O Globo

Manchete : Redes sociais e Moro são trunfos de bolsonaro
A LA TRUMP, PRESIDENTE ELEITO DEVE RECORRER A ‘PRESSÃO DIGITAL’ SOBRE CONGRESSO
Com média de 17 publicações por dia no Facebook e no Twitter, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, já desenha uma estratégia para usar duas de suas principais forças na relação com o Congresso, especialmente quando temas polêmicos entrarem em pauta. A comunicação por redes sociais, com abordagem diferente da usada nas mídias tradicionais, será um gatilho para fazer avançar votações difíceis.
A estratégia já é usada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que concentra mensagens políticas na internet e usa o Twitter para antecipar o tom de negociações importantes e mandar recados, surpreendendo até subordinados. O segundo instrumento de Bolsonaro é a presença de Sergio Moro na Esplanada, para inibir pedidos de cargos em troca de votos. (Págs. 4 e 5)

Enem: Uma década da prova que mudou o caminho para a universidade (Pág. 40)

Com Lava-Jato no fim, substituto de Moro julgará Lula
A Operação Lava-Jato, prestes a completar cinco anos, perdeu força no Paraná, mas ainda tem 30 ações por julgar na 13a Vara Federal. As duas mais importantes têm Lula como réu. O juiz que substituir Sergio Moro terá menos chances de atuar. Muitas investigações já migraram para outros estados. (Pág. 8)

Eleição brasileira muda eixo político na América Latina
A eleição de Jair Bolsonaro sacudiu a política regional na América Latina. Uma nova liderança do Brasil, resgatando protagonismo perdido desde 2013, poderá ser exercida em um eixo com Colômbia,Chile e Argentina, isolando os bolivarianos, relata Janaína Figueiredo. (Pág. 37)

Hora de melhorar a qualidade do serviço público
O país precisa de uma reforma administrativa que garanta qualidade aos serviços públicos, defendem Ana Carla Abrão Costa , Armínio Fraga e Carlos Ari Sundfeld. Os pilares da reforma seriam o planejamento, a avaliação de desempenho e o fim da pulverização excessiva de carreiras. (Pág. 34)

Após reforma, ações trabalhistas têm queda de 36,5%
A reforma trabalhista, que entrou em vigor há um ano, ajudou a reduzir em 36,5%, de janeiro a agosto de 2018, o volume de novas ações na Justiça do Trabalho, induzindo também o aumento do número de acordos extrajudiciais. Já as contratações com carteira assinada caíram 1%. (Pág. 31)

Cai a ficha de WITZEL. Governador eleito ajusta promessas à realidade
Depois de conversar com o governador Pezão e de ter acesso aos números das contas do estado, o governador eleito, Wilson Witzel, diz que espera tirar o Rio da calamidade financeira até 2022. Ele afirma que o servidor será vigiado e que haverá um Disque-Corrupção. O Plano de Demissão Voluntária ficará para 2020. (Pág. 15)

Austeridade marca estreia do Novo em Minas (Pág. 7)

Elio Gaspari
Moro lustrou a biografia de Bolsonaro (Pág. 10)

Merval Pereira
Congressista deveria renunciar ao virar ministro (Pág. 2)

Miriam Leitão
Governo terá que escolher sua agenda prioritária (Pág. 32)

Ascânio Saleme
Só reduzir ministérios não enxuga gastos (Pág. 12)

Lauro Jardim
Moro quer enterrar ideias caras ao governo (Pág. 6)
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O Estado de S. Paulo

Manchete : Moro vai levar integrantes da Lava Jato para o governo
Juiz quer agentes de PF e Receita atuando em ministério, que terá orçamento de R$ 4,8 bi, o maior da década
O juiz Sérgio Moro vai levar para o Ministério da Justiça integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato. A intenção é ter principalmente nomes da Polícia Federal e da Receita Federal atuando na pasta, que passará a comandar a Segurança Pública. Moro afirmou a interlocutores que não está descartada a hipótese de convidar algum membro do Ministério Público Federal, mas admite que a participação de representantes desse braço da Lava Jato será mais difícil porque seria necessário que o convidado pedisse exoneração do órgão.
O juiz deve começar a analisar a estrutura do “superministério” assim que receber os dados da equipe de transição. Seu plano é englobar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), ligado à Receita. Para colocar em prática a promessa de uma “agenda anticorrupção e anticrime”, ele terá orçamento de R$ 4,8 bilhões em 2019, o maior da década. (Política / Pág. A4)

Coluna do Estado
As ações em que Jair Bolsonaro é réu por injúria e incitação ao estupro por ofender a deputada Maria do Rosário só devem ser analisadas após o mandato de presidente, avaliam integrantes do STF. (Pág. A4)

STF prevê protagonismo maior em novo governo
A chegada de Jair Bolsonaro ao Planalto não representa risco à democracia, mas fará o Supremo Tribunal Federal (STF) ganhar protagonismo ainda maior nas discussões do País, avaliam ministros ouvidos pelo Estado. Expectativa é de que atritos com outros Poderes aumentarão na defesa de direitos de minorias e em temas como posse de armas e voto impresso. (Pág. A6)

Disputa acirrada
ELEIÇÃO DECIDIDA POR 1 VOTO
Com 2,8 mil habitantes, Três Ranchos (GO) é um dos dois municípios do País em que Jair Bolsonaro venceu Fernando Haddad por apenas um voto. “Eu desempatei a eleição na cidade”, disse a aposentada Rita Marques, que no primeiro turno votou em branco e no segundo, no candidato do PSL. (Pág. A5)

Europeus tentam apressar acordo com o Mercosul
Com a vitória de Jair Bolsonaro, a União Europeia tenta fechar acordo comercial com o Mercosul ainda na gestão Temer, segundo o presidente da delegação do Parlamento Europeu para relações com o Mercosul, Francisco Assis. Durante a campanha, Bolsonaro defendeu acertos bilaterais. (Economia / Págs. B1 e B4)

Hora de reformar o RH do Estado
Não haverá como o Brasil crescer sem elevar a produtividade do setor público. A mudança deveria incluir a avaliação de desempenho dos servidores. (Pág. B6)

Kassab coloca general na presidência dos Correios (Política / Pág. A6)

Fernando Henrique
A consolidação de um radicalismo de centro requer a pavimentação de alianças no círculo político e na sociedade. (Espaço Aberto / Pág. A2)

Eliane Cantanhêde
Seria grosseiro tratar Mourão como folclórico. Suas falas são sobre coisas sérias, num País onde vices não são apenas enfeite. (Política / Pág. A6)

Notas & Informações
Os desesperados
Os petistas prometem “construir uma frente de resistência pelas liberdades democráticas”, como se o País estivesse às portas da ditadura. (Pág. A3)

Como piorar o que é ruim
Mudanças na política para o setor automotivo são demonstração de como parlamentares conseguem deturpar iniciativas do Poder Executivo. (Pág. A3)
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Folha de S. Paulo

Manchete : País tem 41 casos de agressão à liberdade de ideias em 1 ano
Levantamento inclui episódios de censura e autocensura e mostra que maioria tem origem na Justiça
O Brasil teve ao menos 41 agressões à liberdade de expressão, com casos de censura e de autocensura, desde setembro de 2017, relata Rogério Gentile. A maioria (24) teve origem na Justiça, mostra levantamento da Folha.
Durante a campanha presidencial, o TSE proibiu a veiculação de críticas de Jair Bolsonaro (PSL) às urnas e vetou propaganda do PT que trazia uma entrevista de 1999 na qual o presidente eleito defendia a tortura.
A Folha também foi proibida por Luiz Fux (STF) de fazer entrevista com Lula na prisão e publicá-la. À época da decisão contra Bolsonaro, a chefe do TSE, Rosa Weber, disse que críticas são legítimas, mas que há limites.
A cultura foi outro alvo de atentados à livre manifestação do pensamento. Só em São Paulo, uma peça de teatro foi proibida, um documentário deixou de ser exibido e jovens foram impedidos de entrar numa exposição.
“À liberdade de expressão é um fator estruturante da sociedade democrática, mais importante até que as eleições periódicas”, diz o diretor da Faculdade de Direito da LlSR Floriano de Azevedo Marques Neto. (Poder A4 e A6)

Enem começa hoje com redação e prova de humanas para 5,5 mi de inscritos (Cotidiano B3)

Bolsonaro fez até 10 ataques à imprensa por semana
Na reta final da campanha, Jair Bolsonaro intensificou ataques à imprensa em redes sociais, pronunciamentos e entrevistas. Outubro concentrou um terço (45) dos 129 ataques registrados desde o início do ano. A Folha foi o alvo preferencial do capitão reformado até agora. (Poder A5)

Ministro de Temer, Kassab nomeia general para os Correios (Mercado A18)

Eleito enfrentará desafios em todas as etapas do ensino
Os desafios de Jair Bolsonaro na educação se estendem por todas as etapas do ensino, desde a creche — menos de um terço das crianças de até 3 anos está matriculada. Entre os jovens de até 19 anos, apenas 59,2% concluíram o ensino médio, (Cotidiano B1)

Nova República chegou ao fim, diz historiadora
A eleição de Jair Bolsonaro marca o fim da Nova República, iniciada em 1985, afirma Maud Chirio,37, especialista em história da direita brasileira. “Muitos fatores levam a pensar que o projeto que o impulsiona rejeita a Constituição de 1988”, diz. (Ilustríssima 4)

Entenda porque o mundo inteiro quer se livrar dos canudos de plástico (Ambiente B6)

Editorial
Teste na Previdência
Acerca de opções de reforma para o novo governo.

Maduro na berlinda
Sobre consequências da ascensão de Bolsonaro. (Opinião A2)
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