O Estado de S. Paulo

Manchete : Empresários abrem até escritório de lobby para aprovar Previdência
Grupos reúnem assinaturas de congressistas, procuram ministros e partidos
Empresários que apoiam o governo Bolsonaro lançaram uma ofensiva pela aprovação da reforma da Previdência, cuja articulação foi golpeada nos últimos dias com as trocas de acusações entre o presidente e Rodrigo Maia (DEM-RJ). O movimento Brasil 200, formado, entre outros, por Flávio Rocha (Riachuelo), Sebastião Bomfim (Centauro) e João Apolinário (Polishop), partiu para o “corpo a corpo” com congressistas, fazendo com que eles se comprometam por escrito com a aprovação da reforma. Já reuniram a assinatura de 230 deputados e 10 senadores. O grupo vai abrir um escritório de lobby em Brasília e deve participar de discussões na Secretaria da Previdência, a convite do governo. O Instituto do Desenvolvimento do Varejo (IDV) é outro que trabalha pela reforma e já se reuniu com lideranças partidárias e com ministros. Mesmo frustrados com a paralisia em Brasília, o apoio ao governo continua, mas a confiança não é mais a mesma. (ECONOMIA / PÁGS. B1 e B3)

Bolsonaro começa hoje viagem a Israel (INTERNACIONAL / PÁG. A14)

Cai liminar que vetava comemoração do golpe (POLÍTICA / PÁG. A8)

Sem lei, polícia decide quem é traficante
Sem lei sobre quantidade de droga, é a polícia que decide quem será preso por tráfico. Estudo do STF mostra que a tolerância é maior para os mais instruídos. (METRÓPOLE / PÁGS. A20 e A22)

Com mais sol, Roraima quer multiplicar sua safra
Roraima recebe uma hora e meia a mais de sol por dia do que outras regiões produtoras, suas terras custam dez vezes menos, as chuvas são regulares e o plantio, por ser no Hemisfério Norte, começa quando o resto do Brasil já colheu. Produtores da “última fronteira agrícola”, no entanto, enfrentam problemas fundiários e dependem da Venezuela ou de termoelétricas para ter energia. A estimativa é de que até 100 mil hectares serão cultivados com grãos no Estado neste ano, área que deve dobrar até 2025. (ECONOMIA / PÁG. B5)

Luís Roberto Barroso, MINISTRO DO STF
‘Sociedade deixou de aceitar o inaceitável’
Barroso participa amanhã, com Sérgio Moro, de debate no Estado sobre Lava Jato e Mãos Limpas. Para ele, sociedade, Judiciário e empresas mudaram. (POLÍTICA / PÁG. A10)

Sérgio Moro, MINISTRO DA JUSTIÇA
‘Lava Jato prossegue. Foi uma mudança de padrão’
Ministro chama de revés decisão do STF de mandar caixa 2 com corrupção para Justiça Eleitoral e diz que entrevero com Maia foi “superdimensionado”. (PÁG. A10)

Eliane Cantanhêde
Quem tem discernimento quer mudança, mas sem implodir o Congresso, o Judiciário e a mídia. (POLÍTICA / PÁG. A8)
Vera Magalhães
Bolsonaro não mudará e o entorno já acha formas de se adaptar – em alguns casos, alienando o presidente das discussões. (POLÍTICA / PÁG. A12)
Notas&Informações
O ‘aprendiz de presidente’
O clima de incerteza provocado pela falta de traquejo presidencial de Bolsonaro, que se reflete em relação hostil com o Congresso e em falta de rumo administrativo, não autoriza otimismo. (PÁG. A3)
Discussão inoportuna
A equipe econômica anunciou que estuda a extinção do Carf com o objetivo de aumentar a arrecadação do governo. (PÁG. A3)
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Folha de S. Paulo

Manchete : Empresas avaliam que retomada só virá em 2020
Setor reclama de desarticulação política do governo; Bolsonaro anuncia que estuda taxar dividendos
Passado o primeiro trimestre do ano, o setor empresarial abandona a expectativa de viver uma retomada ainda em 2019. Sedimenta-se a certeza de que o crescimento ficará para 2020, principalmente na indústria. A desarticulação política do governo e o atrito com o Congresso no início de mandato minam a confiança. “Quando acontecem fatos beligerantes entre Executivo e Legislativo, o povo tira o pé do acelerador, para não dizer que botou o pé no freio”, diz o presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), José Carlos Martins. Gerador de emprego, o setor teve saldo positivo de 26 mil vagas em janeiro e fevereiro, reação muito lenta para quem fechou 974 mil postos de 2014 a 2018. Na indústria, o movimento de retomada precisa superar a capacidade ociosa, que está na casa de 26%, segundo a FGV. O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado (30) que estuda taxar ganhos de capital e dividendos (parcela do lucro distribuída aos acionistas de uma empresa) em troca de uma simplificação na cobrança de Imposto de Renda das empresas. (Mercado A23)

Planalto relativiza ‘velha política’ para se aproximar do Congresso
Apesar do discurso de Jair Bolsonaro (PSL) contra negociar o apoio de parlamentares a projetos do governo, ministros e auxiliares do presidente já acenaram que vão receber indicações para cargos federais com critérios técnicos e distribuir verbas às bases de parlamentares. (Poder a10)
Cúpula militar do governo se recusa a falar sobre 1964
Os 50 membros das Forças Armadas na cúpula do Executivo não comentaram o golpe, que completa hoje 55 anos. Só o Exército disse que o “movimento” precisa ser mais bem compreendido. (Poder A4)
Justiça derruba veto a comemoração (Poder A8)
Há 1 ano preso, Lula tem rotina de TV aberta e exercícios
Isolado em 15 m2 na sede da PF em Curitiba, o ex-presidente anda na esteira quase todo dia e assiste a novelas e futebol na TV aberta. Abateu-se com a eleição de Bolsonaro, mas o dia mais triste de cárcere foi quando soube da morte do neto Arthur, que o visitou duas vezes. (Poder A12)
Elio Gaspari
Direita e esquerda têm no golpe uma unha encravada
A ditadura brasileira está mal digerida porque, de um lado, alimentam-se teorias como a dos “probleminhas” e a da “guerra”. De outro, chamam-se ações terroristas de “luta contra a ditadura”. (Poder A14)
José Carlos Dias
Regime cometeu crimes contra a humanidade
Apesar de se revestir de discurso dissimulador em defesa da democracia, o regime que emergiu do golpe de Estado foi seu maior violador, (Opinião A3)
Coautoria de Maria Rita Kehl, Paulo Sérgio Pinheiro, Pedro Dallari e Rosa Cardoso
Editoriais
Coalizão ou impasse
Sobre imposições do presidencialismo brasileiro (A2)
Beabá
Acerca de escolha entre métodos de alfabetização (A2)
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O Globo

Manchete: Milícia já atua em 26 bairros da capital e 14 cidades do Rio
Promotor que investiga grupos paramilitares diz que objetivo deles agora é entrar em Madureira
ANTÔNIO WERNECK
Há 20 anos, a atuação das milícias se limitava à comunidade de Rio das Pedras, em Jacarepaguá, onde grupos de PMs e ex-PMs disputavam território com os traficantes de drogas. Hoje, esses grupos já atuam em 26 bairros da capital, onde vivem 2,2 milhões de pessoas, e 14 cidades das regiões Metropolitana, dos Lagos e Costa Verde. As milícias estão em praticamente toda a Zona Oeste e, segundo o promotor Luiz Antônio Ayres, preparam-se para fincar pé na Zona Norte, a partir de Madureira. Os negócios se expandiram: além do transporte ilegal, da TV a cabo clandestina e das taxas de segurança, as milícias estão envolvidas em grilagem, exploração de areia, agiotagem, contrabando de cigarros e extorsão aos pescadores da Baía de Guanabara. “Os grupos paramilitares no Estado do Rio já se enquadram no conceito clássico de máfia”, diz o delegado Cláudio Ferraz. (PÁGINA 14)

Governador diz que snipers já estão agindo no estado
O governador Wilson Witzel afirmou, em entrevista ao GLOBO, que os snipers (atiradores de elite) já estão atuando no Rio. “O sniper é usado de forma absolutamente sigilosa. Eles já estão sendo usados, só não há divulgação”, disse o governador, que adotou, na campanha eleitoral, discurso para a Segurança Pública semelhante ao do presidente Jair Bolsonaro. Em seu gabinete, Witzel expõe lado a lado sua foto, com uma faixa azul, e a do aliado. Herdeiro de um estado em crise, o governador diz que é incerto se conseguirá dar aumento ao servidor público. Com pouco mais de três meses no cargo, ele já faz planos para 2022: quer se candidatar à Presidência da República. (PÁGINA 20)

Estados devem poupar R$ 329 bi com reforma
Estudo da equipe econômica mostra que estados devem poupar R$ 329,4 bilhões em dez anos com a reforma da Previdência: R$ 277,4 bilhões com servidores civis e R$ 52 bilhões com PMs e bombeiros. O presidente Bolsonaro disse ontem querer reduzir impostos para empresas e tributar dividendos. (PÁGINAS 33 e 34)

Pauta da Câmara é teste para trégua entre os Poderes
A trégua entre o presidente Bolsonaro e o deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara, será posta à prova diante das propostas duras para o governo que estão na pauta da Casa, entre elas a reparação aos estados pela Lei Kandir. (PÁGINA 4)
Viagem de Bolsonaro a Israel marca virada de posição na região
Em sua terceira viagem internacional, presidente busca investimentos e deve ser usado na campanha de reeleição de Netanyahu. (PÁGINA 40)
Colunistas
ELIO GASPARI
Teorias de direita e esquerda tornam 1964 indigesto (PÁGINA 8)
MERVAL PEREIRA
Presidente parece querer representar nicho radicalizado (PÁGINA 2)
MÍRIAM LEITÃO
Direita festiva está em negação sobre Golpe de 64 (PÁGINA 34)
DORRIT HARAZIM
Bolsonaro ofende o passado neste 31 de março (PÁGINA 3)
ASCÂNIO SELEME
Bolsonaro e filhos pensam e agem como um bloco (PÁGINA 14)
LAURO JARDIM
Schvartsman deve levar R$ 40 milhões ao sair da Vale (PÁGINA 6)
BERNARDO MELLO FRANCO
Ao não decidir, STF também decide (PÁGINA 3)
UFRJ escolhe novo reitor em busca de redução do déficit
Eleição do reitor da maior universidade federal do país começa terça. As 3 chapas divergem nos planos para reduzir déficit de R$ 171 milhões. (PÁGINA 43)
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