A Podologia Cambé esta instalada no Centro Comercial Canadá Localizado na Rua Holanda, 263 esquina com a Av Canada, Sala 311 no centro de Cambé, telefone: (43) 3254-7433 e WhatsApp: (43) 9.9918-7889
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Oito acordeões e três instrumentos de percussão substituem o barulho habitual do Calçadão de Cambé na manhã deste sábado, dia 24 de julho, a partir das 11 horas. No local, 11 pares de mãos hábeis e o mesmo tanto de corações e mentes dotados de talento e sensibilidade vão transformar os ruídos do cotidiano em música de boa qualidade.

Os autores desta cena ambientada com sons que estimulam a nostalgia e valorizam o que há de excelente na música popular brasileira integram o Grupo de Acordeão Evelina Grandis, de Londrina. Dos oito acordeões, sete estarão nos braços de mulheres, algumas delas beirando os 80 anos de idade.
O Grupo de Acordeão surgiu pela primeira vez em 1950. Quatro anos depois fez a sua principal apresentação na época, em Ibiporã, para um público de cerca de 1.000 pessoas. A responsável pelo grupo era Evelina Grandis, que chegou em Londrina em 1946. Casada com o médico paulista Eduardo Grandis, Evelina era professora do Colégio Hugos Simas.
Formada pela Academia Brasileira de Artes, um diploma que naquele tempo era muito raro para as mulheres, Evelina foi também a primeira professora de acordeão de Londrina. Segundo a filha Sonia Swenson Grandis Lepri, Evelina dividia o seu tempo entre as salas de aula, os afazeres domésticos, os cuidados com a família e as apresentações artísticas do grupo, que chegou a ter 17 acordeonistas. Ela faleceu em 1985 e por um longo período o grupo se afastou das apresentações.
O ressurgimento ocorreu em 2002. Entre os adeptos do instrumento que mais incentivaram o retorno do grupo não poderiam faltar os principais admiradores de Evelina, a começar pela filha Sonia, que hoje é a coordenadora-geral. A coordenação musical é de Marlene Lopes Nunes.
Sonia é autora do livro “Tributo a Evelina Grandis: Patrimônio Cultural de Londrina – Pioneira do Acordeon”. A filha lembra que a mãe defendia o instrumento com garra. “Para minha mãe o acordeão é um instrumento completo, que poderia fazer parte de uma grande orquestra. Por isso ela esbravejava quando analisavam o instrumento como popularesco e, principalmente, mais ligado à música junina”.
Sonia, que está com 65 anos, destaca ainda que a apresentação no Calçadão de Cambé terá o reforço de um cambeeense: o músico Joaquim Carlos Inocente, o Tim, é sobrinho de Sonia e membro de uma família que aprendeu a ter bons ouvidos incentivados por uma pioneira do acordeão.
A apresentação em Cambé faz parte da programação do Festival de Música de Londrina e tem a parceria da Fundação Cultural de Cambé (Funcac).

1 COMENTÁRIO

  1. O Tim é meu primo e orgulho musical de toda a familia dos Inocentes.
    Eu tinha um tio que tocava clarineta na orquestra da cidade e que se chamava Antonio.Ele era da familia da minha mãe, os Damião.
    Cambé é minha cidade natal e o pai do Tim, meu tio Albino, foi buscar a parteira de carroça para que eu nascesse, há 62 anos atrás. Tenho muito respeito pelo que meus tios Albino e João, e meu pai, Adhemar, fizeram na vida em Cambé. Considero que o que sou é resultado quase que direto deste esforço conjunto de 3 pessoas que trabalharam muito para tornar a familia no que ela é hoje.
    Só não sei que gênero musical o Tim toca e espero que não seja só o sertanejo…já que também gosto de Mozart, Wagner, Strauss….

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