O Globo

Manchete : A escalada do feminicídio
PAÍS JÁ REGISTRA 33 ASSASSINATOS DE MULHERES EM 11 DIAS
Em 11 dias, o Brasil registra 50 crimes de feminicídio, com 33 mortes e 17 tentativas de assassinato de mulheres. “Casos ocorrem em cidades de todos os portes, com vítimas de vários perfis e faixas etárias”, diz Jefferson Nascimento, doutor em Direito pela USP, responsável pelo estudo. Em 2017, ele fez pesquisa com a mesma metodologia, que apontou média de 2,59 ocorrências diárias. Em 2019, já são quase cinco por dia. “Os crimes acontecem quando as mulheres não querem mais ficar em relações violentas, e o homem vai se vingar. São crimes de ódio”, diz a advogada Leila Linhares. (PÁGINA 23)

Previdência: general defende militares fora da reforma
O comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, defendeu que os militares fiquem fora da reforma da Previdência. Ao assumir o cargo, ontem, ele afirmou, porém, que, se o governo incluir a categoria na proposta de reforma, eles irão aceitar, pois são “disciplinados”. (PÁGINA 16)

Opositor quer chefiar transição na Venezuela
Em comício em Caracas, o deputado Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional venezuelana — dominada pela oposição, mas sem poder real —, declarou-se disposto a chefiar um governo de transição em repúdio ao novo mandato de Nicolás Maduro. Guaidó pediu apoio às Forças Armadas e ao povo. (PÁGINA 19)

Em crise, hospital faz festa de R$ 156 mil
Enquanto o centro cirúrgico sofria com a falta de ar-condicionado, a diretoria do Hospital Federal de Bonsucesso organizou uma festa de aniversário da instituição em tendas climatizadas. Revoltados, funcionários invadiram a comemoração, que custou R$ 156 mil. (PÁGINA 11)

Witzel exonera secretário de sistema carcerário 10 dias após nomeação (PÁGINA 10)

Merval Pereira
Pressão de três grupos decidirá futuro do país (PÁGINA 2)
Míriam Leitão
O Banco Central em 50 anos de crises no Brasil (PÁGINA 16)
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O Estado de S. Paulo

Manchete : Governo cogita criar conselho para assuntos internacionais
Grupo, que seria integrado por ministros, teria como um dos objetivos blindar o Itamaraty de novos episódios negativos. O desgaste provocado pela troca de comando na Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) impulsionou a ala do governo que quer blindar o Itamaraty de episódios negativos. Nos bastidores, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, e o vice Hamilton Mourão têm agido para tentar apaziguar os ânimos, contornar tropeços e até amenizar declarações dadas pelo presidente Jair Bolsonaro sobre assuntos controversos ainda não resolvidos, como a transferência da embaixada do Brasil de Tel-Aviv para Jerusalém. O risco de estremecimento com a China é outra preocupação. Mourão defende a criação de conselho de ministros para avaliar temas estratégicos. O grupo seria formado por ele e pelos ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Paulo Guedes (Economia), Fernando Azevedo (Defesa) e Tereza Cristina (Agricultura). (Política / Pág. A4)

Nomeações na Apex
As nomeações de 26 servidores pelo ex-presidente da Apex Alex Carreiro devem ser revistas. Pelo menos 15 delas foram assinadas em um período em que Carreiro ainda não era, oficialmente, presidente da Apex. (Pág. A4)

Villas Bôas vira assessor do GSI
General Eduardo Villas Bôas se emociona ao receber abraço de Bolsonaro, ontem, na transmissão do comando do Exército para Edson Leal Pujol. “O senhor traz a necessária renovação e a liberação das amarras ideológicas que sequestraram o livre-pensar”, dizia seu discurso, em referência ao presidente. Villas Bôas será assessor especial do GSI. (Política / Pág. A6)

Líder opositor se declara presidente da Venezuela
O líder da oposição na Venezuela e chefe da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se declarou ontem presidente do país e pediu ajuda dos militares para derrubar Nicolás Maduro. Ele recebeu o apoio da OEA, dos EUA e do Brasil – a diplomacia brasileira soltou nota em que elogia o líder opositor. Maduro classificou a declaração de “show para desestabilizar o país”. (Internacional / Pág. A10)

TJs de 9 Estados elevam salários após reajuste do Supremo
Desembargadores de nove Estados tiveram seus salários reajustados após aumento de 16,4% concedido em novembro aos ministros do STF. Os magistrados receberão R$ 35.462,22, o que corresponde a 90,25% do salário do Supremo. O valor não inclui benefícios. Em São Paulo, o aumento terá impacto de R$ 155,8 milhões. (Política / Pág. A8)

Novo chefe do Exército quer militares fora da reforma
O novo comandante do Exército, Edson Leal Pujol, disse que os militares têm “situação diferenciada” e, por isso, deveriam ficar fora da reforma da Previdência. “Não temos hora extra, não temos adicional noturno, não podemos nos sindicalizar”, afirmou. O ministro Onyx Lorenzoni disse que proposta de reforma deve ser apresentada a Bolsonaro na próxima semana. (Economia / Pág. B6)

Mais Médicos ainda tem 1,4 mil vagas
Dos 8,5 mil postos vagos após saída dos cubanos do Mais Médicos, 1,4 mil estão abertos. Formados no exterior sem diploma revalidado podem se candidatar. (Metrópole / Pág. A14)

Plano de saúde subiu três vezes mais do que a inflação em 2018
O IPCA fechou 2018 em 3,75%, abaixo do centro da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional, de 4,50%. O vilão da inflação do ano foram as mensalidades dos planos de saúde, que ficaram 11,17% mais caras, contribuindo com 0,44 ponto porcentual no IPCA. (Economia / Pág. B7)

Planalto intervém no conselho da Petrobrás
Segundo Roberto Castello Branco, presidente da estatal, mudança é adequação à nova diretriz. Presidente Bolsonaro apagou tuíte com referência a amigo indicado para empresa. (Economia / Págs. B1 e B4)

Jorge Castaneda
As características pessoais e políticas de Jair Bolsonaro e Nicolás Maduro são uma receita para o desastre. (Internacional / Pág. A10)
Fernando Reinach
Para ecologistas, com 30% do bioma é possível preservar a biodiversidade e garantir a sustentabilidade da Mata Atlântica. (Metrópole / Pág. A14)

Notas & Informações
Uma âncora para o governo
Com a inflação bem-comportada, o presidente Jair Bolsonaro poderá governar nos próximos meses sem se preocupar com os preços no varejo ou com o risco de aperto no crédito. (Pág. A3)

A crise no Ceará
O problema do crime organizado, cada vez mais grave, atinge todo o País e tem de ser considerado desse ângulo. (Pág. A3)
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Folha de S. Paulo

Manchete : Maioria se diz otimista com novo Congresso
Para 56% dos entrevistados, nova legislatura será boa ou ótima; apenas 8% esperam um desempenho ruim
A onda que elegeu Jair Bolsonaro (PSL) levou a população brasileira a demonstrar o maior otimismo dos últimos anos com o trabalho dos deputados federais e senadores que tomarão posse em 1º de fevereiro, mostra o Datafolha. Pesquisa realizada na segunda quinzena de dezembro aponta que 56% dos entrevistados dizem acreditar que os novos congressistas terão um desempenho ótimo ou bom. Em 2010 e 2014, o otimismo era de 49% e 40%, respectivamente. A rejeição ao trabalho executado pelo atual Congresso diminuiu em relação ao recorde verificado em 2017 — 48% consideram ser ruim ou péssimo o desempenho dos parlamentares, contra a marca de 60% em novembro daquele ano. A legislatura que começa no próximo mês terá uma nova feição. Na Câmara, mais da metade das 513 cadeiras serão renovadas em relação à atual composição, com aumento da representação de militares e líderes evangélicos. (Poder A4)

General Villas Bôas faz elogio a Bolsonaro ao deixar comando (A8)

Opositor se declara presidente interino e defronta Maduro
Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, declarou-se presidente interino um dia depois de Nicolás Maduro tomar posse. Ele diz que o ditador desrespeitou três artigos da Constituição do país e almeja, com apoio popular, convocar novas eleições. (Mundo A13)

Crédito para projetos inovadores esboça recuperação em 2019 (A18)

Doria chama trem para Cumbica de bizarro e estuda alternativa (B4)

Demétrio Magnoli
Governo almeja reescrever história
Manuais escolares sem bibliografia seriam veículos ideais para a demanda de revisionismo histórico. (A6)

Editoriais
Fiascos em série
Sobre medidas desastradas do governo Bolsonaro (A2)

Covas se move
Acerca de mudanças no secretariado paulistano (A2)
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