O Globo

Manchete: Estados têm dívida recorde de R$ 827 bi
Ao tomarem posse em 1º de janeiro, os 27 governadores terão de administrar o maior nível de endividamento já atingido, conjuntamente, pelos estados brasileiros: R$ 827 bilhões. O crescimento da dívida foi de 28% nos últimos quatro anos, e, neste período, apenas três unidades da federação reduziram o indicador, que é mais dramático no Rio. Para especialistas, a penúria fiscal dificulta a ampliação de investimentos nos próximos mandatos e a melhoria da saúde, da educação e da segurança, principais obrigações estaduais. (PÁGINA 21)

Lula define da cela cada passo de Haddad
Toda a estratégia da campanha de Fernando Haddad (PT) à Presidência está sendo traçada pelo ex-presidente Lula, de sua cela, em Curitiba. Ele define aonde Haddad deve ir, a quem deve atacar e até a postura nos debates. Colocou ainda na coordenação da campanha homens de sua confiança. (PÁGINA 4)

Candidatos à Presidência atacam o PT
Os principais candidatos à Presidência concentraram ataques ao PT em suas atividades de campanha ontem. Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede) criticaram Fernando Haddad, também alvo de Jair Bolsonaro (PSL),que, do hospital, falou ao vivo em rede social. (PÁGINAS 4 e 5)

A fé inabalável das campanhas nos ‘santinhos’
Em plena era digital, e autorizados a impulsionar conteúdos em redes sociais, os candidatos às eleições de outubro continuam apostando em material tradicional de campanha, como santinhos, adesivos e bandeiras. O gasto com material impresso é 17 vezes superior ao de propaganda virtual. (PÁGINA 6)

Após a Rio 2016, investimento em esgoto caiu 71%
Os investimentos em obras de redes de esgoto despencaram no estado, depois de um forte crescimento às vésperas dos Jogos Olímpicos. Dados do Instituto Trata Brasil mostram que os recursos aportados pelas prestadoras de serviço, pelo estado e pelos municípios encolheram 71% de 2015 a 2016. (PÁGINA 10)

Colunistas
FERNANDO GABEIRA
O momento é delicado, não vale a pena discutir sobre 1964 (PÁGINA 2)

EDUARDO OINEGUE
Lições de eleições passadas trazem esperança a quatro candidatos (PÁGINA 8)

ANCELMO GOIS
Devido à violência, fábricas de armas desistem do Brasil (PÁGINA 12)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Fundos têm R$ 36 bilhões à espera de definição eleitoral
Até julho, recursos para compra de participação em empresas, mas não investidos, cresceram cerca de R$ 5 bilhões
A tensão pré-eleição, que afetou o mercado financeiro e contribuiu para que o dólar chegasse aos R$ 4,20 na semana passada, também é sentida entre os fundos de private equity (que compram participações em empresas). O receio em fazer negócios é percebido tanto nas operações fechadas como no aumento do estoque de dinheiro captado e ainda não aplicado. Em agosto, o número de transações caiu a menos da metade na comparação com o mesmo mês de 2017. De janeiro a julho, os recursos disponíveis, mas não investidos, cresceram mais de R$ 5 bilhões, para R$ 36 bilhões. Para Piero Minardi, presidente da Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (Abvcap), o principal fator para a espera é a volatilidade do câmbio. Segundo outros gestores de fundos ouvidos pelo Estado, até o segundo turno das eleições só negócios inadiáveis serão fechados. (ECONOMIA / PÁGS. B1 e B3)

Ativos sem crise viram alvo
Nos negócios que estão sendo fechados apesar da crise, a estratégia dos fundos é investir em setores com perspectiva de bom desempenho no longo prazo, como os de saúde e de educação. (PÁG. B3)

Lula, Alckmin e Temer viram alvo de debate em São Paulo
O debate ao governo de SP promovido por Estado, TV Gazeta, Rádio Jovem Pan e Twitter foi marcado por referências à eleição presidencial. Paulo Skaf (MDB) teve de falar sobre sua relação com Michel Temer. João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB), sobre a gestão de Geraldo Alckmin (PSDB). Luiz Marinho (PT) disse se orgulhar de ser “candidato de Lula” e Rodrigo Tavares (PRTB) elogiou Bolsonaro (PSL). (POLÍTICA / PÁG. A4, A6 e A7)

Gestão do PSDB vira alvo
Criação de empregos, segurança pública e educação estiveram no centro do debate entre os candidatos. João Doria e as administrações tucanas no Estado foram os principais alvos de críticas. (PÁG. A6)

Em vídeo, Bolsonaro ataca PT e pesquisas
Na primeira aparição em vídeo ao vivo desde que foi submetido a uma segunda cirurgia, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) chorou várias vezes e atacou as pesquisas de intenção de voto que apontam sua derrota no segundo turno e o crescimento de Fernando Haddad (PT). “A grande preocupação realmente não é perder no voto, é perder na fraude”, disse. Ontem, ele deixou a UTI do Albert Einstein. (POLÍTICA / PÁG. A11)

PF apura a origem de US$ 16 mi apreendidos
O filho do ditador da Guiné Equatorial e vice-presidente do país, Teodoro Obiang Mangue, poderá ser denunciado por lavagem de dinheiro, após a Polícia Federal ter apreendido US$ 16 milhões em dinheiro e relógios de luxo em malas da sua comitiva no aeroporto de Viracopos (Campinas). O político deixou o País ontem, mas os bens ficaram. Segundo a Embaixada de Guiné Equatorial, Mangue veio ao País para tratamento médico. Ele é alvo da Justiça em cinco países por suspeita de desvio de recursos da exploração do petróleo. Na Guiné Equatorial, mais de dois terços dos cidadãos vivem com menos de US$ 1 por dia. (INTERNACIONAL / PÁG. A12)

Ciro e Alckmin pregam voto útil no 1º turno
Com o crescimento de Fernando Haddad (PT) nas pesquisas, Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB) reforçaram ontem o discurso de voto útil ainda no primeiro turno das eleições. Alckmin também passou a ser pressionado por aliados para atacar o PT e não Jair Bolsonaro (PSL). (POLÍTICA / PÁG. A10)

Cida Damasco
Para reduzir desigualdades, rearranjo do setor público deve incluir proteção social. (ECONOMIA / PÁG. B4)

Notas & Informações
Um pacote de modernização
Para voltar a crescer e retornar ao grupo das economias dinâmicas, o Brasil precisa com urgência de impostos mais modernos e compatíveis com a eficiência. (PÁG. A3)

O ranking dos Estados
A crise fiscal está sendo pior para alguns Estados, que perderam competitividade. (PÁG. A3)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Saúde é alvo de propostas genéricas dos candidatos
Faltam medidas para enfrentar o subfinanciamento do setor, um dos líderes de reclamações de eleitores
Apontada como principal prioridade pelos eleitores, a saúde não ocupa lugar central nas propostas de governo registradas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pelos presidenciáveis. Análise dos planos feita por pesquisadores mostra propostas vagas, sem menção de custos e de difícil controle após as eleições. Maior sistema de saúde gratuito do mundo, atendendo a 75% da população do país, o SUS sofre de crônico subfinanciamento, que pode piorar nos próximos anos em razão da crise econômica e do ajuste fiscal. Do total, sete candidatos são a favor de aumentar recursos para a saúde; três trazem metas específicas, mas ainda assim não detalham como elas serão atingidas. João Amoêdo (Novo) e Jair Bolsonaro (PSL) são os únicos que consideram os gastos com saúde excessivos. Um consenso é a ampliação de serviços da atenção básica. Já os hospitais públicos não foram objeto de propostas dos candidatos. Nenhum deles propõe medidas para lidar com o gargalo das cirurgias eletivas e a penúria das instituições de saúde federais. (Cotidiano B1)

Eleição tende a pressionar mais o dólar, diz mercado
Com os resultados das pesquisas presidenciais e a possibilidade de disputa entre Jair Bolsonaro(PSL) e Fernando Haddad (PT) no segundo turno, especialistas projetam novas tensões no mercado de dólar. Para eles, o fato de os indicadores brasileiros não acompanharem as oscilações internacionais mostra que as peculiaridades do momento eleitoral têm prevalecido. (Mercado A21)

Eleições 2018
Bolsonaro chora e põe pleito sob suspeição (A8)

Ciro xinga e empurra interlocutor em RR (A7)

Haddad participa de ato por Lula em São Paulo (A6)

Alckmin critica a Folha por reportagem (A6)

Marina condena ataque a página de mulheres (A8)

Presidenciáveis repetem erros que geraram a crise
Entrevista da 2ª – José Alexandre Scheinkman
Propostas dos presidenciáveis repetem erros que levaram o país à mais recente recessão, diz o economista José Alexandre Scheinkman. Entre eles estaria a ideia de que se deve proteger a economia. (A16)

Índice de votos brancos e nulos é o maior das últimas disputas
Segundo a pesquisa Datafolha presidencial mais recente, 13% dos eleitores dizem que não pretendem votar em ninguém. O índice supera o de sondagens similares feitas de 2002 a 2014. Há quatro anos, a cifra era de 6%. (Poder A4)

Marcus André Melo
Abre-se espaço para coordenar o voto útil centrista
Há lugar para um novo protagonismo das lideranças em torno da formação de uma frente de salvação nacional do centro, para barrar os riscos do iliberalismo populista à esquerda e à direita. (Opinião A2)

FAB quer arrecadar R$ 140 milhões ao ano com ‘aluguel’ da base de Alcântara (Ciência B4)

Editoriais
Gerir a herança Brasil estagnado
Sobre discurso econômico frágil dos presidenciáveis.

Brasil estagnado
Acerca do Índice de Desenvolvimento Humano. (Opinião A2)
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