O Globo

Manchete: Reação à prisão de Lula e eleição racham PT
Uma ala defende elevar ataques, e outra crê que isso piora situação
Nos últimos anos, ex-presidente sempre deu a palavra final e agiu para unificar o partido

Com o ex-presidente Lula preso, o PT está rachado sobre que estratégia adotar em relação ao Supremo Tribunal Federal e que rumo tomar na eleição deste ano. Uma ala defende aumentar os ataques ao Judiciário, enquanto outra acredita que isso pode complicar a situação do ex-presidente. A sigla também não está unida em torno de quem pode substituir Lula na disputa pela Presidência neste ano nem em relação a possíveis alianças eleitorais. (PÁGINA 3)

O mais novo negócio das milícias no Rio: imóveis
Investigadas por cobrar taxas de proteção e explorar a distribuição de sinal clandestino de TV a cabo e os transportes alternativos, as milícias estão expandindo seus negócios para o mercado imobiliário, revelam CHICO OTAVIO e VERA ARAÚJO. Inquéritos mostram que essas quadrilhas controlam toda a cadeia da atividade ilegal, desde a grilagem e a construção dos imóveis até a corretagem. Em bairros da Zona Oeste, milicianos invadem áreas públicas e de proteção ambiental para fazer loteamentos ou extrair pedra e saibro. (PÁGINAS 7 e 9)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Presidenciáveis disputam espólio eleitoral de Lula
Estratégias incluem programas com ênfase na área social e busca por votos do ex-presidente no Nordeste
A seis meses das eleições, pré-candidatos à Presidência se articulam para conquistar votos de Luiz Inácio Lula da Silva, preso anteontem sem ter indicado um herdeiro no PT. Ênfase na área social e busca pelo espólio do ex-presidente no Nordeste fazem parte da estratégia de pré-candidatos mais identificados com o centro e a esquerda. Documento da Rede, partido de Marina Silva, propõe vincular programas de distribuição de renda, como o Bolsa Família, a políticas de formação profissional e trabalho. Presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira afirmou que a candidatura de Joaquim Barbosa vai disputar o voto progressista, tentando herdar votos de Lula, caso ele não possa mesmo concorrer a Presidência. No PSDB, o tom de Geraldo Alckmin tem sido moderado ao falar sobre a prisão do ex-presidente. A estratégica é tentar equilibrar o antipetismo, ingrediente indispensável para o eleitorado tradicional tucano, com ideias e propostas de centro-esquerda que agradam ao eleitorado petista. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Lula: ‘Moro tem mente doentia’
Dois dias antes de ser preso, Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em vídeo que o juiz federal Sérgio Moro tem “mente doentia”. A gravação foi publicada na página do ex-presidente no Facebook. (PÁG. A6)

1º dia tem jogo e pão com manteiga
No primeiro dia preso, Lula recebeu a mesma comida servida aos detentos da carceragem da PF e viu a vitória do Corinthians. (PÁG. A6)

Delegado diz que ‘é hora’ de Temer, Aécio e Alckmin
Responsável pela delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros em São Paulo (Delecor), o delegado da PF Milton Fornazari Junior escreveu numa rede social que “agora é hora de serem investigados, processados e presos os outros líderes de viés ideológico diverso que se beneficiaram dos mesmos esquemas ilícitos que sempre existiram no Brasil (Temer, Alckmin, Aécio etc)”. A postagem foi feita quando Lula era levado a Curitiba e depois retirada. (POLÍTICA / PÁG. A10)

Moreira Franco vai assumir Minas e Energia (ECONOMIA / PÁG. B5)

‘BNDES é muito quadradão’
Entrevista – Dyogo Oliveira
Ex-ministro diz que Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social tem de mudar processos e fazer parceria com o setor privado. “Competir com o mercado é estupidez.” (ECONOMIA / PÁG. B3)

Cida Damasco
Economia perde foco na campanha, mas retomada e ajuste desafiam candidatos. (ECONOMIA / PÁG. B4)

Notas & Informações
Cerco ao ajuste fiscal
Decisões e omissões de Legislativo e Judiciário, algumas com a conivência ou concordância do Executivo, minam declarado esforço do governo pelo ajuste das finanças públicas. (PÁG. A3)

Soluções fáceis
Urge que políticos responsáveis digam aos cidadãos que não há lei e ordem fora do respeito ao Estado de Direito. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Sob temor de racha, PT reafirma Lula candidato
Cresce preocupação com cisão interna; ex-presidente vê jogo no 1º dia na cela
Em estratégia para a defesa política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde a noite de sábado em Curitiba, o PT pretende se reunir hoje na capital paranaense para reafirmar a candidatura de seu líder à Presidência da República. Uma nota nesse sentido deve ser divulgada pela sigla. Embora duvidem da possibilidade de ter Lula na disputa eleitoral, aliados dizem que falar em nomes alternativos seria reconhecer que a derrota judicial é definitiva. Cresce a preocupação com divergências internas e com a busca de candidatura única da esquerda. PSOL e PC do B recusam, por ora, o debate. Segundo o PT e a defesa, Lula teve um primeiro dia tranquilo na cela. Conseguiu autorização para que uma TV fosse instalada no local e assistiu ao jogo que deu o título ao Corinthians, seu time. Está, porém, indignado com a situação e se considera um preso político, segundo seu advogado. Apoiadores de Lula acampam ao redor da Superintendência da PF, ao longo de quatro quadras. Ontem, foram visitados por petistas e houve show de Ana Canas. Na quarta (11), o STF deve julgar pedido de liminar que busca evitar prisões de condenados em 2ª instância até decisão sobre o tema. (Poder A6 )

Esquerda, sem união, pode ficar fora do 2Q turno
Renato Lessa, professor de filosofia política da PUC do Rio, afirma que a esquerda pode ficar fora do 2º turno da eleição presidencial se seus partidos não compuserem uma frente. A prisão de Lula, diz, completou um ciclo de neutralização desse segmento da política. (A22)

Procuradores dizem que petista se vende como perseguido (Poder A12)

Colunistas
VINÍCIUS MOTA
Conservadorismo do voto de Rosa é quase revolucionário (Opinião A4)

GREGORIO DUVIVIER
Imbecilidade dos antilulistas dá força dobrada ao lulismo (Ilustrada C5)

Salário de aposentado precoce cai de 30% a 80%
Os salários dos brasileiros que se aposentam antes dos 65 anos e continuam trabalhando caem entre 30% e 80%, segundo estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Economia, da FGV, e pela plataforma IDados. O impacto negativo de aposentadorias precoces sobre a economia brasileira é uma redução entre 0,3% e 0,7% do PIB ao ano. Em 2014, foram perdas de até R$ 40 bilhões. (Mercado A26)

Momento exige cautela extra em investimentos (Folhainvest A23)

Nova política leva 1.500 deficientes às universidades
Ao menos 1.500 deficientes que estudaram em escolas públicas estão ingressando em universidades usando política de cotas instituída em 2016 pelo governo federal, segundo levantamento da Folha em 45 instituições. Embora corresponda a menos de 20% das cerca de 8.000 vagas, a adesão nunca foi tão alta. (Cotidiano B1)

Editoriais
Leia “O pós-Lula”, acerca de próximos passos do PT e da esquerda, e “Poder reformador”, sobre resistências sindicais a propostas de Macron na França. (Opinião A4)

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