Depoimentos da Odebrecht contêm contradição e erro
Incongruências nas delações podem fragilizar as acusações e serão usadas na defesa de políticos
Os depoimentos de delatores da Odebrecht e materiais entregues por eles como provas ao Ministério Público Federal contêm erros, contradições e inconsistências. As incongruências, segundo ministro do Supremo ouvido sob condição de anonimato, fragilizam as acusações. Algumas delações, disse, terão de ser reanalisadas. Políticos ouvidos pela reportagem afirmaram que usarão essas brechas em suas defesas perante a Justiça…

Um convite à instabilidade – É preocupante que esteja a vicejar no STF tese sobre investigação de presidente da República…

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O Globo

Manchete : Brasil tem 57,9 milhões na folha do Estado
Servidores, benefícios sociais e INSS consomem 15% do PIB
Para especialistas, despesas com pagamento de trabalhadores da União, de estados e municípios têm impacto direto sobre alta carga tributária
Cerca de 28% da população, hoje estimada pelo IBGE em 207,4 milhões de pessoas, recebem algum tipo de pagamento diretamente do Estado, informa Renata Mariz. Este universo contempla 10 milhões de servidores públicos da ativa e inativos, 33,8 milhões de aposentados ou beneficiários do INSS e 13,4 milhões de inscritos no programa Bolsa Família.
Em 2016, as despesas com a folha de pagamento do setor público chegaram a R$ 941 bilhões. Na avaliação de consultores econômicos e analistas de contas públicas, os números estratosféricos revelam um Estado grande, com uma distribuição de recursos extremamente desigual. (Pág.3)

Diante de Moro, Lula pretende fazer ato político
Apesar de o ex-diretor da Petrobras Renato Duque ter acusado o ex-presidente de comandar o esquema de corrupção na estatal, Lula pretende usar seu depoimento ao juiz Moro, na quarta-feira, para reforçar o discurso de vítima e criar um clima político que inviabilize a retirada de sua candidatura para 2018. (Págs. 4 e 6)

Reforma trabalhista terá impacto na Justiça (Págs. 31 e 32)

Nas urnas, duas visões da França em choque (Págs. 36 e 37)

Municípios fluminenses atolados na crise
A crise transformou em pó o sonho de prosperidade em municípios fluminenses que despontavam como promessas de eldorado. Desemprego, violência e falta de investimento evidenciam a decadência. (Págs. 13 e 14)

Lauro Jardim
Dono da Andrade Gutierrez negocia fazer delação premiada. (Pág. 2)

Ancelmo Gois
Odebrecht, em busca de sócios, admite até mudar de nome. (Pág. 16)

Miriam Leitão
Não pode ficar a ideia de que há um Direito para cada réu. (Pág. 32)

Merval Pereira
Lula tenta constranger a Justiça com pressão política. (Pág. 4)

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O Estado de S. Paulo

Manchete : ‘Não se muda Previdência sem controvérsia’, diz Meirelles
Para ministro da Fazenda, proposta não pode mais receber alteração que dê prejuízo aos cofres públicos
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, diz ter certeza de que a reforma da Previdência, aprovada na semana passada em comissão especial da Câmara, passará também pelo plenário. E afirma que não há mais espaço para mudanças na proposta que resultem em perda financeira para os cofres públicos. “Negociação política sempre existe. Você me apoia para lá, eu te apoio para cá… Mas não negociação fiscal.” Ele diz que pode recomendar veto ao novo Super-Refis, caso seja aprovado no Congresso, e que tudo o que foi negociado até agora está dentro do esperado pelo governo. Para o ministro, disputas em torno do projeto fazem parte da democracia. “Não existe reforma feita sem controvérsia”, resume. “O que está em jogo hoje não é somente a questão de em que idade a pessoa vai se aposentar, mas principalmente a garantia de que todos vão receber a aposentadoria.” (Economia B1 a B5)

Aposentadoria de servidor custa ao menos dez vezes mais
União e Estados gastam anualmente mais de R$ 300 bilhões para cobrir o rombo da Previdência. Apesar de os servidores serem em menor número, são eles que consomem a maior parte do dinheiro. Enquanto o custo per capita de aposentados e pensionistas é de R$ 5 mil por ano, o dos servidores civis dos governos estaduais e federal é de R$ 49 mil e o de servidores militares chega a R$ 113 mil. (Economia B5)

MP paulista terá inquéritos com base na Lava Jato
O Ministério Público do Estado de São Paulo vai investigar crimes apontados por executivos da Odebrecht nos acordos de delação envolvendo obras, agentes públicos e políticos paulistas, como o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) e integrantes do governo Geraldo Alckmin (PSDB). (Política A4 e A5)

Macron a um passo da vitória
Ex-ministro da Economia é favorito na disputa hoje com a nacionalista Marine Le Pen; pesquisas indicam alta abstenção (Págs. 10 e 11)

Fernando Henrique Cardoso
Sair da crise
Partidos e líderes devem esclarecer o eleitorado e mostrar grandeza para apontar caminhos. (Espaço Aberto A2)

Eliane Cantanhêde
O comandante
Lula vai ficar cara a cara com Sérgio Moro enquanto ecoam revelações demolidoras (Política A8)

Notas&Informações
O arejamento da política – Os esforços de superação da grave crise por que passa a vida política do País incluem, necessariamente, uma reforma político-partidária. (A3)

Um convite à instabilidade – É preocupante que esteja a vicejar no STF tese sobre investigação de presidente da República (A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete : Depoimentos da Odebrecht contêm contradição e erro
Incongruências nas delações podem fragilizar as acusações e serão usadas na defesa de políticos
Os depoimentos de delatores da Odebrecht e materiais entregues por eles como provas ao Ministério Público Federal contêm erros, contradições e inconsistências. As incongruências, segundo ministro do Supremo ouvido sob condição de anonimato, fragilizam as acusações. Algumas delações, disse, terão de ser reanalisadas. Políticos ouvidos pela reportagem afirmaram que usarão essas brechas em suas defesas perante a Justiça.
A guerra de versões está nas petições contra os governadores do PSDB Marconi Perillo (Goiás) e Geraldo Alckmin (São Paulo). No pedido contra o goiano, quatro delatores apresentam três versões distintas. No caso do paulista, os delatores citam números que contradizem o que aparece nas planilhas. Há divergência ainda nas delações sobre os petistas Aloizio Mercadante e Edinho Silva.
Números e relatos sobre a campanha ao governo do Estado de São Paulo em 2010 não coincidem. Em alguns casos, há incongruências entre o que delatores da empreiteira disseram e o que o Ministério Público apresentou, como no inquérito contra Celso Russomanno (PRB-SP). A Odebrecht disse que “ê de responsabilidade da Justiça a avaliação de relatos”. A Procuradoria-Geral não quis se manifestar. (Poder A4)

Temer – 1 ano
Impopular e com coleção de crises, presidente fez avançar extensa e ambiciosa agenda ? Melhores e piores momentos do governo do PMDB (Poder A12)

Franceses vão às urnas para eleger novo presidente
Os franceses elegem hoje seu próximo presidente em meio a um embate entre otimistas e pessimistas.
Pesquisa realizada na sexta-feira (5) indica que a maioria do eleitorado, 63%, deve votar no centrista Emmanuel Macron contra 37% de favoráveis à ultranacionalista Marine Le Pen. (Mundo A14)

Petrobras enfrenta protestos contra poluição nos EUA (Mercado A24)

Acidentes nas marginais crescem sob gestão Doria
Os acidentes com vítimas nas marginais Tietê e Pinheiros cresceram 51% nos dois meses após o aumento da velocidade máxima nas vias. A comparação ê com fevereiro e março de 2016.
Bandeira do prefeito João Doria (PSDB), o programa Marginal Segura entrou em vigor no fim de janeiro. Além de elevar os limites, o projeto prevê ampliar a segurança no trânsito. A maioria das ações anunciadas como contrapartida, porém, não saiu do papel.
A prefeitura questiona os dados, fornecidos pela Polícia Militar, e diz ter cumprido todas as promessas de melhorias nas vias. (Cotidiano B1)

Base curricular dos EUA serve de alerta para o Brasil
Obstáculos vividos pelos EUA na adoção de uma base curricular nacional servem de alerta para o Brasil.
Erros na implementação e disputas políticas foram os principais problemas. Dos 45 Estados que aderiram ao modelo, criado em 2010,9 desistiram. A aprovação popular despencou. (Ilustríssima 4)

Editoriais
“Rever o foro”, sobre redução do número de autoridades julgadas pelo STF, e “Trump, Israel e Palestina”, acerca de política externa dos EUA. (Opinião A2)

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