Do Jornal Nossa Cidade:

Em Cambé, onde cães abandonados são encontrados nas principais vias dos bairros e da região central, inclusive na Praça Getúlio Vargas, junto ao Terminal Urbano, o leitor José Nelson dos Santos, servidor público, escreveu ao JNC sobre a imprensa e a Feira de Doação de Animais realizada no dia 24 de novembro, no Centro de Eventos de Cambé. Ele diz que “a imprensa não manifestou nenhuma publicidade ao fato” e prossegue:

“Por iniciativa inteiramente particular, com serviço abnegado, uma vez que não visava lucro, pessoas se dispuseram a organizar a doação de animais. A feira apresentou movimento durante todo o dia. Causou surpresa aos que passaram por lá pelo movimento constante. As pessoas se mostravam interessadas nas histórias de cada animal, seja do cachorro que não abandona o túmulo do dono falecido, seja do animal que teve o olho furado, como expressão de pura maldade.

Seja da cachorra que dá leite a gatinhos, desde que sejam negros. O interesse causado às pessoas conseguiu fazer a doação de 23 animais, tirando-os das ruas. Isto tem importância a partir do fato que tira animais soltos que perambulam permanentemente pela cidade. Não são animais de raça, desconhecem o que seja pedigree, estirpe, genealogia ou linhagem, mas apresentam a qualificação de que já tiveram uma família, carregando a marca de ‘animais sem dono’, abandonados.

O grupo que organizou o evento merece algum reconhecimento, uma vez que contribuiu, minimamente, com melhor aparência à cidade. Não se trata de ação transformadora. Uma das participantes do grupo relata que teve apoio de pessoas muito importantes. Citou Tino Veterinário e Vet Canis, de Cambé; também Dra. Talita, de Londrina, Dr. Juliano, de Ubiratã, as veterinárias Patrícia e Daiane, estudiosas da alimentação animal.

Disse ainda que cada gatinho ou cachorrinho presente na feira tem uma história triste para contar. Passei por duas vezes no local e fiquei impressionado com o movimento, interpretei como atividade digna de consideração. Este fato não pode passar sem registro.”

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