A Copel registrou lucro líquido acumulado de R$ 988 milhões nos nove primeiros meses de 2011 – um resultado 14,9% maior que o apurado no mesmo período do ano passado. O lucro líquido obtido no terceiro trimestre deste ano (R$ 345,7 milhões) superou em 19,5% o alcançado no terceiro trimestre de 2010 (R$ 289,2 milhões).

Segundo a direção da companhia, esse desempenho reflete os esforços voltados para a agregação de valor à empresa. “Estamos seguindo a orientação do governador Beto Richa de buscar, por meio de uma política eficaz de investimentos e gestão dos processos internos, ganhos crescentes de eficiência e produtividade. Isso acaba se refletindo na elevação dos padrões de qualidade dos serviços prestados à população”, diz Lindolfo Zimmer, presidente da Copel.

A receita operacional líquida da concessionária totalizou R$ 5,683 bilhões de janeiro até 30 de setembro, registrando variação de 13,4% em relação aos valores do ano anterior. Contribuiu para essa elevação o aumento de 4,5% na receita proveniente do fornecimento de eletricidade, refletindo o crescimento nos níveis de consumo do mercado cativo. Em contrapartida, os custos e despesas operacionais (de R$ 4,535 bilhões) cresceram menos, registrando variação de 11,2%.

A capacidade de geração de caixa – medida pelo Lajida, sigla formada pelas iniciais de “lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização” – chegou a R$ 1,555 bilhão, com acréscimo de 15,7% sobre o Lajida de R$ 1,344 bilhão apresentado no balanço do mesmo período em 2010. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido neste ano atingiu 8,7%.

ATIVO – Em 30 de setembro de 2011, o ativo total da Copel era de R$ 18,9 bilhões, valor 5,8% superior ao verificado em 31 de dezembro de 2010. Já o patrimônio líquido chegava a R$ 11, 993 bilhões, montante 6,2% superior ao registrado no último dia do ano passado.

As disponibilidades (valores em caixa e aplicações financeiras de curto prazo) totalizavam R$ 2, 17 bilhões no final de setembro, enquanto a dívida total consolidada atingia R$ 2,157 bilhões – equivalente a 18% do patrimônio líquido, configurando um dos menores índices de endividamento do setor elétrico brasileiro. Da dívida total, apenas uma parcela de R$ 87 milhões tem vencimento no curto prazo.

INVESTIMENTOS – O programa de investimentos da Copel realizado até o final de setembro deste ano totalizou R$ 967,3 milhões, cabendo R$ 544,6 milhões a empreendimentos de geração e transmissão de energia, R$ 368,9 milhões a obras de ampliação, reforço e modernização do sistema de distribuição e R$ 53,8 milhões para a expansão do sistema de telecomunicações.

A Companhia desenvolve simultaneamente três grandes projetos de geração: a Usina Mauá, no rio Tibagi, em sociedade com a Eletrosul e em fase final de construção, que recebeu recursos de R$ 171,1 milhões neste ano; a Usina Colíder, no norte do Mato Grosso, cujos investimentos totalizaram R$ 230,7 milhões entre janeiro e setembro; e a pequena central hidrelétrica Cavernoso 2, no município de Virmond, onde foram aplicados recursos de R$ 21,2 milhões.

Na área de transmissão de energia, estão em andamento projetos de grande importância, como a construção da linha de transmissão ligando as subestações Foz do Iguaçu (pertencente à empresa Furnas) e Cascavel Oeste, da Copel e, no interior de São Paulo, a linha que vai de Araraquara a Taubaté – ambas na tensão de 525 mil volts.

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