Ex-militares treinam bandidos com táticas do Exército no Rio
Eles recebem R$ 5 mil/hora para ensinar noções de confronto e manejo de armas
Ex-paraquedistas e ex-fuzileiros navais estão treinando homens do crime organizado no Rio conforme as táticas usadas pelas Forças Armadas, revela Roberto Godoy. Por até R$ 5 mil a hora, eles preparam bandidos para usar com eficiência fuzis, pistolas e granadas. Também ensinam noções de confronto em terrenos irregulares – como as favelas cariocas – e a estabelecer rotas de fuga. Eles formam grupos pequenos e usam campos de treino móveis, para dificultar a localização.
A “assessoria” já foi detectada em seis comunidades. O treinamento ficou evidente depois de um cerco feito na Rocinha, há cinco meses, quando traficantes armados “seguiam claros padrões profissionais, até no gestual de comando”, disse um oficial do Exército. Os serviços de inteligência das Forças Armadas têm como prioridade encontrar os pontos de exercício, e uma possibilidade em consideração é usar drones para reforçar as buscas. .
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O Globo

Manchete : Exército levará ação social às favelas, diz general
Novo secretário de Segurança defende o fim dos confrontos
‘O enfrentamento é quase uma lei de ação e reação. É um círculo vicioso, que precisa ser rompido’
Elenilce Bottari e Gabriela Goulart
Em sua primeira entrevista, o novo secretário de Segurança do Rio, general Richard Nunes, trocou a farda por terno e gravata, defendeu o fim dos confrontos e anunciou que os militares farão ações sociais nas comunidades. “Se os índices de criminalidade de uma área estão controlados, é o momento de atrair a atuação do Estado” Nunes citou a Vila Kennedy como exemplo de futuras ações. Ontem, a comunidade foi alvo de mais uma operação do Exército para retirada de barricadas, a primeira sem policiais. O secretário descartou novas ocupações militares e cobrou mobilização contra a receptação de carga roubada. (Págs. 9 a 11)

Logística de militares recebeu mais recursos do que saúde e educação
O programa Rio+Social, da prefeitura, destinou R$ 697,98 milhões à saúde e educação em favelas com UPP, de 2009 a 2016. No período, as Forças Armadas gastaram R$ 706 milhões
em apoio a ações de segurança no estado. (Pág. 10 e 11)

Aqui, como no Haiti
Haitianos que viram a presença dos militares brasileiros em seu país agora vivem a intervenção no Rio. Aqui, também se encontram em condições miseráveis. (Pág. 15)

Setor de serviços não é mais o vilão da inflação
Diante da crise, prestadores de serviços seguraram preços, e economistas avaliam que a inflação do setor deve fechar o ano em 3%, no menor patamar em quase 20 anos. Em outro fenômeno da recessão, mais domésticas procuram trabalho e se tornam alternativa de serviço mais em conta que o oferecido pelas creches. (Págs. 29 e 30)

Primeiras ações rumo a julgamento
O ministro do STF Celso de Mello diz que vai liberar para julgamento até abril as ações da Lava-Jato que envolvem os parlamentares Nelson Meurer e Gleisi Hoffmann. (Pág. 3)

Abandonados pela família
Um em cada três idosos no Brasil vive sozinho, a maioria no que especialistas chamam de isolamento social. A solidão aumenta em 14% o risco de morte, segundo estudo. (Pág. 38)

Merval Pereira
Voluntarismo confronta tradição de grandes partidos. (Pág. 4)

Miriam Leitão
Doador de dinheiro sujo sabe que agora CEO vai para a cadeia. (Pág. 30)

Elio Gaspari
Até agora, a ‘jogada de mestre’ de Temer é teatro medíocre. (Pág. 6)

Lauro Jardim
Pezão deverá ser o 1° governador denunciado pela Lava-Jato. (Pág. 2)

Ancelmo Gois
Diminui o número de contribuintes da Previdência. (Pág. 14)

Dorrit Harazim
O ano eleitoral de 2018 se apresenta especialmente tóxico. (Pág. 18)

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O Estado de S. Paulo

Manchete : Ex-militares treinam bandidos com táticas do Exército no Rio
Eles recebem R$ 5 mil/hora para ensinar noções de confronto e manejo de armas
Ex-paraquedistas e ex-fuzileiros navais estão treinando homens do crime organizado no Rio conforme as táticas usadas pelas Forças Armadas, revela Roberto Godoy. Por até R$ 5 mil a hora, eles preparam bandidos para usar com eficiência fuzis, pistolas e granadas. Também ensinam noções de confronto em terrenos irregulares – como as favelas cariocas – e a estabelecer rotas de fuga. Eles formam grupos pequenos e usam campos de treino móveis, para dificultar a localização.
A “assessoria” já foi detectada em seis comunidades. O treinamento ficou evidente depois de um cerco feito na Rocinha, há cinco meses, quando traficantes armados “seguiam claros padrões profissionais, até no gestual de comando”, disse um oficial do Exército. Os serviços de inteligência das Forças Armadas têm como prioridade encontrar os pontos de exercício, e uma possibilidade em consideração é usar drones para reforçar as buscas. (Metrópole / Pág. A16)

Tiroteios
alerta no celular Grupo de amigos abastece o aplicativo Onde Tem Tiroteio (OTT-RJ) que alerta, em tempo real, pelo celular, locais de tiroteio e ataque a ônibus no Rio. (Pág. A18)

No museu da Lava-Jato
Petrobrás quer usar obras apreendidas na Lava Jato – que vão de Salvador Dalí a Di Cavalcanti e estão em museu em Curitiba – para ressarcir prejuízos aos seus cofres. POLÍTICA / (Pág. A6)

Fim de contribuição afeta sindicato patronal
Estabelecido com a reforma trabalhista, em vigor desde novembro, o fim da contribuição sindical obrigatória prejudica também as contas dos sindicatos de empregadores. Enquanto tentam convencer as empresas da importância do pagamento ou conseguir a cobrança compulsória na Justiça, entidades cortam funcionários e despesas para se adaptar à nova realidade orçamentária. A queda na arrecadação chega a até 70%. (Economia / Págs. B1 e B3)

Meirelles pode ser vice na chapa de Alckmin
A jogada mais pragmática da corrida eleitoral está em gestação: uma chapa encabeçada por Geraldo Alckmin, do PSDB, com Henrique Meirelles como vice, pelo MDB, informa Eliane Cantanhêde. As conversas avançam e, na sexta-feira, o encontro de Fernando Henrique Cardoso com o presidente Michel Temer pode ter reforçado a costura. O eventual acerto reativaria a aliança entre os dois partidos, interrompida nos governos do PT. (Política / Pág. A6)

Itália vota hoje sob a sombra de Berlusconi
Com as eleições de hoje, a Itália pode voltar para as mãos da direita populista, sob a marca do ex-primeiro- ministro Silvio Berlusconi. (Internacional / Págs. A9 e A10)

Ex-presidente do TCE girou R$ 23 mi, diz Coaf (Política / Pág. A4)

Fernando Henrique Cardoso
A intolerância na política
Os ânimos andam cada vez mais acirrados, tratando as diferenças como inimizades. (Espaço Aberto / Pág. A2)

Vera Magalhães
Coturno em alta As Forças
Armadas vivem momento de maior protagonismo desde a redemocratização. (Política / Pág. A8)

Celso Ming
Como bancar a saúde dos idosos
Em 2030, o Brasil terá mais idosos do que crianças, projetam as estatísticas do IBGE. (Economia / Pág. B2)

Notas & Informações
Um farol para a reconstrução
Aderrocada do lulopetismo abriu uma enorme janela de oportunidade para o País se recompor dos desatinos de governos populistas. (Pág. A3)

A perigosa doidice de Trump
A doidice de Donald Trump pode ter um custo enorme para o sistema internacional. (Pág. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete : STF livra condenado na 2-instância em 23% dos casos
Ministros ignoram entendimento da própria corte em decisões sobre prisão
Ministros do Supremo Tribunal Federal contrariaram orientação da maioria de seus integrantes em 23% dos casos de condenados em segunda instância que recorreram à corte para se livrar da prisão nos últimos dois anos.
Análise da Folha em 390 pedidos de habeas corpus examinados pelo STF no período mostra que magistrados suspenderam ordens de prisão ou mandaram soltar condenados em 91 deles.
As decisões foram individuais, tomadas antes do julgamento nas duas turmas em que os ministros se reúnem. Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski foram responsáveis por 72 das 91. Há divisão entre os magistrados, e a presidente do STF, Cármen Lúcia, tem sofrido pressão de colegas para recolocar o tema em pauta.
Em 2016, por 6 votos a 5, a corte fixou o entendimento de que tribunais de segunda instância podem executar a pena mesmo quando o condenado ainda puder recorrer. Um novo julgamento poderia mudar a orientação do STF sobre o tema e influir no destino do ex-presidente Lula (PT), condenado em janeiro — ele pode ter a prisão decretada em breve. (Poder A4)

País descumpre plano criado em 2012 para evitar desastre natural
Cinco anos e meio depois do lançamento de plano nacional de resposta a desastres naturais, políticas públicas na área estão ameaçadas por cortes em orçamentos e redução de equipes.
Promessas, como investir R$ 15,6 bilhões em prevenção, não foram cumpridas. Em 2011, no Rio, mais de 900 pessoas morreram no pior desastre natural da história do Brasil. (Cotidiano B1)

Jungmann tenta retomar lugar de destaque na política (Poder A6)

Empresas abrem vagas apenas para maiores de 50
AO SEU TEMPO VIDA DURA
Na esteira do envelhecimento da população, empresas mudaram a mentalidade em relação à contratação de pessoas com mais de 50 anos. Contribui para isso a visão de que mais velhos têm habilidades que os diferenciam, como melhor trato com clientes e menores taxas de absenteísmo. (Mercado A26)

Na cadeia com Maluf
Eu visitei Paulo Maluf na prisão, narra Mônica Bergamo. 0 ex-prefeito parece ainda mais velho e divide cela de cerca de 10 m2 com três detentos. Diz que não sabe bem por quais crimes os colegas foram condenados. “A regra aqui é ‘Don’t ask, don’t tell’ [não pergunte, não conte].” (Poder A12)

George Soros
Redes sociais são ameaça à liberdade de pensamento
Empresas obtêm luao ao explorar ambientes. As de rede social exploram o ambiente social. Isso é nefasto porque elas influenciam o modo como as pessoas pensam e se comportam sem que estas estejam cientes. (Ilustríssima pág. 6)
GEORGE SOROS é presidente do conselho da Soros Fund Management.

Editorial
“Sete anos perdidos”, sobre a estagnação da renda per capita do país nesta década e em defesa de reformas para a busca do desenvolvimento. (Opinião A2)

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