Vale tudo para a troca do voto – Sob o olhar dos homens de preto – Chuva de promessas e churrasco na laje – As armas para a telinha – As estratégias de cada um para evitar espionagem – Detran instala radar sem estudo técnico – Para voltar ao governo de Alagoas, Collor cola imagem a Lula e Dilma – Campanha rica de sucessor de Delúbio é alvo de dossiê – Dez obras viárias recebem mais verbas que o metrô – Mais de 60% trocam de emprego anualmente – Novos ministérios serviriam para inchar promessas …

O Estado de S. Paulo

Roseana lavou dinheiro, indicam papéis

Documentos que estão nos arquivos do Banco Santos indicam que a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), e seu marido, Jorge Murad, simularam um empréstimo de R$ 4,5 milhões para resgatar US$ 1,5 milhão que possuíam no exterior. Os papéis obtidos pelo Estado – incluindo um relatório confidencial do banco – dão detalhes da operação, montada legalmente no Brasil, com um prazo de seis anos. Os relatórios mostram, no entanto, que o empréstimo foi pago por meio de um banco suíço cinco dias depois da liberação dos recursos no Brasil.

O dinheiro foi, segundo os documentos, investido na compra de participações acionárias em dois shoppings, um em São Luís e outro no Rio de Janeiro. O Banco Santos teria servido apenas como ponte para Roseana e Murad usarem os dólares depositados lá fora. É o que o mercado financeiro batiza de operação “back to back”. O acordo ocorreu em julho de 2004 entre a governadora, seu marido e Edemar Cid Ferreira, até então dono do Banco Santos, que quebrou quatro meses depois e passa por intervenção judicial até hoje.

Afastado do banco, Edemar é íntimo da família Sarney. Foi padrinho de casamento de Roseana e Murad. Os documentos, obtidos pela reportagem com ex-diretores do Banco Santos, reforçam os indícios que a família Sarney sempre negou: que tem contas não declaradas no exterior. De posse dos documentos, o Estado procurou em São Paulo o administrador judicial do Banco Santos, Vânio Aguiar, para se certificar de que os papéis estão nos arquivos oficiais da instituição bancária. Ele confirmou a veracidade dos documentos. “Eu não sabia da existência deles. Mandei levantar e confirmo a existência desses documentos que você me mostrou nos arquivos do banco”, disse Aguiar ao Estado. “Foram encontrados na área de operações estruturadas.”

Os papéis mostram que coube à então secretária de Edemar, Vera Lucia Rodrigues da Silva, informar o patrão do pagamento lá no exterior. “Dr. Edemar. A Esther/UBS confirmou hoje o crédito de 1.499.975,00, aguarda instruções. Vera Lucia”, diz mensagem eletrônica enviada por ela às 11h56 do dia 3 de agosto de 2004. A secretária Vera Lúcia refere-se a Esther Kanzig, diretora do banco suíço UBS em Zurique que, segundo ex-diretores do Banco Santos ouvidos pelo Estado, representava os suíços nas relações com Edemar Cid Ferreira. Edemar responde à secretária às 12h47 e mostra que essa era uma prática rotineira do banco: “Vera, proceder da mesma maneira que da vez anterior com a distribuição entre administradores qualificados. Grato, ECF.”

O Banco Santos não tinha autorização para atuar no exterior e, segundo as investigações sobre sua falência, Edemar usava offshores laranjas para receber recursos fora do Brasil.

Negócio envolveu aliado de Sarney

A transação entre a governadora do Maranhão, seu marido e o Banco Santos envolveu ainda mais um aliado da família Sarney: Miguel Ethel Sobrinho, ex-presidente da Caixa Econômica no governo de José Sarney e, até o ano passado, conselheiro da fundação que leva o nome do presidente do Senado. Miguel Ethel detém 50% da Participa Empreendimentos, empresa que vendeu as ações dos shoppings São Luís (MA) e Nova América (RJ) à Bel-Sul, empresa administrada por Jorge Murad. Segundo o processo de empréstimo, a Bel-Sul compraria, na época, 5% das ações da Participa no Nova América e 10% da sociedade dela no empreendimento de São Luís.

Como a sisudez deu lugar ao sorriso

Terça-feira, 10 de agosto. Na sede nacional do PT, uma especialista em pesquisas expõe a dirigentes do partido levantamentos feitos desde janeiro, com gráficos descritos por petistas como “eletrocardiograma”, indicando a nova fisionomia da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência. De ministra da Casa Civil desconhecida, Dilma passou a ser vista pelas classes mais pobres como mulher “guerreira”, que ajudou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a comandar os principais projetos do governo. É com esse figurino que ela vai se apresentar na estreia do programa eleitoral de TV, no próximo dia 17.

A transição da ex-guerrilheira para a candidata “guerreira” jogou por terra o ideário da esquerda xiita. Para encarnar “a grande transformação” – termo com o qual foi batizado o radical programa de governo aprovado pelo PT, em fevereiro -, Dilma foi submetida a longo treinamento, que inclui a milenar arte marcial japonesa, conhecida como aikidô. Na prática, a imagem de herdeira do espólio lulista começou a ser moldada há cerca de três anos, nos bastidores do Palácio do Planalto. Da simbiose com Lula à revolução estética, tudo foi planejado para suavizar a feição da caloura na cena política. De burocrata no gabinete, Dilma assumiu o posto de “mãe” do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e passou a subir em palanques. A sisudez deu lugar ao sorriso e o antigo penteado foi substituído por um clássico “a la Carolina Herrera”.

Em clima de pagode, mais ”Zé” e menos José

Zé não é Silva, mas participa do pagode da comunidade. Na laje, de onde se vê toda a “favela”, ouve as pessoas cantarem: “Quando o Lula da Silva sair, é o Zé que eu quero lá, o Zé Serra eu sei que anda, é o Zé que eu quero lá.” É assim que o presidenciável do PSDB, José Serra, será apresentado ao eleitor a partir desta terça-feira, quando começar o horário eleitoral na televisão. Numa eleição em que a disputa se dará pelo eleitorado de baixa renda, junto ao qual o PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenciável Dilma Rousseff construíram seu maior ativo eleitoral, o tucano foi convencido de que não tem como fugir do figurino popular.

Oito anos após a derrota na disputa presidencial de 2002, Serra chega à corrida dez quilos mais magro e com um discurso mais popular no bolso. Sob comando do marqueteiro, o jornalista Luiz Gonzalez, tenta seguir as regras do jogo definidas na era Lula, que impôs um padrão de maior proximidade do candidato com o eleitor. Serra tem sido orientado a conversar mais com as pessoas na rua. Os seguranças deixam simpatizantes se aproximarem do tucano, que usa microfone de lapela nas caminhadas para captar o bate-papo “informal”. Foram retirados também os cordões de isolamento, usados enquanto era governador, e o púlpito onde se colocavam os gravadores afastando-o da imprensa. Tudo calculado para o candidato passar a imagem de um político mais próximo, mais acessível.

Marina muda o tom para não ficar numa nota só

Em termos de superação pessoal, a história de Maria Osmarina Marina da Silva, de 52 anos, guarda muita semelhança com a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela nasceu em um casebre coberto de palha, no meio de um seringal do Acre, onde não havia escola e nem mesmo uma igrejinha. Era a segunda filha de uma família numerosa, com dez irmãos, dos quais três morreram pequenos, de malária. Trabalhou como empregada doméstica ainda na pré-adolescência e só aprendeu a ler e a escrever aos 16 anos. Apesar desse mundo de desvantagens, Marina tornou-se senadora e uma das figuras mais festejadas em todo o mundo na área de defesa do meio ambiente. Pela sua biografia – na qual figuram, entre outros feitos, a luta contra a ditadura militar e a resistência a jagunços armados que aterrorizavam os seringueiros nos anos 80, a mando de fazendeiros – não se pode negar, em momento nenhum, o gosto pelo desafio.

O mais novo deles começa na terça-feira, com a largada da fase mais agitada da campanha eleitoral para a Presidência e a propaganda gratuita na TV e no rádio. Concorrendo por um partido pequeno, o PV, Marina terá à sua disposição um tempo pequeno, de apenas 1m23s em cada bloco de propaganda gratuita. A ex-ministra Dilma Rousseff, que concorre pelo PT, terá 10 minutos. E José Serra, do PSDB, 7. Mas isso ainda não é tudo. Além do tempo curto, a propaganda eleitoral de Marina ficará espremida num bloco de candidatos nanicos, afastada de Dilma e Serra – os candidatos com os quais procura debater diretamente, de igual para igual, na tentativa de se apresentar como nome viável para um eventual segundo turno.

Países têm propaganda eleitoral gratuita e paga

Grande parte dos países do mundo tem horário eleitoral gratuito durante as eleições, como o Brasil, onde a propaganda começa na próxima terça-feira. Mas muitos têm um sistema misto, de anúncios pagos e gratuitos, e varia muito a maneira como o tempo de TV e rádio é dividido. Alguns países dividem igualmente entre os partidos o tempo disponível, como França, Grã-Bretanha e Dinamarca. Outros, como o Brasil, África do Sul e Namíbia, dividem uma parte igualmente, e o resto por critérios de popularidade, de acordo com o desempenho do partido em eleições anteriores, tamanho de bancadas, desempenho nas pesquisas e número de candidatos.

No México, 30% do tempo de TV é distribuído igualmente, independentemente do tamanho de cada legenda ou desempenho na eleição anterior. Os restantes 70% são alocados conforme o desempenho na última eleição. Na Espanha, o tempo é distribuído de acordo com o desempenho na eleição anterior. Na França, a fórmula é dividir o tempo de TV igualmente entre todos os presidenciáveis. Na Dinamarca, o tempo também é dividido por igual, mas um partido precisa ter ultrapassado certo número de votos na eleição anterior para participar do horário gratuito.

Candidatos têm mesmas propostas para a Copa

As propostas de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) para a Copa de 2014 são quase idênticas: investir em aeroportos e priorizar a melhoria dos transportes urbanos. Serra garantiu a construção, se eleito, de 400 km de metrô. Entre as cidades mencionadas pelo tucano estão Fortaleza, Belo Horizonte, Salvador e Porto Alegre – todas receberão jogos da competição. Dilma, por sua vez, defendeu a abertura de capital da Infraero, a fim de melhorar a gestão dos aeroportos brasileiros.

Em julho, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, chegou a afirmar que “o primeiro, o segundo e o terceiro maiores problemas a serem enfrentados são os aeroportos”. Em resposta, os candidatos trataram de ampliar as promessas para o setor. Dilma comprometeu-se a acelerar as obras do aeroporto de São Gonçalo do Amaral, em Natal (RN). Serra disse que ampliará os aeroportos de Belo Horizonte (MG) e Manaus (AM).

O discurso de Dilma na política esportiva é de continuidade em relação ao governo atual. “Estão previstos gastos de R$ 16 bilhões para a área de transportes, considerando aí os transportes urbanos, metrô, aeroportos, o VLT, corredores de ônibus e os próprios terminais”, informou sua assessoria.

Marina propõe agência para regular eventos

As propostas de Marina Silva (PV) para a Copa do Mundo de 2014 também tratam de infraestrutura. Sua principal proposta é criar uma agência reguladora temporária, cujo objetivo seria fiscalizar e gerenciar as obras de três grandes eventos que serão realizados no Brasil nos próximos anos: Copa do Mundo, Rio+20 e Olimpíada de 2016. “Essa agência executora extraordinária teria começo, meio e fim e atuaria de forma autônoma para botar as coisas para funcionar”, explica Tasso de Azevedo, um dos coordenadores do programa de Marina.

Ele concorda que o grande déficit de infraestrutura está nos aeroportos. “Mas não é só, temos problemas com a hotelaria, com a mobilidade urbana”, diz. Ele afirma que as obras terão de ser feitas simultaneamente ao seu planejamento, “porque está tudo atrasado”. “É como assoviar e chupar cana ao mesmo tempo.”

Sindicato diz que mais 4 plataformas têm defeitos

O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense afirma que ao menos quatro plataformas de petróleo operam na Bacia de Campos em estado de manutenção semelhante ao da P-33, interditada na quinta-feira pela Agência Nacional da Petróleo, relata Irany Tereza. “Os problemas são parecidos. A P-31, por exemplo, é conhecida pelos petroleiros pelo apelido de Sucatão”, diz José Maria Rangel, do sindicato.

Petrobras se defende

A Petrobras argumenta que a análise de riscos da plataforma P-33 foi atualizada em 2007 e vale até 2012, “seguindo as melhores práticas internacionais”.
O Globo

TCU acha uma irregularidade a cada duas semanas no Dnit

Alvo da cobiça de políticos aliados do governo e de opositores, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) se perpetua como um ninho de irregularidades em contratos e licitações públicas. Levantamento do Globo em 399 relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU), aprovados desde janeiro de 2009, mostra ocorrências de sobrepreço e superfaturamento, entre outros problemas, que somam R$ 1,02 bilhão. A cada dez acórdãos em que a autarquia é citada, mesmo como referência para discussão de situações alheias, um sinaliza sangria dos cofres públicos. É como se o TCU detectasse a cada duas semanas uma irregularidade em obra do Dnit.

A cifra engloba pagamento por serviços não executados, jogos de planilha e licitações viciadas ou fraudulentas em pelo menos 43 trechos rodoviários e um ferroviário. Além da verba que foi pelo ralo, e o TCU tenta recuperar, a soma inclui o que só não foi pago porque ficou na peneira do órgão de controle externo; como destaque, quatro projetos nas BRs 101 e 285, além do Anel Rodoviário de Belo Horizonte. Sob a tutela do PR desde o início do governo Lula, o Dnit é a versão repaginada do antigo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), extinto nos anos FH por causa do passivo de corrupção.

Segundo um ex-ministro dos Transportes, a estratégia para evitar escândalos no atual governo foi manter homens de confiança do Planalto na diretoria em Brasília. Mas, nos estados, a vigilância é menor.

Dilma evita ‘salto alto’ e diz que campanha vai bem

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disse neste sábado que a pesquisa de intenção de voto divulgada pelo Datafolha, que mostra que está oito pontos percentuais à frente do candidato do PSDB , José Serra, é uma demonstração de que sua campanha está sendo bem realizada. Para Dilma, a “novidade”, a partir de agora, será o horário eleitoral gratuito, que começa na próxima terça-feira. Ela tem 41% das intenções contra 33% do tucano. Dilma evitou falar em vitória no primeiro turno, mas admitiu que a pesquisa permite várias leituras. Segundo o Datafolha, levando-se em conta apenas os votos válidos, a petista teria 47%, ficando a três pontos percentuais de uma vitória no primeiro turno.

“É possível várias leituras (da pesquisa). Prefiro não tratar dessa questão (chances reais de vencer no primeiro turno) através de uma análise de pesquisa. Acho que para a gente ganhar a eleição não é pesquisa que importa. O que importa é se esforçar ao máximo para comunicar o programa que desenvolvemos, que é de continuidade e aprofundamento do governo Lula. De fato, é conseguir conquistar o voto das pessoas. De hoje até 3 de outubro, não tem nada decidido”, disse Dilma, ao ser perguntada sobre as reais chances de vencer no primeiro turno.

A petista voltou a dizer que a militância e a coordenação da campanha não podem sofrer do chamado “salto alto”. “A pior coisa que pode acontecer nessa campanha é o salto alto, porque combina duas coisas: a autosuficiência e a soberba, dois grandes inimigos do ser humano. Não vamos correr esse risco, porque estou muito consciente disso. Será uma campanha a partir de agora com uma novidade, que são os programas de televisão”, disse Dilma.

Serra não comenta pesquisa e critica governo federal

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, não quis comentar o resultado da pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira à noite, que o coloca oito pontos percentuais atrás da candidata do PT, Dilma Rousseff. Mas, em sua visita ao bairro de Comendador Soares, em Nova Iguaçu, Serra aproveitou para criticar políticas do governo federal nas áreas de segurança, transporte, saúde e saneamento. Segundo ele, o governo faz muita propaganda na área de saneamento, apesar de haver bairros nos grandes centros com pouco serviço de água e esgoto.

“Fala-se muito em saneamento. O governo federal faz uma propaganda imensa, mas a gente não vê acontecer na realidade. O que você vê aqui é esgoto à luz do dia, ruas sem calçamento. Você tem que transformar essas comunidades em bairros (….) É preciso fazer menos propaganda nesse aspecto (saneamento) e fazer mais as coisas acontecerem”, afirmou Serra, que comeu churrasco e pediu um copo de cerveja quente num churrasco realizado pelos moradores na laje de uma casa.

Na semana passada, em entrevista ao Jornal Nacional, da “TV Globo”, Dilma Rousseff afirmou que o governo investia cerca de R$ 270 milhões em saneamento na Rocinha. Os valores, contudo, são bem menores: R$ 80 milhões e, mesmo assim, recursos que estão sendo usados na instalação de sistema de esgoto e abastecimento de água apenas para atender os novos prédios da comunidades, o complexo esportivo e uma unidade médica.

22 mil candidatos aspiram ao voto de 135 milhões

Com cerca de 22.400 candidatos – um “elenco” jamais visto em qualquer programa de rádio ou televisão -, estreia nesta terça-feira o programa eleitoral gratuito. O público estimado é de 135.804 milhões de eleitores, que terão 130 horas de programação eleitoral, além de inserções diárias entre 17 de agosto e 30 de setembro, para conhecer as propostas dos nove candidatos à Presidência, dos 270 candidatos ao Senado e dos mais de 20 mil aspirantes a deputado estadual, distrital e federal.

Primeiro a aparecer no horário eleitoral, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, vai apresentar propostas com base no tripé que pretende explorar nos próximos 45 dias de exposição na TV: saúde, educação e segurança serão o carro-chefe do programa dirigido pelo marqueteiro Luiz Gonzalez. O tucano vai reforçar críticas aos gargalos de infraestrutura que teriam sido provocados pelo governo federal, com destaque para sucateamento dos portos e falta de investimentos na malha aeroviária.

A superlotação dos aeroportos surgirá como alerta para os períodos em que o país vai sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Para o programa de abertura, haverá comparação da biografia com a de outros candidatos, principalmente com a da petista Dilma Rousseff. Para isso, a cúpula tucana levantou números, imagens e depoimentos relativos à trajetória de Serra. Servirão de bandeiras o programa de prevenção à Aids e mutirões de saúde, entre outros temas. A origem humilde de Serra será explorada na TV.

O programa de Dilma, por decisão do presidente Lula, terá como principal objetivo reforçar a identidade dela como a mais capacitada para continuar o projeto de governo. Nos bastidores, Lula tem sido consultado pelo marqueteiro João Santana. O objetivo é explorar ao máximo a parceria com Lula para atrair um quarto do eleitorado que ainda desconhece essa relação. Haverá comparação entre os governos de Lula e Fernando Henrique Cardoso. Nos primeiros programas, Dilma vai aparecer no extremo Sul do país, enquanto Lula gravou um programa no Norte, para mostrar a integração nacional proposta pelos dois.

Com apenas um minuto e 23 segundos no horário eleitoral, a campanha de Marina Silva pretende apelar à criatividade para driblar a pequena exposição na televisão em relação aos adversários Dilma e Serra. A ideia é apresentar uma “produção artística” inovadora no primeiro programa para chamar a atenção. Os detalhes são mantidos em segredo. O cineasta Fernando Meirelles, diretor de “Cidade de Deus”, tem contribuído com sugestões e chegou a participar da gravação do primeiro piloto do programa.

Novos ministérios serviriam para inchar promessas

O presidente que assumir o governo federal em janeiro de 2011 deverá ampliar ainda mais o número de ministérios no governo. Tanto Dilma Rousseff (PT) como José Serra (PSDB) prometeram criar novas pastas, cuja lista só cresce desde o governo Itamar Franco (1992). Se, por um lado, isso pode significar uma atenção especial para alguns temas – como ocorreu nos últimos anos com mulheres, igualdade racial e portos -, por outro atrapalha a gestão do país e infla a burocracia oficial. Especialistas em gestão afirmam que a criação de um ministério não significa, necessariamente, avanço nas políticas públicas para um setor.

Além disso, uma estrutura inchada pode virar armadilha para um mandatário futuro que queira reduzir a estrutura federal – uma vez que o presidente poderá ser tachado como contrário ao setor que perderá o ministério. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva criou quatro novos ministérios (Pesca e Aquicultura, Cidades, Desenvolvimento Social e Turismo, este último desmembrado de Esportes) e quatro secretarias com status de ministério (Mulheres, Igualdade Racial, Portos e Assuntos Estratégicos). Além disso, criou outras estruturas de caráter mais político (como Comunicação da Presidência, Secretaria Geral e Relações Institucionais), cujos titulares também têm status de ministro.

À frente nas pesquisas de intenção de votos, Dilma prometeu criar a pasta da Micro e Pequena Empresa. Serra, por sua vez, anunciou que fará o Ministério da Segurança Pública e uma pasta de apoio ao deficiente físico. O tucano, porém, disse que extinguirá alguns ministérios.

Mais de 60% trocam de emprego anualmente

Estudo inédito da Fundação Getúlio Vargas mostra que 62,8% dos trabalhadores sem carteira assinada do país mudam de emprego a cada ano. Motivo de preocupação dos especialistas, a rotatividade também é grande entre os que trabalham por conta própria: 31,8%. Até para os funcionários com carteira, o índice é elevado: 17,4%.
Folha de S. Paulo

Dez obras viárias recebem mais verbas que o metrô

Mais do que novas avenidas, túneis e viadutos, a solução do transporte na região metropolitana de São Paulo está na expansão do metrô. O discurso parece até repetitivo -por já ser endossado por nove entre dez políticos deste século. Só que, na prática, não foi seguido à risca pelas várias esferas de governo e partidos, do PSDB ao PT.

Levantamento da Folha mostra que a Grande São Paulo deve completar a década com um desembolso acima de R$ 13,5 bilhões com as suas dez principais obras viárias novas. É dinheiro suficiente para, com folga, aumentar em 50% a rede atual do metrô paulistano. E é mais do que os R$ 12 bilhões estimados para construir e equipar os 30 km de novas linhas de metrô que a região ganhou ou ganhará de 2000 até meados de 2011.

A conta considera só a ampliação do sistema metroviário em quilômetros e a construção de mais faixas de tráfego. Ela exclui os casos que se limitaram à modernização, reformas e equipamentos para vias ou metrô -bem como a melhoria dos trens e outros transportes coletivos. Os cálculos motivam duas avaliações de especialistas: 1) O ritmo de expansão do metrô, inferior a 3 km/ano, prosseguiu tímido, embora superior à média de 1,5 km/ano das décadas anteriores; 2) Ainda que haja obras viárias importantes e úteis, é ruim que se invista mais nelas do que em metrô.

Metade do eleitorado crê na vitória de Dilma

Além de ter se isolado à frente na pesquisa Datafolha para presidente, Dilma Rousseff (PT) ampliou entre os eleitores a percepção de que será a vitoriosa em 3 de outubro. Para 49% a petista vencerá, contra 25% que apostam no êxito de José Serra (PSDB). A margem máxima de erro é de dois pontos. Há 20 dias, 41% achavam que Dilma se elegeria, contra 30% que apontavam Serra. É comum haver assimetria entre a expectativa de vitória e a intenção de voto. Segundo a pesquisa do Datafolha feita de 9 a 12 deste mês, Dilma tem 41%, e Serra, 33%. A diferença de oito pontos na intenção de voto se converte em 24 pontos quando se trata da expectativa de vitória.

Outro indicador mostra o viés de alta de Dilma. Dos que optam por Dilma, 80% dizem que seu voto a favor da petista está “totalmente decidido” e 19% ainda admitem mudar. Dos eleitores de Serra, 70% estão totalmente decididos e 28% admitem mudar. No eleitorado de Marina, só 59% se dizem decididos. Esses percentuais indicam que os votos em Marina e em Serra são menos sólidos do que os de Dilma. Essa maior volatilidade entre serristas e marinistas indica haver um potencial para baixas na intenção de votos de ambos.

Pela primeira vez, petista empata com tucano entre as mulheres

Pela primeira vez na corrida presidencial deste ano, Dilma Rousseff (PT) consegue empatar com José Serra (PSDB) entre as mulheres. Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, Dilma e Serra têm, cada um, 35% das intenções de voto no eleitorado feminino. Entre as mulheres, é o patamar mais alto da petista e o mais baixo do tucano ao longo da disputa. Se dependesse apenas dos homens, Dilma venceria, e com folga, já no primeiro turno. Ela tem 47% de intenção de voto no eleitorado masculino, contra 31% de Serra. Em 2002 e em 2006, Lula também só foi ao segundo turno por causa das mulheres.

Entre os eleitores que têm de 25 a 34 anos -a faixa etária do eleitorado mais volumosa-, Dilma conquista sua maior vantagem: 45% a 31%. Os eleitores mais velhos, com 60 anos ou mais, dão empate técnico: Dilma tem 37%, e Serra, 36%. A vantagem de Dilma também é grande entre os eleitores que têm ensino médio. A petista aparece com 44%, e o tucano, com 32%. Entre os que têm ensino fundamental (40% a 35%) e superior (35% a 31%) a diferença é menor.

Serra caiu nos Estados que mais visitou

O desempenho do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, caiu nos três Estados que ele mais visitou nas últimas três semanas, segundo o último Datafolha. No intervalo entre as duas últimas pesquisas, de 23 de julho até anteontem, Serra teve pelo menos sete agendas de campanha em São Paulo, cinco em Minas Gerais e três no Rio de Janeiro. Com 56 milhões de eleitores, os três Estados são os maiores colégios eleitorais do país.

Serra apareceu pela primeira vez atrás de Dilma Rousseff no Datafolha, com 33% das intenções de voto no país ante os 41% da petista. No Rio, onde esteve três vezes nos últimos 20 dias, o tucano perdeu seis pontos percentuais -foi de 31% a 25%, e a petista ganhou quatro pontos, chegando a 41%. O Estado é base eleitoral do vice na sua chapa, o deputado federal Indio da Costa (DEM), que tem percorrido o interior, visitando pelo menos nove municípios.

Às vésperas da estreia na TV, Lula grava para 20 aliados nos Estados

Às vésperas do início da propaganda gratuita em rádio e TV, que estreia terça-feira, o presidente Lula já fez gravações para ao menos 20 aliados que disputam governos estaduais e Senado. Ontem, o presidente gravou 15 depoimentos no Palácio do Alvorada. Em uma das cenas, Lula aparece no hall de entrada, acenando. Nos próximos dias, ele participará de mais uma rodada de gravações.

Lula decidiu que entrará com força na campanha pela TV. A participação em comícios e agendas locais será menor. Ele viajará apenas para os Estados de aliados com quem se comprometeu pessoalmente. Ontem pela manhã, Dilma Rousseff (PT) passou cerca de uma hora e meia no Alvorada, enquanto Lula gravava. Eles não fizeram tomadas juntos. Dilma gravou à tarde, separadamente, em estúdio.

Campanha rica de sucessor de Delúbio é alvo de dossiê

O sucessor de Delúbio Soares nas finanças do PT, Paulo Ferreira (RS), dono da campanha a deputado mais rica do partido no Rio Grande do Sul, é o mais novo alvo de fogo amigo dentro do partido. Aliado do ex-deputado José Dirceu (SP), Ferreira, 51, foi o tesoureiro nacional do PT até o início de 2010. Assumiu o cargo em 2006, após a queda do tesoureiro Delúbio no escândalo do mensalão. Nos últimos dias, uma carta anônima de cinco páginas com acusações contra Ferreira, intitulada “Salvem o PT” e de autoria de um suposto “petista e fundador do PT” do RS, circulou em órgãos públicos de Porto Alegre e órgãos de comunicação.

O candidato disse saber da carta desde abril. Atribui o papel a uma briga interna partidária. “Eu tributo ela [a carta] a essa disputa interna do PT, sem dignidade, de se apresentar quem é que assina: “Eu, Fulano de Tal, acuso Fulano de Tal”.” Ferreira diz não saber quem é o autor. A Folha apurou que cópias também foram enviadas aos e-mails dos deputados federais Antonio Palocci (SP) e Arlindo Chinaglia (SP) e dos estaduais Raul Pont, presidente estadual do PT, e Adão Villaverde (RS).

Para voltar ao governo de Alagoas, Collor cola imagem a Lula e Dilma

“Não se esqueçam deste nome: Dilma Rousseff presidenta, número 13 na cabeça! Obrigado, minha gente!” Foi assim, misturando o velho bordão às novas alianças, que o senador Fernando Collor (PTB) encerrou comício para cerca de mil pessoas em Feira Grande (AL), a primeira de cinco cidades que visitaria na sexta-feira. Ele quer voltar ao governo alagoano 21 anos após renunciar para concorrer ao Planalto. Para isso, tenta apagar o passado e colar sua imagem na do ex-desafeto Luiz Inácio Lula da Silva e em sua candidata.

“Lula vai encerrar o mandato como o melhor presidente que o Brasil já teve”, disse a uma rádio, na quarta-feira. “Sou candidato do presidente Lula, da ministra Dilma e do governo federal.”
Na versão de Collor, o petista teria adotado a cartilha que o levou ao poder. “Continuo na mesma posição, com as ideias que defendi em 1989”, sustenta.

Fusão Lan e TAM mira “céus abertos”

A associação com a TAM transforma a chilena Lan na grande empresa de bandeira da América Latina, região que registra as maiores taxas de crescimento do setor aéreo no mundo. A Lan é hoje a companhia aérea com maior valor de mercado das Américas: US$ 9,24 bilhões. A TAM, que faturou US$ 4,9 bilhões no ano passado -US$ 1,2 bilhão a mais do que a Lan-, está avaliada em US$ 3 bilhões, segundo cálculos da Economática.

A supervalorização da Lan se explica pela alta rentabilidade: 22,5%, uma das maiores do mundo no setor, contra 14% da TAM. A companhia transportou no ano passado 15 milhões de passageiros, metade do que foi transportado pela TAM. Mas a Lan precisa crescer e, para isso, é fundamental colocar um pé no maior mercado da América Latina.

TV traz desafio a novo presidente da Colômbia

O presidente Juan Manuel Santos enfrenta um desafio com a licitação do terceiro canal de TV de alcance nacional na Colômbia. A concessão tem só um candidato, sócio da família dele no jornal “El Tiempo”. Especialistas defendem que haja mais concorrência.
Correio Braziliense

Detran instala radar sem estudo técnico

O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) instalou pelo menos 112 barreiras eletrônicas sem a realização prévia de um estudo técnico que comprovasse a necessidade de cada um dos equipamentos. Documentos obtidos com exclusividade pelo Correio revelam que a direção geral e a Diretoria de Segurança de Trânsito (Dirset) do órgão foram alertadas sobre a irregularidade e, mesmo assim, nada fizeram.

A denúncia é relatada em um memorando datado de 13 de julho passado, elaborado pelo Núcleo de Sinalização e Manutenção de Equipamentos Eletrônicos (Numeq). Consta no documento que os 112 medidores de velocidade do contrato firmado em 2009 com a empresa Perkons não possuem estudos técnicos comprobatórios de sua necessidade. E não seriam os únicos. Nem todas as demais barreiras contratadas em 2006 teriam a justificativa técnica. Nas últimas linhas do texto, chama a atenção um trecho da denúncia: “Cabe ressaltar que este núcleo (…) por diversas vezes tentou alertar a Dirset e a Direção Geral sobre o assunto, não tendo suas solicitações atendidas”.

A reportagem do Correio apurou que somente no mês passado o Detran pagou aproximadamente R$ 1,1 milhão pelas 112 barreiras colocadas sem o estudo exigido por lei. O custo anual chega a R$ 13,2 milhões. Na avaliação de José Leles de Souza, doutor em engenharia de transportes, a falta de justificativa da necessidade do medidor de velocidade dificilmente implica risco para a segurança de motoristas e pedestres, mas pode significar desperdício de dinheiro. “O estudo evita que os governos gastem dinheiro colocando equipamento onde não precisa. Com isso, esses equipamentos acabam se transformando em meros instrumentos arrecadadores de multas”, afirma o especialista.

As estratégias de cada um para evitar espionagem

Uma antena, um computador de boa configuração e um software específico. Pronto. Com pouco mais de R$ 1.500, qualquer aficionado por tecnologia constrói um grampo telefônico. Mas se o cidadão comum teme essa banalidade na invasão de suas conversas, não seriam os presidenciáveis que se descuidariam da privacidade. Não mesmo. O Correio conversou com aliados dos três principais candidatos à Presidência para saber os cuidados tomados a fim de evitar “vazamentos” durante a campanha. Apesar das estratégias diferenciadas, os concorrentes são unânimes no cuidado e admitem um estado de “paranoia”.

Do chamado “telefone vermelho” para o celular criptografado, tucanos, petistas e verdes protegem as informações sigilosas da campanha. O candidato José Serra (PSDB) é considerado o mais cuidadoso. Sabe detalhes das técnicas de interceptação de voz e evita a presença de smartphones nas salas onde vai realizar alguma conversa mais reservada.

Já durante a campanha, o presidente de um partido contou ao Correio que antes de se reunir com Serra foi questionado se estava com o celular. O político respondeu que sim e mostrou o aparelho desligado. Mesmo assim, o tucano pediu que o telefone ficasse do lado de fora da sala. Especialistas em tecnologia informam que alguns aparelhos modernos podem funcionar, mesmo desligados, como um microfone para captar som ambiente. O porta-voz da campanha de Serra, deputado João Almeida (PSDB-BA), afirma que nunca presenciou o gesto, mas que a atitude é típica do presidenciável. “Nunca participei de nenhuma reunião em que ele tivesse feito isso, mas é muito o estilo dele.”

Para tentar criar uma espécie de ambiente fechado para as conversas a longa distância, petistas ligados à campanha de Dilma Rousseff (PT) investiram em celulares criptografados. De acordo com aliados, pelo menos cinco pares desse tipo de aparelho foram adquiridos para garantir a segurança das informações trocadas durante as viagens de campanha. Como a manutenção desse tipo de aparelho custa caro, cerca de R$ 5 mil por licença adquirida, nem todos optam pela linha fechada. “Quando a gente ouve um barulho estranho, troca de número”, resume o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).

As armas para a telinha

A campanha eleitoral entra esta semana na fase final e decisiva com o início, na terça-feira, do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV. Favorita a vencer a disputa, segundo as pesquisas recentes, Dilma Rousseff (PT), a escolhida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vê a propaganda como peça-chave para tentar liquidar a fatura no primeiro turno. Já José Serra (PSDB), seu principal adversário, tenta reverter esse quadro. Nos primeiros programas, Dilma e Marina Silva (PV) investem em se apresentar ao eleitor, enquanto o tucano pretende anunciar uma proposta por programa.

Chuva de promessas e churrasco na laje

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, fez ontem mais promessas para tentar cumprir uma meta de campanha que já ficou pelo caminho. O programa Minha Casa, Minha Vida seria apresentado como selo das conquistas petistas na Presidência da República. Sem o retorno devido, agora Dilma faz um mea-culpa e admite que o público-alvo do programa não tem renda suficiente para aquecer o mercado de imóveis. A presidenciável acena para uma reforma do programa, com mais incentivos do governo e a possibilidade, até mesmo, de o cidadão obter o imóvel mobiliado.

Enquanto Dilma dedicou o dia de ontem à gravação do programa de TV, Serra percorreu ruas de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ciceroneado pelo deputado Nelson Bornier (PMDB-RJ), correligionário do vice da chapa petista Michel Temer (PMDB). O tucano atacou o investimento em saúde no município fluminense, em crítica velada ao ex-prefeito e candidato ao Senado Lindberg Farias (PT). Bornier e Lindberg são inimigos políticos em Nova Iguaçu. Durante a caminhada, Serra foi convidado por moradores para provar um churrasco caseiro, improvisado na parte superior da casa. O presidenciável aceitou o convite e prestigiou o churrasco na laje.

Sob o olhar dos homens de preto

Eles estão sempre perto dos candidatos, participam de passeatas, carreatas e de comícios, mas não são políticos nem podem fazer manifestações do gênero. Com postura discreta, carros descaracterizados e sempre atentos, é assim que trabalham os agentes da Polícia Federal que dia e noite fazem a segurança dos principais presidenciáveis, conforme determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O grupo varia de acordo com o candidato e os locais por onde ele anda. Os homens de preto, como são chamados dentro da cúpula de algumas campanhas, são recrutados pelo perfil, ou escolhidos pelo próprio político.

Vale tudo para a troca do voto

Conseguir um emprego, uma plástica nos seios, dinheiro para fazer festa de casamento, aniversário de 15 anos e até limpar o seu nome na delegacia da cidade. Algo que se pede a amigos próximos ou parentes, de quem se espera todo empenho para dar aquela mãozinha, certo? Nem sempre. Para vários eleitores do interior e até da capital de Minas Gerais, o pedido também pode ter como destinatário os deputados federais e estaduais, principalmente agora que eles dependem do voto para conquistar um novo mandato eletivo. Do outro lado, para não serem enquadrados na legislação eleitoral, que proíbe a troca de favores, os parlamentares precisam rebolar para dizer não sem perder a preferência nas bases. Congresso em Foco

Equipe Fenatracoop

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