Foi com essa frase que presidente da Fenatracoop e dos sindicatos Sintracoop e Sintrascoopa, Mauri Viana, respondeu ao oficio encaminhado a imprensa, as cooperativas e aos trabalhadores do setor no Paraná. No ofício, o superintendente da Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Fecoopar), Nelson Costa, afirma que nunca propôs reajuste de 0,0% para os trabalhadores, mas fala em reposição da inflação. “Estão nos acusando de mentir para tentar nos jogar contra os trabalhadores, mas falar em reposição sem ganho real é 0,0%, porque reposição da inflação não é reajuste é apenas repor as perdas, que nem garantem também porque tudo subiu muito mais que a inflação divulgada para o período. É só olhar a conta de água, luz, gás e comparar”, esclareceu Mauri.

No Rol de reivindicações apresentado ao sindicato patronal, os trabalhadores estavam reivindicando 16,5% de reajuste salarial e mais 80 itens entre econômicos e sociais. “Todos os benefícios que os trabalhadores possuem hoje, foi fruto de muita luta do sindicato. Garantimos as conquistas a passos lentos e hoje nos querem tirar esses direitos. É claro que os constitucionais eles não podem tirar, era só o que faltava. Mas os benefícios que não estão na legislação e garantidos por força de convenção coletiva estão tentando nos tirar, mas não vão conseguir, pois vamos pro enfrentamento”, afirmou o presidente.

As cooperativas querem dificultar as negociações alegando dificuldades econômicas, quando em 2018, a atividade no Paraná cresceu 19,5%. As cooperativas lucraram R$ 83,7 bilhões e o número de associados cresceu mais de 14%. Números divulgados pela própria Fecoopar que ainda afirma em seu site que “apesar das dificuldades enfrentadas diante do cenário econômico e político nacional, foi um dos melhores anos que já tivemos, afirmou o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken”. A nota ainda acusa o sindicato de estar atrapalhando as negociações, que também é rebatido pelo presidente Mauri Viana. “Ninguém aqui está atrapalhando nada, queremos é que os trabalhadores cresçam junto com a cooperativa, que teve um ano excepcional e não quer dividir com os trabalhadores que são os responsáveis por esse sucesso. Quem está atrapalhando são eles que já estão com as nossas reivindicações há muito tempo e não nos chamam para negociar, agora que viemos mostrar a verdade aos trabalhadores querem se fazer de vítima? Aqui não. Aqui temos muita luta e principalmente transparência e honestidade”, encerrou o presidente.

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