O Globo

Manchete : Com Bolsonaro fora de perigo, vice e filhos assumem a linha de frente
Candidato do PSL deve continuar a atuar com vídeos para redes sociais
O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, está consciente e em boas condições, segundo o Hospital Albert Einstein, para onde foi transferido ontem, depois de ter sido esfaqueado em Juiz de Fora.
Em recuperação, não deve mais participar de atos de campanha. Seu vice, o general Hamilton Mourão, pode ganhar protagonismo, assim como seus filhos. Considerado “insubstituível” por seu partido, Bolsonaro terá atuação intensa pela internet. (Página 4)

Por ‘paz’ e ‘conciliação’, candidatos voltam às ruas
Após o ataque, presidenciáveis voltam à campanha, com caminhada pela paz (Marina Silva) e apelo à conciliação (Geraldo Alckmin). (Página 6)

Perda de 40% do sangue, 4 cirurgiões e horas de tensão
Quando deu entrada no hospital, menos de 15 minutos depois de ter sido esfaqueado, Jair Bolsonaro estava em choque, com a pressão a oito por quatro. Perdeu 2,5 litros de sangue. A operação que salvou sua vida foi conduzida por quatro cirurgiões. (Página 8)

Nas visitas à família, Adélio se isolava por dias em quarto escuro
Quando visitava a família em Montes Claros, cidade mineira onde nasceu, Adélio Bispo de Oliveira, que esfaqueou Bolsonaro, costumava passar dias recluso num quarto escuro, conta um cunhado. Outros parentes relatam que “ele surtava”. (Pág. 10)

Especial: Arde demais para esquecer
O incêndio no Museu Nacional trouxe a questão: somos um país sem memória? Quem estuda e se inspira no passado brasileiro diz que nem todos se identificam com nossas origens, um debate que esquenta num caderno todo dedicado ao tema. (Segundop Caderno)

Adeus, Portugal
Sem recursos, brasileiros pedem ajuda para voltar (Pág. 19)

Adeus, governo
‘Não vou ser Geni’, diz Temer sobre seus vídeos (Pág. 12)

Miriam Leitão
Dúvida é se haverá aceno ao centro ou‘guerra santa’ (Pág. 20)

Merval Pereira
Adversários vão amenizar os ataques (Pág. 2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete : Após ataque, candidatos adotam tom conciliador
Presidenciáveis voltam às ruas hoje, dois dias após agressão a Bolsonaro, e pedem diálogo e repúdio à violência
O efeito imediato do atentado contra Jair Bolsonaro foi frear o clima beligerante que marcava a disputa pelo Palácio do Planalto. A campanha presidencial volta às ruas hoje – dois dias após o candidato do PSL ter sido esfaqueado durante um evento de campanha em Juiz de Fora (MG) – com um novo foco: o apelo ao diálogo e o repúdio à violência. O ataque será abordado pelos presidenciáveis, com tom de conciliação, em novos programas de TV e rádio, gravados às pressas sob orientação dos marqueteiros. Agendas públicas preveem carreatas e uma caminhada pela paz. A ordem geral é evitar, ao menos por enquanto, qualquer tipo de crítica mais pesada à biografia do deputado e fazer um apelo popular para pacificar o País em atos planejados para deixar os candidatos, diferentemente do previsto, em contato com o eleitorado. (POLÍTICA / PÁG. A4)

‘Democracia vive em risco’
Para o filósofo e professor da Unicamp Roberto Romano, o ataque ao candidato Jair Bolsonaro (PSL) é reflexo do atual quadro da democracia brasileira, em que as instituições não têm funcionado normalmente. (PÁG. A9)

Agressor afirma à Polícia Federal que agiu sozinho
O servente de pedreiro Adelio Bispo de Oliveira, agressor de Jair Bolsonaro, afirmou em depoimento à Polícia Federal que agiu sozinho. Ele foi indiciado com base na Lei de Segurança Nacional. A pena para crimes por motivação política é de três a dez anos de reclusão e pode dobrar se o fato resultar em lesão corporal grave. Oliveira está preso em Juiz de Fora (MG), mas, por decisão judicial, será levado para um presídio federal. (PÁG. A8)

Bolsonaro não vai mais fazer ato de rua, diz filho
Filho mais velho de Jair Bolsonaro, o deputado Flávio Bolsonaro (PSLRJ) disse que seu pai, “inevitavelmente”, não vai mais poder fazer campanha de rua. Ele admitiu a possibilidade de os filhos representarem o pai em eventos. Não há estimativa de alta do presidenciável. (PÁG. A6)

Venezuelano mata brasileiro e é linchado (METRÓPOLE / PÁG. A15)

‘Incêndio no Rio foi uma estupidez’
Presidente do Museu Nacional de História Natural de Paris, Bruno David compara o incêndio no Museu Nacional, do Rio de Janeiro, à destruição do Museu de Berlim durante a 2.ª Guerra Mundial. “No caso do Rio, foi uma estupidez; poderia ter sido evitado.” (METRÓPOLE / PÁG. A14)

Carlos Melo
Disputa ainda mais emocional
Passado o período de obsequioso silêncio, é provável que adversários voltem aos ataques. (PÁG. A4)

João Domingos
A paz necessária
Nesta altura, a maioria esmagadora do eleitorado espera ideias para um mundo melhor. (PÁG. A6)

José Álvaro Moisés
Emoção rebaixa o debate
Piedade e condescendência não são boas conselheiras para quem vai escolher governante. (PÁG. A9)

Adriana Fernandes
O teto de gastos virou o bode expiatório de tudo de ruim que acontece na gestão do serviço público. (ECONOMIA / PÁG. B4)

Notas&Informações
O atentado contra Bolsonaro
Sua ação feriu não apenas Jair Bolsonaro, mas todo o arcabouço da convivência política civilizada, que rejeita a solução dos dissídios por meio da violência. (PÁG. A3)

Por que agora?
A pouco mais de um mês do primeiro turno, o Ministério Público ofereceu denúncias contra Alckmin e Haddad. (PÁG. A3)
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Folha de S. Paulo

Manchete : Bolsonaro migrará sua campanha para as redes
Em recuperação, presidenciável deve gravar mais vídeos para a internet; aliados manterão ações nas ruas
Impossibilitado de fazer atos públicos após ter sido esfaqueado na quinta (6), o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) deve usar as redes sociais para se dirigir a eleitores nos próximos 30 dias. Menos de 24 horas após o atentado, o deputado federal recorreu à internet para enviar uma mensagem: “Estou bem e me recuperando”. Como a internação pode durar ao menos dez dias, outros assumirão a dianteira nas ruas. Já foram escalados dois de seus filhos, Flavio e Eduardo. O vice da chapa, general Hamilton Mourão (PRTB), também deve assumir algumas agendas. Antes do ataque, Bolsonaro pretendia intensificar participação em comícios, passeatas e visitas, para tentar melhorar suas intenções de voto no segundo turno. A campanha do presidenciável também terá de definir nova estratégia para entrevistas e debates. A escolha de um único representante ou de múltiplos deve provocar disputa interna. Uma ala de apoiadores formada por militares defende que o general Mourão assuma alguns dos compromissos do candidato. Esse grupo, porém, pode sofrer resistência de um núcleo mais político. (Eleições 2018 A4)

Transferido para SP, candidato ainda corre risco, mas quadro é estável (Eleições 2018 A8)

Comportamento agitado preocupava família de agressor
Adelio Bispo de Oliveira, 40, é um retirante de Montes Claros (MG). Segundo parentes, aparecia em raras ocasiões e deixava muito estranhamento. Falava bastante sozinho e perdia horas em frente à TV. Apesar da agitação preocupar, familiares não esperavam o comportamento violento. (Eleições 2018 A9)

Sete de Setembro é esvaziado após ataque a candidato
Em desfile, Michelzinho, filho do presidente Michel Temer e da primeira-dama Marcela, faz gesto que parece simular arma; atentado contra Jair Bolsonaro (PSL) levou principais candidatos, exceto Ciro Gomes (PDT), a cancelar agendas (Poder A9)

Para 72%, intervenção federal no RJ deve seguir
Segundo pesquisa do Datafolha, a maioria dos moradores do estado defende estender a intervenção na segurança pública, que termina em 31 de dezembro. Disseram-se contrários à prorrogação 21%. A fatia dos favoráveis diminui entre pessoas com nível superior; 63% delas querem a prorrogação, e 31% não. Já entre aqueles com ensino fundamental, 79% querem a extensão, e 13% não. (Cotidiano B1)

Ricardo Kotscho
Longa transição para a democracia se deu em dois atos
Primeiro, sob o comando do dr.Ulysses, o país assistiu às maiores manifestações contra o regime militar e em defesa das liberdades democráticas. O segundo foi a campanha de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, deflagrada logo após a derrota das Diretas Já. (Eleições 2018 A10)

Luís F. Carvalho Fº
Estelionato e violência compõem quadro político
O estúpido atentado de Juiz de Fora remete o Brasil para tempos da República Velha. Beligerância extrema, messianismo, vulnerabilidade dos “simplórios” e protagonistas moralmente deformados completam o enredo. (Cotidiano B3)

Editoriais
Crepúsculo de Temer
Sobre ataques do presidente a Alckmin e Haddad (A2)

Casa Branca paralela
Acerca de relatos atribuídos a auxiliares de Trump (A2)
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