Como usuária assídua das redes sociais, já consumi muitos conteúdos que, de alguma forma, poderiam me inclinar a comparar minha realidade com aquelas publicadas em mídias digitais que acumulam milhares e até milhões de seguidores! Não sei exatamente como, mas nunca sofri por não viajar o mundo como diversas influencers que sigo, ou, então, por não ter acesso a peças de grifes que eu amaria ter…kkk!

A verdade é que ver mulheres bem sucedidas nas mídias digitais me impulsiona a lutar, a querer contribuir ainda mais com o mundo a minha volta. Me estimulam a evoluir, a querer saber mais, a querer crescer na profissão que escolhi…

E com a chegada do final do ano, todos nós tendemos a fazer uma retrospectiva do ano que passou e, novamente, surge o risco de compararmos nossa realidade com o que vemos nesta Era Exposição, pela qual passamos!  E será que as redes sociais, de fato, nos impulsionam ou nos deprimem, quando estamos em tempos como agora?

Rose Cleir Guedes

Fui conversar então, com a psicóloga Rosecleir Guedes e com o Coach Fábio Ban, para que eles nos apontem a importância do autoconhecimento para que encaremos os conteúdos que consumimos nas mídias digitais de forma positiva em qualquer época do ano! Vamos lá?

“As redes sociais na internet, nasceram com a justificativa de integrar ainda mais as pessoas, a aproximar comunidades. Com isso, notamos que “tribos” se formam . Tem o pessoal que adora publicar e seguir perfis que veiculam frases motivacionais, que incentivam a modificação na forma de pensar e vejo esse tipo de conteúdo com “bons olhos”, pois consumir informações que nos provoque a pensar e  evoluir de alguma forma, são válidas. O que me preocupa são perfis que procuram doutrinar pessoas a alguns conceitos complexos. As mudanças internas dificilmente virão do consumo de informações nas redes sociais. Estes conteúdos podem ser gatilhos para que você procure evoluir e se conhecer ainda mais“, alerta  a psicóloga clínica e especialista em saúde coletiva,Rose Cleir Guedes.

Fabio Ban

“No final do ano há sempre uma expectativa de mudança de comportamento. Chamamos de renovação de ciclo, certo? E ansiar por mudanças na área da saúde ou estética , por exemplo, se inspirando nas redes sociais é válido, mas o perigo da frustração é enorme. Sozinho, a pessoa pensa, repensa e pouco consegue realizar porque muitas veze,s falta a capacidade de um planejamento, faltam ferramentas para o rompimento de crenças limitantes. A confiança do indivíduo não surge com o acompanhamento somente das informações transmitidas de forma aleatória. Cada um possui pontos fortes e fracos, e saber enxergar isso , certamente vem com a ajuda de um profissional.  Consumir conteúdo nas redes por si só pode confundir, mas se você traçar uma meta e tiver um Coach, um conscientizador para trabalhar com você, provavelmente você terá conscientização sobre o que consome. Se comparar é frustração na certa. Busque por ferramentas eficazes para estabelecer metas”.

É, pessoal, as renovações de ciclos podem ser usadas como “gatilhos” para nossas mudanças, e informações publicadas nas mídias digitais podem nos ajudar muito… Mas o autoconhecimento , certamente, vem com a sabedoria e técnica de profissionais como os citados acima!

Finalizando meu bate-papo com Fábio Ban ele deixou escapar uma das técnicas que utiliza em seus atendimentos: a Meta S. M. A. R. T ( sigla em inglês que forma a palavra smart que significa esperto ) ! Onde a letra S aponta a importância de especificar o plano ( specific), o M aponta a necessidade de mensurar, riscos e contextos para o alcance desta meta, o A quer dizer atingível, que procura examinar se a meta  é possível. Já a letra R procura indicar se tal objetivo é relevante e a letra T, procura examinar em quanto tempo esta meta é possível.

Demais, né? Mas nos conte, qual sua meta para 2019?

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