O Globo

Manchete : O Brasil de cara com o voto
BOLSONARO GANHA PONTOS, E HADDAD MANTÉM 2º LUGAR
Na eleição que ficará marcada pela polarização inédita, mais de 147,3 milhões de brasileiros vão às urnas hoje para escolher pela oitava vez desde a redemocratização o presidente do país, além de 27 governadores, 54 dos 81 senadores, 513 deputados federais e milhares de deputados estaduais. Na campanha presidencial, Bolsonaro ganha pontos no Ibope e no Datafolha, e Haddad mantém a segunda colocação. (PÁGINAS 4 a 36)

Bolsonaro (PSL) DATAFOLHA 40%
IBOPE 41%
A campanha ancorada nas redes sociais abraçou o antipetismo e ganhou força depois do atentado a faca que o tirou das ruas.

Haddad (PT) DATAFOLHA 25%
IBOPE 25%
Substituto de Lula, condenado em segunda instância e barrado pela Ficha Limpa,ligou ao máximo sua imagem à do ex-presidente

Ciro (PDT) DATAFOLHA 15%
IBOPE 13%
Nas últimas semanas tentou se distinguir dos rivais ao se apresentar como o candidato da terceira via,capaz de derrotar os extremos

Alckmin (PSDB) DATAFOLHA 8%
IBOPE 8%
Candidato com mais tempo de TV graças às alianças,não decolou e chega ao fim da eleição como o tucano menos votado desde 1989

Eleições 2018
EXÉRCITO DIGITAL
Bolsonaro e filhos montaram rede com 1.500 grupos no WhatsApp

JUSSARA SOARES, PÁGINA 12
DUPLA IDENTIDADE
Haddad, dividido entre as vantagens e o peso de ser o herdeiro de Lula

SÉRGIO ROXO, PÁGINA 13
JUSTIÇA
Na TV, Rosa Weber, presidente do TSE, defende urnas e democracia PÁGINA 6

CONTRA A MENTIRA
Fato ou Fake desmentiu 50 boatos e checou mais de 650 falas de candidatos PÁGINA 15

SÁTIRA POLÍTICA
Vídeos de Adnet imitando candidatos têm mais de 20 milhões de acessos PÁGINA 28

RIO
Romário e Witzel disputam vaga no 2º turno contra Paes PÁGINA 9

Colunistas
ASCÂNIO SELEME
Perguntas que devemos fazer a caminho da urna (PÁGINA 17)

LAURO JARDIM
Ana Amélia, vice de Alckmin, não quis atacar o capitão (PÁGINA 6)

BERNARDO MELLO FRANCO
A eleição nunca foi tão incerta (PÁGINA 3)

Editorial
VOTO É RENOVAÇÃO DE COMPROMISSO COM A DEMOCRACIA (PÁGINA 2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete : Propostas ficam em 2° plano na eleição do ‘voto contra’
POLARIZAÇÃO INÉDITA ENTRE BOLSONARO E HADDAD ELEVA TOM DE ATAQUES E OFUSCA DEBATE DE IDEIAS
Pela primeira vez em uma campanha presidencial desde 1994, a polarização eleitoral na disputa pelo Palácio do Planalto não tem um ator, o PSDB, que deu lugar, segundo as pesquisas de intenção de voto, ao capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL). No outro polo, o PT, sem seu principal nome, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba, escalou o ex-prefeito de SP Fernando Haddad. Os dois, apesar de serem líderes das pesquisas, apresentam altos índices de rejeição, o que leva muitos eleitores hoje a optar por um “voto contra” um ou outro. Após a campanha presidencial mais curta da história do País – foram apenas 35 dias – e num ambiente dominado por radicalismos, fake news e até um atentado a faca a um dos candidatos, os brasileiros vão às urnas hoje sem ouvir propostas detalhadas para os desafios a serem enfrentados pelo próximo presidente. As reformas para sanar o rombo nas contas públicas, a Previdência e a cobrança de impostos ficaram em segundo plano. (POLÍTICA / PÁGS. A4 a A18)

Exército vê em Toffoli garantia da eleição
Para o Alto-Comando do Exército, o presidente do STF, Dias Toffoli, tem papel fundamental na garantia do equilíbrio da eleição. (PÁG. A19)

SP deve ter segundo turno após 16 anos
Com uma disputa acirrada, a campanha para o governo de São Paulo chega à votação em condições que não se apresentavam desde 2002. João Doria (PSDB), Paulo Skaf (MDB), Márcio França (PSB) e Luiz Marinho (PT) trazem grandes chances de provocar o segundo turno, como há 16 anos. Desde então, as demais eleições foram definidas no primeiro turno. (PÁG. A24)

Ao menos dez Estados devem definir eleição hoje (POLÍTICA / PÁG. A23)

Perfis
Bolsonaro, do ‘baixo clero’ à liderança nas pesquisas

O ‘plano B’ Haddad tenta levar o PT ao 2º turno

Ciro, o ‘tatu em cima do toco’, eleva cacife político

Campanha ‘padrão Geraldo’ renova sua fé nos indecisos

A difícil ‘frestinha’ que Marina quer atravessar
(PAGS. A10, A12, A13 e A16)

Colunistas
Fernando Henrique
É preciso insistir em nossos valores, a democracia entre os principais. (ESPAÇO ABERTO / PÁG. A2)

Eliane Cantanhêde
O confronto é entre duas seitas, lulistas e bolsonaristas, mas viva a democracia! (POLÍTICA / PÁG. A6)

Vera Magalhães
A arma para enfrentar corruptos e demagogos é a mesma: a Constituição. (POLÍTICA / PÁG. A8)

Entrevistas
Leandro Karnal
Para historiador, “urnas não são lógicas nem quando votam à esquerda nem à direita”. (POLÍTICA / PÁG. A15)

Roberto DaMatta
Antropólogo diz que “brasileiros votam para a frente, mas olhando para o passado”. (POLÍTICA / PÁG. A14)

Notas&Informações
Por um pacto nacional
É preciso que haja sabedoria suficiente para que a escolha do eleitor, qualquer que seja ela, seja o prenúncio da concórdia nacional e da retomada do crescimento sustentável. (PÁG. A3)

Pior do que a Venezuela
O programa de governo do PT expõe a vocação autoritária de seus praticantes. (PÁG. A3)
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Folha de S. Paulo

Manchete : Bolsonaro lidera; vantagem de Haddad sobre Ciro diminui
Pesquisa Datafolha realizada na sexta e no sábado mostra que 22% dos eleitores ainda podem mudar seu voto
Nova pesquisa Datafolha mostra que o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) lidera a disputa com 40% dos votos válidos, seguido pelo ex-prefeito petista Fernando Haddad( 25%). Na reta final, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) oscilou dois pontos percentuais e chegou a 15%. A pesquisa foi feita ontem (6) e anteontem (5). A pesquisa sugere que haverá segundo turno e indica que 22% dos eleitores podem mudar o voto. Para vencer hoje, Bolsonaro precisa atingir a maioria dos votos válidos. Com fala agressiva, conservadora e antipetista, o capitão reformado Bolsonaro, 63, beneficia-se da crise que desde 2013 desgasta os partidos mais estabelecidos. De poucos recursos, sua campanha foi feita, até agora, baseada nas redes sociais. Teve a visibilidade impulsionada após o atentado a faca sofrido em Juiz de Fora (MG). Haddad, 55, tenta frear Bolsonaro com o capital eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva, que cumpre pena de prisão em Curitiba por corrupção. A fuga do centro esvaziou o postulante tucano, Geraldo Alckmin, 66, que está com 8%. O PSDB venceu ou disputou o segundo turno nas últimas seis eleições presidenciais. A ex-ministra Marina Silva (Rede),60, terceira colocada em 2014, viu sua candidatura murchar para apenas 3% das intenções de voto. Na disputa mais incomum desde 1989, o Brasil vota hoje também para governador, senador e deputados federal e estadual após recessão que encolheu em 8% a renda per capita. (Eleições 2018 A4)

Eleições 2018
Em SP, tucano Doria tem 33%, Skaf (MDB), 26% e França (PSB), 20% (A11)

No RJ, Paes (DEM) lidera com 27%; Romário e Witzel empatam (A11)

MG: Pimentel (PT) e Zema (Novo) disputam ida para o 2º turno (A11)

Paulo Câmara (PSB) tem 52% e pode ser eleito já no 1º turno em PE (A11)

No DF, três candidatos tentam vaga contra Ibaneis (MDB) (A11)

Suplicy, Mara e Olimpio disputam 2 vagas para o Senado em SP (A11)

Flavio Bolsonaro (PSL) lidera corrida ao Senado pelo RJ com 23% (A11)

Painel
Se for para o 2º turno, Haddad (PT) deve exibir família e religiosidade (A4)

Bruno Boghossian
Sem plano sensato, país continuará brigando à beira do abismo (A2)

Editoriais
Ela merece respeito
Sobre apoio recorde à democracia no eleitorado (A2)

Mais forte, mais fracos
Acerca de eleição legislativa e poder do Congresso (A2)
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