamento há cerca de três anos e meio. (Cotidiano B1)
Filosofia é pilar em academia onde Bolsonaro estudou
Vistas como secundárias pelo presidente, as disciplinas de filosofia e sociologia são consideradas essenciais na grade curricular dos oficiais na Academia Militar das Agulhas Negras, onde ele teve sua primeira formação na carreira militar. (Cotidiano B3)
Sexo, mentiras e tá ok
De ‘golden shower’ a piada de japonês, a obsessão fálica de Jair Bolsonaro (Ilustríssima p.4)
Samuel Pessôa
Pibinho e conflito distributivo
Com déficits seguidos e dívida pública em trajetória explosiva, o Congresso se recusa a arrumar a política fiscal. A reforma da Previdência não anda. Novos impostos não são criados. Assim, o investimento não voltará. (Mercado A30)
Bruno Boghossian
Moda do atraso em Brasília
A Câmara gastou 30 minutos na última semana batendo boca sobre trocar ou não o termo “gênero” por “sexo” em cadastros do INSS, como se isso fizesse diferença. “É uma casa de loucos”, resumiu um deputado. (Opinião A2)
Editorial
Cuidado como vão
Sobre alta da desigualdade com paralisia econômica. (Opinião A2)

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