Na manhã de segunda-feira (26), Cambé recebeu a vistita do “Ônibus Lilás” para auxiliar o atendimento às mulheres que sofrem violência, através de uma parceria da Secretaria de Assistência Social com o Governo do Estado. O ônibus prestou atendimentos no calçadão central, com o objetivo de chamar a atenção para os serviços ofertados às mulheres no Município.
De acordo com a chefe do Escritório Regional da Secretaria da Família e Desenvolvimento Social, o objetivo é esclarecer mulheres como fazer denúncias e direcionar ao atendimento feito pelos especialistas do Centro de Referência da Assistência Social (CREAS) de Cambé. “O ônibus serve para enfatizar os serviços de atendimento prestados às mulheres feitos em Cambé. Nós fomos informados que a procura por esse atendimento aumentou nos municípios que o ônibus já passou”, completou.
As Unidades Móveis de Atendimento Itinerante à Mulher em Situação de Violência foram criadas com o objetivo de levar os atendimentos necessários para as regiões mais distantes das cidades e desde 2015 percorre as 399 cidades do Paraná.
CREAS de Cambé
O Centro de Referência da Assistência Social de Cambé existe desde 2009 e atende crianças, adultos, homens e mulheres que são vítimas de violações de direitos. Com a chegada do mês de março, a questão da violência contra a mulher entra em destaque.
Segundo a coordenadora do CREAS de Cambé, Flávia Iwakura, os serviços prestados às mulheres que sofrem violência vão desde o atendimento psicológico até o jurídico. “Hoje o CREAS de Cambé conta com dois psicólogos, dois assistentes sociais e um assessor jurídico para que a vítima possa receber todo o serviço necessário para romper o ciclo de todos os tipos de violência”, declarou.
Além do atendimento pessoal, as segundas e quartas-feiras do mês, às 14h, um grupo de mulheres que já sofreram ou não violência, se reúne para debater sobre o assunto. “Mulheres que já quebraram o ciclo de violência voltam a participar do grupo e contar suas experiências para as outras mulheres que ainda estão passando por atendimento”, explicou a coordenadora.
De acordo com os dados da Secretaria de Assistência social, existem 413 mulheres registradas que já passaram pelo CREAS. Dessas, 287 romperam com o ciclo de violência e 126 permanecem em atendimento até hoje. A coordenadora ressaltou que há uma busca ativa pelas mulheres que retiram as denúncias e através disso é feito o atendimento psicossocial a todos os membros da família que estão envolvidas na situação.
“Quando a vítima faz a denúncia diretamente no CREAS, ela é atendida por uma psicóloga que vai traçar o perfil do atendimento e encaminhar para os serviços necessários. Cada vítima possui um tipo de situação e um perfil de atendimento diferente”, completou Iwakura. Ela destacou que a faixa etária das mulheres que mais fazem as denúncias é dos 20 aos 35 anos, mas a violência ocorre com mulheres de todas as idades. As denúncias podem ser feitas no CREAS ou anonimamente pelo telefone 3174-0452.

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