O Globo

Manchete : Na reta final, campanhas miram estados do Sudeste
Bolsonaro e Haddad querem aumentar teto de votação no maior colégio eleitoral do país
A uma semana do primeiro turno das eleições presidenciais, os quatro candidatos mais bem colocados nas pesquisas —Bolsonaro (PSL), Haddad (PT), Ciro (PDT) e Alckmin (PSDB) — vão priorizar o Sudeste, maior colégio eleitoral do país. Os dois primeiros querem elevar seus tetos na votação e deter o avanço de rivais. Para isso, Haddad se dividirá entre Rio, São Paulo e Minas, estados onde Bolsonaro pontua acima da média nacional. Aliados do capitão investem no interior de São Paulo, reduto de Alckmin. O tucano vai a Minas, e Ciro, convalescente, passará mais tempo na capital paulista e fará o encerramento no Ceará. (PÁGINA 8)

Constituição 30 anos – Constituintes e presidenciáveis querem mudar o texto de 1988
Já alterada 99 vezes, a Constituição promulgada em 1988 é alvo de críticas de seus próprios autores, como Fernando Henrique e Nelson Jobim. A mudança começa na eleição: os candidatos à Presidência têm propostas — como as reformas tributária, política e da Previdência — que dependem de alterar a Carta. (PÁGINAS 12 e 13)

Mulheres nas ruas contra Bolsonaro
CANDIDATO, QUE DEIXOU HOSPITAL, É ALVO DE PROTESTOS
O candidato Jair Bolsonaro (PSL) foi alvo de protestos em pelo menos 12 estados, sendo os maiores no Rio e em São Paulo, no dia em que teve alta hospitalar. Os passageiros do voo que o trouxe ao Rio se dividiram entre aplausos e vaias. Em dez estados, foram realizados atos a favor do candidato, embora menos concorridos que os contrários a ele. (PÁGINAS 4 e 5)

Jovens desalentados e fora da escola já somam 1,4 milhão
O número de jovens de 15 a 29 anos que não estudam nem trabalham e também desistiram de procurar emprego triplicou em quatro anos. Saltou de 445 mil em 2014 para 1,4 milhão em junho deste ano, de acordo com estudo do IDados baseado na Pnad do IBGE. (PÁGINAS 27 e 28)

Hospitais elevam gastos, mas caem os atendimentos (PÁGINA 18)

Cresce número de brasileiros que investem lá fora (PÁGINA 29)

Colunistas
MÍRIAM LEITÃO
Petrobras precisa ser blindada contra corrupção (PÁGINA 28)

ELIO GASPARI
PT deve refletir sobre falta de autocrítica (PÁGINA 15)

LAURO JARDIM
Bispo Macedo troca Alckmin por Bolsonaro (PÁGINA 6)

MERVAL PEREIRA
Haddad tem os maiores custos de governabilidade (PÁGINA 2)

ASCÂNIO SELEME
Headhunter faz seleção entre os candidatos (PÁGINA 16)

BERNARDO MELLO FRANCO
O caminho do autoritarismo (PÁGINA 3)

Editorial
O CENÁRIO DA EXPLOSÃO FISCAL ESTÁ PRONTO (PÁGINA 2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete : Fraco na disputa para presidente, centro é favorito em 16 Estados
Partidos da base de apoio de Michel Temer e PSDB estão na frente nas pesquisas
Estagnado nas pesquisas para a Presidência e distante da polarização entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), o centro do espectro político- eleitoral lidera em intenções de voto em mais da metade dos 26 Estados brasileiros e deverá ser decisivo na disputa pelo Planalto. Segundo levantamento feito pelo Estado, partidos da base de apoio do presidente Michel Temer, somados ao PSDB – que integrou o bloco governista até o fim de 2017 –, são favoritos para vencer as eleições para os governos de 16 Estados, entre eles SP, RJ e MG. As coligações de Bolsonaro e de Haddad lideram só seis disputas estaduais – quatro com o PT, uma do PCdoB e uma do PROS. Em 2014, as alianças que foram para o segundo turno da eleição presidencial elegeram 23 dos 27 governadores. Para cientistas políticos, os chefes dos executivos estaduais podem desempenhar papel de contrapeso e moderação a partir de 2019. (POLÍTICA / PÁG. A4)

DEM se fortalece
Pesquisas mostram que o partido deve eleger os governadores de GO, MT e RJ. Somados, esses Estados têm 26,8 milhões de habitantes. (PÁG. A4)

MDB caminha para manter predomínio no Senado
Se as pesquisas de intenção de voto se confirmarem, a maior bancada do Senado, outra vez, ficará com o MDB, que comanda a Casa há 17 anos e agora tem o presidente da República mais impopular da história. Levantamento feito pelo Estado mostra que a sigla tem chances de manter os 18 senadores ou até somar um parlamentar ao grupo. Renan Calheiros (AL) e Jader Barbalho (PA) lideram pesquisas. (POLÍTICA / PÁG. A8)

Rolf Kuntz
Quando se examinam os planos dos candidatos à Presidência para reanimar a economia, velhos vícios ficam evidentes. (PÁG. A12)

‘Até agora gastei R$ 700 na minha campanha’
Cabo Daciolo – PATRIOTA
O candidato Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, 42 anos, pastor evangélico, ex-salva-vidas no Rio, diz que será eleito presidente. E já faz planos. “A primeira semana será de cara a semana da adoração. Vamos adorar a Deus. No oitavo dia vai ter uma auditoria pública, os mais de 14 milhões de desempregados da nação vão ser abraçados pelo presidente”, diz. (POLÍTICA / PÁG. A13)

Empresas em recuperação devem R$ 455 bi em impostos
Levantamento do Instituto Nacional de Recuperação Judicial mostra que a dívida fiscal das empresas em recuperação nas esferas municipal, estadual e federal soma R$ 455 bilhões até setembro, alta de 20% em relação a dezembro de 2017. O valor equivale a dois anos do orçamento do Estado de SP. (ECONOMIA / PÁG. B1)

Unidos até que a eleição os separe
Pela primeira vez em 40 anos de casamento, José Luiz e Nilza Costa vão votar em candidatos diferentes. Ele vai de Jair Bolsonaro (PSL). Ela, de João Amoêdo (Novo). Análise das pesquisas eleitorais mostra que, desde as eleições de 1994, homens e mulheres nunca votaram de forma tão distinta. (POLÍTICA / PÁG. A10)

Vera Magalhães
Um País como refém
A polarização do 1º turno é resultado do plano que Lula traçou antes de ser preso e executou com maestria do cárcere. (POLÍTICA / PÁG. A10)

Eliane Cantanhêde
PT versus PSDB
Há dois anos, o PT estava liquidado enquanto o PSDB invadia o “cinturão vermelho”. O mundo dá voltas e tudo se inverteu. (POLÍTICA / PÁG. A8)

Notas&Informações
Eleição na Terra do Nunca
A sociedade parece viver o auge de sua adolescência, como comprova a renitente recusa a encarar a vida sem nutrir a ilusão de que existe prosperidade sem sacrifício. (PÁG. A3)

Irresponsabilidade
Causou espécie o momento escolhido por promotor para oferecer denúncia contra Alckmin. (PÁG. A3)
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Folha de S. Paulo

Manchete : Haddad se cerca de petistas que respondem a processos
Núcleo da campanha do presidenciável acumula delações e pendências na Justiça
O presidenciável Fernando Haddad (PT) está cercado em sua campanha de auxiliares delatados em desdobramentos da Operação Lava Jato ou com denúncias e ações cobrando ressarcimento aos cofres públicos. Para tesoureiro, ele escolheu o ex-vereador paulistano Francisco Macena, que responde com Haddad a processo na Justiça Eleitoral por suposto caixa 2 na campanha à Prefeitura de São Paulo em 2012. Na coordenação da campanha, Sergio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, é alvo de ações de improbidade na estatal. Outros dois coordenadores, Gilberto Carvalho e Ricardo Berzoini, também respondem a acusações. Carvalho é réu sob acusação de aceitar vantagem para ajudar montadoras. Berzoini foi investigado no inquérito “quadrilhão do PT”. Segundo a campanha do petista, todas as ações se baseiam em ilações. (Eleições 2018 A4)

Manifestantes protestam contra Bolsonaro nas principais capitais
Protestos contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL) reuniram milhares de pessoas em capitais como São Paulo, Rio, Brasília, Salvador, BH e Porto Alegre. Ao menos 30 municípios do país tiveram atos da campanha #EleNão, além de cidades do exterior. Em SP, o protesto ocupou o largo da Batata (foto).No mesmo dia, Bolsonaro teve alta após 23 dias de internação. Apoiadores também fizeram atos em defesa do Candidato. (Poder A8 e A11)

Eleições 2018
Bolsonaro não é monstro, afirma líder de igreja (a11)

O que pensa quem repudia os favoritos ao 2° turno (A12)

Política externa pode ser alvo de guinada brusca (A19)

Novo governo terá R$ 87 bi em pendências (Mercado 1)

30 anos de Constituição
Virtudes da carta devem ser mantidas em revisão, escreve Oscar Vilhena Vieira

MARTA ARRETCHE conquista irreversível (p.7)

Painel
Fux acirra ânimos no STF ao impor censura à Folha
Ao cassar decisão de Ricardo Lewandowski que autorizara entrevista de Lula à Folha, o ministro Luiz Fux suscitou reações na corte. Um magistrado chamou o caso de “festival de equívocos lamentável”. (A4)

José Padilha
Com Bolsonaro ou Haddad, o brejo
Bolsonaro crê que o Estado deve ter poder sobre as escolhas dos cidadãos. Haddad é de um partido que traiu os brasileiros. Se a ética não sobrepujar a ideologia, o Brasil caminha para uma tragédia sem tamanho. (Ilustríssima p.3)

Editorial de Capa
A hora do compromisso
Quem participa da eleição presidencial adere tacitamente a um contrato com a nação. Obriga-se a aceitar o resultado soberano das umas em caso de derrota e, na outra hipótese, a respeitar a Constituição e os direitos fundamentais ao conduzir o governo. Em meio à crispação do ambiente de campanha e ao estrago desencadeado pela recessão na economia, o aceno a ideias autoritárias requer das duas candidaturas ora mais competitivas algo além da aceitação presumida das regras do jogo, 110 entanto.

Chegou a hora de expressarem compromissos definitivos com a democracia.
Jair Bolsonaro, do PSL, tem lançado suspeição infundada sobre o sistema eletrônico de votação. Estimula paranóias de manipulação, mas apenas para o caso de não ser ele o vencedor do certame.
O deputado federal pelo Rio de Janeiro precisa esclarecer ao país se vai continuar a se comportar como um nanico inconsequente ou se assumirá a maturidade necessária para colocar-se à altura da pretensão de governar o Brasil.
Não se toleram de um presidente brasileiro esse flerte grotesco com torturadores, essa iconografia basbaque da pistolagem, esse deboche rudimentar das mulheres nem esse desprezo epidérmico pelas minorias os quais Bolsonaro tem patrocinado. É o momento de corrigir, em linguagem clara, esse conjunto de afrontas ao patrimônio civilizatório.
Os eleitores têm o direito de saber, antes da votação, o que prega a campanha do capitão reformado sobre as atribuições do presidente da República. Pode desfechar um autogolpe e convocar uma constituinte de notáveis, como afirmou seu candidato a vice? Pode atropelar votações 110 Congresso Nacional, como teorizou seu assessor econômico? A resposta da Constituição a essas duas perguntas é não. Qual é a de Jair Bolsonaro?

Manifestações de submissão ao enquadramento democrático também têm faltado a Fernando Haddad, do PT. O bordão “Eleição sem Lula é fraude”, cinicamente silenciado agora, carece de desmentido público. A agressão constante a decisões legítimas da Justiça e do Congresso, bem como o recurso sistemático à corrupção nas gestões petistas, ainda não foi objeto de autocrítica da legenda nem de seu candidato.

Tampouco se viu ato de contrição petista pelo apoio incondicional à atroz ditadura venezuelana, que produz um dos maiores desastres humanitários da história sul-americana. A atitude de Haddad e de seus companheiros leva boa parte do eleitorado a desconfiar da profundidade de seu compromisso com o Estado democrático de Direito.

Perpassam as campanhas dos dois líderes nas pesquisas desejos de intimidar a imprensa, de reduzir o poder do Congresso e de alterar por meios oblíquos o modo de funcionamento do Supremo Tribunal Federal. A retórica de que haveria atalhos institucionais para resolver os graves problemas brasileiros não foi moldada na forma democrática.

Não há solução fora desta Constituição.

Editoriais
Besteirol eleitoral
Sobre teses e propostas desastradas na campanha (A2)

Palavras trocadas
A respeito de impactos do politicamente correto (A2)
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