Mil são demitidos por montadoras

No ABC paulista, a Volkswagen demitiu 800 funcionários e a Mercedes, 224. Na Volks, os trabalhadores entraram em greve. O ministro do Trabalho, Manoel Dias, tenta ajudar nas negociações…

Patrus se opõe a Kátia sobre latifúndio

Os novos ministros Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário) e Kátia Abreu (Agricultura) protagonizaram a primeira divergência pública na Esplanada. Patrus defendeu a “função social da terra” e disse que “não basta derrubar as cercas do latifúndio”. Na véspera, Kátia afirmara não haver mais latifúndio no país. O petista declarou ainda que o direito de propriedade não é algo inquestionável…

O Globo

Manchete : Governo fará cortes antes de Orçamento ser aprovado

Fazenda estuda aumentar impostos sobre investimentos de curto prazo

Para mostrar compromisso com austeridade, Planalto vai estipular tetos menores que os permitidos para os gastos dos ministérios enquanto o Congresso não vota a previsão de receita e despesas para este ano

Antes mesmo de o Congresso aprovar o Orçamento de 2015, a equipe econômica prepara redução das despesas não obrigatórias, como viagens e compras. Enquanto o Orçamento não é votado, cada ministério terá de conter gastos, num sinal do Planalto de compromisso com o anunciado superávit primário de R$ 66,3 bilhões este ano. Decreto presidencial com a contenção de despesas deverá ser publicado hoje. Enquanto isso, a Fazenda estuda elevar impostos sobre aplicações financeiras de curto prazo. (Págs. 19 e 20)

Piso de professor sobe 13%

Governo aumenta piso nacional para R$ 1.917; estados e municípios preveem dificuldade. (Pág. 27)

Graça atuou em gasoduto suspeito

Documento interno da Petrobras mostra que a atual presidente, Graça Foster, atuou no processo de construção da rede de gasodutos Gasene, que, segundo o TCU, custou 1.800% amais e foi feita por uma empresa de fachada, a Transportadora Gasene. Segundo os papéis, assinados por Graça, então diretora de Gás e Energia, a Petrobras agia “em nome e por conta da Transportadora Gasene”. A Petrobras não comentou a atuação de Graça, mas defendeu a legalidade do negócio. (Págs. 4 e 5)

Patrus se opõe a Kátia sobre latifúndio

Os novos ministros Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário) e Kátia Abreu (Agricultura) protagonizaram a primeira divergência pública na Esplanada. Patrus defendeu a “função social da terra” e disse que “não basta derrubar as cercas do latifúndio”. Na véspera, Kátia afirmara não haver mais latifúndio no país. O petista declarou ainda que o direito de propriedade não é algo inquestionável. (Pág. 3)

Mil são demitidos por montadoras

No ABC paulista, a Volkswagen demitiu 800 funcionários e a Mercedes, 224. Na Volks, os trabalhadores entraram em greve. O ministro do Trabalho, Manoel Dias, tenta ajudar nas negociações. (Pág. 21)

Crédito liberado para aeroportos

Com medo de que empreiteiras envolvidas na Operação Lava-Jato fiquem sem recursos para investir nos aeroportos, Dilma orientou os bancos públicos a não restringir o crédito às empresas. (Pág. 22)

Cesáreas deverãoser justificadas

O governo anunciou novas regras para estimular o parto normal na rede privada, como a exigência de justificativa clínica para a cesariana. No Brasil, 55% dos nascimentos são cirúrgicos, recorde mundial. (Pág. 27)

Ilimar Franco

Sempre alerta

O setor produtivo ficou de orelha em pé com trecho do discurso de Joaquim Levy (Fazenda): “Ajustes em alguns tributos serão também considerados”. Os empresários vão em peso à posse de Armando Monteiro (Indústria e Comércio). Querem que ele (que presidiu a CNI) seja como Patrus Ananias em relação a Kátia Abreu na Agricultura, contraponto à tentação dos times econômicos por aumento de imposto. (Pág. 2)

Merval Pereira

Crises anunciadas

A presidente Dilma nomeou um Ministério que pode ser medíocre em seu conjunto, mas tem um conceito por trás em algumas áreas fundamentais. A questão é que o conceito é uma repetição de manobra já realizada pelo ex-presidente Lula, e por isso mesmo Dilma corre o risco de transformar em farsa a repetição de uma estratégia política que depende de um líder com reconhecida capacidade de articulação política, para não provocar crises contínuas. (Pág. 4)

Míriam Leitão

O mínimo de Barbosa

O desdito do ministro Nelson Barbosa, logo após a posse, foi entendido como o primeiro desencontro, no novo governo, entre um ministro e o temperamento da presidente. Mas o que o ministro avisou é sensato e ajudaria a preparar o futuro. O salário mínimo não terá ganho real no ano que vem, e talvez nem no próximo . Mas quem planeja tem sempre que pensar além do curto prazo. (Pág. 20)

Editoriais

Ajuste fiscal precisa se concentrar no corte de gastos

O primeiro pronunciamento de Joaquim Levy como ministro da Fazenda correspondeu às expectativas quanto à correção de rumos da política econômica. (Pág. 16)

Campanha de 2018 já começou no PT

Lulopetismo articula ‘frente de esquerda’ para dar sustentação à campanha pela volta de Lula em 2018 e exercer pressão sobre o próprio governo Dilma (Pág. 16)

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O Estado de S.Paulo

Manchete: Governo corta gastos para recuperar credibilidade fiscal

Ministro do PT contesta Kátia Abreu sobre reforma agrária

Volks entra em greve; equipe econômica descarta ajuda

País gasta mal em segurança, diz Cardozo

Zero Hora

Manchete : Na rede privada – Norma tenta reduzir “epidemia de cesáreas”

Ministério da Saúde considera inaceitável percentual de 84% de partos cirúrgicos. (Sua Vida | 24)

13% de aumento – Piso do magistério passa a R$ 1.917,78

Secretário do RS diz que Estado não tem como pagar mínimo. (Rosane de Oliveira | 8)

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Valor

Manchete: Queda do preço do petróleo repõe perdas da Petrobrás

3G, de Lemann, cogita compra da PepsiCo

Metalúrgicos entram em greve na Volks

“Brasil sem Miséria” exige ajustes

Brasil Econômico

Manchete : CCEE prevê rombo recorde de geração hídrica em janeiro

Boletim da Câmara Comercializadora de Energia Elétrica calcula que as hidrelétricas terão perdas de até R$ 5,8 bilhões com compra de eletricidade no mercado de curto prazo para cumprir seus contratos. O valor representa 25% do déficit estimado para todo o ano de 2014. Para analistas, porém, a previsão pode estar superestimada. (Págs. 6 e 7)

Volkswagen demite 800 na virada do ano

Funcionários da fábrica Anchieta, no ABC paulista, receberam o aviso por carta nos últimos dias do ano. Ontem, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paralisou dois turnos da unidade, que emprega 13 mil pessoas. (Págs. 8 e 9)

China – Estímulo ao crescimento volta à origem

A China vai investir 7 trilhões de yuans (US$ 1 trilhão) para impulsionar o crescimento econômico, que poderá ficar abaixo de 7% em 2014. Os 300 projetos em infraestrutura serão financiados pelo governos centrais e locais, por empresas estatais e pelo setor privado. (Pág. 26)

No Brasil… – Mais esforço para aeroporto regional

O ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, assumiu ontem prometendo realizar um “esforço hercúleo” para que saiam, ainda em 2015, as primeiras licitações para aeroportos regionais no final de 2016 ou início de 2017. (Pág. 4)

Eduardo Paes dá ultimato no PMDB fluminense para 2016

Prefeito do Rio pressiona partido para que a decisão sobre nome à sua sucessão saia antes de junho de 2015. Petistas podem romper aliança municipal caso Jorge Picciani, presidente do PMDB, vença a disputa interna. (Pág. 3)

Mosaico Político

Gilberto Nascimento

AUXÍLIO CRIA MAL-ESTAR NO MPF

O procurador da República em Pernambuco Luciano Rolim virou alvo de seus colegas na rede interna do Ministério Público Federal. O motivo é a sua representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) contra o auxílio-moradia a ser pago a promotores, defensores públicos, procuradores e juízes. (Pág. 2)

O mercado como ele é…

Luiz Sérgio Guimarães

MEDO DERRUBA JURO AMERICANO

Principal aferidor do medo do grande capital financeiro global, o juro americano de 10 anos caiu ontem abaixo de 2%. A queda da taxa do título do Tesouro americano de 10 anos de 2,04% para 1,93% espelha a debilidade econômica nos quatro cantos do mundo. (Pág. 20)

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Folha de S. Paulo

Manchete : Governo anuncia medidas para desestimular cesárea

Médico terá de justificar o procedimento para ser pago por plano de saúde

Os planos de saúde poderão se recusar a pagar por cesáreas feitas sem justificativa. Ministério da Saúde e Agência Nacional de Saúde Suplementar anunciaram ontem (6) regras que obrigam o médico a fundamentar essa opção para o parto. A meta do governo é frear o crescimento da taxa de cesáreas realizadas na rede privada, cujo índice hoje é de 84, 6%, contra 40% nos hospitais públicos. Entre as medidas, está a obrigatoriedade de o médico elaborar um partograma. Esse documento, uma espécie de raio-x do parto, será requisito para que profissionais e hospitais sejam pagos pelos planos, que, por seu lado, devem informar à gestante o percentual de cesáreas feitas pelos médicos e os riscos do procedimento. As operadoras e profissionais têm 180 dias para se adaptarem às medidas. A iniciativa gerou polêmica na classe médica. Há questionamentos sobre o direito de escolha da gestante e as condições hospitalares para o parto normal. (Cotidiano C1)

Procuradoria quer aval do STF para investigar Eduardo Cunha

O Ministério Público Federal vai pedir ao STF aval para investigar Eduardo Cunha (PMDB-RJ), citado na Operação Lava Jato e favorito na disputa pela presidência da Câmara, informam Severino Motta e Gabriel Mascarenhas. Ele é suspeito de ter recebido dinheiro do esquema. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve abrir inquéritos e apresentar denúncias no início de fevereiro. O deputado nega envolvimento no caso. (Poder a4)

Para recuperar credibilidade, governo adianta corte de gastos

Preocupado em resgatar a credibilidade da política fiscal, o governo Dilma decidiu cortar as despesas antes mesmo da aprovação do Orçamento de 2015. Um decreto presidencial fixará limites máximos para gastos mensais de cada ministério. Um dos cenários em análise pela equipe econômica projeta bloqueio de um terço dos investimentos previstos na proposta de Orçamento, o que significaria corte de R$ 27 bilhões. (Mercado B1)

Trabalhadores da Volks fazem greve contra a demissão de 800 no ABC (Mercado B3)

Estádios da Copa tiveram apenas 7% de recurso privado

A iniciativa privada investiu apenas 7,2% do custo final dos estádios da Copa, segundo o Ministério do Esporte. Em 2007 , quando o Brasil foi escolhido como sede, governo federal e CBF diziam que seriam levantados 100% com recurso privado. Ao todo foram gastos R$ 8,4 bilhões com as 12 arenas para o torneio, aumento real de 20% com base na primeira projeção oficial. (Esporte D1)

Foto-legenda : Cativeiro de luxo

Protesto de barcos de pescadores impede saída de cruzeiro com turistas de porto de Itajaí (SC); ato, contra medida que proíbe a pesca de 475 espécies, durou mais de 30 h e acabou após acordo com o governo (Cotidiano C4)

Maria Alice Setubal

Retórica de Dilma não basta para salto em educação

No discurso de posse, Dilma anunciou o novo lema do seu governo: “Brasil, pátria educadora”. Ao mesmo tempo em que aplaudimos, nos perguntamos o porquê do seu descaso anterior. O salto na educação exige mais do que retórica. (opinião a3)

MARIA ALICE SETUBAL, a Neca, é doutora em psicologia da educação pela PUC-SP . Foi assessora da candidata Marina Silva

José Henrique Mariante

Atenção, ministro: na Olimpíada levar de 7 a 1 é norma (Opinião A2)

Editoriais

Leia “Petrobras na berlinda”, acerca de impacto da baixa do preço do petróleo na estatal, e “30 anos sem integração”, sobre a ferrovia Norte-Sul. (Opinião A2)

EBC

Edição: Equipe Fenatracoop

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