Massacre em MT foi precedido por casos de violência
Dois casos de violência registrados na polícia, em 2014 e 2015, precederam o massacre de nove trabalhadores rurais e posseiros no dia 19 deste mês em Taquaruçu do Norte (MT), relata o enviado Fabiano Maisonnave. Ali, 3.600 hectares estão sob disputa com grileiros, afirmam moradores…
PCC mira presídios para dominar tráfico no país
Comandado de fora das prisões pela primeira vez desde sua criação, em 1993, o PCC (Primeiro Comando da Capital) deflagrou em outubro de 2016 uma série de conflitos letais contra facções adversárias nas cadeias do Norte e Nordeste, informa Rogério Pagnan. O objetivo ê garantira adesão de novos membros e ampliar a todo o país o domínio sobre o crime organizado e o tráfico de drogas, como o que já tem em São Paulo. “O confronto não tem volta e vai se estender para as ruas”, diz o promotor Lincoln Gakiya…
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O Globo

Manchete : Violência no Rio volta ao nível de antes das UPPs
Indicadores de criminalidade aumentam a partir de 2011
Pesquisa da FGV analisa uma década de política de pacificação e revela que crimes como roubo de veículos, que afetam a sensação de segurança, deram salto; queda de homicídios dolosos perde ritmo
Após caírem com a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora, os índices de criminalidade no estado voltaram a crescer devido a falhas de planejamento e à falta de estrutura, ameaçando conquistas da política de segurança. A constatação é da Fundação Getulio Vargas, que analisou estatísticas de 2006 — dois anos antes da inauguração da primeira UPP, no Morro Dona Marta — até 2016. Segundo os pesquisadores, 2011 marca o início da deterioração dos indicadores que afetam a sensação de segurança da população. O roubo de veículos, no ano passado, superou em 20% o total de casos de 2006. Os homicídios dolosos, após queda drástica, não retrocederam a patamares pré-UPP, mas aumentaram 23% de 2012 a 2016. Em uma década, os roubos a transeuntes deram um salto de 102,7%. (Pág. 14)

Jovens sem esperança
Quase um terço da população de cem mil pessoas do Complexo do Alemão, os jovens convivem com rotina de dor e conhecem a morte muito cedo. Projetos sociais estão abandonados. (Pág. 15)

Endereços confirmam delações
Visitar imóveis citados por delatores da Odebrecht ajuda a confirmar ligações com os acusados. No endereço onde emissário do ministro Padilha teria recebido R$ 1 milhão funcionam três empresas ligadas a ele. Mas há casos de delações imprecisas. (Pág. 3)

Protestos deixam rastro de destruição
Cidade teve seis estações de VLT depredadas, nove ônibus queimados e vitrines de lojas destruídas. Em São Paulo, prefeitura quer cobrar prejuízos de sindicatos. (Pág. 28)

Menos cidades ligadas por voos
Em dez anos, o número de cidades atendidas por voos domésticos recuou de 180 para 122. Em 33% delas, não há concorrência. Juiz do Ceará liberou cobrança por despacho de bagagem. (Págs. 25 e 26)

A primeira geração da microcefalia
Um ano e meio após o governo decretar emergência sanitária nacional para enfrentar a microcefalia causada pelo vírus zika, o sistema de atenção às crianças afetadas é insuficiente, revela ANA LUCIA AZEVEDO. Meninos como Samuel da Silva, ao centro na foto com colegas de uma creche regular, estão abaixo do desenvolvimento que poderiam alcançar, caso tivessem recebido o atendimento precoce e intensivo que tem impacto pelo resto da vida. (Págs. 8 e 9)

Colunas
LAURO JARDIM
Nova delação da Andrade mira tucanos (Pág. 2)

MERVAL PEREIRA
PT defendia reformas que agora critica (Pág. 4)

ELIO GASPARI
STF impõe derrota à Lava-Jato (Pág. 6)

ANCELMO GOIS
Após delação, a Odebrecht queria aplausos (Pág.18)

MÍRIAM LEITÃO
O relato fantasioso de Sérgio Cabral (Pág. 26)

ARTUR XEXÉO
A transformação de Adriana Ancelmo (Segundo Caderno)

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O Estado de S. Paulo

Manchete : Dilma sofre de ‘amnésia moral’, diz João Santana
Segundo ex-marqueteiro, petista sabia de caixa 2 na campanha e se sentia chantageada por Odebrecht
A presidente cassada Dilma Rousseff se sentia “chantageada” pelo empresário Marcelo Odebrecht. Foi o que disse em depoimento sigiloso à Justiça Eleitoral o marqueteiro João Santana, responsável pelas campanhas do PT à Presidência em 2006, 2010 e 2014, informa Rafael Moraes Moura. Segundo Santana, Dilma “infelizmente” sabia do uso de caixa 2 em sua campanha, o que reforçou a percepção nele de que a petista e os demais políticos do País sofrem de “amnésia moral”. Uma das últimas testemunhas ouvidas no processo que apura se a chapa Dilma-Michel Temer cometeu abuso de poder em 2014, o publicitário afirmou que o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, servia como “porta-voz” de recados de Odebrecht e o objetivo da chantagem do empreiteiro seria intimidar a então presidente a ponto de fazê-la impedir o avanço da Lava Jato. (Política A6)

Mello: ‘Investigar presidente não é ilegal’
Decano do STF, Celso de Mello disse a Luiz Maklouf Carvalho que eventual investigação do presidente Michel Temer na Lava Jato não desrespeita Constituição. (Política A4)

Maia: ‘Servidor quer inviabilizar reforma’
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, diz que os funcionários públicos fazem um “lobby enorme” contra a reforma da Previdência. (Economia B4)

R$ 126 bilhões não foram repatriados
Levantamento feito por meio da Lei de Acesso à Informação identificou que a maior parte do dinheiro que era mantido ilegalmente no exterior não retornou ao Brasil. (Economia B1)

Ações contra planos de saúde explodem
Nos três primeiros meses do ano foram julgadas, em São Paulo, 117 ações por dia de usuários inconformados com decisões tomadas por operadoras. (Metrópole A15)

Desemprego, medo e esperança
Eles são o retrato da crise que afeta 14 milhões de pessoas no Brasil, conta Douglas Gavras. (Economia B8)

Eliane Cantanhêde
Sexta-feira quente, mas greve foi isolada e quebra-quebra, um tiro no pé (Política A6)

Vera Magalhães
Cutistas e petistas sabem que não falam mais aos setores que lhes garantiam voz e voto (Política A8)

Notas&Informações
A reforma engavetada – Se o sistema político não funciona, cabe reformá-lo com urgência. Foi o que concluíram especialistas no Debate Estadão (A3)

Passado, presente e futuro – A decepção dos brasileiros com a política, constatada em pesquisa, é uma péssima notícia (A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete : Bolsonaro sobe e disputa 2° lugar; Lula amplia liderança
Doria é o tucano mais competitivo; num segundo turno, só Marina e Moro superam petista
O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) cresceu e assumiu o segundo lugar da corrida à Presidência em 2018, atingindo atê 15% das intenções de voto, em empate técnico com a ex-senadora Marina Silva (Rede). Na primeira pesquisa Datafolha após a divulgação da delação da Odebrecht na Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua liderança e foi a 30%, apesar de ter sido muito atingido pelas revelações.Lula, por outro lado, é rejeitado por 45%, empatado com o tucano Aécio Neves (44%), e seu governo é tido como o mais corrupto. Incluído pela primeira vez na sondagem, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), oscila entre 9% e 11%. É um índice igual ou superior ao dos tucanos Aécio e Geraldo Alckmin, ambos alvejados pelas delações. Em eventual segundo turno, Lula vence todos, exceto Marina e o juiz Sergio Moro, sem filiação partidária. Num empate técnico, Moro bate Lula por 42% a 40%. O Datafolha fez 2.781 entrevistas, em 172 municípios, na quarta (26) e quinta (27), antes da greve geral de sexta (28). A margem de erro da pesquisa ê de dois pontos percentuais. (Poder A4)

Temer tem pior avaliação; 85% defendem diretas já (Poder a5)

Massacre em MT foi precedido por casos de violência
Dois casos de violência registrados na polícia, em 2014 e 2015, precederam o massacre de nove trabalhadores rurais e posseiros no dia 19 deste mês em Taquaruçu do Norte (MT), relata o enviado Fabiano Maisonnave. Ali, 3.600 hectares estão sob disputa com grileiros, afirmam moradores. (Poder A10)

PCC mira presídios para dominar tráfico no país
Comandado de fora das prisões pela primeira vez desde sua criação, em 1993, o PCC (Primeiro Comando da Capital) deflagrou em outubro de 2016 uma série de conflitos letais contra facções adversárias nas cadeias do Norte e Nordeste, informa Rogério Pagnan. O objetivo ê garantira adesão de novos membros e ampliar a todo o país o domínio sobre o crime organizado e o tráfico de drogas, como o que já tem em São Paulo. “O confronto não tem volta e vai se estender para as ruas”, diz o promotor Lincoln Gakiya. (Cotidiano B1)

Editoriais
Leia “Em busca do novo”, sobre pesquisa Data-folha para a Presidência, e “O futuro da Oi”, acerca de crise financeira da operadora de telefonia. (Opinião a2)

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