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O número de adolescentes com depressão preocupa e doença atinge ainda mais pessoas adultas. De acordo com especialistas, a depressão deve ser prevenida a partir da infância. Saiba mais!

De acordo com dados informados pela OMS (Organização Mundial da Saúde), a cada 40 segundos ocorre um suicídio no mundo. a depressão é, portanto, considerada a segunda maior causa de morte, especialmente, entre jovens de 15 a 29 anos.

Com o intuito de prevenir o desenvolvimento dessa doença, caracterizada como transtorno mental, é fundamental desenvolver nas crianças, habilidade socioemocionais.

Mal do século aumenta entre adolescentes

A OMS considera a depressão como sendo o mal do século, sendo a terceira maior doença que atinge adolescentes e a segunda causa de morte entre jovens com 15 a 25 anos.

Porém, especialistas informam que a prevenção do desenvolvimento desse transtorno metal pode ocorrer ainda na infância. Ou seja, se faz necessário capacitar as crianças a lidar com suas emoções, incluindo situações de estresse que desencadeiam a doença, especialmente, na adolescência e juventude.

Conforme relatado pela pesquisadora do Laboratório Interdisciplinar de Neurociências Clínicas da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Adriana Fóz, as crianças precisam ser treinadas para serem capazes de processar, compreender e entender suas emoções.

A forma com que sentem sentimentos como medo, raiva e tristeza precisam ser trabalhadas ainda na infância. Dessa forma, elas conseguirão ter mais clareza e estarão em melhor condição para lidar com eles. Como resultado, elas tendem a ser menos afetadas pelo estresse e outros sentimentos.

Para especialistas, transtornos mentais iniciam na puberdade

Para o professor do Departamento de Psiquiatria da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), Guilherme Vanoni Polanczyk, a maior parte dos casos de depressão, bem como outros transtornos mentais, tem início na puberdade.

Ele afirma que é nessa fase que a quantidade de casos de adolescentes com depressão aumenta, de forma assustadora, especialmente entre as meninas. Porém, vale frisar que as crianças também sofrem com essa doença, que possui prevalência, em torno, de 1%.

Polanczyk é chefe da Unidade de Internação do Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência, no Instituto de Psiquiatria na mesma universidade, bem como coordena o Núcleo de Pesquisa em Neurodesenvolvimento e Saúde Mental da USP.

Sintomas da depressão em adolescentes são perceptíveis, mas muitas vezes, ignorados.

Os sintomas de depressão em adolescentes são perceptíveis, porém, muitas vezes ignorados pelos adultos, especialmente. É nessa fase que os jovens, na puberdade, despertam sintomas como alteração de humor, com predomínio de melancolia, tristeza e irritabilidade.

Tais sintomas são somados ainda com a ausência de entusiasmo para desempenhar tarefas que antes traziam maior prazer e interesse. Além desses, outros também são indícios, como alterações de apetite e sono, persistência em pensamentos negativos relacionados a si mesmo, sensação de cansaço e negatividade em relação ao futuro.

A permanência desses sintomas dentro de um período superior a duas semanas, bem como referências à morte e suicídio, deve ser encarada como sinais de alerta à depressão.

É importante ainda saber, conforme especialistas indicam, que esse quadro pode se apresentar apenas uma única vez ou ocorrer ao longo do tempo, resultando assim, em um transtorno depressivo. Ou seja, embora esse conjunto de sintomas não indica, necessariamente, um quadro de depressão, já que muitos deles fazem parte dessa faixa etária, ambos são sinais de alerta.

A depressão como papel dos responsáveis e da escola

Muitas pessoas ainda desconhecem sobre os transtornos mentais e acreditam que a adolescência e juventude são as melhores épocas da vida. Sendo assim, punem quem se sente deprimido, bem como oferecem opinião deturpada, como elencando a depressão como sendo sinônimo de fraqueza.

Isso leva a um diagnóstico tardio, assim como o tratamento do problema. Conforme relatado pela professora de Psiquiatria da Infância e Adolescência no Departamento de Psiquiatria da FMUSP, Sandra Scivoletto, a depressão precisa ser identificada e tratada.

Quanto menor o tempo de que isso ocorra, melhor será para o paciente, que não desenvolverá maiores complicações ao longo de sua vida.

Na escola, a exposição ao bullying, situações de violência na comunidade, exposição a maus-tratos e o uso de drogas são tidos como fatores de risco para se desenvolver a depressão, bem como outros tipos de transtornos mentais nos adolescentes.

É importante estar atento a fatores como exclusão social ou sensação de rejeição que, para os pesquisadores, são fatores importantes. Estudos apontam que a sensação de solidão gera um impacto importante nos jovens, o que contribui para o aumento de desenvolver problemas relacionados à saúde mental, ponderou Polanczyk.

Os adolescentes são mais sensíveis às rejeições sociais, se comparado a uma pessoa adulta ou criança. Por isso, a escola deve exercer um papel importante para contribuir com eles, bem como também com as crianças.

As instituições de ensino podem desenvolver neles habilidade emocionais, já que são tidas como um campo fundamental para colher e criar espaços de convívio, de acordo com a professora do Curso de Psicologia e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social na Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde da PUC-SP, Maria Cristina Gonçalves Vicentin.

Para Scivoletto, a escolha não é o local para diagnosticar a doença, porém, os professores podem identificar quando um aluno está passando por alguma dificuldade e assim, indicar uma avaliação realizada por um especialista, seja de um convênio médio ou atendimento público, de acordo com a realidade de cada adolescente.

Vale frisar a importância de a família oferecer apoio para ajudar os adolescentes a passar por situações difíceis, de forma a conseguir lidar com o estresse. Sem oferecer esse apoio, o adolescente se sentirá mais sozinho, o que pode resultar em uma sensação de desespero e isso pode fazer com que este tome uma atitude definitiva, conforme ponderado por Scivoletto.

Por: Andréia Silveira, do site PlanodeSaudeNota10.

 

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