A Receita Estadual divulgou, na manhã desta sexta-feira (11), o balanço final da Operação Alerta Fiscal. A iniciativa foi realizada, durante toda a semana, em mais de 60 municípios da região de Londrina.

Quase 500 empresas foram fiscalizadas. Destas, 234 foram multadas. As infrações somam mais de R$ 1 milhão. As multas foram aplicadas, principalmente, por problemas constatados no transporte de mercadorias e pela falta de notas fiscais e outros tipos de documentação.

Segundo o inspetor geral de fiscalização da Receita Estadual, Clovis Rogge, pelo menos 80% das irregularidades envolvem “transportadoras, revendedoras de combustíveis e comércios de ruas”. “No caso dos postos de combustíveis, por exemplo, são estabalecimentos que vendem produtos com taxas altas de tributação. Logo, a possibilidade de sonegação é maior”, explicou.

Além da visita em empresas, a Receita fez a análise de quase 6 mil placas de veículos, atrás de problemas envolvendo a falta de recolhimento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Segundo Rogge, 76 carros e motos foram apreendidos pela Polícia Militar, pela ausência de pagamento do imposto. “Tivemos que finalizar a fiscalização sobre o IPVA na manhã de quinta-feira [10], por não termos mais espaço para depositar os veículos apreendidos.”

A Operação Alerta Fiscal também foi utilizada pela Receita na localização de 174 empresas devedoras da região. O montante total de débitos, constatado pelos fiscais, ultrapassa os R$ 260 milhões.

Destas, 35 parcelaram as dívidas e outras 24 demonstraram a intenção de fazer o parcelamento. Pelo menos R$ 17 milhões serão pagos por meio destes parcelamentos. “São empresas que estavam com dívidas de ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] pendentes e que puderam, agora, prestar contas ao fisco”, enfatizou.

O inspetor fez questão de lembrar também que, mais do que fiscalizar, a Operação Alerta Fiscal teve o objetivo de conscientizar o contribuinte paranaense, sobre “a importância de se quitar impostos que estão pendentes há mais de cinco anos”.

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