Pela primeira vez desde abril de 1994, quando se tornou uma companhia de capital aberto com ações negociadas em bolsa, a Copel divulgou ao público seu planejamento estratégico de longo prazo, informando à sociedade e ao mercado investidor quanto e em quais atividades pretende vir a se expandir, considerando um horizonte de quatro anos.

“É uma inédita demonstração de transparência que a Copel oferece, inspirada nos princípios da governança corporativa e na filosofia de ação do governador Beto Richa”, define o presidente da empresa, Lindolfo Zimmer. “A gestão de uma empresa pública do porte da Copel deve se guiar por fundamentos e diretrizes como responsabilidade, eficácia e rentabilidade, agregando valor à Companhia – e é isso que estamos fazendo”, completa o presidente.

CRESCIMENTO – As metas propostas no documento apresentado pela Copel ao público e ao mercado financeiro são arrojadas e alcançam todos os negócios da sua atividade principal – geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica – e negócios em áreas complementares (distribuição de gás canalizado, saneamento, telecomunicações e serviços especializados de engenharia).

Está nos planos da Copel, por exemplo, expandir em até 44% a sua atual capacidade instalada para geração de eletricidade, que é de 5.158 MW (megawatts), aí incluída a potência proporcional de empreendimentos onde a estatal tem participação. O documento previne que o alcance da meta dependerá do sucesso de operações para a aquisição de novos ativos e de vitória nos leilões de novas usinas que venham a ser realizados pela Aneel.

Contudo, o texto também antecipa que boa parte dessa disponibilidade futura deverá resultar do aproveitamento de fontes alternativas – naturais, limpas e renováveis – de produção de energia. A pretensão da companhia é que tais fontes representem 22% de participação na sua matriz energética em 2015, como “conseqüência dos compromissos com a sustentabilidade e a preservação ambiental assumidos pela Copel”, conforme destaca o presidente Lindolfo Zimmer

Na área da comercialização de energia, a estatal pretende aumentar para até 34% a parcela de sua geração própria negociada no ambiente de contratação livre, ampliando a rentabilidade dos seus ativos. No segmento de transmissão de energia, atividade que faz o transporte da eletricidade por longas distâncias, o objetivo da Copel é expandir seu sistema próprio em 1 mil km de novas linhas de transmissão (hoje são quase 2 mil km de linhas) e aumentar a capacidade de transformação das subestações em até 4 mil MVA (megavolts-ampères), ampliando em 62% suas receitas na atividade.

O planejamento estratégico de longo prazo da Copel também observa que as metas estipuladas no segmento de transmissão de energia dependem do sucesso na disputa de futuros leilões promovidos pelo poder concedente e do êxito em eventuais operações de compra de novos ativos.

DISTRIBUIÇÃO – Na atividade de distribuição de energia elétrica, a Copel pretende investir na renovação e modernização dos ativos para aprimorar os indicadores de qualidade, promovendo melhoria na confiabilidade do seu sistema e o pleno atendimento ao crescimento do mercado.

Além disto, a companhia tem por objetivo aumentar significativamente seus ativos em distribuição por meio de aquisições. No entanto, esse incremento também dependerá da disponibilidade de tais ativos e do bom termo das eventuais operações de aquisição.

TELECOMUNICAÇÕES – Atualmente a Copel possui uma rede de 6.595 km de cabos ópticos no anel principal e 12.028 km em linhas radiais, estrutura que atende 252 cidades do Paraná e duas de Santa Catarina, totalizando 1.088 clientes. A meta da Companhia é estar presente em 100% dos municípios paranaenses até 2012 e prover a conexão de todas essas cidades em banda extra larga até 2015.

CURTO PRAZO – Ainda para 2011 a Copel tem diversos empreendimentos e projetos em andamento. Entre eles está a conclusão da Usina de Mauá, que acrescentará 361 MW ao parque gerador da companhia, e dar seqüência à já iniciada construção da Usina Hidrelétrica Colíder, no Mato Grosso, que agregará – a partir de janeiro de 2015 – 300 MW às disponibilidades da empresa.

Outras usinas estão nos planos da Copel. Este ano, a companhia quer concluir os estudos para participar da Usina Baixo Iguaçu (350 MW) e ter as condições necessárias para iniciar a construção da Usina de São Jerônimo, no rio Tibagi (331 MW). Até dezembro de 2011 a Copel também pretende ter em andamento – além da PCH Cavernoso 2, de 19 MW, cujos trabalhos já foram iniciados – as obras da PCH Dois Saltos, com potência projetada de 25 MW, além de concluir os estudos de viabilidade de diversas PCHs no Rio Chopim cuja potência conjunta somará até 120 MW.

Ainda em relação à geração, até o final do ano a Copel pretende participar de leilões de energia renováveis, que podem acrescentar até 500 MW de capacidade no seu parque instalado.

Já para a atividade de transmissão, neste ano a Companhia pretende investir até R$ 500 milhões na manutenção, reforço e modernização do seu sistema. E na área de distribuição, a Copel pretende no curto prazo formar ilhas de confiabilidade, ajudando no desenvolvimento dos pólos industriais já existentes e atraindo novos empreendimentos.

REFERENCIAIS – O planejamento estratégico foi elaborado de acordo com o novo referencial estratégico da Companhia – formado pelos conceitos de missão, visão, valores e diretrizes estratégicas –, que estabelece e baliza o posicionamento futuro. O referencial estratégico da companhia foi redefinido em abril.

O planejamento da Copel também está alinhado com Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) do governo federal, que o Ministério de Minas e Energia colocou para consulta em junho. O PDE incorpora uma visão integrada da expansão da demanda e da oferta de diversos energéticos no período 2011-2020 e, como tem natureza indicativa da política energética nacional, é utilizado como uma espécie de “guia” para que os investidores estabeleçam suas estratégias de prospecção

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